Poemario de mª neves

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Poemario de mª neves

  1. 1. o c am i ñ o d o s c a r a c o i s marxa s
  2. 2. Ás miña s f i l l a sBe rengue l a , B l an ca e Ro s a l í a , c ando no s c oñezamos . Á pequena E l v i r a , que non qu i xo nace r . Ao s eu pa i . 2
  3. 3. ca r tog ra f í a da v iaxe
  4. 4. unS i g o o c am i ñ o d o s c a r a c o i smen t r e sa e s c um a r e v o a a t a o smeu s p é se e n t r e o meu p e l o . 4
  5. 5. dou sE s c omo u n h a man c h asangradade uvas secasno cen t ro da miña f r on te- o m e u t e r c e i r o o l l o (po l i f e )m í s t i c o -q u e p o r má i s q u ea i n t en te l impa rc o a man mo l l a d anunca desapa rece. 5
  6. 6. t re sUn c a r a c o l t r a g o u s e o meu em b i g od e v o r o u o meu c o r a z ó n .A g o r a l e v o n o p e i t o u n me t r ó n om o/ n o s e u l u g a r ,p a r a q u e c a n d o o méd i c o me t om e o p u l s onon se es t rañeq u e o l a t e x o i n c e s a n t e me a r r o l e á s n o i t e smen t r e s i n t e n t o d u rm i r / p e n s a n d oen que /ás veces /nuncaa topo as pa lab ras axe i t adaspa ra exp l i ca rsen sob resa l tosque nun d í a t empe r a do de ou t o no/un c a r a c o lt r a g o u o meu em b i g odevo rouo meu c o r a z ó ne ocupou o seu espazoi l um i n ou a m i ña l i n g u acoa súa sa l i vapa ra que non se pe rdesenna escu r i dade do i nve rnoos versos todos. 6
  7. 7. ca t roAr redor .C om o u n h a f o t o g r a f í a e n s e p i ana que(ás v e c e s)se l l e co lo rearaun nadao verdedas á rbo res . 7
  8. 8. c incoCho v e n p é t a l a s b r a n c a sbágoas l e i t osaspa ra non esquece r ten o e x i l i o / t amp o u c o . 8
  9. 9. t r axec to he l i co ida l
  10. 10. unSe pu i d e r aesgaza r í a de pouco dosarqu ivosd o s ma p am u n d iabs t rac tos e desp ropo rc i onadosas pa t r i as ausen tesx ama i s e s q u e c i d a sq u e má i s me d o e n .I l l a l a s a s í d o r e s t o q u e me d á f o r m apa ra p rende r con ga r fosas súas f r on te i ras na ca rne abe r taap rendendo as a res tas t odasnas p ran tas dos pés e nos t endóns da miña ga rgan ta ca lada.Pa r a r i n c ha r os den t e s e desgas t a l o s po r es t a pena que non f l ú enunca/a t a o su i c i d i o . 10
  11. 11. dou sS o n med i a mu l l e r .O e s p e l l o f é n d em e d e a r r i b a a b a i x of a c endo case s imé t r i c aa as ime t r í a impe r f e c t ad e m i n me sm a .Qu i z a i s , p e n s o , a m i ñ a o u t r a me t a d equedou en t re as l i ñas dos t eus dedosc o ñ e c e n d o o s v o l um e s d o meu c o r p oas súa s d imens i ó n s t o d a s .De b ú x am e d e n o v o .D ám e a c o m p l e t a s i n x e l e z a d a s m i ñ a s n á d e g a s e d o s m e u s p e i t o sbrancos.F ina l i za as miñas vé r teb ras unha a unha a ta a ca luga.A c om o d a o me u c a b e l o n a a l m o f a d a s o b r e a t ú a ma n a b e r t a .Re f r e s c a a miña f r on te f eb r i l .Mo l d e a a miña f ac i ana.R e c om p ó n o meu s o r r i s opa ra que non vo l va a esgo ta r se . 11
  12. 12. t re sA he rba vo l vede t rás dos pasosa enc recha rsec o t empo r a l .En r éda se nasmiñas pe rnasc omo u n p i c a r i ñ op e d í n d om e q u e n o nma r c h e a í n d a .Va i en t ó n r u b i n do a t a a miñacade i ra a r redondadaaca r i ñ a as pa lmasabe r tasd a s m i ñ a s mán sque pendu ran osc i l an tesb i c a b a i x o d a s a i a o s meu s x e o n l l o sc o a mo l e z a t é p e d a c o n q u e s e b i c a n a s c o x a s e o s p e i t o s b r a n c o sda v i r xet r emen t ean tes do co i t o/*non ha i r azónpa ra non esco i t a rá he rba que can tas e n t a r e i n o c am i ñ o c o s p é s x u n t o sa r r emu i ñ a d a d e a r e aa v e r d u rm i r s e a mod o o S o l . 12
