Segurança e medicina do trabalho aula3

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Aula 3 do módulo de Segurança do trabalho.

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Segurança e medicina do trabalho aula3

  1. 1. HIGIENE DO TRABALHO ESTUDO DOS RISCOS
  2. 2. HIGIENE DO TRABALHO  Futuro próximo: Trabalhadores não irão desenvolver atividades em ambientes coloquem em risco a sua integridade.  Atualmente, ainda há situações em que o homem é obrigado a enfrentar condições desfavoráveis.  Visíveis;  Invisíveis, aparentemente inofensivas.  HIGIENE DO TRABALHO  As condições ambientais que apresentam risco à saúde do trabalhador.
  3. 3. HIGIENE DO TRABALHO  Há vários fatores de risco que afetam o trabalhador nas suas tarefas diárias.  Alguns atingem grupos específicos de profissionais  Mergulhadores: Submetidos a altas pressões e baixas temperaturas;  Usam roupas especiais e passam por cabines de compressão e descompressão.  Outros não escolhem profissão  Agridem trabalhadores de diferentes áreas de maneira sutil, praticamente imperceptível;  Estes últimos são os mais perigosos.  Porque são ignorados.
  4. 4. HIGIENE DO TRABALHO - RISCOS  É comum associar higiene do trabalho à higiene pessoal, ou higiene das instalações no local de trabalho.  Veremos que esse título vai além dessas definições.  Existem algumas particularidades nesse assunto.  Medidas de controle dos riscos. GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4 GRUPO 5 RISCOS FÍSICOS RISCOS QUÍMICOS RISCOS BIOLÓGICOS RISCOS ERGONÔMIC OS RISCOS DE ACIDENTE
  5. 5. RISCOS FÍSICOS  Ao desenvolvermos nosso trabalho, gastamos uma certa quantidade de energia.  Quando as condições físicas do ambiente são agradáveis, produzimos mais com menor esforço.
  6. 6. RISCOS FÍSICOS  Mas, quando essas condições fogem dos limites de tolerância, acontecem coisas nocivas ao bom desempenho do trabalhor  Cansaço;  Falta de motivação para o trabalho;  Queda de produção.  Essas situações chegam a provocar acidentes de trabalho.
  7. 7. RISCOS FÍSICOS  Os fatores físicos do ambiente de trabalho afetam diretamente  O desempenho do trabalhador;  O desempenho da produção.  Devido a isso, merecem ser analisados e discutidos com maior cuidado.
  8. 8. RISCOS FÍSICOS - RUÍDO  Som que causa sensação desagradável ao homem.  Local ruidoso: Local onde você não consegue ouvir perfeitamente a fala das pessoas.  Unidade de medida do ruído: decibel (dB).  Decibelímetro  Medidor de pressão sonora;  Mede o ruído do ambiente.
  9. 9. NÍVEL DE RUÍDO (dB) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 85 8 HORAS 86 7 HORAS 87 6 HORAS 88 5 HORAS 89 4 HORAS E 30 MINUTOS 90 4 HORAS 94 2 HORAS E 15 MINUTOS 96 1 HORA E 45 MINUTOS 98 1 HORA E 15 MINUTOS 100 1 HORA 102 45 MINUTOS 104 35 MINUTOS 106 25 MINUTOS 110 15 MINUTOS 112 10 MINUTOS 114 8 MINUTOS
  10. 10. RISCOS FÍSICOS - RUÍDO  Tabela anterior: Anexo nº 1 da NR 15  Exposições contínuas aos ruídos sem proteção.  Regime de trabalho de 8 horas:  Ruídos de, no máximo, 85 dB;  Ruído de uma britadeira: Equivalente a 100 dB.  Máximo de exposição contínua é de 1 hora.  Acima de 115 dB  Não é permitida a exposição sem proteção adequada.  Oferece risco grave e iminente.
  11. 11. RISCOS FÍSICOS - RUÍDO  O som e o ruído, penetrando pelos ouvidos, atingem o cérebro.  Agindo no aparelho auditivo, o ruído pode causar surdez profissional.  A cura é impossível;  Dificuldades de ouvir rádio, televisão, e para manter um bom papo com os amigos.
