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  1. 1. .......--- CADERNOSDESEGURO--, .. I.~ CATÁSTROFESDANATUREZA E,M1990 O ESTUDO DE UM INDICADOR DO COMPORTAMENTO DO SEGURADO BRASILEIRO cLÁUSULADECÔNJUGE EA COMORIÊNCIANO SEGURODEVIDAEMGRUPO TÉCNICAS DEAVALIAÇÃODE RISCOS íNDICEDO PERiÓDICO"CADERNOS DESEGURO" I
  2. 2. Técnicasde Avaliação de Riscos Antonio Navarro Engenheiro Civil Engenheiro de Segurança do Trabalho Gerente de Riscos Consultor de Seguros CADERNOS DE SEGURO INTRODUÇÃO T oda v~ que se comenta ou se es- creve sobre avaliação de riscos, algu- mas vezes confundida com gerência de riscos, costuma-se associar o no- me a extensos relatórios, com bas- tante fotografias, alguns textos de cláusulas de seguros, uma classifica- ção de riscos que é cópia fiel de uma proposta ou de uma apólice de segu- ros e, quase sempre, recomendações sobre segurança contra incêndios, enfocando instalações elétricas. A avaliação de riscos, como téc- nica, surgiu da necessidade de co- nhecer-sepreviamente os riscos an- tes da sua assunção, bem como de saber-seo realestadodosmesmosno que dizrspeito às exposições.Teori- camente, por meio do relatório po- de-se-iaaceitar ou não os riscos, ou quem sabe ainda pode-se? Há uma tendênciadeos relatórios enfatizarem a grandeza e as boas condiçõesdo riscoanalisado.À me- dida que a concorrência comercial aumenta, a técnica diminui na mes- ma proporção, obviamente sem ge- neralizarmos. Pelapolíticaadotada, a técnicada análisederiscoé substituídapelane- gociação comercial,onde quem ofe- receum desconto maior tem sempre mais chances de "ganhar a conta". 11 Ainda não tive a oportunidade de saber ou ver uma situação onde as taxasdo seguroforam.agravadasem função do resultado da inspeção. Antes que eu esqueça, o artigo é de- dicado às técnicas de avaliação de riscosvoltadaspara o SEGURO IN- CÊNDIO. Em resumo,verifica-seque astéc- nicas de avaliação adotadas partem do seguinte pressuposto: estão vol- tadas para os interessesdo segurado, são personalistas,já que o resultado depende da qualificaçãodo inspetor e,finalmente, não são mensuráveis. Pensando nisso,procuramos ela- borar um relatório de avaliação de risco, voltado para o risco incêndio, que pudesse fornecer à seguradora uma idéia do risco aceito, bem co- mo apresentasseo mesmo resultado, independentemente do niveltécnico do inspetor. O relatórioavaliasomenteascon- dições maiores para a aceitação do riscosemabrangeras instalações,la- youts e condições de segurança dos processamentos. A idéia inicial do tipo de relató- rio foi apresentada pelo Eng. Jesus PerezObeso em uma revistada Fun- dação Mapfre. A partir daí elabora- mos um modelo que apenas possui a mesmaapresentaçãoemtermos de layout.
  3. 3. I """!I Pela politica adotada, a técnica da análise de risco é substitui da pela negociação comercial, onde quem oferece um desconto maior tem sempre mais chances de "ganhar a conta'~ I1 '1 METODOWGIA . o método consiste em subdivi- di.r-sea empresa, ou melhor o risco, emconjuntos,abrangendo: * Construções; * Fatores de localização; * Processos; * Concentração devaloresou bens; * Propagabilidade do fogo; *Destrutibilidade das substâncias e materiais; *Sistemasdecombate a incêndioda empresa; A seguir,os conjuntos são soma- dos, e deacordo com o valor encon- trado é defmidauma situaçãoderis- co. 10 APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO I - Características das Construções Ia - Número de andares ou altura média das principais edificações sujeitas ao risco de incêndio: até 2 pavimentos ou 6 metros até 5 pavimentos ou 15metros até 9 pavimentos ou 27 metros acima de 10pavimentos ou 30 metros 5 pontos 4 pontos 2 pontos Oponto Ib - Área ou projeção da área do local de maior risco de incêndio: até 500m2 5 pontos até 1500m2 3 pontos até 3000m2 1 ponto acima de 30002 Oponto Ic - Resistência da estrutura do principal risco sujeito a incêndio submetido à ação do fogo: resistente parcialmente resistente não resistente/deformável combustível 10pontos 7 pontos 3 pontos Oponto Id - Existência de tetos ou de forros falsos no principal risco: não existentes forro por sob a laje de concreto armado teto ou forro incombustível teto ou forro combustível 5 pontos 4 pontos 3 pontos Oponto Se o teto ou o forro estiver sustentado por estruturas combustíveis atribuir Oponto. Ie - Confinamentolateralquanto ao alastramentodo incêndio: isoladopor portas e paredescorta-fogo 10pontos isoladopor portas e paredesincombustíveis 7 pontos isoladopor paredesincombustíveis 5pontos isoladopor portas e paredesnão corta-fogo Oponto If - Características do piso do principal risco: de concreto sem revestimento de concreto com revestimento combustível metálico não vazado metálico vazado piso de material combustível 10pontos 6 pontos 5 pontos 5 pontos Oponto Ig - Resistência ao fogo da cobertura do principal risco: cobertura apoiada sobre laje de concreto cobertura e travejamento incombustível cobertura incombustível/travejamento combustível cobertura e travejamento combustível 10pontos 8 pontos 3 pontos Oponto Ih - Abertura e passagens confrontantes com os outros riscos: protegidas por portas corta-fogo 5 pontos protegidas por portas incombustíveis 4 pontos protegidas por portas combustíveis 2 pontos não protegidas Oponto CADERNOSDE SEGURO
  4. 4. I -- - --- À medida que a concorrência comercial aumenta, a técnica diminui na mesma proporção. A avaJjação de riscos, como técnica, surgiu da necessidade de conhecer-se previamente os riscos antes da sua lJSSunção,bem como de saber-se o real estado dos mesmos no que diz rspeito às exposições. li - Característicasdasinstalaçõeselétricasdo principalrisco: protegidas por eletrodutos protegidas por calhas fechadas protegidas por calhas abertas aparentes 5 pontos 3 pontos 2 pontos Oponto D. Fatores Inerentes à Localização da Empresa lIa - Distânciaao quartelou guarniçãodos bombeiros: menor do que 5kmou até 5min menor do que IOkmou até IOmin menor do que 15kmou até 15min maior do que 15kmou maisdo que 15min IIb - Acessibilidadeao principalrisco,pelosbombeiros: passagenscom um mínimode 10metros passagenscom um mínimode 7metros passagenscom um mínimode 4 metros passagenscomno máximoJ metros IIc - Densidadede construçõesao redordo principalrisco: localparcamentecónstruído localparcialmenteconstruído localmedianamenteconstruído localdensamenteconstruído IId - Tipo de vegetaçãoao redordo principalrisco: sem vegetação com vegetação rasteira com vegetação frondosa espaçada com vegetação frondosa. densa CADEltNOSDE SEGURO 10pontos 7 pontos 4 pontos Oponto 5 pontos 3 pontos 1ponto Oponto 10pontos 6 pontos 2 pontos Oponto 5 pontos 3 pontos 1ponto Oponto 11
  5. 5. ... As técnicas de avaliação estão yoltadas para os interesses do segurado, são personalistas e, finalmente, não são mensuníyeis. . 12 ~ lIe - Característicasda topografia ao redor do principal risco: local totalmente plano 5 pontos local parcialmente plano 2 pontos local íngreme Oponto 111.Fatores Inerentes ao Processo IlIa - Possibilidadedereativaçãonormal do fogo: desprezível baixa média alta IIlb - Liberação de calor durante o incêndio: baixa- até 50 Mcal/m2 média - até 150Mcal/m1 alta - até 300 Mcal/m2 muito alta - acima de 300 Mcal/m2 IlIc - Aspectoquanto a ordeme limpeza: muito bom bom regular deficiente IlId - Altura de armazenagem de materiais na vertical: até 2 metros até 4 metros até 8 metros acima de 8 metros IlIe - Processode armazenagem: emprateleirasmetálicas em palletsmetálicos em palletsnão-metálicos empilhamentocomum IIIf - Espaçamento entre áreas de estocagem e de processo: maior do que 6 metros maior do que 4 metros maior do que 2 metros inferior a 2 metros IlIg - Áreas máximas por lotes de armazenamento: lotes de até 500m2 lotes de até l000m2 lotes de até 2000m2 lotes de mais de 2000m2 10pontos 7 pontos 3 pontos Oponto 10pontos 6 pontos 2 pontos Oponto 10pontos 8 pontos 4 pontos Oponto 5 pontos 3 pontos 1 pontos Opontos 5 pontos 4 pontos 2 pontos Oponto 5 pontos 3 pontos 1 pontos Oponto 5 pontos 3 pontos 1 pontos Oponto IV. Fatores Devidos a Concentração de Valores ou Tipo de Matérias IVa - Concentraçãodevaloresno edifíciodemaior risco: até US$ l000.oo/m2 até US$ 5000.oo/m2 até US$ l0000,00/m2 acima de US$ l0000,00/m2 10pontos 7 pontos 4 pontos Oponto CADERNOSDE SEGURO I