  13. 13. ca t roE c a n t a s c r u c e s n o s s i n a l amo st amén na pe l ,ás vecess e n s a b e r q u é f a c emo s .I nconsc ien tes .Penso que non impo r t a ,(qu e i m p o r t a n c i a p o d e t e r ?)pe ro as c ruces quedan,cicatr iz ter r ib lee do lo rosanes tas cós tas núasabe r tas en pa rén teses de f e r i dasp o l a s q u e me t e r o s d e d o se pa lpa r a ve r t i xed e s t a c o l um n aq u e s e r om p e e s e r e c o n s t r ú e e s e e sm i ú z ae n a r e a enca rnada e q u e n t e e x t e n d é n d o s ec omo u n h a a c u a r e l a i n d e f i n i d ae me s t ae va i reco r rendoas can les d i fusasq u e me c omu n i c a n f ó r a d a f r a n x a d e s e g u r i d a d eda miña bocaa ta os t eus pése en sen t i do i nve rso. 13
  14. 14. c incoÚte r o/pe r l a b r i l l a n t e/ca l éndu l adesenca rnadasos téñen te agu l l as pe rennesq u e f e n d e n e n t i o meu c o r p o e x t e n u a d ono a i re g r i s da a lbo radade i nve rn í ae s q u i v a n a v o z/o be r r o/ o c a n t o de be r c e du rm i d oc omo s e . . . 14
  15. 15. se i sNon t ó d o l o s d í a sson s inxe losl i v i áns no a i reno pe lo/no i n t r ena pe l .Ha i d í a s l i x a d o spegañen tos e esva rad íosc o m o ko i d e X a p ó n n a d a n d o a l a r a n x a d a s / b r a n c a s / á x i l e sen t re os dedosd ías ex i l iadosmis tu ra de agon íae ca ta r ro nasa lno s que a s l e n t e l l a s s e que imanno cu da po taa t ubaxe non desaugac omo d e b e r aa s med i a s má i s c a r a sda l ence r í as e r ompen nunha c a r r e i r a dende a c i n t u r a a t a ó t a l ó nao que re r ves t i l asSon d í a s r e be l d e sd í a s c o i t e l o e g umed e p e r f i l ma l r e c o r t a d onos que un se s in teu n c h i s c o p e q u e n i ñ o /m i s e r a b l ea ta o super la t i voe a me l l o r p a t r i a é o c o r p o d u n h a mu l l e r c omp r a c e n t ea l i te ra turao t a b a co se se f umae n s i l e n c i o / n o n v a i amo s r ompe r n a d ap o r u n d e s c o i d o (m e u , p o r s u p o s t o )Po rque son d í a snos quecoas ob ras do pa rquea ta a auga da duchas a e s u c i a p a r a amo l a ro u s e c o r t a a s u bm i n i s t r a c i ó n d u r a n t e h o r a sa t o r r a d a c a e d o l a d o q u e má i s man c h ao ca fé é unha pouca auga ch i r l ae a un xa non l l e ape tece n in esc r i b i ra s i n i c i a i s c o n l a p i s d o s e u n ome/ n o ma r c o d a f i e s t r a . 15
  16. 16. se teA b s o r b o a h um i d a d e d oc h a n c o meu c o r p o d e r a í c e sdas f l o res l i l ásd a a r e a d e s p o i s d a c h u v i a d o med i o d í a .De i x o c o r r e r u n r e g u e i r ode auga con azuc rep o l a c om i s u r a e s q u e r d ade i t a da/ t r anqu i l aEspe ro en s i l enc i o a quecheguen as f o rm i g a ssepa ro os l ab i os un ch i squ i ñopecho os o l l os en to rnándoosen t ran e saen da miña bocae p a s e a n p o l o s meu s d e n t e se t r aban a miña l i ngua con f o r za .É c omo r e c u p e r a run b i c o de adeus/a t a l o goc omo r e c u p e r a r m i n u t o se a l e n t o c omp a r t i d oc omo a l i m e n t a r s e e n s i m b i o s ede v ida enca rnada b ranca e neg ra , en de f i n i t i va . 16
  17. 17. o i toPr i n tempsMes t r o i s f i l l e sde cabe los enso r te l l ados.Con c e b í r o n v o s a s e s t r e l a sen no i t es impa res de l úa novan o meu v e n t r e mo r n o .Mes t r o i s f i l l e s he reuxe sd e p a p o u l a e c amp o d e v i o l e t a s .O r a i o ma r c o u a m i ñ a f r o n t ee pa r í nvos de i t ada en t re ca r rouchas f l o rec i dase n s u c i e i o meu c am i s ó n d e l i ñ o b r a n c ocon en t r añas v i v a s/ l a ve imena auga do desxeo.Ab r í n o pe i t o pa r a da r v o sa m am a r o b e r r o q u e g a r d a b a d e n t r o / o s a n g u eq u e f l u í a a í n d a / c o r d ó n um b i l i c a l .Med r a s t e s o l l o s l i m p o sna miña so i dade/ nos d í a s que f o r on pasando .Son unha á r bo r e se ca /senvósque espe raque ab re as pó lase f a i nas sub i r ca ra ao ceoe sup l i c a/ p i de po l a chuv i apo l o s f r o i t o s que non x e rmo l a n .C om í n c o n a v i d e z a s v o s a s p l a c e n t a s , e x t e n u a d a .Mes t r o i s f i l l e sf e rmosas de so ldu p r i n t emps . 17
