Mercado brasileiro de seguros

861 visualizações

Publicada em

Material de apoio - desenvolvido por terceiros - ao curso de Ciências Atuariais

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
861
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
29
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Mercado brasileiro de seguros

  1. 1. MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA, CAPITALIZAÇÃO E RESSEGUROS
  2. 2. Números Fonte: SES - www.susep.gov.br/menuestatistica/ses/principal.aspx SEGUROS   Prêmios (R$) % Crescimento 2001 Total 24.287.920.301 - 2002 Total 24.081.571.862 -1% 2003 Total 30.709.840.936 28% 2004 Total 37.489.609.132 22% 2005 Total 42.556.876.376 14% 2006 Total 50.194.456.095 18% 2007 Total 58.575.923.293 17% 2008 Total 68.001.036.330 16% 2009 Total 76.784.819.022 13% 2010 Total (proj) 94.043.896.248 22% PREVIDÊNCIA (EAPP + Seg.) Ano Contribuições (R$) % Crescimento 2001 Total 7.525.029.591 - 2002 Total 7.147.172.094 -1% 2003 Total 7.812.161.260 28% 2004 Total 8.003.921.446 22% 2005 Total 7.738.587.758 14% 2006 Total 7.279.104.550 18% 2007 Total 7.914.891.781 17% 2008 Total 8.293.938.782 16% 2009 Total 8.554.431.502 13% 2010 Total (proj) 9.166.356.461 22% Capitalização Ano Contribuições (R$) % Crescimento 2001 Total 4.789.563.225 - 2002 Total 5.217.204.447 -1% 2003 Total 6.022.577.273 28% 2004 Total 6.601.776.193 22% 2005 Total 6.910.338.878 14% 2006 Total 7.111.433.600 18% 2007 Total 7.828.950.505 17% 2008 Total 9.013.898.082 16% 2009 Total 10.104.142.922 13% 2010 Total (proj) 12.186.830.551 22% Resseguro Ano Contribuições (R$) % Crescimento 2009 Total 3.720.908.964 -
  3. 3. Participação no PIB Ano Receita dos Mercados  Supervisionados % PIB 2001 Total           36.602.513.117  3,05% 2002 Total           36.445.948.403  2,71% 2003 Total           44.544.579.469  2,86% 2004 Total           52.095.306.771  2,94% 2005 Total           57.205.803.012  2,66% 2006 Total           64.584.994.245  2,78% 2007 Total           74.319.765.579  2,91% 2008 Total           85.308.873.194  2,94% 2009 Total           95.443.393.446  3,04% 2010 Total (proj)         115.397.083.260  3,43% Fonte: SES - www.susep.gov.br/menuestatistica/ses/principal.aspx * Sem resseguro
  4. 4. Números Ramo Prêmio Seguros (R$) Sinistro de Seguros (R$) 0992 - VGBL/VAGP/VRGP/VRSA/PRI individual 28.541.265.975 66.087.063 0531 - AUTOMÓVEIS 13.347.607.488 8.774.983.175 0993 - VIDA EM GRUPO 7.213.359.056 3.105.713.765 0553 - RESP. CIVIL FACULTATIVA 3.629.814.198 2.198.245.498 0977 - Prestamista 2.728.608.807 537.662.742 0588 - DPVAT (TODAS CATEG).A PARTIR JAN 05 2.683.868.409 (34.916) 0982 - ACIDENTES PESSOAIS - COLETIVO 2.168.959.466 281.660.456 0994 - VGBL/VAGP/VRGP/VRSA/PRI coletivo 1.591.536.466 - 0118 - Compreensivo Empresarial 1.254.823.408 755.588.818 0195 - Extensão de Garantia - Patrimonial 1.248.333.156 163.979.828 0196 - Riscos Nomeados e Operacionais 1.133.557.517 575.551.001 0171 - RISCOS DIVERSOS 1.087.677.023 292.473.138 0114 - Compreensivo Residencial 1.031.020.422 273.060.002 1068 - HABITACIONAL - FORA DO SFH 906.815.631 201.154.767 0991 - VIDA INDIVIDUAL 835.773.857 127.813.108 0621 - TRANSPORTE NACIONAL 547.993.935 387.443.186 0167 - RISCOS DE ENGENHARIA 537.191.352 121.296.713 Fonte: SES - www.susep.gov.br/menuestatistica/ses/principal.aspx