  6. 6. IVb - Características do conteúdo do edifício de maior risco: de reposição imediata 10pontos de fácil reposição 8 pontos de média reposição 5 pontos de difícil reposição Oponto IVc- Quanto à utilização dos materiais contidos no edifício principal: materiais de utilização a longo prazo 10pontos materiais de utilização a médio prazo 7 pontos materiais de utilização a curto prazo 4 pontos materiais de utilização imediata Oponto V. Destrutibilidade das Substâncias e Matérias Va - Devido ao calor: muito baixa baixa média alta Vb - Devido a fumaças ou gases tóxicos: muito baixa baixa média alta Vc- Devido a corrosão por agentes extintores: muito baixa baixa média alta Vd- Devidoa água decombatea incêndios: muitobaixa baixa média alta VI. Propagabilidade do Incêndio VIa - Condições na vertical: muito baixa baixa média alta VIb - Condições de propagação na horizontal: muito baixa baixa média alta Subtotal X Máx. 220 Ptos VU.Sistemasde Combatea IncêndioInstaladosna Empresa extintores hidrantesinternos 1I CADERNOS DE SEGURO 5 pontos 4 pontos 1 ponto Oponto 5 pontos 3 pontos 1 ponto Oponto 5 pontos 4 pontos 2 pontos Oponto 5 pontos 4 pontos 2 pontos Oponto 10pontos 5 pontos 2 pontos Oponto 10pontos 6 pontos 3 pontos Oponto 2 pontos 6 pontos Assim como o número de andares da construção, os sistemas de prevenção e combate ao incêndio nela existentes, fazem parte da avaliação de risco. 13
  7. 7. o relatório avalia somente as condições maiores para a aceitação do risco sem abranger as instalações, layout e condições de segurança dos orocessamentos. . hidrantesexternos mangotinhos carrosde combate/moto-bombas sprinklers detectores sistemas fixos de gases botoeiras de alarme reserva de água até 60m3 120m3 500m3 mais de 500m3 4 pontos 3 pontos 3 pontos 10pontos 2 pontos 8 pontos 1 ponto 1 ponto 3 pontos 5 pontos 10pontos brigada de incêndio - multiplicar os pontos obtidos anteriormente por 1 e somá-Ios aos anteriores Subtotal y Máx. 98 Ptos VIII. Sistemas de Combate a Incêndios Instalados no Maior Risco sprinklers sistemas fixos de gases hidrantes mangotinhos detectores extintores botoeiras de alarme 10pontos 8 pontos 7 pontos 5 pontos 3 pontos 2 pontos 1 ponto brigada de incêndio - multiplicar os pontos obtidos anteriormente por 1 e somá-Ios aos anteriores Subtotal Z Máx. 72 Ptos IX. Índice de Proteção Contra Incêndio (PCI) 4xX 3xY 2xZ + (0,5V + (0,5B) 72 PCI = --------- --------- 220 98 v = vigilânciapatrimonialpermanente B = bombeirosprofissionaispermanentes Pontuação: PCI até 4 - Risco aceitável PCI até 6 - Riscoregular PCI até 8 - Riscobom PCI maior do que 8 - Riscomuitobom Agravação: Riscoaceitável- Agravado Risco regular - Parcialmente agravado Risco bom - Aceito sem agravação 14 CADERNOS DE SEGURO
  8. 8. 1-__ --- Técnicas de Avaliação de Riscos ParteII Antonio Fernando Navarro Engenheiro civil Engenheiro de Segurança do Trabalho Gerente de Risco Consultor de Empresas , I ~ ~ " , " , "1 ,~ "ti' '. - I -..-- CADERNOS DE SEGURO NOprimeiro trabalho desta série, publicado no número 61 deste peri6dico, abordamos uma técnica de aval iação de risco incêndio, basea- da em um questionário pontuado, onde, em função do resultado alca- nçado, poder-se-á aceitar ou recu- sar riscos. Agrande vantagemdesse método, além de sua simplicidade, está no fato de que se pode determi- nar o item do risco que apresenta a maior deficiência. Na aceitação do risco, pode-se condicionar que o item deve ser melhorado, ou que haja uma participação maior do se- gurado, em cada sinistro, face à deficiência encontrada. Na segunda parte das Técnicas de Avaliação de Riscos pretende-se apresentar outra metodologia de avaliação, denominada Check List, ou lista de verificação. A vantagem do método está na sua amplitude de observação, bem como no fato de que as conclusões acerca do risco somente são fechadas ap6s a análise de todas as informações. Com isso, tem-se melhor qualidadede análise. Sua desvantagem está no fato de que, aparentemente simples, o re- lat6rio deve ser preenchido por um profissional capaz. Outro fato é que o questionário apenas ordena as informações, deixando a cargo do técnico a responsabilidadepela con- clusão do mesmo. Deve-se ressaltar que relat6rios deste tipo podem e devem variar de ~~ acordo com,o tipo de risco que se está avaliando. Trata-se de uma fer- ramenta bastante importante na montagemdeprocessos detarifação de Riscos Nominados e Riscos Ope- racionais, não s6 pela quantidade de informações solicitadas, como tam- bém por sua profundidade. O Check List é modulado de acordo com assuntos específicos. Sua ordenação é a seguinte: I. Geral Neste t6pico pretende-se identi- ficar o risco analisado, çom infor- maçõesde caráter geral. E aprimei- ra fotografia do risco. As infor- mações que constam deste t6pico são descritas a seguir: 1. Unidade - é a caracterização da unidade/risco/planta queseestáava- liando. Localizaçllo - refere-se à localiza- ção da unidade avaliada, com a descrição sucinta do local e de seus acessos. 2. Inicio das atividades - esta per- gunta tem importância, na medida em que se está querendo verificar as condições de utilização das insta- lações, vida útil, depreciação, des- gastes acentuados, etc. 3. Caracter{sticas operacionais - descrição sucinta da operação da unidade,inter-relaçãoentre essa e asdemaisunidades,procedimentos operacionais,fatoresoperacionais I
  9. 9. Aparentemente simples, o relatório deve ser preenchido por um profissional capaz. É que o questionário apenas ordena as infonnações, deixando a cargo do técnico a responsabilidade pela conclusão do mesmo. . perigosos, etc. 4. Capacidade operacional- deter- minaçãodacapacidadedeprodução, em grandeza ou valor, da unidade. Neste ponto deve-se ressaltar a ca- pacidade nominal instalada, a fim de que se possa ter um parâmetro de comparação e avaliação da ocio- sidade da mesma. 5. Descriçtlo geral, estado e con- diçtJes, das: . edificações . maquinismos . equipamentos . áreas internas . áreas externas . instalações 6. Comentários gerais acerca da unidade - neste tópico pretende-se descrever e comentar o que se veri- ficou, a nível geral, da unidade, os pontos fortes, vulnerabilidades, problemas, riscos adicionais, etc. 11.Pessoal e Administração . No tópico, deve-se verificar as condições de trabalho dos funci- onários, suas satisfações, e um per- fil dos mesmos. A importância do sucesso do preenchimento deve-se ao fato de que a grande maioria dos acidentes ocorridos é fruto da par- ticipação humana, intencional ou não, provocada por negligência, imperícia, dolo e outros fatores. 1. Efetivo de pessoal - deseja-se saber a quantidade de pessoas que trabalham na empresa, não só para se ter uma idéia da dimensão da mesma, mas também para um pos- terior estudo de responsabiliade ci- vil, acidentes do trabalho e implan- tação de programas de benefício. . gerência . administração 14 . mão-de-obra qualificada . mão-de-obranãoqualificada . mão-de-obra temporária . estagiários . visitantes (média diária e men- sal) 2. Horário de trabalho - essa infor- mação, associada ao item 4 do tópi- co I dará uma real idéia da capa- cidade ociosa, bem como da possi- bilidade de recuperação da empresa por ocasião da ocorrência de um sinistro. . pessoaladministrativo . pessoal de produção . pessoal de operação . vigilância patrimonial . bombeiros/brigada de incêndio 3. Dofuncionário -o itempretende avaliar o real grau de satisfação do funcionário para com a empresa. . tum overanual . ideiltificada a causa do tum over? . o funcionário recebe aiimen- tação em refeitório da empresa? . a empresa fornece local para que osfuncionáriosfaçamsuasrefeições? . o funcionáriorecebecondução da empresa? . a empresa fornece vale-trans- porte? . a empresa fornece vale-refeição? . a empresapossuiônibuspróprio para o transporte de funcionários? . o funcionário utiliza veículo próprio a serviço da empresa? . qual a forma de pagamento dos salários? . qual a formade pagamentodo 13o salário? . o funcionário recebe gratifi- cações? . o funcionário tem participação nos lucros da empresa? . a empresa fornece creche para os filhos das funcionárias? . a empresa fornece atendimento médico local? . existe algum convêniocom a empresa? . a empresaforneceatendimento odontológico local? . a empresatem algumconvênio odontológico? . a médiade saláriosda empresa está na média da região? 4. Ocorr~nciasde greves/piquetes- as informações aqui contidas desti- nam-se à avaliação do comporta- mento dos funcionários da empre- sa, seu grau de politização e a atuação sindical. . ocorreramgrevesna empresa? . quandofoi a últimaocorrência? . qualfoio tempodeparalisação? . ocorreram greves nas empresas vizinhas? . quando foi a última ocorrência? . qual foi o tempo de paralisação? . ocorreram greves por Hlotivos sindicais? . quando foi a última ocorrência? . ocorreram greves por motivos salariais? . quandofoi a últimaocorrência? . qual foi o tempo de paralisação? 5. Procedimentos de pagamento! tesouraria -objetiva-se detectar vul- nerabilidades quanto ao manuseio de numerários. . pagamentos de funcionários na empresa - por envelopes - por cheques fora da empresa CADERNOSDE SEGURO I
