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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS
Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administra...
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Eduardo José Zanoteli

AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO:
UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO

Dissertação apresentada ...
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AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO:
UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO

Eduardo José Zanoteli

Dissertação defendida e ...
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Àquelas que, com amor, carinho e dedicação, fazem a vida mais bela e a tornam repleta da
graça de Deus. Uma me deu a vi...
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AGRADECIMENTOS
A Deus, que me orienta, me fortalece com a sua presença, me conforta nos momentos
difíceis por permitir ...
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“Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a
coisa mais preciosa que t...
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SUMÁRIO
Lista de Figuras .................................................................................................
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3.5 Informações Contábeis ....................................................................................
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7.4.1 O Sistema de Informações Contábeis ..........................................................
7.4.2 O Sistema de ...
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Desenvolvimento de uma Análise de Conteúdo ..............................................
...
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Figura 49 – Acompanhamento dos Custos nas Empresas Estudadas ................................
Figura 50 – Estrutura Gl...
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Figura 99 – Consulta a Balancete com Grupos de Contas Sintéticas (GEM) .....................
Figura 100 – Consulta a B...
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 – Objetivos Específicos e Perguntas de Pesquisa ...............................................
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LISTA DE GRÁFICOS E TABELAS
Gráfico 1 – Vendas dos Sistemas ERP em Milhões de Dólares ...................................
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LISTA DE ABREVIATURAS
AICPA
CCF
CFC
CGn
CGr
CO
CPCS
CPV
CR
CST
CUE
CVDS
DRE
ERP
FASB
FCC
FCO
FI
GEM
IBRACON
MP
MRP
PCG...
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RESUMO
Na sociedade da informação nos dias atuais, a competitividade imposta pelo mercado na
busca da maximização de r...
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A BSTRACT
In the information society nowadays, both the competitiveness imposed by the market
in its pursuit to maximi...
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1 INTRODUÇÃO
1.1 Tema e Problema da Pesquisa
Nas últimas décadas, o desenvolvimento da tecnologia da informação, alava...
19

informações que se gera o conhecimento, o qual permite que os dados sejam traduzidos em
informações, a partir do momen...
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1.2 Justificativa e Relevância
O mercado globalizado e competitivo da atualidade demanda ações e decisões
administrati...
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se esses sistemas são realmente eficientes e se estão satisfazendo adequadamente as
necessidades informacionais dos ge...
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QUADRO 1 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS E PERGUNTAS DE PESQUISA
Objetivos Específicos

Perguntas de Pesquisa
a)

1)

2)

3)

...
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pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador
como instrumento-chave, 2) a p...
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fenômeno e contexto não são claramente evidentes e as múltiplas fontes de dados são usadas.
Ante o exposto, os objetiv...
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replicações literais e casos cujos resultados contraditórios possam ser esperados, desde que
previsíveis, podem ser co...
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1.4.5 Dados: Tipos, Coleta e Análise
Segundo Triviños (1987, p. 137), “o processo da pesquisa qualitativa não admite
v...
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1.4.5.2 Coleta de Dados
“A coleta de dados não é um processo acumulativo e linear, cuja freqüência,
controlada e mensu...
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pesquisador, por meio de anotações de campo e de outras técnicas de coleta de dados, busca a
essência dos fenômenos.
S...
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papel do pesquisador seja de espectador, isto não significa que a observação não deva ser
consciente, dirigida e orden...
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a) descrever os comportamentos, ações, atitudes etc. tais como eles se
oferecem à sua observação;
b) descrever os suje...
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Triviños (1987, p. 158-162) ressalta a sua importância para as pesquisas qualitativas. O autor
apresenta ainda o que e...
32

A reflexão e a intuição, com embasamento nos materiais empíricos,
“iluminados” pela teoria, devem começar a estabelece...
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PRÉ-ANÁLISE
Leitura (flutuante)

