um dizer ainda puro, Vasco Gato
ESSÊNCIAUma mão vaziaEm que nada se pode ler,O reflexo de um diaSem amanhecer,Um movimento sempre parado,Um Romeu nunca am...
O TEU OLHARO teu olhar,O mais belo que eu já vi,Vicia-me de maneira talQue não penso em nada senão emti...Brilhantes...Inc...
VAIDADESonho que sou a Poetisa eleita,Aquela que diz tudo e tudo sabe,Que tem a inspiração pura e perfeita,Que reúne num v...
NÃO POSSO ADIAR O AMORNão posso adiar o amor para outro séculonão possoainda que o grito sufoque na gargantaainda que o ód...
Amanhecer, Tiago Aires , 8º anoConcurso de Poesia Interescolas de Gaia, ESOD/2010-2011
Niños de todos los colores, adapt. Luísa Ducla Soares
La cogida y la muerte, Frederico Garcia Lorca
Dreams, Langston Hughes
Funeral Blues, 1936Stop all the clocks, cut off the telephone,prevent the dog from barking with a juicy bone,silence the p...
The road not taken, Robert Frost
DIA DA ÁRVORECortaram uma árvoreE a terra chorouCortaram outra árvoreE a terra chorouE tantas árvores mais...E a terra cho...
SEGREDOSei um ninho.E o ninho tem um ovo.E o ovo, redondinho,Tem lá dentro um passarinhoNovo.Mas escusam de me atentar:Nem...
POEMA DA MINHA NATUREZACrescem as flores no seu dever biológico,e as cores que patenteiam, por sua natureza,só podem ser a...
Descrever a beleza, Miguel Barbosa
Frutos         Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outra
MISTÉRIOS DA ESCRITAEscrevi a palavra flor.Um girassol nasceuno deserto de papel.Era um girassolcomo é um girassol.Endirei...
Folhinha
Todas as cartas de amor são…
óleo de Carlos Alberto SantosO Mostrengo, Fernando Pessoa
POEMA EM PA Paulapede a paz.Os pardais     Os prédiosos peixes      as praiasos pandas      os pastosas plantas     as pon...
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Serão de Poesia : BE-ESOD / Deptº Línguas - 21/03/12
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  1. 1. um dizer ainda puro, Vasco Gato
  2. 2. ESSÊNCIAUma mão vaziaEm que nada se pode ler,O reflexo de um diaSem amanhecer,Um movimento sempre parado,Um Romeu nunca amado,Um olhar estático,Um poema nada enfático,Um actor pouco dramático,Um pássaro que não pia,Um observador que não via,Um poeta que não sente,Um político que mente,Um sábio sem ciência,Uma mnemónica que esqueci,Uma mãe sem paciênciaO perto ali...Tudo sem essência,É como eu sem ti. Maria João Rodrigues, 9º ano, Concurso de Poesia de Gaia Nascente, ESOD/1999-2000
  3. 3. O TEU OLHARO teu olhar,O mais belo que eu já vi,Vicia-me de maneira talQue não penso em nada senão emti...Brilhantes...Incandescentes...Os teus lindos olhosEncantam toda a gente!Sou incapaz de resistirA tão doce olhar...Não o consigo impedir,Quero-te amar! Miguel Nuno Rodrigues, 7º ano Concurso de Poesia de Gaia Nascente, ESOD/1999-2000
  4. 4. VAIDADESonho que sou a Poetisa eleita,Aquela que diz tudo e tudo sabe,Que tem a inspiração pura e perfeita,Que reúne num verso a imensidade!Sonho que um verso meu tem claridadePara encher o mundo! E que deleitaMesmo aqueles que morrem de saudade!Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!Sonho que sou Alguém cá neste mundo...Aquela de saber vasto e profundo,Aos pés de quem a Terra anda curvada!E quando mais no céu eu vou sonhando,E quando mais no alto ando voando,Acordo do meu sonho... E não sou nada!... Florbela Espanca, Sonetos
  5. 5. NÃO POSSO ADIAR O AMORNão posso adiar o amor para outro séculonão possoainda que o grito sufoque na gargantaainda que o ódio estale e crepite e ardasob montanhas cinzentase montanhas cinzentasNão posso adiar este abraçoque é uma arma de dois gumesamor e ódioNão posso adiarainda que a noite pese séculos sobre as costase a aurora indecisa demorenão posso adiar para outro século a minha vidanem o meu amornem o meu grito de libertaçãoNão posso adiar o coração A. Ramos Rosa, Viagem através duma Nebulosa