  10. 10. Deve-seressaltara capacidade nominal instalada, afim de que se possa ter um parâmetro de comparação e avaliação da ociosidade da mesma. - por cheques - depósito em conta corrente . pagamento de terceiros - por cheques na empresa - por envelopes na empresa - em bancos . recolhimento de numerário - por funcionários - por banco . cofres forte na empresa? . transporte de títulos/cheques - por malotes através de funcionári- os da empresa - por malotes através de funcionári- os do banco - por carros forte 6. Comentários gerais sobre ordem e limpeza 7. Caracterfsticas do terreno quan- to à propriedade . dimensão . de propriedade da empresa? . alugado pela empresa? . arrendado pela empresa? 8. Caracterfsticas dos ediflcios áreas . de propriedade da empresa? . valor para aquisição/revenda . alugado pela empresa? . arrendado pela empresa? . existência de benfeitorias? . prédios com características es- peciais? . existemprédios quesedestruídos não seriam reconstruídos? . quais e por que? . existemprédios quesedestruídos seriam reconstruídos em outros lo- cais? . quais e por que? . existem prédios em demolição? . existem prédios em construção? . existem prédios em ampliação/ reforma? 9. PoUticada empresapara afixa- çllo de valorespara fins de seguros - objetiva descobrir qual o trata- mentodadopelaempresanafixação CADERNOSDE SEGURO de valores para fins de seguro, qual a expectativa da empresa quanto à possibilidade de assunção de va- lores em casos de perda. . a avaliação patrimonial é feita por empresa especializada? . a avaliação patrimonial é feita por técnicos da própria empresa? . a avaliação patrimonial é feita através dos registros contábeis? . a avaliação patrimonial é feita por sugestão dos corretores? 10. Dos equipamentos - o item presta-se a obter informações acer- ca dos principais equipamentos da empresa, quantjficando-os e quali- ficando-oscomfinsde análisequan- to a ocorrência de sinistros. . descrição dos principais equipa- mentos . os equipamentos são próprios? .os equipamentos sãc alugados/ arrendados? . custo de aquisição de equipa- mentos novos similares . existemequipamentosespeciais/ fabricados sob encomenda? . existem equipamentoshipoteca- dos? . qual é o valor e o prazo das hipotecas? . existem equipamentos que se destruídos não seriam repostos? . quais e por que? . existem equipamentos em fase de compra? . quais? . exi<;temequipamentos em fase de venda ou desalienação? . quais e por que? . existemequipamentosemrefor- ma? quais? 11. Comentários gerais acerca da manutençllopredial/equipamentos 12. Comentáriossobre a existência de relatórios de acidentes/inciden- tes envolvendo as instalaçOes 13. Comentários sobre a existência de auditorias técnicas intena/exter- na 14. Estoques de produtos/peças de reposiçllO-destina-se a obter infor- maçõesacerca dos estoques, princi- palmente considerando a hipótese de uma imediatareposição devido a ocorrência de sinistros. . existência de controle de es- toque? . existência de controle de com- pras? . organização contábil adequada? . comentários gerais sobre aorde- nação da área e proteção 15. Possibilidade de substituiçtlo dos equipamentos relevantes por similares - é uma informação im- portante de se obter, antes da aceita- ção dos riscos, já que objetiva saber se as substituições podem ser ime- diatas ou não e quais os custos envolvidos. . substituição por equipamentos nacionais? . substituição por equipamentos importados? . prazos médios de substituição 16. Equipamentos manuseados ou operados em instalaçOesde tercei- ros - é um dado importante na avaliação do risco de responsabili- dade civil e no RC de Produtos. .existem equipamentos da empre- sa em locais de terceiros? . a empresase utilizade instala- çõesde terceirosem seu processa- mento? . a empresa conta com trabalho de terceiros, fora de suas próprias ins- talações para a produção? . quais os equipamentos que a empresa disponibiliza para tercei- ros? . existem responsabilidade for- mais de terceiros para com a empre- sa? . quais são as empresas que pres- tam serviços? . em que locais estão essas empre- sas? . qual o serviço prestado? 17.A empresa aluga equipamentos/ vefculos? . que tipo de equipamento é aluga- do? . quais são as condições do alu- guei? . os terceiros são responsáveis pela manutenção dos bens aluga- dos? 18. A empresa participa de feiras de exposiçllo ou patrocina competiçOes desportivas? . em que segmento a empresa participa? . a empresaenvia equipamentos ou produtos seus? . existem funcionários da empresa nesses eventos? . em que consiste o patrocínio da empresa? . qual a periodicidade dessas par- ticipações? 15 I
  11. 11. I . . 111.Recursos para combate a incêndios . o tópico trata dos recursos dis- ponibilizados pela empresa, ou exis- tentes emsuas instalaçõespara com- bate a incêndio. 1. Brigada de Incêndio . própria? . compartilhada? -com que empresa? . treinada regularmente? . qual o efetivo total? . qual o efetivo por turnos? 2. Quartel do corpo de bombeiros externo . localização . distância . tempo de atendimento . equipamentos disponíveis . efetivo da guarnição 3. Suprimento de água exclusivo para combate a incêndios . reservatório de uso geral? . reservatório exclusivo para in- cêndios? . reservatório ao nível do solo? . caixa d'água elevada? . reserva para incêndio por reser- vatório . reserva para incêndio total . altura em relação ao solo da 16 caixa d'água elevada . existe curso d'água natural? - proximidade . existe lago natural/artificial? - proximidade - volume aproximado - água empregada para outros fins? 4. Equipamentos dispon(veis para combate a incêndios . hidrantes - externos quantidade de saídas simples quantidade de saídas dupla diâmetro mínimo das canalizações - internos quantidade de saídas simples quantidade de saídas dupla diâmetro mínimo das canalizações . mangotinhos -externos quantidade de pontos -internos quantidade de pontos - diâmetros das canalizações e das saídas . extintores - água pressurizada quantidade/capacidade - água gás quantidade/capacidade - espuma química quantidade/capacidade - pó químico seco quantidade/capacidade - gás carbônico quantidade/capacidade - compostos halogenados quantidade/capacidade . Alarmes de incêndio -tipo - quantidade de pontos - quantidade de laços . moto-bombas - quantidade - vazão por tipo - pressão por tipo - pontos de adução da água - procedimentos para operação . sistema de sprink/ers - proteção total? - proteção parcial? - quantidade de válvulas de governo e alarme - quantidade de bicos por VGA - densidade de projeto - diâmetro dos bicos - área de operação - forma de acionamento - características das bombas - características da pressurização - tipo de atividade protegida - tipo de sistema instalado - norma adotada . sistema fixo de gases - proteção total? - proteção parcial? - existência de reserva de gás - quantidade/tipo de gás empregado - tipo de atividade protegida - tipo de sistema instalado - norma adotada - forma de acionamento do sistema .sistema de detecção - características do sistema - características dos detectores ins- talados - quantidade de laços - quantidade de detectores por laço - norma adotada no projeto 5. Normas adotadas para - deseja- se saber quais as normas adotadas para cada caso listado e a adequação das normas. . segurançapatrimonial - tipo de norma - cumprimentoà norma . segurança contra incêndio -tipo de norma - cumprimentoà norma . segurança do trabalho - cumprimentoà norma . funcionamentooperacional - tipo de norma CADERNOSDE SEGURO
