Palestra jaboticabal 2010

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Palestra jaboticabal 2010

  1. 1. Desempenho de animais cruzados Jaboticabal – 11/03/2010 1
  2. 2. Cadeia Produtiva da Carne Bovina Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor 2
  3. 3. Objetivos: • Aumento de produtividade e qualidade Precocidade Aumento Lotação Diminuição ciclo ( Cria – Recria – Engorda) • Agregar valor ao produto Ferramentas: • Tecnologia ( Genética / Nutrição / Manejo) • Programas de qualidade • Padronização • Marketing
  4. 4. Produção Animal • Genética • Nutrição • Manejo
  5. 5. Genética 5
  6. 6. EVOLUÇÃO DAS RAÇAS 6
  7. 7. ZEBUÍNOS NELORE GUZERÁ Fano Elegante TABAPUÃ Originaram-se na Índia, caracterizando-se pela adaptação ao calor dos trópicos , às grandes variações na disponibilidade de alimentos e ao alto número de parasitas internos e externos. Por milhares de gerações, a seleção natural para sobrevivência na presença destes estresses ambientais resultou em raças rústicas que têm Q - Kapy alta resistência à endo e ectoparasitas, adaptação ao calor, umidade e radiação solar.
  8. 8. TAURINOS - EUROPEUS CONTINENTAIS LIMOUSIN CHAROLÊS BLONDE Matrix Jolympe MARCHIGIANA PIEMONTÊS As raças continentais de carne foram selecionadas originalmente para tração na Europa Continental. Essa seleção com menor ênfase em outras características de produção provocou o aumento da massa muscular e do peso adulto. As raças continentais são Viking Libro conhecidas pelo elevado peso ao nascimento, grande potencial de crescimento (ganho de SIMENTAL BRAUNVIEH peso), alto rendimento de carcaça com menor porcentagem de gordura. Raças mais usadas no Brasil: Limousin, Charolês, Blonde d’Aquitaine, Simental, Braunvieh (Pardo-Suiço Corte), Gelbvieh, Marchigiana, Piemontês Mallo Isopor
  9. 9. TAURINOS - EUROPEUS BRITÂNICOS ABERDEEN ANGUS POLLED HEREFORD Sua origem deu-se nas Ilhas Britânicas. A finalidade principal dessas raças têm sido, por muitos séculos, produzir carne para o consumo humano. Elas foram selecionadas para velocidade de crescimento, precocidade sexual, fertilidade e qualidade de carne, resultando em raças de tamanho intermediário. São estas as mais usadas no Brasil: Aberdeen Angus, Red Angus e Hereford.
  10. 10. Nelore ou Cruzamento Industrial ?
  11. 11. Produção Animal • Genética • Nutrição • Manejo
  12. 12. Cruzamento Industrial -O período de separação mais longo ocorreu entre as raças Bos Indicus e Bos Taurus, por isso maior heterose neste cruzamento ( Ambiente de stress tropical a heterose não se expressa inteiramente) -Cada raça é um produto das forças de seleção que ocorreram no ambiente que a raça evoluiu
  13. 13. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  14. 14. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  15. 15. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  16. 16. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  17. 17. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor Benefícios ao uso da tecnologia 24
