Traída 3º Capitulo

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Traída 3º Capitulo

  1. 1. 3 A Chave de Casa. Eu estava profundamente, verdadeiramente apaixonada por ele.E tinha a certeza de que ele também estava por mim. Nos minutos da ida pra minha casa, eu segurava uma das mãosdo Dimy. Queria ter ele a mim o tempo todo, sentir teu calor serviapra mim como um combustível, uma carga extra. Fazia-me ficarmelhor. Agora nada poderia me aborrecer. E naquele momento emdiante eu queria sempre ser a melhor Carmem possível, para sempresurpreender meu Dimy. Ele estacionou o carro a frente da minha casa. Olheidiscretamente no relógio dele que marcara: 12h: 15min. Já estava nahora do almoço e meus pais com certeza já estavam superpreocupados comigo. Precisava pensar em uma desculpa, umadesculpa que nem poderia passar na mente deles que eu passara amanhã toda na companhia de um garoto... – Então... está entregue em segurança – disse-me. Ficamos em pausa. Um olhava os olhos do outro, eu não queriasair de perto dele, assim como eu achava que ele também não. Nosaproximamos aos poucos e nos beijamos, era o nosso ultimo beijoda manhã e eu não iria vê-lo por horas, as que seria as mais triste eagonizantes horas da minha vida... Abrir a porta, ainda beijado-o e disse com o rosto muitopróximo do dele: – tenho que ir... – hunrum... – ele me disse com os olhos fechados. Peguei o coração do Dimy que estará amarrado a poltrona. Sorrirpara ele e ele sorriu para mim. Fechei a porta e não tirava os olhosdele, enfim ele me disse: – Podemos sair hoje a noite? Eu sorrir em forma de afirmação, ele sorriu de volta e saiu com ocarro. O vi até que sumisse na curva da minha rua... Entrei em casa as pressas e senti o cheiro de comida, comcerteza já estará quase pronto o almoço. Sem parar fui direto para omeu quando, mas ouvir as minhas costas:
  2. 2. – Onde a senhorita passou a manhã toda? – disse a voz da minhamãe. Virei pra trás e a vi, estava com um avental e segurava umabandeja com salada... – É... e-eu fui fazer um trabalho na casa do Nando – respondium pouco tensa. – Na casa do Nando? Por acaso é o mesmo Nando que é nossovisinho? – disse ela sarcástica. – É-e ele sim... – Não sei por que você esta mentindo pra mim, Carmem! Euouvi o som de um carro e vi você sair dele, e quem dirigia não era oNando! Onde você estava e quem era aquele garoto? Nenhuma desculpa que poderia convencer minha mãe passoupela minha cabeça. Mas eu precisava pensar rápido e dizer algo queela acreditasse. Dizer que ele era um amigo do colégio com certeza não ia colar,pois ela ligaria pro colégio pra saber. Dizer que era apenas umacarona não explicaria a balão de ar que eu segurava; então só pudedizer: – É o novo namorado da Laura, mãe. Agente se encontrou nacasa do Nando logo depois que ela ligou pra cá perguntando ondeeu tava, aí ela ligou pra mim e eu disse que eu estava fazendo umtrabalho de escola na casa do Nando. E ela disse que queria meapresentar o novo namorado dela. Aí nós fomos pra praça epassamos a manhã lá. E depois ele veio me trazer até em casa... Não sei como uma mentira tão bem bolada saiu da minhacabeça, mas pela cara da minha mãe, ela havia acreditado em mim.Ela só balançou a cabeça e disse: – To de olho em você, senhorita... – sorriu e voltou para acozinha. Suspirei agora aliviada e fui para meu quarto. Fechei a porta elogo foquei a caixa de bombom que meu príncipe havia me dadonaquela manhã. Sente-me na cama e coloquei a caixa sobre meu coloe sorridente como nunca, abria-a. Meus olhos arregalaram-se exageradamente, pois visualizarambem ao meio da caixa, uma mini-caixa preta. Claro que eu percebique lá dentro guardava algo muito especial. Minhas mãos tremiam e