  6. 6. Amanhecer, Tiago Aires , 8º anoConcurso de Poesia Interescolas de Gaia, ESOD/2010-2011
  7. 7. Niños de todos los colores, adapt. Luísa Ducla Soares
  8. 8. La cogida y la muerte, Frederico Garcia Lorca
  9. 9. Dreams, Langston Hughes
  10. 10. Funeral Blues, 1936Stop all the clocks, cut off the telephone,prevent the dog from barking with a juicy bone,silence the pianos and, with muffled drums,bring out the coffin, let the mourners come.Let airplanes circle moaning overheadscribbling on the sky the message: hes dead.Put crepe-bows round the white necks of the public doves,let the traffic policemen wear black cotton gloves.He was my North, my South, my East and West,my working week, my Sunday rest,my noon, my midnight, my talk, my song.I thought that love would last forever; I was wrong.The stars are not wanted now, put out every one.Pack up the moon, dismantle the sun.Pull away the ocean and sweep up the wood.For nothing now can ever come to any good. W. H. Auden
  11. 11. The road not taken, Robert Frost
  12. 12. DIA DA ÁRVORECortaram uma árvoreE a terra chorouCortaram outra árvoreE a terra chorouE tantas árvores mais...E a terra chorouChorar tanto também cansaQuem pode enxugar as lágrimasDa terra cansada?Nem as mãos de uma criança... Matilde Rosa Araújo, Fadas Verdes
  13. 13. SEGREDOSei um ninho.E o ninho tem um ovo.E o ovo, redondinho,Tem lá dentro um passarinhoNovo.Mas escusam de me atentar:Nem o tiro, nem o ensino.Quero ser um bom meninoE guardarEste segredo comigo.E ter depois um amigoQue faça o pinoA voar... Miguel Torga, Poesia Completa
  14. 14. POEMA DA MINHA NATUREZACrescem as flores no seu dever biológico,e as cores que patenteiam, por sua natureza,só podem ser aquelas, e não outras.Vermelhas, amarelas, cor de fogo,lilases, carmesins, azuis, violetas,assim, e só assim,tudo conforme a sua natureza.Ásperas são as folhas, macias, recortadasou não, tudo conforme;e o aprumo como tal,ou rasteiras, ou leves, ou pesadas, animais. É como ostudo no seu dever, Em cada qual, por sua natureza,por sua natureza. todo o dever se cumpre. Comem, dejetam, dormem, fazem amor nas horas competentes, lutam, caçam, agridem, rosnam à Lua, trinam, assobiam, escondem-se, espreitam, fogem, amarinham, dançam, mudam de pele, agacham-se, disfarçam-se, tudo conforme a sua natureza. António Gedeão, Obra Completa Assim eu penso, e amo, e sofro, e vou andando.
  15. 15. Descrever a beleza, Miguel Barbosa
  16. 16. Frutos Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outra
  17. 17. MISTÉRIOS DA ESCRITAEscrevi a palavra flor.Um girassol nasceuno deserto de papel.Era um girassolcomo é um girassol.Endireitou o caule,sacudiu as pétalase perfumou o ar.Voltou a cabeçaà procura do sole deixou cair dois grãos de pólensobre a mesa.Depois cresceu até ficarcom a ponta de uma pétalafora da Natureza. Álvaro Magalhães, O Limpa-palavras e outros Poemas
  18. 18. Folhinha
  19. 19. Todas as cartas de amor são…
  20. 20. óleo de Carlos Alberto SantosO Mostrengo, Fernando Pessoa
  21. 21. POEMA EM PA Paulapede a paz.Os pardais Os prédiosos peixes as praiasos pandas os pastosas plantas as pontesas pedras as piscinaspedem a paz. pedem a paz.Os palhaços O planetaos polícias pede a paz.os pintoresos padeiros Políticos,os poetas não ponham na panelapedem a paz. a pomba da paz. Luísa Ducla Soares
  22. 22. Ilustrações retiradas de http://www.google.pt/ - imagens

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