  12. 12. RISCOS FÍSICOS – CALOR E FRIO  Quando em excesso, ou com mudança brusca entre eles, são prejudiciais a saúde.  A sensação de calor  Resultado da temperatura resultante do local e do esforço físico feito para realizar um trabalho.  Resultante de uma série de fatores  Umidade relativa, velocidade e temp. do ar, e calor produzido por materiais próximos (fornos, maçaricos, etc.)  Situação de trabalho ideal  Temp.: 21 e 26°C; Umidade: 55 a 65%; Velocidade do ar: 0,12 m/s ( 0,43 Km/h)
  13. 13. RISCOS FÍSICOS – RADIAÇÕES  Energia transmitida da fonte ao receptor, através do espaço, em ondas eletromagnéticas.  Exemplo: Sintonização de rádio  Comprimento de onda  Principal elemento de uma onda;  Identificada pela letra lambda (λ);  Varia de acordo com o tipo de energia.  QUANTO MENOR O COMPRIMENTO DE ONDA, A RADIAÇÃO É MAIS PERIGOSA;
  14. 14. RISCOS FÍSICOS – RADIAÇÕES  Existem de dois tipos  Não ionizantes  Perigosas mas, que não chegam a afetar o corpo humano.  Frequência do feixe de luz baixa à moderada.  Ionizantes  Energia tão grande que pode afetar a estrutura do DNA de uma pessoa, causando Câncer.  Frequência do feixe de luz altíssima.
  15. 15. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Raios Infravermelhos  Emitem este tipo de luz  Trabalhos com solda elétrica, oxiacetilênica;  Trabalhos com fornos, fornalhas, processos de secagem de tintas e materiais úmidos;  Trabalhos a céu aberto (Exposição ao Sol)  Em doses controladas, são utilizados para fins medicinais;  Quando ultrapassa os limites de tolerância pode causar sérios danos à saúde.
  16. 16. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Raios Ultravioleta  Trabalhos com solda elétrica;  Trabalhos com arco voltaico;  Lâmpadas fluorescentes;  Equipamentos dos dentistas;  Sol;  Processos de Aluminotermia  Atividade química com o emprego de alumínio em pó.
  17. 17. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Em pequenas doses é necessário ao homem  15 minutos diários de exposição ao Sol;  Produção de vitamine D no organismo humano.  Absorção de Cálcio;  Imprescindível para o desenvolvimento dos ossos.  Quantidades excessivas causam danos à saúde.
  18. 18. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Raios IR e UV não são medidos nos ambientes de trabalho.  Quando ocorrer atividades que emitam esses tipos de luz medidas de proteção devem ser tomadas  Garantia da saúde dos trabalhadores.
  19. 19. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Microondas  Formas domésticas  Forno;  Aparelhos de radiocomunicação.  Formas industriais  Aparelhos de radar em aeroportos;  Processos de aquecimento em produção de plásticos e cerâmica.  Medição da emissão realizada por sistema elétrico ou térmico.  Não existe limites nacionais de tolerância definidos
  20. 20. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Laser  Light Amplification by Stimulated Emission Radiation.  Amplificação da luz por emissão estimulada de radiação.  Feixe de luz direcional convergente.  Utilização  Metalurgia: Corte e solda de metais;  Equipamento de medição a grandes distâncias;  Medicina: Modernos processos cirúrgicos.
  21. 21. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES  Os perigos causados pelo raio laser são motivos de estudos e experiências  Até o momento não conclusivas.  Maior efeito no homem são nos olhos  Grandes estragos à retina;  Podem causar cegueira.
  22. 22. RADIAÇÕES IONIZANTES  Possuem comprimento de onda (λ) muito pequenos;  Frequência das ondas ultrapassam o Terahertz (THz).  Radiação que possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas.  Muda o comportamento normal dos mesmos devido ao comprimento de onda ser muito pequeno.  No ser humano  Pode danificar células e afetar o material genético (DNA)  Doenças graves (Câncer);  Morte.
  23. 23. RADIAÇÕES IONIZANTES  Principais tipos  Partículas Alfa (α);  Núcleos de Hélio (He).  Partículas Beta (β);  Elétrons e pósitrons.  Partículas Gama (γ);  Ondas eletromagnéticas.  Raios-X;  Nêutrons;
  24. 24. RISCOS QUÍMICOS  Substâncias químicas são lançadas no ambiente de trabalho;  Intencional ou acidentalmente.  Podem estar no estado sólido, líquido ou gasoso.  Sólido: Poeiras de origem animal, vegetal ou mineral  Exemplo: Poeira mineral de sílica nas areias para moldes de fundição.  Líquido: Ácidos, solventes, tintas e inseticidas domésticos.  Gasoso: GLP (Gás Liquefeito do Petróleo).  Combustível de fogões domésticos e máquinas industriais.
  25. 25. RISCOS QUÍMICOS  Ficam em suspensão no ar e penetram no organismo de várias formas  Via respiratória;  Via digestiva;  Via epiderme (Pele);  Via ocular.