  12. 12. J - cumprimento à norma . planejamento de manutenção -tipo de norma -cumprimento à norma . comentáriosgerais acercadas nor- mas adotadas, bem como do treina- mento dos funcionários e cumpri- mento aos dispositivos 6. Controlesformais existentesacer- ca de . acidentes pessoais adequados? . acidentes envolvendo as insta- lações adequados? .incidentes envolvendo as insta- lações adequados? . acidentes com terceiros adequados? . os acidentes/incidentes são re- gistrados? há investigação/pesquisa dos aci- dentes/incidentes? 7. Comentários gerais acerca dos dispositivos deproteç{1oinstalados e da forma/procedimento de con- trole dos riscos o check list, como apresentado, destina-se a colher informações que serão empregadas por ocasião da aceitação de riscos pela seguradora, ou quando da montagem de pacotes ou produtos especiais. IV. Informações relevantes Estão incluídos neste t6pico to- das as informações que possam vir a fornecer uma idéia quanto à quali- dade e grandeza dos riscos exis- tentes na empresa 1. Testes de sistemas de proteç{1o dos equipamentos/processos . efetuadosregularmente? . não efetuados? . efetuados por funcionários da empresa? CADERNOSDE SEGURO . efetuados pelos fornecedores/fa- bricantes dos equipamentos? . efetuados por empresas especia- lizadas? . data de realização do último teste . problemas encontrados por quan- do da realização do último teste 2. Chaves seccionadoras . manuais? . telecomandadas? 3. Central de controle do sistema/ processo (SDCD) . computadorizada? .adequadamente protegida? . dispositivos de proteção em paralelo? . existem alternativas de coman- do? . existem procedimentos operacio- nais? . existem redundâncias? . há possibilidade de controle lo- cal? 4. Sistemasde comunicaç{1o . PABX? nO . PBX? nO . Central telefônica? nO . Telex?nO . Fac-simile? nO . Comunicadores portáteis? . Comunicação por rádio? . Comunicação direta com quartel de bombeiros? . Comunicação direta com delega- cia policial? 5. Comentários gerais sobre a se- gurança dos seguintesprocedimen- tos . trabalhos com solda . pára-raios,distribuição,tipo, ater- ramento . instalações elétricas, estado ge- ral . instalações hidráulicas, estado geral . outras instalações, estado geral .. aterramentoelétrico de máqui- nas/equipamentos,estadogeral . aterramento elétrico de estrutu- ras/tanques, estado geral . drenagem para águas pluviais/de processo/de combate a incêndio -das áreas externas - das áreas internas - das áreas de processo - das áreas de dep6sitos - das áreas de tancagem . bacias de decantação para águas servidas de incêndio . tratamento de água . tratamento de efluentes líquidos/ gasosos/vapor . controle de contaminação ambi- ental . estocagem de inflamáveis . estocagemde produtos perigosos . centro de processamento de da- dos - tipos de equipamentos - back-up operacional - proteções adotadas - procedimentos de segurança para operação . caldeiras - tipo - marca - localização - utilização - características operacionais . fornos/aquecedores - tipo - marca - localização - utilização - característicasoperacionais . compressores - tipo - marca - localização - utilização - característicasoperacionais . equipamentos/vasos sob pressão - tipo - localização - utilização - características operacionais . geradores elétricos -tipo - marca - localização - utilização . geradores a gás -tipo - marca -localização - utilização . transformadores -,tipo - marca - localização - características operacionais . turbinas - tipo - marca - localização - utilização - características operacionais . pontesrolantes - tipo - marca - localização -utilização 17 I
  13. 13. . guindastes/gruas - tipo - marca - localização - utilização .cabines de pintura - tipo - localização - utilização - procedimentos de segurança - características das proteções - sistema de exaustão . substâncias corrosivas - características químicas -emprego - local de armazenagem - proteções existentes . substâncias radioativas - características químicas - emprego - local de armazenagem - proteções existentes . substânciasexplosivas/detonantes - características químicas - emprego - local de armazenagem - proteções existentes . substâncias oxidantes - características químicas - emprego - local de armazenagem - proteções existentes . substâncias intlamáveis - carcterísticas químicas - emprego - local de armazenagem - proteções existentes . processos - exotérmicos? - endotérmicos? - com riscos de explosão? - com riscos de contaminação amhi- ental? - com riscos de danos a pessoas? - com riscos de extravazamento? 6. Riscos de acidentes/incide/lle.l provocados por . incêndio - afetando - perdamáximaestimada explosãoquímica - afetando - perdamáximaestimada . explosãofísica -afetando - perdamáximaestimada . danoselétricos - afetando - perdamáximaestimada . quedade raios -afetando -perdamáximaestimada 18 . alagamento/inundação - afetando - perda máxima estimada . vendaval/tornado -afetando - perda máxima estimada . granizo/geada - afetando - perda máxima estimada . tumulto/motins - afetando - perda máxima estimada . desabamento/desmoronamento - afetando - perda máxima estimada . erosão - afetando - perda máxima estimada -perda máxima estimada . recalques de terreno - afetando - perda máxima estimada .queda de barreiras/rochas - afetando - perda máxima estimada . impacto de veículos terrestres - afetando - perda máxima estimada . descarga elétrica/formação de arco voltaico - afetando - perda máxima estimada . impacto de aeronaves - afetando - perda máxima estimada .vazamentos de produtos . corrosão - afetando - perda máxima estimada . sabotagem - afetando - perda máxima estimada . transporte de produtos perigosos -afetando - perda máxima estimada . transporte/transladação de equi- pamentos - afetando - afetando - perda máxima estimada . contaminação ambiental - afetando - perda máxima estimada . içamento de cargas/equipamen- tos - afetando - perda máxima estimada . danos por umidade - afetando - perda máxima estimada CADERNOSDE SEGURO
  14. 14. . riscosenvolvendoterceiros -afetando - perdamáximaestimada 7. Estocagemde materiais/maqui- nismos/equipamentos . ao ar livre - estendida - empilhada - em contenedores - a granel . emáreas cobertas - estendida - empilhada - em contenedores - a granel . emtanques - abertos - fechados - compressão - sempressão 8. Caracter{sticasde segurança quantoa . instrumentaçãoe controle .sistemas elétricos .suprimento de emergência (água/ luz/vapor/6Ieo/gás/etc) . eliminação de refugos/in- tlamáveis/etc . comentários gerais acerca dos procedimentos desegurança empre- gados 9. Detalhamento dos estoques, ma- teriais inflamáveis ou de alto valor 10. Tipos de embalagem das matérias primas, semi-acabados, acabados, substâncias perigosas 11.As matérias primas ouprodutos acabadosexistentesemestoque/pro- cesso podem sofrer danos direta- mente causados por. . altas temperaturas? . baixas temperaturas? . ruído/barulho? . contaminantes químicos? luz? . umidade? . fumaça? . bolor/fungos? . odor? 12.Equipamentos/maquinismos im- portantes/essenciais ao processo 13. Equipamentos/maquinismos de diftcil reposiçtlo 14.Danos maisfreqüentes afetando as instalaçOes 15. Valormédio das perdas ocorri- das na empresa CADERNOS DE SEGURO 16. Procedência dosprincipais equi- pamentos V. Vizinhança No t6pico deverão ser observa- dos itens ou fatos relevantes nas proximidades da empresa, que pos- sam vir a comprometer a segurança da empresa ou por ela vir a ser afetados 1. Caracter{sticas da vizinhança em um raio