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A gestão ambiental nas indústrias brasileiras: estudo de caso

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Na avaliação questiona-se as ações de gestão ambiental na implantação de projetos industriais, onde, em alguns casos, as medidas de precaução são substituídas por termos de ajuste de conduta ou ações mitigadoras.

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A gestão ambiental nas indústrias brasileiras: estudo de caso

  1. 1. Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia Universidade Federal Fluminense Rua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco D São Domingos | Niterói | RJ | 24210-240 Tel.: +55 21 2629-5564 Fax: +55 21 2629-5420 1 | 3 PROFESSOR PESQUISADOR PROF. M.SC. ENG. ANTONIO FERNANDO NAVARRO PROFESSOR ORIENTADOR PROF. DR. ENG. MIGUEL LUIZ FERREIRA RIBEIRO CLASSIFICAÇÃO DO ASSUNTO Práticas de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA HOURNEAUX JÚNIOR, F.; BARBOSA, M.F.O.; KATZ, S.. A Gestão Ambiental nas Indústrias Brasileiras: Um Estudo de Caso.Artigo enviado para publicação na revista Seminários em Administração da FEA-USP, VII Seminário,12 folhas, 10 e 11 de agosto de 2004. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/Semead/7semead/paginas/artigos%20recebidos/Socioambiental/SA15_Gest ao_ambiental_nas_industrias_bras.PDF. PALAVRAS-CHAVE Gestão ambiental; Responsabilidade sócio-ambiental. OBJETIVO O artigo, apresentado no 7º Seminário em Administração da FEA-USP trata de um estudo de caso envolvendo empresa que atua fortemente no mercado nacional, com representatividade em termos de venda detendo 98% do mercado nacional, sendo a única empresa do setor com fábricas no país, onde é tratada a preocupação da mesma com a questão ambiental, que mereceu vários prêmios, sendo considerada benchmarking para as demais fábricas do grupo, presentes em 165 países. Para tal apresenta as considerações necessárias para a compreensão da importância do tema – Meio Ambiente – para todos os empregados e a empresa e os esforços feitos para atingir-se esse patamar de evolução que lhe propicia um maior diferencial, inclusive, de competitividade em outros mercados que não o nacional. METODOLOGIA DE PESQUISA (E/OU MÉTODO DE CONSTRUÇÃO) Realizou-se um estudo de caso a respeito de uma importante empresa do setor de embalagens, através de entrevistas e fontes de dados secundários, visando-se analisar a atuação desta organização à luz dos pressupostos teóricos que são considerados dentro do estado da arte em
  2. 2. Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia Universidade Federal Fluminense Rua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco D São Domingos | Niterói | RJ | 24210-240 Tel.: +55 21 2629-5564 Fax: +55 21 2629-5420 2 | 3 responsabilidade socioambiental. Fazem parte ainda do estudo as conclusões e possíveis recomendações que advém da análise do caso em questão. A estrutura do trabalho consistiu: na definição da pesquisa; na revisão dos principais conceitos abordados pela literatura a respeito do tema; a apresentação do caso em si; e, ao final, nas conclusões e recomendações que se fazem pertinentes, buscando-se o entendimento sobre a forma de atuação da organização estudada em termos de gestão ambiental e os efeitos dessa atuação para a própria organização e para os atores sociais ao seu redor, através da comparação entre a realidade percebida e as idéias presentes na breve revisão bibliográfica realizada sobre o assunto. CONCLUSÃO (PRINCIPAIS RESULTADOS, POLÊMICAS E CONCLUSÕES) O estudo de Caso baseou-se em uma empresa que detêm o monopólio no Brasil do fornecimento de embalagens para produtos que requerem a pasteurização em seu processo fabril, onde o seu nível de participação é de 98%, de acordo com os números apresentados no artigo. O grande diferencial do artigo foi a abordagem a do por quê, uma empresa com esse perfil de monopolização investiu recursos financeiros no desenvolvimento de