  18. 18. noveNas t a r d e s d e i n v e r n oco l l o o pa r augas/ e a t r i s t u r ae s é n t ome n a a r e aa v e r mo v e r s e a s o n d a sA c h o r a r ma i n i ñ os e n s a l o u c o s n i n p a n o s d a manpo rque non é p rec i soDeba i x o d o p a r a u g a s d e c o r e sxogo coa s bágoas-l u p a en t r e as pes t anasAs l i ñas e con t o r nos vanse es l u í ndot o d o s e v o l v e v o l um e sr epe t i dos e impos i b l ese a t r is turava i se so te r rando con ve rgoña ba i xoos poucos co ios que a índa t r ouxode t an to en t an toa ma r e a . 18
  19. 19. dezO que non che d i xené quea m i n x a ha i t empo ques e me a t r a g a n t ano co r po es t a Sy l v i a P la t hAl fons ina Storn ie que nonse i cer tose i s t o que d igor emoend oé ve rdadeou só r esu l t aun exe rc i c i o vac í ode ma la c a l i g r a f í a . 19
  20. 20. t r án s i t o
  21. 21. unI r se i ndo , nebu losa dam em o r i a .Rec o r d o d e s e n f o c a d o / l a c r ima l . 21
  22. 22. dou sNon d e b imo s c r e r q u eo t ráns i to é s inxe lomo l c o i d a d o s o s e g u r ot i ven t a rdes de he rba/con t i gomen t r e s ma r c h a b a o s o lpe ro non t eño i rmásá s q u e me r c a r l l e a g a s a l l o sno seu an i ve rsa r i on i n que po i d a n f a c e rme t r e n z a sno cabe lo a lo i radonas que se t ezas o l e rm i ñ aa do r queu n s d í a s má i s q u e o u t r o ss e me s t u r a c o meus a n g u e e c o meu c u s p epo las veas abe r tas ou na go rxaou coa ho r i zon ta l i dadei n e s t a b l e d o meu s o r r i s onas t a rdes dehe rba e so lnas que soño ca miña i rmácos o l l os pechados/ c a n t o s e a s em e l l a amín en t odo.No n d e b im o s c r e r n a s u a v e mu t a b i l i d a d edo t r áns i t o .É u n d ó q u e n u n c a r ema t a .Un man a n c i a l e n l o d a d oq u e d i f í c i l m e n t e x am a i s d e s em b o c a . 22
  23. 23. t re sQue á s v e c e s a n o i t e a r d ena c idade vac í ah om e s e mu l l e r e sl e v a n p r e n d i d a s mu x i c a s/ d o s m e u s m em b r o s e s p a r e x i d o sna r oupae nos pés e nas éngoasdesa c insa que caes o n ám b u l a ecob re t odoó pason a n o i t e q u e s e c o n s um e/ c i d a d e c r ema t o r i oen ca rne v i va . 23
  24. 24. ca t roEs t a r á nun pequeno ou t e i r oacha i radoapenas un r edonde l de ped r i ñasbr i l lantesonde co r r a o ven t o do Su re se d iv isel i so l impo i n f i n i t o o ho r i zon te .Na d e v e s a s i l e n c i o s ape r to dunha es t radade cune tas cheas de f l o rese co roas de de fun tos(po r s e a l g u é n q u e r e v i r v i s i t a rm e) .O t r onco oco será omeu t r o n c oe os b razos e as pe rnasse rán ado rnos l i b res cheos de c in tas de co rese d e c amp a í ñ a sen leadas nos dedos e nas pó las ca ladasen t re as f o l l as ve rdesdas ac iñe i r ase o a i r e s e r á t r i s t e e l e d o a un t empos e c o e h úm i d o d e c h u v i aa zu l l um i n o so e p r o f u n do(po r s e a l g u é n q u e r e , a í n d a a s í ,a lgún d íacando es tea de paso e nonv i r v i s i t a rm e) . 24
  25. 25. c incoAqu í nos desped imosan tes da v iaxema r a d e n t r o .D ám e u n b i c o e a c e n a c a m a nque a miña boca e a miña l i nguaxa só sabena néboa e a sa l i t r e . 25
  26. 26. po s t s c r i p tumE l o da c adeaonde f o i que t e pe rd i c he s 26

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