de 3 Ian . área residencial? . áreaindustrial? . área comercial? . ocupação mista prevalecendo in- dústrias? . percentual de residências modes- tas ao redor . percentual de residências médias ao redor . percentual de residências tinas ao redor . quantidade de indústrias pequenas (até 50 empregados) . quantidade de indústrias médias (até 500 empregados) . quantidade de indústrias grandes (acima de 500 empregados) . existência de hospitais . existência de quartéis . existência de empresas jornal ísti- cas/gráficas . existência de escolas . existênciade sedes de partidos políticos . existência de sindicatos . existênciade presídios . existência de favelas . existência de estações de trens/ metrôs/ônibus . existência de estádios de futebol . existência de rios, represas, açudes ou diques VI. Recomendações No capítulo de recomendações deseja-se obter a impressão do ins- petor acerca do risco, suas obser- vações quanto apontos vulneráveis, quanto a pontos perigosos, quanto a possibilidade de a empresa afetar terceiros, etc.) 1. lnspeçtlo adicional requerida - época - motivo de requerimento - sugestõespara observação de ítens por oCâsiãoda pr6xima inspeção 2. RecomendaçOesde cobertura de seguros/proteçtlo de riscos 3. Riscos ou práticas inaceitáveis observadospor ocasitloda inspeçtlo 4. RestriçOesa coberturas de segu- ros solicitadas - motivo - cobertura de seguro restrita -níveis de agravação caso a cober- tura venha a ser oferecida VII. Da inspeção Este t6pico é o fechamentodo trabalho de avaliação de risco. Nele devem constar as observações finais que devem ser repassadas. aos Un- derwriters da empresa. I. lnspeçtlo realizada em - período de realização da inspeção - acompanhantes do inspetor, pela empresa . - inspetores 2. Existência de recomendaçOes? 3. Necessidade de nova inspeçtloou de inspeçtlo complementar? - época - motivo 4. RecomendaçOesfinais, inclusive sobre os problemas ocorridos por ocasitlo da realizaçtlo da inspeçtlo CONCLUSÃO o check list, como apresentado, destina-se a colher informações que serão empregadas por ocasião da aceitação de riscos pela seguradora, ou quando da montagem de pacotes ou produtos especiais. Observa-se que as informações nele contida são simples, não requerendo do inspe-: tor conhecimentos mais elevados. O importante, entretanto, é o trata- mento que essas informações de- verão ter. Deve ficar claro que nunca se deve formar uma opinião com somente um tipo de infor- mação. Por exemplo, ao se avaliar o grau de risco envolvendo a vizi- nhança, ítem V, deve-se conjugá-Io com o t6pico 6 IV. Ou seja, deve-se analisar todas as informações deper si e em conjunto, a fim de que se tenha uma maior qualidade de análise. 19 I
  15. 15. Técnicas de Avaliação de Riscos ParteIII Antonio Femando Navarro Engenheiro Civil Especialista em Gerenciamento de Riscos Consultor de Seguros NOS artigos anteriores publicados nesta Revista, em suas edições de núme- ro 61 e 64, abordamos duas técnicas de avaliação de riscos relativamente sim- ples, quer quanto ao conhecimento, quer quanto à análise de resultados. A primeira tratou da avaliação do grau de risco incêndio por sistema de pontu- ação. Trata-se de método expedito, que independe do grau de conhecimento do avaliador, onde a uma dada situação corresponde um determinado ponto. A soma dos pontos auferidos fornece uma avaliação, seja quanto à recusa do risco, seja quanto à sua aceitação com uma agravação, ou a sua aceitação sem qualquer tipo de agravação. O método admite uma interpretação dos pontos mais vulneráveis do empreendimento. No número 64, apresentamos uni mo- delo de check-/ist, de emprego geral, onde o underwriter da empresa tem as informações mínimas necessárias ao conhecimento do risco ofertado. O check-list é um instrumento de análise dinâmico,já que pode ser desenvolvido para qualquer tipo de empreendimento, abordando algum aspecto em especial. Não se tem por obrigação o enfoque de todos os ítens. Pode-se preparar' um check-/ist para a verificação de segu- rança de um equipamento, ou mesmo de um componente do equipamento. A grande vantagem do instrumento de avaliação é que permite a obtenção de L I I I I I I , informações necessárias à avaliação, definidas previamente. Não é um do- cumento que se prepara na hora da inspeção. Neste artigo, pretendemos, ainda abordando o mesmo assunto, enfocar uma nova técnica de riscos. A nosso ver, otema reveste-se deumaimportân- cia cada vez maior, já que, com a desregulamentação do setor de segu- ros, iniciada com a publicação do Pla- no Diretor, incluída aí uma "liberdade tarifária", há umatendência de redução do volume de prêmios de seguros, prin- cipalmentedeproperO'. Estimamos que daqui a alguns anos esse segmento tenha uma participação no mercado de, no máximo, 15%. A maior partici- pação será no segmento de vida, saúde e previdência privada, seguida da área de personal /ines (pessoa fisica). O que sevê hoje é aoferta de pacotes com coberturas cada vez maiores a custos cada vez menores. Dentro deste hori- zonte, o balizador da aceitação de ris- cos e mesmo da taxação continuará sendo o departamento de engenharia das seguradoras, ou as empresas por elas contratadas para dar esse tipo de suporte de inspeção. Por essa razão, instrumentos adequados de mensu- ração de riscos tornam-se cada vez mais necessários, senão fundamentais. Com o modismo dos named perils (riscos nominados) e dos riscos opera-
  16. 16. Com o modismo dos named perils (riscos nominados) e dos riscos operacionais, com limites de cobertura cada vez maiores, nunca é demais pensar 110gerenciamento de riscos daprópria seguradora. tr , , ~ cionais, com limites de cobertura cada vez maiores, nunca é demais pensar no gerenciamento de riscos da própria seguradora. Um dos conceitos mais conhecidos no mercado segurador é o da sinistralidade, ou das perdas. O conceito gravita em tomo da relação existente entre os sinistros pagos e avisados, ou os sinistros retidos e os prêmios cobrados ou os net premium earn (prêmios ganhos). Ora, se os si- nistros dependem de frequência e seve- ridade, da ocupação dos riscos da ope- rabilidade das instalações, do grau de segurança imposta, todas situações que independem do segurador, o mesmo não se pode dizer dos prêmios oferta- dos, que dependem diretamente da lei de concorrência, em nosso caso, pre- datória. A nossa fórmula fica total- mente distorcida, porque de um lado temos fatores que dependem das con- dições de estabilidade do país, do nível de dinheiro circulante edo seu custo, e, por outro, da oferta de poucos riscos para um sem-número de empresas, al- gumas em situação difícil de liquidez e solvência. Por um lado é o dinheiro sendo canalizado para os bancos, já que os retornos são maiores. Por outro, umaguerra onde quemdá menosganha. Em economias inflacionadas, com elevado índicededesemprego, recessão e outras características quejá estamos acostumados a presenciar, há algum tempo, é natural o envelhecimento do parque fabril, o descaso com a segu- rança, a falta de investimentos nessa área. Isto faz com que haja um incre- mento na curva de sinistralidade. Toda esta pequena história, que vimos con- tando há muitos anos em nossos arti- gos, serve para, mais uma vez,justifi- car a importância de um bom trabalho de underwriting. Há anos trabalhando na área técnica de seguradoras, detectamos o enve- lhecimento da área, sem renovações CADERNOS DE SEGURO expressivas. Os bons técnicos foram cedendo o seu lugar para escriturários que apertam os teclados de microcom- putadores, onde o próprio sistema faz uma crítica à aceitação. Não somos contra os computadores e nem a favor dos tarifeiros. Somos a favor de uma estrutura pensante, capaz de aceitar um seguro pelo risco apresentado e não pelo volume de prêmio gerado. Voltando à linha original, pretende- se neste artigo abordar alguns concei- tos empregados na avaliação de riscos para a montagem de planos de seguros conjugados, riscos nominados e riscos operaclonals. ABORDAGEM DA TÉCNICA Toda técnica de inspeção tem o seu lado formal e o informal. O formal é aquele que se atém a respostas de ítens previamente