  3. 3. eu demorei um pouco pra conseguir pegar a caixinha de camurça,com elas já em mãos abrir bem devagar e... A concha guardava a mais perfeita pérola. Eu tremi ainda maisao ver aquele anel, parecia ser ouro e era enfeitado por uma pequenapedra branca. Tirei-a de lá e coloquei em meu dedo e aprecie-o poralguns minutos, a vontade de chorar e gritar de alegria estava prontapra sair quando eu vi, também dentro da caixa, um pequenoenvelope, peguei-o com a mão em que estava o anel, para que elenão saísse da minha vista. Peguei o envelope, abri e tirei o bilhete eli: Carmem, meu amor! Hoje começa a nossa infinita história de amor, e esse anel é pra simbolizar o meu amor por você! Espero que você goste! Te amo, minha vida! Ass.: Dimy, seu príncipe. Agora não deu pra segurar, e as mais sinceras lágrimas defelicidade desceram sobre meu rosto. Naquele momento eu queriaestar com ele para abraçá-lo, beijá-lo e dizer que o tanto que eu oamo. Durante o almoço fiz de tudo para que meus pais não vissemmeu anel, outra desculpa bem feita não sairia a tempo. Depois passeia maior parte da tarde deitada em minha cama olhando minha mãono ar. Olhava o anel, e só conseguia pensar nele, no meu príncipe. Meu celular tocou, mas eu demorei perceber isso e cair na real.Peguei-o sobre o criado-mudo e vi que era a Laura que me ligava,não esperava a hora de contar pra ela que eu estava namorando eum anel de outro e diamante estava pregado no meu dedo. – Oi Laura! – disse eu feliz! – Oi amiga, como você ta? – perguntou ela com o mesmoentusiasmo. – Eu to bem e você? – sentada defronte meu computador euolhava o meu anel. – Também estou bem. Você parece estar tão feliz, o que houve?
  4. 4. – É o Dimy. – eu estava em êxtase total – Ele me pediu emnamoro e me deu um anel lindo! – E você? – ouvi a voz seca atravessar o telefone, mas nem meimportei com ela – Aceitou? Não aceitou, né? – Eu aceitei, claro! Por que não aceitaria? Ele é um doce, metrata bem e tudo mais... E eu estou muito apaixonada por ele. – Entendi. E aquela foi a ultima frase antes de um período de silêncio bemconstrangedor. – Bem, vou descer pra almoçar. Depois a gente se fala. Você iame falar algo? Nem perguntei... – É... Eu ia, mas acabei esquecendo. Tudo bem, vai lá comer.Beijinhos. – e desligou. Eu estranhei a reação dela. Tudo bem que a Laura tinha seusmomentos de bipolaridade, mas desligar o telefone na minha caraera exagero. Passei todo o almoço em transe, não conseguia comer ao menosolhar para outra direção que não fosse pro meu anel de ouro ediamante, nem notei se meus pais olhavam para mim ou não, masnaquele momento nada disso me importava. Percebi minha mãe se levantar e recolher os pratos e ainda nomeu mundinho eu a ouviela dizer: – Não vai comer sua comida, Carmem? Fiz seu bife com batatafrita que você tanto gosta... Despertei... – Bife?! Batata Frita?! Desde quando eu como essas coisasgordurosas, por acaso a senhora quer ter uma filha obesa e inútil? A hipótese de engordar uma grama que seja naquele momentoestava descartada, o Dimy era lindo e perfeito, e também mereciauma namorada linda e perfeita, mas já que esse não é meu caso, elemerece uma pelo menos magra. Vi meus pais parados no ar. Minha mãe segurava os pratos nocolo e uma jarra de suco na mão e meu pai com uma colher cheia dearroz parada no ar, a caminho de sua boca grande e cheia de barba. Ficamos em silencio por alguns segundos, até que me lembrei: – Meu celular ta no silencioso! – levantei as pressas e a caminhodo meu quarto; fui dizendo: – Deve que ele me ligou umas cemvezes e eu não atendi... – cheguei ao meu quarto, pulei na cama e