  5. 5. Código SUSEP Empresa Prêmio (R$) Sinistro (R$) 06866 BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S.A. 12.781.670.654 894.143.854 05096 ITAÚ VIDA E PREVIDÊNCIA S/A 7.035.729.521 104.002.613 05321 ITAU SEGUROS S/A 4.380.971.156 1.843.630.345 04707 BRASILPREV SEGUROS E PREVIDÊNCIA S/A 4.207.546.906 0 05070 SANTANDER SEGUROS S/A 3.796.357.263 285.018.312 05886 PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS 3.740.781.717 1.868.575.905 05312 BRADESCO AUTO/RE COMPANHIA DE SEGUROS 3.112.192.973 2.171.258.107 08141 CAIXA VIDA E PREVIDÊNCIA S/A 2.646.580.582 0 06238 MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A 2.492.152.156 1.188.935.118 05118 SUL AMÉRICA CIA NACIONAL DE SEGUROS 2.259.780.502 1.573.826.776 06785 COMPANHIA DE SEGUROS ALIANÇA DO BRASIL 2.243.917.850 675.783.092 05177 ALLIANZ SEGUROS S.A. 1.889.274.973 1.043.887.871 05631 CAIXA SEGURADORA S/A 1.537.275.539 425.507.227 04740 HSBC VIDA E PREVIDÊNCIA (BRASIL) S/A 1.421.165.559 0 06181 BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS 1.326.914.332 794.804.219 06572 HDI SEGUROS S/A 1.224.780.431 735.798.829 05185 LIBERTY SEGUROS S/A 1.147.156.461 694.282.404 06190 TOKIO MARINE SEGURADORA S.A. 1.135.018.796 505.304.261 03816 REAL TOKIO MARINE VIDA E PREVIDÊNCIA S.A 1.055.001.546 42.546.754 Números Fonte: SES - www.susep.gov.br/menuestatistica/ses/principal.aspx
  6. 6. SUSEP
  7. 7. 1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; 2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; 3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; 4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização; 5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem; 6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; 7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; 8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; 9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. Atribuições
  8. 8. Estrutura
  9. 9. DICAL - Divisão de Cálculo a)analisar, elaborar cálculo e emitir parecer sobre consultas, reclamações e denúncias do público que trate de valores de benefícios, resgate ou indenização, relativos a planos previdenciários, títulos de capitalização ou seguro de vida ou de cálculos atuariais em geral; e b) elaborar estatística de processos analisados e arquivados. Estrutura SEGER
  10. 10. Estrutura DIFIS CGFIS - Coordenação Geral de Fiscalização Direta a) coordenar e executar as atividades de fiscalização direta desenvolvidas pela SUSEP nas sociedades e entidades supervisionadas, e nos demais agentes incluídos na esfera de competência da SUSEP; b) verificar a higidez econômico-financeira dos mercados de seguros, resseguros, previdência complementar aberta e capitalização e das sociedades e entidades supervisionadas; ...
  11. 11. Estrutura DIRAT CGPRO - Coordenação Geral de Produtos a) analisar, aprovar, autorizar, suspender e cancelar os produtos e contratos comercializados pelos mercados supervisionados; b) analisar, quando for o caso, os contratos de resseguro e retrocessão; c) analisar as operações realizadas em moeda estrangeira e os seguros contratados no exterior; d) analisar e acompanhar as Notas Técnicas Atuariais de Carteira estabelecidas nos normativos vigentes; e e) desenvolver estudos e controles atuariais e propor a alteração e a elaboração de normas técnicas, relativas a produtos.