estratégias de gestão de Meio Ambiente. Assim, é interessante citar-se: Hart (1997) defende que o processo de busca da sustentabilidade a ser adotado pelas empresas deve percorrer uma seqüência de três estágios fundamentais, nos quais as empresas devem buscar eficiência, sempre voltadas para um desenvolvimento sustentável: a prevenção da poluição (que envolve a mudança do controle para a prevenção e a eliminação de poluentes antes da formação dos mesmos), a zeladoria de produtos (que envolve a administração dos impactos ambientais destes produtos durante todos o ciclo de vida que percorrem e o projeto de produtos mais fáceis de serem recuperados, reutilizados e reciclados) e, por fim, a utilização de tecnologias limpas, ambientalmente sustentáveis. A empresa, apoiando-se nessa estratégia desenvolveu e implementou os seguintes critérios: a. Promoção da satisfação de seus funcionários e colaboradores por meio do desenvolvimento profissional de um ambiente de trabalho seguro e saudável; b. Busca constantemente a excelência na gestão do negócio; c. Suprimento das necessidades do mercado com produtos inovadores considerando os aspectos ambientais, de saúde e segurança; d. Utilização do conceito de Análise do Ciclo de Vida na otimização do desempenho global de seus produtos; e. Estabelecimento de parcerias estratégicas com clientes e fornecedores na busca dos melhores resultados; f. Certeza do cumprimento obrigatório dos procedimentos e práticas estabelecidas e o engajamento das lideranças para a gestão destes processos; g. Utilização racional dos recursos naturais preservando o meio ambiente e minimizando a geração de resíduos; h. Desenvolvimento de alternativas auto-sustentáveis para reciclagem; i. Garantia do atendimento dos requisitos legais, preferencialmente excedendo-os;
  3. 3. Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia Universidade Federal Fluminense Rua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco D São Domingos | Niterói | RJ | 24210-240 Tel.: +55 21 2629-5564 Fax: +55 21 2629-5420 3 | 3 j. Estimulo às iniciativas que promovam a cidadania, a qualidade de vida e do meio ambiente, com ênfase na atividade de educação. Além da manutenção desses compromissos, elencados anteriormente, e evidenciados através de auditorias periódicas de 2ª e 3ª parte, o maior diferencial encontrado é que o processo de reciclagem deve ser apenas considerado quando os ganhos econômicos e ambientais superam os seus custos, sendo que, algumas vezes, estes processos podem trazer mais danos ao ambiente do que simplesmente colocar o material em um aterro controlado. HART, S.L. Beyond Greening: Strategies for a sustainable world. Harvard Business Review, Jan-Feb 1997, p. 67-76 OPINIÃO (PONTOS FORTES E FRACOS) Pontos fracos abordados: Um dos aspectos considerados como ponto fraco, que todavia não invalida o artigo é o de que o foco do trabalho foi o da avaliação do reuso das embalagens – produto final – que não chegam a passar pelo controle da qualidade, através de sua decomposição e reaproveitamento dos materiais como matéria prima para novos produtos que não embalagens. Pontos fortes abordados: • Nível de comprometimento dos empregados e diretores; • Estratégias adotadas para a obtenção dos objetivos; • Resultados alcançados; • Simplicidade das ações. Pontos de Sugestão / evolução: • Definição de indicadores de reuso dos materiais e ou reaproveitamento dos mesmos no processo; • Definição do break even point para a implantação de processos de reciclagem, de modo que: ‘...processo de reciclagem deve ser apenas considerado quando os ganhos econômicos e ambientais superam os seus custos...’ haja uma explícita relação entre os ganhos econômicos e os ambientais, salientando-se todavia, que há ganhos ambientais que não são sempre mensuráveis e outros nos quais o ganho, ou a perda, está relacionada a multas ou ajustamentos de conduta para a recomposição de ambientes degradados.

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