  5. 5. peguei meu celular... – desculpa, Dimy, desculpa... – disse sem pararantes mesmo abri-lo por completo. CHAMADAS PERDIDAS: ----------------------------------- Dimy Amor <3 Dimy Amor <3 Dimy Amor <3 Nando Rock Star ----------------------------------- MENSAGEM DE VOZ: Dimy Amor <3 [ouvir] Quando vi que ele havia me ligado três vezes e eu não conseguiatendê-lo me senti culpada, a pior namorada do mundo. Tinhamedo de decepcioná-lo um tanto que seja, pois não queria perdê-lo. Apertei no botão direito do teclado do meu celular e no viva-vozcomecei a ouvir a mensagem: – Bom tarde, amor... É, desculpa incomodar é que eu te ligueitrês vezes e você não atendeu, então deve estar ocupada. Não sepreocupe não é nada da interessante, só liguei pra dizer que te amo –ele riu, percebi pela hesitação que ficara com vergonha. – Ah, quequeria saber também se agente pode sair amanhã à noite, eu queriaque fosse hoje é claro, mais meu pai pediu pra eu ir buscar unsdocumentos numa cidade aqui perto... Então, pra confirmar amanhãeu te ligo bem cedinho meu amor. Te amo, viu e se cuida minhaprincesa. Fiquei parada no ar por alguns segundos, eu estava feliz poraquilo esta acontecendo comigo, feliz por ter encontrado alguém dese preocupe comigo. Meu sorriso retardado era visível, me joguei nacama e fiquei olhando para meu celular aberto, até que percebi quehavia outra ligação perdida a não ser a do meu amor. Era o Nando,meu visinho, eu gostava de chamá-lo de Nando Rock Star, pois elese achava a estrela do Rock e eu gostava de ouvi-lo cantar, suasmusicas eram realmente boas. Cliquei sobre o nome dele e fui em “chamar”. Depois de algunssegundos o próprio atendeu o celular:
  6. 6. – Alô? – Sou eu, a Carmem... eu vi que você me ligou, aconteceu algo? – Ah, Carmem... – Nando sempre engasgava ao dizer meu nome,não sabia o motivo, mas parecia se envergonhar de alguma forma. –É que eu queria saber, se você puder é claro, vir aqui na minha casaamanha pra ouvir uma canção nova que eu fiz hoje, será que dá? Sevocê tiver algum compromisso não tem problema eu vou entender... Bom, eu tinha outro compromisso e não ia adiá-lo por nadanesse mundo, mas eu sabia o quão era importante a minha opiniãopara as canções novas do Nando, então disse: – Não, que isso, eu posso ir sim, eu só queria saber se possolevar alguém comigo? – A Laura? Pode sim... – Não, é... não é bem a Laura é meu namorado, posso levar meunamorado? Usar a palavra “meu” e “namorado” na mesma frase era tãonovo pra mim, mais eu estava adorando! – Ah, você ta namorando? – senti um certo desagrado doNando, não soube bem o porque... – É... pode trazer ele sim, semproblema. – Nossa, você vai adorar conhecer ele! Agente se conheceu noseu show no Hot-Trailer ontem, sabia? – Hum... que legal, Carmem... – Poisé, então amanhã agente se vê, o.k.? – O.k. Fechei meu celular e o coloquei sobre o criado-mudo e fui para ocomputador, tinha que avisar o resto de mundo que eu estavanamorando o cara mais perfeito do universo inteiro. Eu não era uma das garotas mais conectadas ao mundo virtualque existia, mas na minha pequena e humilde cidade não havia muitadistração, então, o que restava era me distrair com o resto do mundoe não há lugar melhor pra isso do que o “Lindo Mundo daInternet”. Abrir a página do Twitter; coloquei meu username:CarmemEstaOnline, e minha senha, que afinal, tenho um motivopara mudá-la. Eu não tenho muitos seguidores, mas os que me seguiam erammuito acolhedores e nunca deixaram a peteca cair...