  18. 18. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  19. 19. www.marchigiana.org.br / Fonte: abs pecplan
  20. 20. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor commodities 27
  21. 21. Cruzamento para cria
  22. 22. Curva de crescimento de bovinos
  23. 23. C ria C re s c im e n to T e rm in a ç ã o P V, kg 450 230 2 ,5 :1 4 ,5 :1 8 :1 1 0 - 1 2 :1 C A 210 d 90 d 60 d  C R IA   C O N F IN A M E N T O   T E R M IN A Ç Ã O  d ia s
  24. 24. Curva de crescimento de tecidos
  25. 25. Eficiência Biológica de Matrizes de Corte, em relação a Raça e Ingestão de MS Matéria Seca Ingerida Kg / Vaca / Ano 3500 5000 6000 Kg / Vaca /dia 9 13 16 Índices de Eficiência Bezerros Desmamados / MS Ingerida Angus 39 39 17 Hereford 33 33 13 Gelbvieh 29 43 36 Limousin 33 43 40 Charolês 27 35 45 Simental 26 35 42 Adaptado de JENKIS & FERREL
  26. 26. Produção de leite Curva de lactação de vacas de corte 7 6 LEITE 5 Raças européias (KG) 4 3 Nelore 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 SEMANAS DE LACTAÇÃO adaptado de FORBES (1995)
  27. 27. Relação entre leite produzido pela vaca e leite requerido pelo bezerro ENSMINGER et al. (1990) Produção Exigência Produção de leite Pasto? Peso do bezerro
  28. 28. Cruzamento para recria / engorda
  29. 29. Características do gado de corte para uso em cruzamentos
  30. 30. Raças agrupadas por tipos biológicos de acordo com quatro critérios (um maior Número de X’s indica um valor maior no critério)
  31. 31. Pesos dos bovinos de diferentes tamanhos (“Frame-size”) a maturidade Adapatado de Fox et al ( 1992)
  32. 32. Peso inicial Peso Final periodo confinamento Peso Abate (kg) Peso Abate (kg) RC inteiros 326 495 138 262 17,47 52,93% castrados 317 453 138 238 15,87 52,54% indice peso final gdp indice gdp indice peso final 102,84 1,224637681 124,26 110,08 100,00 0,985507246 100,00 100,00 inteiros (5% uniforme / 37% mediano / 58% escasso) castrado ( 75% uniforme / 23% mediano / 2% escasso)
  33. 33. Influência do Peso Vivo sobre eficiência do GDP
  34. 34. Cruzamento para Produção de Carne
  35. 35. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor Marcas de carne / Atualmente 47
  36. 36. Classificação de carcaças 48
  37. 37. Classificação de carcaças Nº DO PEDIDO / Nº DO LOTE / TIPIFICAÇÃO Nº DE IDENTIFICAÇÃO SEQUÊNCIAL DO LOTE / BANDA DA INDIVIDUAL CLASSIFICAÇÃO CARCAÇA S.I.F DA UNIDADE / DE DATA DO ABATE / DATA Nº DO LOTE - SEXO - IDADE MERCADO DE PRODUÇÃO RAÇA DATA DE VALIDADE NÚMERO SEXO CLASSIFICAÇÃO CÓDIGO DE DO DO BARRA LOTE PROGRAMA GRAU DE ACABAMENTO DE DA CARCAÇA QUALIDADE SEQUÊNCIA NÚMERO DE DE ABATE DENTES 50
  38. 38. Pecuária Geral Raças Zebuínas Origem Leiteira Cruzamento Continental Mercado Cruzamento Britânicas Pecuária Futuro Exigência do Mercado Produto 52
  39. 39. Temos qualidade de Carne?