preparados. O check-/ist é mna técnica formal. O lado informal é aquele que é desenvolvido pelo en- genheiro, buscando aprofundar-se no conhecimento dos riscos para melhor avaliá-Ios. São as informações não- escritas, com respostas também não- escritas, que na hora da elaboração de um relatório são tão importantes. E sobejamente conhecido que, em pleno século XX, ao seu final, ainda não existem condições de determinar com exatidão matemática, a frequên- cia e a severidade de uma perda. A título de ilustração, a Atomic Energy Commission (AEC) e a United King- dom Atomic Energy Authority (UKAEA), publicam informações quanto à frequência de ocorrências de danos em determinados equipamentos (ver Tabela 1). Da mesmaforma que a AEC, várias outras instituições de renome forne- cem relações semelhantes. Entretanto, TABELA 1 Frequência de ocorrência de danos em alguns equipamentos (falhaslIO. horas) motores elétricos em geral transformadores de 132 a 400 kV disjuntores em geral de até 400 k V vasos de pressão gaxetas mangueiras válwlas de controle transportadores guindastes caldeiras alimentadas por bombas 10 7 10 3 0.5 40 30 40 7.8 1.012.5 os dados referem-se a instalações, com um determinado padrão de construção, e em áreas ou ambientes distintos. Quando se trabalha com o banco de dados fornecido por uma certa institui- ção, é conveniente saber a amplitude da coleta de dados, bem como os países ou as regiões onde as informações fo- ram coletadas. A título de exemplo, vejamos o caso de um etenoduto. O sistema transporta o gás eteno por uma tubulação metáli- ca, a uma pressão elevada, suprindo de matéria-prima uma série de indústrias, todas localizadas no pólo petroquími- co. Pelas suas características, a tubu- lação é alvo de uma série de estudos quanto a acidentes, existindo uma in- finidade de softwares disponíveis. Os programas simulam as conseqüências de um vazamento sob a forma de jato contínuo, sob a forma de poça, sob a forma de bola de gás, e o que acontece quando estas formas de vazamento se inflamam, à temperatura ambiente ou por contato com uma fonte de calor. Todosessesso.ftwaresempreganlmode- losmatemáticos, os quais prevêem uma 17 FICHA DE ANÁLISEDE RISCO UNIDADE !INSPEÇÃO EM: UNlDADE/EQUIPAMENTO CAUSA EFEITO CATEGORIA MEDIDAS LOCAL DE RISCO PREVENTIVAS I
  17. 17. EQUIPAMENrOS RELEVANTES -ANÁLISE INDIVIDUALIZADA CARACTERíSTICASOPERACIONAlSDOEQUIPAMENrO CARACTERíSTICA: FABRICANTE: POttNCWCAPACIDADE: EMPREGO: ACIONAMENrOflRAÇÃO: LOCALIZAÇÃO: ANO FABRICAÇÃO: ROTAÇÃO: AMPERAGEM: MODELO: CUSTO ATUAL: N" IDENrIFICAÇÃO: VOLTAGEM: N"SÉRIE: CUSTO DE NOVO: OBSERV AÇÕES FEITAS DURANrE A INSPEÇÃO POSSffiILIDADE DE REPOSIÇÃO( )IMEDIATA ()CURTO PRAZO ()LONGO PRAZO NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO ( )IMEDIATAS ( )CURTOPRAZO ( )PROGRAMADAS NECESSIDADE DE REPAROS ( )IMEDIATAS ()CURTOPRAZO ()PROGRAMADAS INSPEÇÃO REALIZADAPOR: INSPEÇÃOEM: série de situações ambientais, que podem ou não agravar o risco. Esses fatores foram inseridos nos programas por profissionais altamente qualifica- dos, que buscaram em bibliografia es- pecializada os pontos ftacos ou vul- neráveis desse tipo de instalação. Cabe destacar, entretanto, que difi- cilmente o acidente toma a forma do modelo proposto pelo computador. Em ambientes externos, o fator do impon- derável ainda é uma grande incógnita. Ohomem não tem odomínio da nature- za e nem pode simular os seus efeitos. A falha de Santho André" na Califór- nia, é um belo exemplo. E monitorada permanentemente por equipamentos sensores, dispostos espaçadamente. Entretanto, de vez em quando ocorrem tremores não-previstos, ou previsões não-concretizadas. Fato similar ocorre na monitoração dos furacões na costa da Flórida. Enquanto escrevíamos este artigo, estava sendo prevista aocorrên- cia de um tomado com ventos de até 90kmlh. No lugar do tomado, veiouma ventania que durou não mais do que quinze minutos, com ventos que fi- zeram a alegria dos soltadores de pipa. Em resumo, tem-se a técnica for- mal, baseada em documentos, e uma técnica informal, que a completa. Uma depende de experiência passada e da cultura do profissional. A outra de- pende da existência de formulários es- pecíficos. Há alguns anos atrás, quando eu proferia um curso na Funenseg, tratá- vamos do tema "identificação de ris- cos", quando um aluno perguntou-nos acerca do percentual de dano máximo provável (DMP) queestimávamos para aquela sala de aula. Solicitamos então 18 que cada um dos presentes desse sua opinião a respeito. Inúmeras foram as respostas, quase tantas quanto a quan- tidade de presentes. Ora, o DMP é, por definição, o maior dano que se verifica em um ambiente ou sistema, conside- rando que, em um determinado mo- mento, haja interferência humana. O dano em si é o verificado desde o surgimento do eventoqueodeterminou até o seu controle ou extinção. Para aquela sala de aula de então, com divisórias de madeira, janelas de vidro suportadas por esquadrias de madeira, fixadas do chão ao teto, forro de gesso, instalação elétrica em con- duítes de plástico, piso de paviflex, cadeiras com assento em plástico, etc, a média dos danos determinados pelos alunos chegou a 40%. Após as dis- cussões habituais, perguntei-lhes: se abrirmos as janelas, os danos aumen- tamou diminuem?;seabrirmos aporta, o que acontece?; se mudarmos o lay- Em resumo, tem-se a Mcnkaforma~baseada em documentos, e uma técnica informal, que a completa. Uma depende de experiência passada e da cultura doprofISsional A outra depende da existência deformulários específicos. oul interno, agravamos o risco?; se a temperatura ambiente externa estiver alta, o dano toma-se maior? Em resumo, o conceito é muito mais abrangente do que se pensa. Leva em consideração não só as caracteristicas dos materiais envolvidos na área como também: a) formas de armazenamento empregada; b) distâncias entre os ma- teriais e equipamentos; c) tipo de pro- cessamento; d) graus de manipulação humana; e) temperaturas e pressões do processo; 1) condições ambientais in- ternas e externas; g) lay-oul interno; h) aeração natural e forçada; i) pé- direito da edificação;j) características construtivas; I)relação comprimento x largura da edificação; m) existência de andares superiores e mezaninos; n)existência de vãos abertos; o) carga térmica gerada pelos mecanismos; p) manipulação das matérias-primas; q) características fisico-químicas das matérias-primas; r) meios e processos de aquecimento; s) carga calórica dos produtos manipulados; t) existência de meios de combate a sinistros; u) grau ANÁLISE DE OCORRÊNCIAS REGISTRADAS 1.Relatório N° 3. Dia da ocorrência: S. Local da ocorrência: 6. Bens atingidos: I I 7. Causa dosinistro: o Imperícia Dlmprudência DSabotagem DFalha dematerial DCondiçõesdetempo DOutras DFaísca 8. Estimativa inicial dos prejuízos: Cr$ 9. Tipo de acidente: DAtropelamento DExplosão DAbalroamento DDesabamento D Dano elétrico 10. Cobertura de seguro Dnão 11. Recebido o processo em: I I 2.Data do encaminhamento: 4. Hora da ocorrência: II DFalha do operador DFalha do equipamento DDefeito de fabricação DSuperaquecimento DNegligência DCondição do terreno DOperação de Soldagem DCurto-circuito DColisão DAlagamento Dlncêndio DTombamento D Destelhamento DOutros Dsim 12. Encaminhado à seguradora em: I I CADERNOS DE SEGURO J