  7. 7. Com uma vontade de gritar aquele tweet para o mundo todo eudigitei: Depois fui a pagina de configurações para, enfim, mudar a minhasenha. Digitei a minha antiga e logo embaixo digitei a nova:dimyecarmem4ever, digitei a nova senha novamente embaixo esalvei. Quando eu cliquei em home, minha mãe entrou no meu quartocom todo vapor dizendo as minhas costas: – Carmem, a minha irmã acabou de me ligar e disse que a suaavó está muito doente, e eu e seu pai estamos indo pra lá. Arrumesuas coisas que você vai ficar na casa da Laura, já que você tem auladepois de amanha... Eu continuei ali, parada, olhando para tela do meu computador,vendo as “replys” que havia pra mim... – Carmem! Você está me escutando? – To sim mãe – na verdade eu escutara tudo, mas esqueçafacilmente. – Então ande logo, arrume suas coisas que vamos te deixar nacasa da Laura, já conversei com a mãe dela e está tudo bem, agoravamos, anda, anda... Não entendi o porquê minha mãe estava tão nervosa, esse nãoera o primeiro ataque da minha avó e com certeza ela estava bem, sónecessitada um pouco mais de atenção. Desliguei o computador e coloquei algumas mudas de roupas naminha mochila, fiz tudo isso em menos de cinco minutos... Já estava anoitecendo, e um alaranjado se formara no céu. Com amochila nas costas, entrei no banco de trás do carro e partimos acaminho da casa da Laura. Nós não morávamos assim tão longe,mas era um bom caminho a percorrer...
  8. 8. Quando chegamos, o céu já estava escuro. A casa da Laura eraum pouco mais simples do que a minha, mas tinha um jardim de seadmirar de tão perfeito. Laura correu para fora pra me receber, elame deu um curto abraço bem forte e minha mãe disse ainda nocarro: – Eu coloquei a chave da casa no bolso da sua mochila, qualquercoisa que precisar peça o pai da Laura pra te levar lá, o.k., querida?Estaremos de volta na terça sem tardar, não se preocupe... – Mande um beijo pra vovó e diz que to com saudade – eu dissepor fim... Minha mãe sorriu e fez sinal pro meu pai sair com o carro... – Ah, nem acredito que você ta aqui, Carmem! – disse Laura mepuxando pra dentro de sua casa. Fomos direto pro quarto dela que ficara no segundo andar dacasa. Joguei a mochila em um canto e deitei na cama... – Laura, eu posso tomar um banho? Você sabe que eu adorousar o seu banheiro! – Uma das coisas mais legais do quarto daLaura é que ela havia um banheiro só pra ela, eu achava isso tãoindependente... – Claro que pode, enquanto você toma banho eu vou prepararalguma coisa pra gente comer... Enquanto eu estava no banho, ouvi o som de um celular tocar,não era o meu, pude identificar por causa do toque, então ouvir aLaura gritar: – Pode deixar, Carmem, é o meu! Houve um pequeno silencio, eu tentei lembrar alguma musicapra cantar enquanto me ensaboava, mas nenhuma me passava pelacabeça, então a voz baixa da Laura ao celular tirou a minhaconcentração... – ... Mas agora? – dizia ela sussurrando. – Tá, eu vou dar umjeito... seu safadinho... Enxagüei-me, desliguei o chuveiro e me enxuguei. Quando saído banheiro Laura não estava ali, mas topei sua mãe colocandoalgumas peças de roupas no guarda-roupa... – Senhora... – Ah, não me chame de senhora querida, pode me chamar deJoana... – É... Joana, onde ta a Laura?
  9. 9. – Oh, a Laura? Ela acabou de sair, ela não te disse pra onde ia? – Não, ela não disse não... – Que estranho, mas ela me disse que volta daqui algumas horas.Ela deixou esse misto quente pra você – disse ela apontando acabeça para a cama. Ela logo saiu dali me deixando sozinha, eu não entendi essa novaatitude da Laura, mas com certeza havia alguma explicação óbviapara aquilo... Fui pegar uma roupa na minha mochila e vi que o bolsinho defora estava aberto, o bolsinho em que minha mãe tinha colocado achave de casa. Passei a mão por dentro do bolso e não havia nada,então, vasculhei todos os bolsos possíveis daquela mochila e nada,joguei as roupas que havia lá dentro pra fora e não estava lá... – Onde foi parar essa chave?!

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