Neoclássico no Brasil
• Em 1808, o Regente de Portugal, dom João, 
fugindo do imperador francês Napoleão 
Bonaparte, decidiu transferir a corte ...
• O Neoclássico é um estilo artístico que se reporta à 
época clássica, ou seja, à antiguidade grega e romana. 
• Caracter...
• O novo estilo ficou marcado em várias 
construções desse período, como o Teatro de 
Santa Isabel no Recife e o Palácio I...
José Maria Jacinto Ribeiro - Palácio Itamaraty - RJ
A Família Real no Brasil 
O grande avanço ocorreu com a vinda da família real. O 
centro das atenções e dos acontecimentos...
• Igreja do Carmo e Paço Imperial- RJ
Essa mudança trouxe profundas transformações 
sociais, econômicas e culturais para o Brasil. 
Com a corte instalada, a vid...
D. João VI, adaptado à nova sede do Reino, 
quis modernizá-la. Construiu o Teatro São 
João (1812), liberou o comércio, os...
Biblioteca Nacional
Museu Nacional Brasileiro
• Toda a arte produzida no período anterior foi 
considerada ultrapassada. 
• Na Europa predominava a volta dos valores 
c...
A missão Francesa 
• O Brasil não contava com mão de obra 
qualificada para promover a modernização 
desejada por D. João ...
• A chamada Missão Artística Francesa ao Rio de Janeiro 
(1816) vem chefiada por Jacques Le Breton (1760- 
1819), que diri...
• Durante o período colonial, a prática dos 
ofícios de pintor, escultor, ourives e outros era 
passada de pessoa para pes...
• Na Nova Escola Real buscou-se modificar a 
feição da arte brasileira, que naquela época 
produzia obras praticamente par...
• Entre os vários artistas que vieram ao Brasil na Missão 
Artística Francesa, estavam Jean-Baptiste Debret e Nicolas 
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Chefe de bororenos partindo para uma expedição guerreira - Debret
Negras livres vivendo suas atividades - Debret
• Taunay chegou ao Brasil com a missão (1816) 
e retornou a Paris em 1821. Nesses poucos 
anos que ficou aqui, produziu in...
Largo dos cariocas, óleo sobre tela – 1816 - Taunay
Praia de Botafogo, 1816 – óleo sobre tela - Taunay
Baía de Guanabara, 1828, óleo sobre tela – Félix Taunay
Adrien Tauney – Agrupamento dos índios bororos do acampamento chamado Pau-Seco, entre os riachos 
Paraguay e Jauru, 1827, ...
• Félix Chegou a dirigir a Escola de Belas-Artes e 
organizou a Exposição Geral Anual de Belas- 
Artes, enquanto Adrien se...
• O escultor Auguste-Marie Taunay, irmão do 
pintor Nicolas Antoine, além de diversas 
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Busto de Camões – Auguste Taunay
• Na Missão Artística Francesa também vieram 
o arquiteto Grandjean de Montigny e artífices 
para trabalhar com marcenaria...
• A ideia de criação de uma Escola de Belas-Artes veio 
com a família real e levou algum tempo para ser 
realizada. 
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• Sua influência estende-se por mais de um 
século nas artes plásticas do Brasil. Deu 
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Montigny – Casa França – Brasil, Rio de Janeiro - RJ
O Nascimento da Fotografia 
• Em 1820, os portugueses, insatisfeitos com a 
possibilidade de o Brasil transformar-se para ...
• Nesse período surge uma nova forma de registro de 
imagens que viria a influenciar a pintura. O francês Hércule 
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Compte – Daguerreótipo do Rio de Janeiro
A presença dos cientístas. 
• Além dos artistas que vieram na Missão 
francesa, outros estrangeiros trabalharam no 
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Entre eles estão os cientistas Karl Friedrich Phillip von 
Martius e Johann Baptist von Spix, que deixaram 
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Litografia feita por von Martius de floresta na Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro
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Negros no porão, litografia - Rugendas
Retrato de D. Pedro II, óleo sobre tela - Rugendas
• Então, a presença estrangeira define a produção 
artística no Brasil nesse período e o Rio de Janeiro é o 
centro cultur...
Referências Bibliográficas: 
Tirapeli, Percival. Arte Brasileira. Arte Colonial, 
Barroco e Rococó. 
Explicando a Arte Bra...
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Arte do período neoclássico brasileiro. Pintura, escultura e arquitetura. História da Arte Brasileira.

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Arte Neoclássica Brasileira - História da Arte

  1. 1. Neoclássico no Brasil
  2. 2. • Em 1808, o Regente de Portugal, dom João, fugindo do imperador francês Napoleão Bonaparte, decidiu transferir a corte de Lisboa para o Rio de Janeiro, ocasionando grandes mudanças em nosso país, inclusive nas artes. • Com dom João chegou ao Brasil o Neoclassicismo, um estilo artístico que começara a ser difundido na Europa na segunda metade de século 18 e que substituiria o barroco em nossa arte.