  12. 12. DITEC CGSOA - Coordenação Geral de Monitoramento de Solvência a) monitorar as operações e o funcionamento das sociedades e entidades supervisionadas; b) planejar, elaborar, implementar e executar os procedimentos necessários para monitoramento à distância de solvência, considerando uma política de supervisão baseada em riscos; c) acompanhar a constituição atuarial das provisões técnicas; d) monitorar outros passivos não operacionais; e) aferir a adequação da cobertura proporcionada pelos ativos garantidores, além do tratamento dispensado aos demais ativos constantes das carteiras de investimento das companhias; Estrutura
  13. 13. DITEC CGSOA - Coordenação Geral de Monitoramento e Solvência (cont.) f) analisar a compatibilidade entre os fluxos financeiros projetados/estimados para os passivos e correspondentes ativos; g) acompanhar a implementação e desenvolvimento de ferramentas de avaliação de riscos pelas companhias e da sua efetiva utilização nos processos de gestão corporativa; h) analisar os riscos incidentes sobre as operações das sociedades e entidades supervisionadas e seus reflexos na solvência de cada uma; i) estabelecer e acompanhar os níveis de capital requeridos das sociedades e entidades supervisionadas e propor ações Estrutura
  14. 14. Monitoramento
  15. 15. Monitoramento
  16. 16. Atribuições a) acompanhar a constituição das provisões técnicas relativas aos seguros e resseguros de danos e planos de capitalização; b) fornecer informações sobre o comportamento das provisões técnicas dos mercados de seguro e resseguro de danos e de capitalização, com vistas a subsidiar o processo de monitoramento de solvência; c) verificar a adequação das avaliações e auditorias atuariais dos mercados de seguro e resseguro de danos e de capitalização, de forma a acompanhar a evolução das respectivas carteiras; d) analisar os limites de retenção informados pelas sociedades e entidades supervisionadas com relação às operações de seguro e resseguro de danos, e suas respectivas notas técnicas atuariais; e) monitorar o montante mantido em direitos creditórios relativos a seguros e resseguros de danos; f) elaborar e propor normas atinentes à sua área de competência; e g) propor, à área competente, a abertura de processos administrativos para lavrar representações contra pessoas físicas e jurídicas. DISEC
  17. 17. Provisões Técnicas
  18. 18. • Definições Gerais • Principais Provisões Técnicas • Exemplos de Métodos de Cálculo • Conceitos - Atuarial x Contábil • Avaliação das metodologias - Teste de Consistência • Bases de Dados • Regulamentação • Grandes Questões : Disponibilidade de Dados, Fator de Desconto, Nível de Regulação... Provisões Técnicas
  19. 19. Montante financeiro reservado pela seguradora para o pagamento das obrigações referentes aos compromissos assumidos e ainda não liquidados. Definição Provisões Técnicas
  20. 20. Não obstante a terminologia “reservas técnicas” ser a mais utilizada pela comunidade atuarial, a terminologia que atende aos princípios da contabilidade é “provisões técnicas”, pois a terminologia “reservas” na contabilidade se aplica somente às chamadas reservas de capital, que se referem aos lucros acumulados na empresa e ainda não incorporados ao capital. Terminologia – Reserva ou Provisão? Provisões Técnicas
  21. 21. As provisões técnicas representam um instrumento fundamental na gestão de uma empresa que assume riscos. Se as provisões técnicas estiverem super- dimensionadas elas comprometem a distribuição de lucros da empresa. Por outro lado, se elas estiverem sub-dimensionadas, podem conduzir à insolvência da empresa. A Importância das Provisões Provisões Técnicas
  22. 22. A Importância das Provisões Estrutura do Balanço Patrimonial de uma grande seguradora Provisões Técnicas
  23. 23. Deficiência nas provisões técnicas (forte ligação com tarifas inadequadas) 51% Crescimento muito acelerado 10% Fraudes (Inclui desonestidade na administração) 3% Mudanças significativas no negócio (novos produtos, expansão geográfica, etc.) 3% Perdas catastróficas 3% Superavaliação dos ativos 2% Outras 28% 100% Fonte: Estudo “A. M. BEST” envolvendo 218 insolvências de seguradorasFonte: Estudo “A. M. BEST” envolvendo 218 insolvências de seguradoras não-vida nos EUA no período 1999-2002não-vida nos EUA no período 1999-2002 Causas de Insolvência Provisões Técnicas