  18. 18. 1. J de supervisão, etc. A técnica que iremos tratar daqui para a frente, adequada à análise e taxação dos riscos nomeados e opera- cionais, é uma técnica que emprega um lado formal, comformulários, um lado informal e um alto grau de percepção. CARACTERISTICA DO SEGURO o seguro de riscos nominados sur- giu há pouco mais de dois anos, com essa denominacão, sendo porém prati- cado pelo mercado segurador há mui- tosanos.Asimplescolocação decláusu- las acessórias no seguro incêndio, de- rivadas do risco diverso é um belo exemplo. A uma cobertura básica bem simples, agregam-se outras, com a co- brança de prêmios. Alguns seguros especiais, quer seja pelo volume de prêmios, quer pelas características operacionais, ou por fundamentos políticos, já gozam des- ses planos conjugados ou riscos no- meados há muito tempo. As minera- doras já os possuem, seguramente, há mais de dez anos. As empresas de distribuição de energia elétrica tam- bém. O risco nominado surgiu como uma contingência natural na evolução do seguro, no sentido, não só da redução de custos,comotambémde seterpreços equivalentes aos riscos existentes. O CADERNOSDE SEGURO seguro surgiu, basicamente, como uma evolução da gerência de riscos. Sim, porque coma técnica adotada, pode-se definir corretamente os riscos inciden- tes e aqueles quepodem ser repassados às seguradoras. Na verdade é o segura- do, ou seu corretor, escolhendo que riscos devem ser contratados. A con- trapartida dos named perils são as coberturas all risks ou unnamed pe- ri/s, adotadas nos seguros de riscos de engenharia. . Emresumo, têm-se coberturas indi- vidualizadas, tarifadas ou não, cober- turas múltiplas, em pacotes de planos conjugados ou riscos nominados. A diferença entre o plano conjugado e o risco nominado é o valor em risco da Como o objetivo do trabalho não é o de taxação, mas sim o de inspeção, epelo fato de não haver uma regra geral do ressegurador, não é conveniente a discussão das mesmas, deforma a não induzirmos as pessoas. empresa. METODOLOGIA EMPREGADA Como dissemos anteriormente, nos- so trabalho envolve um aspecto formal e outro informal, a saber: Metodologia Formal Na metodologia, deve-se obter uma série de informações que devem ser remetidas aoressegurador, para a acei- tação do excedente à responsabilidade da seguradora, ou às co-seguradoras que participarão do processo. As infor- mações são as mínimas requeridas à compreensão do risco. São elas: a) Dados da empresa: nome com- pleto; endereço completo; data de fundação; data de instalação no local; capacidade de produção instalada e atual; procedência da tecnologia em- pregada; área de terreno, construída e ocupada; caracteristicas da vizinhança; quantidade de funcionários e horários defuncionamento; associações formais ou informais com outras empresas ou grupos. b) Dados de processo de produção: Descrição de processamento emprega- do; produtos principais e secundários, ou intermediários; caracteristicas fisi- co-químicas das matérias-primas e produtos intermediários ou finais; ca- . 19 I QUADRO-RESUMO DOS RISCOS INCIDENTES RISCOS DMP(%) PNE(% ) PMA(%) AFETANDO TERCEIROS SIM NÃO % PERDA INCÊNDIO EXPLOSÃO QUÍMICA EXPLOSÃO FÍSICA DANOS ELÉTRICOS QUEDA DE RAIOS DESCARGA ELÉTRICA! ARCO VOLT AlCO ALAGAMENTOnNUNDAçÃO VENDA VAUCICLONE/TORNADO GRANIZO/GEADA TUMUL TOSIMOTINS DESABAMENTOIDESMORONAMENTO EROSÃO CORROSÃO SABOTAGEM TRANSPORTE PRODUTOS PERIGOSOS TRANSPORTE DE EQUIPAMENTOS RECALQUES DO TERRENO QUEDA DE BARREIRASIROCHAS IMPACTO VEÍCULOS TERRESTRES IMPACTO DE AERONAVES VAZAMENTO DE PRODUTOS CONTAMINAÇÃO AMBIENT AL IÇAMENTO DE CARGASIEQUIPAMENTOS UMIDADE OUTROS DMP= (Dano máximo provável) PNE= (Perda normal esperada) PMA= (Perda máxima admissivel)
  19. 19. racterísticas do processo produtivo quanto ao seu controle; descrição dos principais equipamentos empregados e sua procedência; tipo de embalagem empregada e fonna de expedição dos produtos finais; tipo de produto e per- centual produzido por terceiros; for- mas de controle de produção emprega- da; descrição do fluxograma de proces- so; características especiais existentes no processo, que impeçam sua rápida transferência a terceiros; descritivo do fornecimento de utilidades, comênfase a pontos críticos de fornecimento; c) Dados referentes àproteção do processo ou das instalações: descriti- vo dos equipamentos de proteção con- tra incêndio; descritivo das equipes de brigada de incêndio, CIPA, vigilância; características especiais dosprocessos quenecessitem de umamaior proteção; características das construções e de sua resistência quanto à ocorrência de eventos destrutivos; procedimentos for- mais e infonnais empregados pela direção da empresa em situações emer- genciais; procedimentos fonnais e in- fonnais empregados em reparos emer- genciais a equipamentos e instalações; características dos treinamentos ofere- cidos pela empresa quanto à segurança do trabalhador e à do processo; siste- mas de aterramento elétrico de máqui- nas e equipamentos, inclusive de pára- raIOs; d) Dados gerais: qualidade dospro- cessos produtivos empregados; ca- racterísticas da supervisão; atendimen- to a nonnas específicas de produção e proteção de processos; nível de produção da empresa, comparativa- mente aos concorrentes; situação fi- nanceira da empresa; nível de satis- fação dosoperários da empresa quanto às políticas salariais e de promoções; 20 tum ave,.; taxas de gravidade dos aci- dentes de trabalho; programa de me- Ihorias de proces~oempreendidas pela empresa e em vigor, ou em progra- mação; características dos programas de manutenção preventiva, corretiva e preditiva; estoques de sobressalentes. As infonnações acima não são as mínimas e nem as requeridas pelo res- segurador para a aceitação de riscos. São as infonnações que nonnalmente empregamos quando de nossos tra- balhos. Cabe ressaltar que até o mo- mento em que elaboramos este tra- balho ainda não havia sido feita a di- vulgação das exigências do ressegura- dor quanto ao nível de infonnações requeridas nos processos de riscos no- minados. Além das infonnações acima, cos- tumamos empregar os fonnulários que encontram-se ao longo do trabalho, como fonte adicional de infonnações. São eles: a) relatório de gastos com sinistros - nonnalmente entregue à empresa quando se está fazendo um acompanhamento de maior duração; b) relatório de ocorrências,tanto de aci- dentes quanto de incidentes -Neste caso, as ocorrências registradas ou as apuradas durante as entrevistas comos operadores dos equipamentos ou das instalações são repassadas para o for- mulário, a fim de serem registradas; c) relatório de análise de ocorrências re- gistradas - o relatório contém dados importantes acerca dos sinistros ocor- ridos, pennitindo grupá-Ios quanto ao tipo de ocorrência, para fins de for- mação de banco de dados; d) ficha de análise de risco -ficha contendo infor- mações que deverão ser preenchidas acerca das causas e efeitos dos riscos, por unidade, equipamento ou local, a fim de poderem ser classificadas quan- j CADERNOSDE SEGURO EMPRESA I RISCO I FICHA N" UNIDADE: LOCAL: EDIFÍCIO: I VALOR: i ---1EQUIPAMENTO: IVALOR: jPERDAMÁ.XIMAPROVÁVEL: PERDANORMALESPERADA: =jPERDAMÁXIMAADMISSÍVEL: MEDIDASPREVENTIVASEXISTENTES JMEDIDASPREVENTIVASNECESSÁRIAS RECOMENDAÇÕES/RESTRiÇÕES - I INSPETOR: I DATA: ,, I ------_---! RELATÓRIO DE GASTOS COM SINISTROS I I. SINISTRO N" 2. DATA DA OCORRÊNCIA: 3. BEM SINISTRADO: 4. LOCAL DO SINISTRO: 5. CUSTOS DIRETOS OComponentes ou peças substituídas Cr$ OComponentesou peças adaptadas Cr$ OComponentes ou peças fabricadas Cr$ OComponentes ou peças reparadas Cr$ O Pintura Cr$ OCheck up, testes Cr$ O Mão-de-obra Cr$ 6.CUSTOS INDIRETOS ORemoção Cr$ OTransporte Cr$ O Cr$ - O Mão-de-obra Cr$ 7.SAL VAMENTO DOS BENS OAgentes ex1intores Cr$ OMão-de-obra Cr$ OCustos diretos Cr$ DCustos indiretos Cr$ OSalvamento dos bens Cr$ I Subtotal I Cr$ O Perda de produção (custo e perda de lucro) Cr$ Total Cr$