  26. 26. RISCOS QUÍMICOS – VIA RESPIRATÓRIA  Principal porta de entrada dos agentes químicos;  Produto químico na forma sólida ou líquida  Provoca, a curto ou longo prazo, pneumoconioses.  Edema pulmonar e câncer nos pulmões.  Na forma Gasosa  Atravessa os pulmões e entra na corrente sanguínea.  Pode alojar-se em diferentes partes do corpo;  Causa desde sonolências e dores de cabeça até leucemia.
  27. 27. RISCOS QUÍMICOS – VIA DIGESTIVA  Comer ou beber algo com as mãos sujas, ou que ficaram expostas a produtos químicos;  Parte das substâncias serão ingeridas junto com o alimento.  Ingerir produtos químicos  Sérios riscos diretos à saúde;  Tratamento difícil e rigoroso para parcial limpeza do organismo.
  28. 28. RISCOS QUÍMICOS – VIA EPIDERME  Forma de penetração no organismo mais difícil.  Trabalhador desprotegido manuseando produtos químicos, pode haver deposição no corpo.  Absorção do produto pela pele.  Pode causar desde doenças de pele até câncer.  Alguns produtos  Arsênico, cimento, derivados de petróleo, etc..
  29. 29. RISCOS QUÍMICOS – VIA OCULAR  Alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação nos olhos e conjuntivite;  Faça um levantamento dos produtos  Ler rótulos da embalagens;  Informe-se sobre os efeitos que podem provocar no organismo humano.
  30. 30. RISCOS BIOLÓGICOS  Microrganismos, não vistos a olho nu que se reproduzem facilmente em ambientes sujos.  Presente em alguns ambientes de trabalho  Hospitais, laboratórios de análises clínicas, coleta de lixa, fossas, etc.  Medidas preventivas  Rigorosa higiene dos locais de trabalho, do corpo e das roupas.  Esterilização, uso de cloro, ventilação permanente e adequada; Vacinação!
  31. 31. RISCOS ERGONÔMICOS  Ergonomia  Ciência que visa alcançar o ajustamento mútuo ideal entre o homem e o seu ambiente de trabalho.  NR-17: 17.1.2  O empregador deve realizar a análise ergonômica do trabalho para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
  32. 32. RISCOS ERGONÔMICOS  LER: Lesão por esforço repetitivo.  Monotonia muscular levam ao desenvolvimento de doenças inflamatórias.  Curáveis no início, mas podem se tornar crônicas se não for tratadas a tempo.  As doenças desse grupo causam fadiga muscular.  Miosite;  Bursite;  Tendinite.
  33. 33. RISCOS ERGONÔMICOS  Essas doenças atacavam escribas e notários há séculos;  Atualmente, afetam diversos profissionais  Telefonistas, digitadores, costureiras, pianistas...  Prevenção  Rodízios e descansos constantes;  Ginástica laboral;  Exames médicos periódicos.
  34. 34. RISCOS DE ACIDENTE  Outros fatores de risco que podem ser eliminados dos ambientes de trabalho.  Falha de projeto de máquinas;  Deficiências de Layout;  Iluminação excessiva ou deficiente;  Armazenamento inadequado de produtos;  Presença de animais peçonhentos
  35. 35. RISCOS DE ACIDENTE - EXEMPLOS
  36. 36. RISCOS DE ACIDENTE - EXEMPLOS
  37. 37. MAPA DE RISCOS  Reúne as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho da empresa;  Possibilita, durante a sua elaboração, a troca de informações entre os trabalhadores;  Estimula todos os colaboradores nas atividades de prevenção.
  38. 38.  Etapas de elaboração  Conhecer o processo de trabalho no local analisado;  Identificar os riscos existentes, conforme a classificação;  Identificar as medidas preventivas e sua eficácia;  Identificar os indicadores de saúde;  Conhecer os levantamentos ambientais já realizados;  Elaborar o Mapa de riscos sobre o Layout da empresa.  Indicar através de círculos a qual grupo que pertence o risco do local;  Indicar o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve estar anotado dentro do círculo;  Anotar a especificação do agente;  Indicar a intensidade do risco, representada pelo tamanho do círculo de risco do local. MAPA DE RISCOS
  39. 39. MAPA DE RISCOS - CARACTERÍSTICAS
  40. 40. MAPA DE RISCOS - CARACTERÍSTICAS
  41. 41. MAPA DE RISCOS  Após a discussão e aprovação pela CIPA, deve ser afixado no local analisado.  Mapa de Riscos completo ou setorial;  Claramente visível;  Fácil acesso para os trabalhadores.

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