  24. 24. As provisões técnicas super-dimensionadas além de reduzirem os dividendos que podem ser distribuídos aos acionistas geram um custo indireto denominado de custo de capital, pois o seu excesso representa um capital adicional que os acionistas mantém na empresa. Esse capital adicional é investido em ativos cuja remuneração é inferior à taxa de retorno esperada pelo acionista considerando o risco envolvido na operação, gerando o chamado custo de capital. Provisões Técnicas
  25. 25. As provisões técnicas sub-dimensionadas trazem problemas para toda a sociedade, pois a insolvência de uma empresa cujo produto é o “risco” afeta os clientes, acionistas, empregados, administradores da empresa, órgãos reguladores, fornecedores e até os concorrentes, pois a quebra de uma empresa de um segmento cujo produto é “risco” afeta a credibilidade de todo o mercado, criando insegurança nos consumidores na aquisição de um produto intangível e de entrega futura, onde a sensação de solidez da empresa prestadora de serviço é um fator fundamental na decisão de compra pelo cliente. Provisões Técnicas
  26. 26. Passivo => constituição Ativo => cobertura Fica claro, então, que não basta que as provisões técnicas sejam bem dimensionadas (constituídas), é importante, também, que a empresa possua bens em valores suficientes para cobrir essas reservas técnicas. Provisões Técnicas – Ativos Garantidores
  27. 27. • Contabilização das Provisões Técnicas As provisões técnicas estão classificadas no passivo da empresa e a variação das mesmas é levada automaticamente para o resultado contábil. Quando a provisão técnica aumenta de um período para o outro, dizemos que há uma constituição adicional, acarretando uma despesa contábil. Quando a provisão é reduzida de um período para o outro, dizemos que há uma reversão de provisão, acarretando uma receita contábil. Provisões Técnicas – Contabilidade
  28. 28. Provisões de Prêmios -> cobertura dos sinistros (indenizações + despesas) a ocorrer referentes aos riscos vigentes na data-base de constituição. • Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) • PPNG – RVNE (Riscos vigentes mas não emitidos) • Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP) Provisões de Prêmios
  29. 29. PPNG -> corresponde ao valor do prêmio vigente e emitido, proporcional ao prazo de risco a decorrer. PIP -> tem como objetivo complementar o saldo da PPNG, incluindo a RVNE, sob dois aspectos: subavaliação da tarifa e/ou comportamento não linear do risco a decorrer. PPNG-RVNE-> corresponde ao valor do prêmio vigente mas não emitidos, proporcional ao prazo de risco a decorrer. Provisões de Prêmios
  30. 30. Provisões de Prêmios data-base PPNG RVNE Sinistros ocorridos referentes aos riscos vigentes na data-base. PIP Provisões de Prêmios
  31. 31. 36 A PPNG-RVNE ocupou uma lacuna deixada pela PPNG, visando a cobertura da parcela, estimada, referente aos riscos vigentes mas não emitidos. A PIP é um complemento decorrente de uma eventual insuficiência na PPNG (riscos emitidos + não emitidos). Desenvolvimento de um risco PPNG-RVNE PPNG Início da Vigência Emissão do Risco Fim da Vigência Provisões de Prêmios
  32. 32. Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) • O cálculo da PPNG corresponde à obtenção do prêmio comercial retido proporcional ao prazo de risco a decorrer. • Deve ser calculada por item de risco. PPNG = Prêmio Comercial Retido x Prazo de risco a decorrer Prazo de cobertura do risco Provisões de Prêmios – cálculo
  33. 33. Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) ExemploExemplo Item de risco Início de vigência Fim de vigência Prazo de cobertura (dias) Prazo de risco a decorrer (dias) 1 01/01/2009 01/01/2010 365 62 2 15/02/2009 15/12/2009 303 45 3 01/04/2009 01/02/2010 306 93 4 15/05/2009 15/11/2010 549 380 5 01/07/2009 01/01/2010 184 62 ... ... ... ... ... n 15/09/2009 15/09/2010 365 319 Provisões de Prêmios