  3. 3. • O Neoclássico é um estilo artístico que se reporta à época clássica, ou seja, à antiguidade grega e romana. • Características: - Presença de poucos ornamentos na arquitetura, com colunas mais lisas e linhas retas, quase sem enfeites. - retorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos; - academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes; - o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura.
  4. 4. • O novo estilo ficou marcado em várias construções desse período, como o Teatro de Santa Isabel no Recife e o Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro.
  5. 5. José Maria Jacinto Ribeiro - Palácio Itamaraty - RJ
  6. 6. A Família Real no Brasil O grande avanço ocorreu com a vinda da família real. O centro das atenções e dos acontecimentos culturais e políticos, que antes tinha sido Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, passa a ser o Rio de Janeiro. Durante as guerras napoleônicas, D. João VI transferiu-se com sua corte, de 15 mil pessoas para o Brasil A sede da corte foi instalada no Convento do Carmo, no RJ. O prédio foi devidamente reformado e adaptado e sua capela foi transformada em teatro e sala de concertos.
  7. 7. • Igreja do Carmo e Paço Imperial- RJ
  8. 8. Essa mudança trouxe profundas transformações sociais, econômicas e culturais para o Brasil. Com a corte instalada, a vida sociocultural cresceu no país e a influência estrangeira chegou até o dia a dia das pessoas. As igrejas deixaram de ser os únicos locais para os quais os artistas trabalhavam. Começaram a surgir no Rio de Janeiro diversas instituições para resolver as questões políticas e econômicas e também para atender às necessidades culturais.
  9. 9. D. João VI, adaptado à nova sede do Reino, quis modernizá-la. Construiu o Teatro São João (1812), liberou o comércio, os portos, as fábricas, as tipografias e a importação de livros. Organizou a Biblioteca Real, criou o Observatório Astronômico, o Jardim Botânico e o Museu Nacional.
  10. 10. Biblioteca Nacional
  11. 11. Museu Nacional Brasileiro
  12. 12. • Toda a arte produzida no período anterior foi considerada ultrapassada. • Na Europa predominava a volta dos valores clássicos do renascimento, a busca do equilíbrio e da simplicidade na imitação das linhas greco-romanas.
  13. 13. A missão Francesa • O Brasil não contava com mão de obra qualificada para promover a modernização desejada por D. João VI, por isso ele contratou artistas franceses que desejavam sair da França, pois tinham apoiado Napoleão, que, derrotado, estava preso em Santa Helena.
  14. 14. • A chamada Missão Artística Francesa ao Rio de Janeiro (1816) vem chefiada por Jacques Le Breton (1760- 1819), que dirigia a Academia Francesa de Belas Artes. • Ele trouxe pintores, escultores, arquitetos e músicos, além de artífices, ajudantes, mecânicos, serralheiro, ferreiros e carpinteiros. • Embora os brasileiros tenham reagido desfavoravelmente à “invasão” de artistas estrangeiros, pois se tratava de uma nova colonização cultural, esses deixaram uma profunda influência na arte brasileira, principalmente na pintura, na paisagem urbana e na arquitetura.
  15. 15. • Durante o período colonial, a prática dos ofícios de pintor, escultor, ourives e outros era passada de pessoa para pessoa. Com a criação da escola real, podia-se estudar arquitetura, pintura, escultura, gravura, desenho. Até então, a arte portuguesa havia sido praticamente a única de destaque no Brasil colonial.
  16. 16. • Na Nova Escola Real buscou-se modificar a feição da arte brasileira, que naquela época produzia obras praticamente para as construções religiosas. • A aristocracia e a nobreza passaram a consumir obras de arte, para a ornamentação dos seus palacetes, mas tudo no estilo neoclássico.
  17. 17. • Entre os vários artistas que vieram ao Brasil na Missão Artística Francesa, estavam Jean-Baptiste Debret e Nicolas Antonine Taunay, que pintaram, em telas a óleo, pessoas e acontecimentos da corte imperial e paisagens. • Debret, quando viajava pelo Brasil ou percorria as ruas da capital , fazia aquarelas e desenhava o cotidiano das pessoas, retratando como ninguém as atrocidades e os sofrimentos vividos pelos escravos. Registrou um panorama da vida no Brasil na primeira metade do século 18. • Criou sua própria escola, já que a Academia de Belas-Artes demorava tanto a ser instalada. Produziu retratos da família real e cena de vida cotidiana dos nobres, burgueses e dos escravos. Publicou três volumes de textos e ilustrações a respeito da nossa terra: Viagem pitoresca e história ao Brasil
  18. 18. Chefe de bororenos partindo para uma expedição guerreira - Debret
  19. 19. Negras livres vivendo suas atividades - Debret
  20. 20. • Taunay chegou ao Brasil com a missão (1816) e retornou a Paris em 1821. Nesses poucos anos que ficou aqui, produziu inúmeros quadros com diversos temas: Bíblicos, mitológicos, históricos, paisagens e retratos infantis. Deixou mais de 30 paisagens do Rio de Janeiro. Seus dois filhos também artistas, Félix Émile Taunay e Adrien Aimé Taunay, ficaram no Brasil.