  20. 20. - .. , I to às categorias de risco. A ficha assemelha-se a um relatório de análise preliminar de riscos; e) ficha de risco - onde são identificados os locais ou equipamentos, são fornecidos os va- lores das perdas normais esperadas, perdas máximas prováveis e perdas máximas possíveis. A seguir, são indi- cadas: medidas preventivas existentes, medidas preventivas necessárias e recomendações ou restrições; f) ficha de equipamentos relevantes -análise individualizada (na ficha é feita a iden- tificação do equipamento, relatadas observações coletadas durante a ins- peção e feita uma avaliação quanto aos prazos requeridos para a reposição, manutenção ou reparos; g) quadro-re- sumo dos riscos incidentes - quadro que contém uma relação dos principais riscos incidentes em instalações indus- triais, com indicação do DMP, PNE, PMA e se o risco tem ou não possibi- lidade de afetar terceiros, quer sejam outros equipamentos ou instalações da própria empresa, ou outras empresas CADERNOSDE SEGURO vizinhas. Após termos em mãos todas estas informações, necessitamos identificar os riscos incidentes e aqueles com po- tencial de incidência. Recomendamos q~eo engenheiro empregue duas técni- cas, que são: What... If e incidentes críticos. Normalmente, para um operador de um equipamento é muito dificil queele mesmo indique um risco crítico. Em primeiro lugar, porque se o assim fizer estará admitindo que pode errar (ste), durante a operação, o que não seria interessante "confessar" para tercei- ros. Sugerimos que se tente, inicial- mente, obter uma descrição completa da forma e dos procedimentos opera- cionais empregados. A seguir, pode-se comentar acidentes ocorridos eminsta- lações com equipamentos similares. Após essa conversa inicial, o operador pode começar a comentar acerca da dificuldade de seu trabalho, da atenção que deve ter para evitar acidentes. O engenheirodeveestar atentopara procu- o seguro surgiu, basicamente, como uma evolução da gerência de riscos. rar obter informações que sejarp real- mente relevantes ao processo. E sem- pre muito bom procurar saber acerca de gastos normais com a manutenção do equipamento, custo de um equipa- mento novo, etc. A técnica do what ... if simula uma dada situação, a fim de verificar-se quais as soluções que podem ser em- pregadas. Por exemplo: E se o equipa- mento não receber a carga no tempo certo? E se a matéria-prima ficar mais tempo do que o normal em processa- mento? E se na hora do processamento faltar energia? E se o botão de parada automática for acionado indevida- mente? E se a temperatura ou a pressão do processo elevar-se descontrolada- mente? Jáa técnica dosincidentes críti- cos procura levantar que tipo de aci- dente, inicialmente de ocorrência ab- surda (pelo menos para os operadores), poderá ocorrer. A última etapa do trabalho de cam- po é, talvez, a mais complexa: fixar valores para as perdas. Existem três tipos de perdas que devem ser consi- deradas. A primeira delas é a perda normal esperada (PNE). Como o próprio nome indica, trata-se de uma perda, de características normais, e sempre esperada. Desta forma, têm-se as perdas ocorridas durante o processo de fabricação em operação normal. Por sernormal eesperada, deve ser assumi- da pelo segurado, seja através de uma TABELA 2 Relação Importância Segurada! Valor em Risco e Coeficiente de Agravação IS/VR(%) 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 Coeficiente 1,000 1,055 1,125 1,214 1,333 1,500 1,750 2,166 3,000 5,500 21 I RELATÓRIO DE OCORRÊNCIAS ÁREA DA OCORRÊNCIA I RELATÓRIO N° OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO O INCÊNDIO O VEÍCULOS O EQUIPAMENTOS O IDENTIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA LDia 2.Hora 3. Local 4.Bens atingidos 5.Detecção O Visual OChamas O Fumaça DSistema Automático de Extinção O Sistema Automático de Detecção O 6. Testemunhas DNão DSim 7. Vítimas DNão DSim I i 8. Atendimento OBrigadade Incêndio DCorpode Bombeiros DCipa OSupervisãode Segurança O 9. Extensãodos prejuízos 10. Estimativainicialdos prejuízos:Cr$ I I. Materiaise produtos envolvidos: ! I 12. Alastramento do sinistro I
  21. 21. É sempre muito bom procurar saber acerca de gastos normais com a manutenção do equipamento, custo de um equipamento novo, etc. franquia, seja por uma participação obrigatória em cada sinistro, fixada por um percentual da perda ou por um valor determinado. Após o levanta- mento dos valores médios das perdas, por um período de tempo que não deve ser nunca inferior atrês anos, faz-se um ajuste no valor encontrado, de maneira ater-se o valordaftanquia básica. Esse valor poderá ser elevado, desde que se proceda a um ajuste no prêmio devido à cobertura básica, com a franquia básica. O percentual de ajuste varia de acordo com a experiência do avaliador. Porém, está situado dentro de uma faixa que varia de 15%a45%. Um outro tipo de perda também importante é a perda máxima provável (PMP). Ela indica as perdas não-usuais, que, através de uma supervisão adequada e permanente, podem vir a ter sua extensão reduzida. Por exemplo, de nada adianta conce- der-se descontos relativos à existência de extintores de incêndio, se não existir uma brigada de incêndio, ou um grupo de pessoas que os saiba operar. A fi- xação do valor da PMP é um pouco complexa, já que depende não só do pleno conhecimento do processo fabril, - ---- como também da existência dos dis- positivos deprevenção deperdas. Após ter-se a PMP, deve-se ajustá-Ia tam- bém, de forma a contemplar possíveis desvios ou incorreções de cálculo. A PMP serve para definir o valor do limite máximo de indenização (LMI), ou da importância segurada. Esse LMI deve se situar a uma determinada dis- tância entre a curva da PMP e da perda máxima admissível (PMA). A terceira eúltimaperda importante é a PMA. Ela indica o grau de ex- posição de risco a que a empresa está sujeita,considerandoumasituaçãocríti- ca, onde todos os dispositivos de pro- teção ou todos os mecanismos de defe- sa e de supervisão falhem. Ela indica o quanto a empresa pode perder em cada tipo deevento. Costuma-se confundir a PMA com a perda catastrófica (PC), que possui outro significado. Consolidando as informações, tem- se a PNE, elemento importante na fi- xação da ftanquia, a PMP, parâmetro importante para a definição da im- portância seguradaeaPMA, parâmetro para a determinação do LMI. Após aobtenção dessesparâmetros, que no risco nominado são levantados para cada risco isolado, tem-se que definir as taxas dos riscos. TAXAÇÃO DOS RISCOS Hoje ainda se pratica um modelo de taxação que continua empregando a tarifa do ressegurador comobalizador. Talvez essa prática tenha algum senti- do, na medida em que o país não tem bancos de dados confiáveis de sinis- tros. Dentro dessa linha, deve-se obter 22 as taxas tarifárias de cada risco e para cada tipo de cobertura pretendida pelo segurado. A seguir, com astaxas, deve- se "enxugá-Ias" de descontos tarifá- rios, que porventura o segurado já pos- sua. Para adequá-Ias aos riscos e aplicá- Ias aos limites máximos de indeniza- ção, empregam-se fórmulas conheci- das. Como o objetivo do trabalho não é o de taxação, mas sim o de inspeção,e pelo fato de não haver uma regra geral do ressegurador, não é conveniente a discussão das mesmas, de forma a não induzirmos as pessoas. Somente a títu- lo de apresentação, algumas das fór- mulas são as seguintes: Pr= LMI xTx + (VR- LMI) x Txx SIP onde: Pr =prêmio da cobertura LMI= limite máximo de indenização Tx =taxa tarifária do risco, líquida de descontos VR =valor em risco SIP= sinistralidade apw-ada Tf= [(VR + IS): 21S) x 10 onde: Tf = taxa final do risco VR = valor em risco IS = importância segurada Tb = Taxa básica de tarifa para o risco Para a aplicação da fórmula, leva- se em consideração uma tabela que associa a relação ISNR a um coefici- ente de agravação, como o da Tabela 2. Fórmulas que empregam a relação ente o LMI e a PMP LMI ~PMP : Tf= 10 (0,4 LMI/VR + 0,6) onde: Tf = taxa fmal do risco Tb = taxa básica ou tarifária do risco LMI= limite máximo de indenização PMP= perda máxima provável ou dano máximo provável LMI < PMP : Tf= 10 [LMI/VR + 0,6 (1 -PMP) ) ande: Tf =taxa final do risco Tb = taxa básica ou tarifária do risco LMI= limite máximo de indenização PMP= perda máxima provável VR =valor em risco As fórmulas anteriores devem ser trabalhadas para uma ftanquia básica, a qual deveria estar contemplada na taxa. Para aumento de ftanquia, pode- se empregar redutores de taxa. São admitidos alguns redutores, basica- ~ente em função da experiência ante- nor. Concluindo,apresentamosmais uma técnica de avaliação de riscos aplicada à análise e à taxação de riscos nomina- dos. Com algumas inserções, podere- mos empregá-Ia para riscos operacio- nais, motivo de um outro trabalho. O importante, contudo, é que o engenhei- ro procure verificar junto ao ressegura- dor a existência de formulários especí- ficos e aaplicação defórmulas próprias para o cálculo. Caso assim não proce- da, poderá estar desperdiçando tempo na análise. CADERNOS DE SEGURO

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