  34. 34. 39 Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) ExemploExemplo Data-base de cálculo: 31/10/2002 Item de risco Prêmio Comercial Retido (R$) Percentual de Risco a Decorrer PPNG (R$) 1 1.200,00 16,99% 203,84 2 1.600,00 14,85% 237,62 3 5.000,00 30,39% 1.519,61 4 2.300,00 8,15% 187,50 5 3.200,00 33,70% 1.078,26 ... ... ... ... n 4.500,00 87,40% 3.932,88 Provisões de Prêmios
  35. 35. Provisões de Sinistros-> cobertura dos sinistros (indenizações + despesas) ocorridos até a data-base de constituição. • Provisão de IBNR (Incurred but not reported) • PSL (Provisão de Sinistros a Liquida) Provisões de Sinistros
  36. 36. Princípios das Provisões de Sinistros (Casualty Actuarial Society – CAS / 1988) • Princípio 1: Uma provisão de sinistros atuarialmente correta para um conjunto definido de sinistros em uma determinada data de avaliação, é uma provisão baseada em estimativas decorrentes de premissas razoáveis e de métodos atuariais apropriados, objetivando a determinação do montante requerido para a liquidação de todos os sinistros, estejam eles avisados ou não, nesta mesma data de avaliação. Provisões de Sinistros
  37. 37. • Princípio 2: A incerteza inerente ao processo de estimação das provisões de sinistros implica que a provisão atuarialmente correta possa se situar dentro de um intervalo de valores. O exato valor dessa provisão, em uma determinada data de avaliação, somente poderá ser conhecido quando todos os sinistros correspondentes tiverem sido completamente liquidados. Provisões de Sinistros
  38. 38. • Todos os Ramos, exceto Saúde Provisão de Prêmios Não Ganhos e PPNG-RVNE Provisão de Sinistros a Liquidar Provisão de IBNR Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP) Provisão Matemática de Benefícios a conceder  Renda de Eventos Aleatórios  Remissão  Outros Provisão Matemática de Benefícios Concedidos  Renda de Eventos Aleatórios  Remissão  Outros Provisões Técnicas - Legislação
  39. 39. • Previdência Privada e Vida Individual  Provisão Matemática de Benefícios a Conceder  Provisão Matemática de Benefícios Concedidos  Provisão de Oscilação de Riscos  Provisão de Benefícios a Regularizar  Provisão de Oscilação Financeira  Provisão de Riscos Não Expirados e PRNE-RVNE Provisões Técnicas - Legislação
  40. 40. • Previdência Privada e Vida Individual  Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados (IBNR)  Provisão de Insuficiência de Contribuições (PIC)  Provisão de Excedentes Técnicos  Provisão de Excedentes Financeiros  Provisão de Resgate e/ou Outros Valores a Regularizar  Provisão para Despesas Administrativas Provisões Técnicas - Legislação
  41. 41. • Capitalização  Provisão Matemática para Resgate  Provisão Administrativa  Provisão para Sorteios a Realizar  Provisão para Participação no Lucro de Títulos Ativos  Provisão para Participação no Lucro de Títulos Inativos  títulos vencidos  títulos antecipados  Provisão para Resgate de Títulos  títulos vencidos  títulos antecipados  Provisão para Sorteios a Pagar  Provisão para Contingência Provisões Técnicas - Legislação
  42. 42. • Tempo em que ocorre o Sinistro Provisãode Sinistros a Liquidar, Benefícios Concedidos Provisãode Sinistros Ocorridos, Mas Não Avisados (IBNR) 1- Ocorridos, avisados e ainda não pagos 2- Ocorridos porém ainda não avisados Provisãode Prêmio Não Ganhos, Benefícios a Conceder 3- nSinistros a ocorrer, referentes a apólices vigentes Provisões Técnicas - Objetivo
  43. 43. Individuais • Em geral efetuadas pelo departamento de sinistros com auxílio dos reguladores • Tendência de utilização de sistemas especialistas Por Médias • Valores obtidos a partir da experiência própria ou de mercado, para carteiras massificadas ESTIMATIVAS Despesas com Sinistros Devem ser incluídas na estimativa Recuperações As estimativas de recuperações podem ser deduzidas Reserva de Sinistros a Liquidar
  44. 44. • Reserva de Sinistros Ocorridos Mas Não Avisados (IBNR = Incurred But Not Reported) IBNR (Total) IBNR Puro Reserva para cobrir erros nas estimativas da RSL ((IBNYRIBNYR)) (IBNER)(IBNER) Cálculo efetuado de forma agregada através de projeção estatística realizada a partir dos triângulos de “Run-Off” Reserva de Sinistros Ocorridos mas não avisados