  21. 21. Largo dos cariocas, óleo sobre tela – 1816 - Taunay
  22. 22. Praia de Botafogo, 1816 – óleo sobre tela - Taunay
  23. 23. Baía de Guanabara, 1828, óleo sobre tela – Félix Taunay
  24. 24. Adrien Tauney – Agrupamento dos índios bororos do acampamento chamado Pau-Seco, entre os riachos Paraguay e Jauru, 1827, aquarela sobre papel
  25. 25. • Félix Chegou a dirigir a Escola de Belas-Artes e organizou a Exposição Geral Anual de Belas- Artes, enquanto Adrien se embrenhou pelas matas com as expedições dos naturalistas e desenhou nossos índios.
  26. 26. • O escultor Auguste-Marie Taunay, irmão do pintor Nicolas Antoine, além de diversas esculturas, ornamentou o Rio de Janeiro para as festas de Aclamação de D. João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarve.
  27. 27. Busto de Camões – Auguste Taunay
  28. 28. • Na Missão Artística Francesa também vieram o arquiteto Grandjean de Montigny e artífices para trabalhar com marcenaria, fazer estuque em gesso, enfim, os chamados ofícios artísticos. • Grandjean é responsável por importantes construções do período neoclássico.
  29. 29. • A ideia de criação de uma Escola de Belas-Artes veio com a família real e levou algum tempo para ser realizada. • Em 1881 funda-se a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios, que vai sofrendo transformações no decorrer do tempo. Passa a ser chamada de Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil (1820) e Academia Imperial de Belas Artes (1824) • Finalmente, com um projeto de Montigny, é instalada com esse último nome (1826), mas tarde mudado pra Escola de Belas-Artes.
  30. 30. • Sua influência estende-se por mais de um século nas artes plásticas do Brasil. Deu origem ao Museu Nacional de Belas-Artes, que hoje ocupa magnífico prédio – Construído em 1909 por Adolfo Morales de los Rios – no centro do Rio de Janeiro.
  31. 31. Montigny – Casa França – Brasil, Rio de Janeiro - RJ
  32. 32. O Nascimento da Fotografia • Em 1820, os portugueses, insatisfeitos com a possibilidade de o Brasil transformar-se para sempre na sede e na metrópole do reino, fazem uma revolta no porto, em Portugal, e obrigam D. João VI a voltar a Lisboa. • D. Pedro I fica como príncipe regente e em 1822 é proclamado a independência. Em 1831 é forçado a abdicar em favor de seu filho, Pedro II, ainda criança. Começa o período das Regências.
  33. 33. • Nesse período surge uma nova forma de registro de imagens que viria a influenciar a pintura. O francês Hércule Florence (1804-1879), em campinas, imprime imagens a partir do efeito da luz em 1832. Em 1840 o Francês Louis Compte introduz a daguerreotipia no Brasil. • O imperador Pedro II, com 15 anos, fica Entusiasmado e encomenda um equipamento em Paris, tornando-se assim o primeiro brasileiro nato a praticar a fotografia. Mais tarde, atribui títulos e honrarias aos principais fotógrafos atuantes do país, e por ser um grande colecionador, formou a maior coleção particular de fotografias e a mais diversificada do mundo na sua época.
  34. 34. Compte – Daguerreótipo do Rio de Janeiro
  35. 35. A presença dos cientístas. • Além dos artistas que vieram na Missão francesa, outros estrangeiros trabalharam no Brasil. • A arquiduquesa Leopodina que veio se casar com D. Pedro trouxe em sua comitiva diversos cientistas austríacos. Esses naturalistas eram interessados na natureza tropical, e além de desenharem, traziam outros artistas para registrar a paisagem, a fauna e a flora.
  36. 36. Entre eles estão os cientistas Karl Friedrich Phillip von Martius e Johann Baptist von Spix, que deixaram diversos desenhos de suas expedições. Outros cientistas foram o Alemão Georg Heinrich von Langsdorff, que comandou viagens a Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, Amazonas e Pará. E junto delas participaram pintores como Hercule Florence, Adrian Aimé Taunay, Johan Moritz Ruendas, Edward Hildebrandt, entre outros. Rugendas fez expedições independentes e publicou o livro Viagem Pitoreca no Brasil.
  37. 37. Litografia feita por von Martius de floresta na Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro
  38. 38. Índio flexando uma onça, óleo sobre tela - Rugendas
  39. 39. Negros no porão, litografia - Rugendas
  40. 40. Retrato de D. Pedro II, óleo sobre tela - Rugendas
  41. 41. • Então, a presença estrangeira define a produção artística no Brasil nesse período e o Rio de Janeiro é o centro cultural, o que causa insatisfação nas outras regiões. Ainda não existe uma arte genuinamente brasileira, mas o sentimento nacional e o desejo de autonomia inspiram alguns artistas locais. • A imitação dos modelos clássicos começa a decair no gosto dos artistas e do público, e uma nova transformação se anuncia, mas a influência do academicismo ainda perdura por muito tempo, principalmente na pintura.
  42. 42. Referências Bibliográficas: Tirapeli, Percival. Arte Brasileira. Arte Colonial, Barroco e Rococó. Explicando a Arte Brasileira. Garcez, Lucília e oliveira, Jô.

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