  40. 40. Classificação de carcaças Carcaças Uniformes – Promissão TOTAL DE CARCAÇAS COM ACABAMENTO UNIFORME - PROMISSÃO Mês Total Abatido Total Acab. Uniforme % Janeiro 26.541 1.050 4,0% Fevereiro 19.641 643 3,3% Março 22.846 584 2,6% Abril 15.364 169 1,1% Maio 22.800 341 1,5% Junho 20.597 271 1,3% Julho 18.068 430 2,4% Agosto 19.805 420 2,1% Setembro 21.690 263 1,2% Outubro 23.422 481 2,1% Novembro 21.927 511 2,3% Dezembro 12.908 210 1,6% Total 245.609 5.373 2,2% 58
  41. 41. “garimpo na sala de desossa” Churrascaria Exportação Exportação Eventual Alcatra completa Churrascaria Contra Filé UK Coxão Mole Binden Filé Mignon Europa Fraldão Churrascaria Alcatra UK c/Gordura Costela Churrascaria 59
  42. 42. PREVISIBILIDADE Subjetiva
  43. 43. Commodities x Produtos Especiais
  44. 44. Commodities x Produtos Especiais ESTRATEGIA DE LARGO PLAZO Produtos Especiais Commodities Hoy 2015 +
  45. 45. Marcas de Carne ( Biologia x Matemática ) • Padrão • Volume • Regularidade
  46. 46. Padronização da Carne = Previsibilidade  Características padronizadas Maciez / Sabor / Suculência / Coloração / Cortes  Sistema de produção padronizado Raças / idade /alimentação  Rastreabilidade / Certificado Origem
  47. 47. 68
  48. 48. 75
  49. 49. 79
  50. 50. Fluxo de Produção – Exigências de Mercado Unidades de Produção - Raça - Idade Certificado de processo - Acabamento - Protocolo Sanitário - Protocolo Nutricional Frigoríficos - Classificação de carcaça - Peso Certificado de produto - Grau de acabamento - Grau de marmoreio Mercado 84
  51. 51. Mapeamento da demanda
  52. 52. Valores médios das caracteristicas de qualidade de carne de bovinos cruzados jovens em confinamento
  53. 53. Pecuária Futuro Exigência do Mercado Produto 87
  54. 54. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor Projetos especiais 88
  55. 55. Previsibilidade na carne bovina. É possível?
  56. 56. Qualidade de Carne X Raça - Carne com mais de 25% Bos indicus é inaceitável para os consumidores Americanos - Savell & Shackeelford (1992) - “Germoplasm Evaluation Program” – Carne progênie de touros Bos Indicus é menos macia que a da progênie Bos Taurus – Cundiff ( 1992) - 15% variabilidade na maciez é atribuída às diferenças de “marmoreio” e 85% as variações nas alterações “pós-mortem” ( processo enzimático que leva a tenderização da carne (Maturação) – Koohmaraie (1992) - Quanto maior a participação de Bos Indicus no genótipo, menor a velocidade e a extensão dos efeitos da maturação – Whipple et al (1990) Explicação: Maturação = Proteólise Variações de maciez é em função da velocidade e extensão da proteólise. Portanto sendo determinada pela origem genética Sistema enzimático “ calpaína” é o principal responsável pela proteólise e é inibido pela enzima calpastatina ( Mais presente no Bos indicus) Palavra chave: seleção para redução dos índices de atividade de calpastatina
  57. 57. A 9 a 30 m B 30 a 42 m C 42 a 72 m D 72 a 96 m E 96 acima
  58. 58. 100
  59. 59. 102
  60. 60. 103
  61. 61. 112
  62. 62. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor Beneficios do cruzamento industrial + Projetos especiais 114
  63. 63. Previsibilidade = Produto Especial 115
  64. 64. CERTIFICAÇÃO
  65. 65. 117
  66. 66. 119
  67. 67. 121
  68. 68. 123
  69. 69. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor “Beneficios “ do cruzamento industrial - Projetos especiais 129
  70. 70. Para Refletir........
  71. 71. Classificação de carcaças 134
  72. 72. Programa Angus Marfrig
  73. 73. Marfrig Brasil
  74. 74. Agregação de valor na cadeia Produção Processamento Armazenamento Preparo P.Q. Cria P.Q. Alimentação P.Q.Integrado Marca de Carne i i i i Cria Engorda Frigoríficos Varejo Consumidor $ i $ i $ i $ $ $ Program Program Program $+Specs. $+Specs. $+Specs. $+ $+ $+ Agregação de valor 138
  75. 75. Ações na cadeia
  76. 76. Marfrig Uruguai
  77. 77. “Somos o que repetidamente fazemos, a EXCELÊNCIA portanto não é um feito, mas um HÁBITO” Aristóteles
  78. 78. Muito Obrigado www.beefveal.com.br rbarcellos@terra.com.br twitter.com/rrbarcellos

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