  45. 45. • Reserva IBNR (total) Triângulo " Run-Off "Triângulo " Run-Off " Ano de Ocorrência ?? Nº deNº de SinistrosSinistros Valores deValores de SinistrosSinistros kk kk CCk0k0 0 1 2 ......0 1 2 ...... 0 C0 C0000 CC0101 CC02 .....02 ..... 1 C1 C1010 CC1111 CC1212........ ...... CC0k0k...... .. Ano de LiquidaçãoAno de Liquidação Reserva de Sinistros Ocorridos mas não avisados
  46. 46. Relatórios Gerenciais
  47. 47. Relatórios Gerenciais Relatórios com as informações, por ramo, dos valores das provisões técnicas informadas e os valores das provisões técnicas calculadas pela SUSEP com base nos dados encaminhados pelas sociedades nos quadros 3, 270, 271 e 272 do FIP/SUSEP. Transmitidos mensalmente pela SUSEP para as sociedades seguradoras, para os endereços eletrônicos cadastrados no FIP como sendo do diretor de relações com a SUSEP, diretor técnico e atuário responsável técnico
  48. 48.  Tem por finalidade efetuar o acompanhamento mensal das provisões técnicas e facilitar a troca de informações entre a SUSEP e o mercado segurador.  As seguradoras terão prazo máximo de 15 (quinze) dias a contar do recebimento do correio eletrônico para encaminhar as justificativas para eventuais diferenças, os procedimentos adotados, os mecanismos de controle criados para que o fato não mais se repita e, quando necessária, a recarga dos quadros estatísticos. Relatórios Gerenciais
  49. 49.  Tem por finalidade o acompanhamento da Provisãp de Prêmio Não Ganhos  Como as informações encaminhadas à SUSEP são individualizadas por datas e tipos de movimentos dos prêmios, o entendimento da SUSEP é que não deveria existir diferenças entre os valores da PPNG informada e a calculada  Os principais problemas neste relatório são: preenchimento equivocado do quadro 272 e o cálculo da PPNG de forma diferente do estabelecido na Resolução CNSP n. 162/2007 Relatórios Gerenciais - PPNG
  50. 50. Relatórios Gerenciais - PPNG
  51. 51.  Tem por finalidade o acompanhamento da PPNG- RVNE  Neste relatório os valores calculados pela SUSEP e os informados pela seguradora podem não ser iguais, pois esta provisão é calculada através de um método estatístico pela sociedade e a SUSEP verifica neste Relatório o que de fato aconteceu por meio do teste de consistência. No entanto, os valores devem ser compatíveis uma vez que a metodologia empregada pela seguradora busca a proximidade com o que de fato irá ocorrer Relatórios Gerenciais – PPNG - RVNE
  52. 52.  A maneira correta de observamos o teste de consistência é sempre nos deslocarmos para o passado, pois teremos mais informações de atraso, e verificarmos se os números estão convergindo, demonstrando a adequação da metodologia empregada pela sociedade seguradora na estimativa da PPNG-RVNE.  Se nos deslocarmos para o passado e os valores calculados pela SUSEP estiverem maiores que os informados pela seguradora isto significa uma deficiência da PPNG-RVNE e a necessidade da revisão da metodologia empregada pela sociedade seguradora Relatórios Gerenciais – PPNG - RVNE
  53. 53.  Tem por finalidade o acompanhamento da provisão de IBNR  Utilizamos o teste de consistência da mesma forma que no relatório gerencial da PPNG-RVNE  O modelo de cálculo é dinâmico e está sempre considerando os sinistros pelos seus valores mais atuais, inclusive reavaliações  Os principais problemas neste relatórios são: preenchimento equivocado do quadro 270 e a metodologia de cálculo utilizada na estimativa da provisão de IBNR Relatórios Gerenciais – IBNR
  54. 54.  Tem por finalidade o acompanhamento da PSL  Pelo fato dos valores declarados pelas seguradoras no quadro 270 e 271 serem individualizados (aviso, reavaliação, reabertura, cancelamento e pagamento) e apenas efetuarmos a recomposição do saldo da PSL como os movimentos de entradas e saída de um mês para o outro, o entendimento da SUSEP é que não deveria existir diferenças entre os valores da PSL informada e a calculada  O principal problema neste relatórios é o preenchimento equivocado do quadro 270 e 271 Relatórios Gerenciais – PSL

×