Escolha de documentos

Formulação das hipóteses
e dos objetivos

Constituição do corp...
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dados; 2) exploração dos relacionamentos ou associações; e 3) comparações e classificações
(visões do modelo). A técni...
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alterada e remodelada no decorrer da pesquisa sempre que necessário. Desta forma, destaca-se
mais uma vez a presença e...
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estanques, observa-se que as etapas de coleta de dados (etapas de 1 a 4) estão intimamente
interligadas com as etapas ...
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QUADRO 2 – ROTEIRO DE ENTREVISTA
Questões que orientaram as entrevistas semi-estruturadas

Objetivos Específicos

Part...
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Como complemento das entrevistas e com objetivo de obter maior cobertura das
perguntas de pesquisa, bem como de auxili...
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AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO

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Na sociedade da informação nos dias atuais, a competitividade imposta pelo mercado na
busca da maximização de riquezas e o limite tênue entre a decisão certa ou errada, a melhor ou pior estratégia, têm levado as empresas a realizarem investimentos significativos em sistemas de informações e tecnologia da informação. Neste contexto, os Sistemas ERP têm-se apresentado como a solução dos problemas de integração e informação das organizações. A “receita” constitui-se na formação de um banco de dados único, que permite a integração de toda empresa, e, a partir deste, disseminam-se as informações nas mais variadas formas em tempo real. A pouca credibilidade e a mínima participação dos sistemas contábeis no processo de tomada de decisão constituem outro aspecto motivador desta pesquisa, cujo objetivo geral consiste em avaliar os Sistemas de Informações Contábeis dos Sistemas ERP, contribuindo para uma reflexão tanto sobre as soluções oferecidas como sobre as práticas contábeis adotadas.A avaliação foi realizada com a aplicação conjunta de três técnicas: análise de conteúdo, triangulação e modelagem de dados. A Estrutura WCA de Alter também foi utilizada, tendo permitido o complemento e a integração das técnicas propostas. A presente pesquisa compõe-se de um estudo de caso múltiplo. Partindo-se de uma revisão da literatura sobre Sistemas, Sistemas de Informações, Sistemas de Informações Gerenciais e Sistemas de Informações Contábeis, foi-se a campo coletar dados por meio de entrevistas semi-estruturadas, observações não participantes e protocolos verbais, dentre outras técnicas. Destacam-se como principais resultados da pesquisa a constatação de que as Informações Contábeis disponibilizadas pelos Sistemas ERP não são adequadas às necessidades informacionais dos gerentes. Um dos fatores que contribui para isto é que os Sistema ERP não apresentam a flexibilidade necessária para adequar-se ao contexto e à realidade das empresas, impondo seu próprio modelo de informações. Outro aspecto importante foi a identificação da Contabilidade Financeira como principal fonte de dados para a Contabilidade Gerencial.

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  1. 1. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração Curso de Mestrado em Administração DISSERTAÇÃO AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO Mestrando: EDUARDO JOSÉ ZANOTELI Orientador: PROF. ANTÔNIO ARTUR DE SOUZA, Ph.D Belo Horizonte Abril de 2001
  2. 2. 2 Eduardo José Zanoteli AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado do Centro de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Administração. Área de concentração: Mercadologia e Administração Estratégica Orientador: Prof. Antônio Artur de Souza, Ph.D Belo Horizonte Faculdade de Ciências Econômicas – FACE 2001
  3. 3. 3 AVALIAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO Eduardo José Zanoteli Dissertação defendida e aprovada, em 11 de abril de 2001, pela Banca Examinadora constituída pelos professores: Prof. Antônio Artur de Souza, Ph.D (Presidente) Universidade Estadual de Maringá – UEM Profª. Drª. Maria Auxiliadora Diniz de Sá (Membro) Universidade Federal da Paraíba – UFPB Prof. Dr. Hudson Fernandes Amaral (Membro) Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Prof. Francisco Vidal Barbosa, Ph.D (Membro) Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
  4. 4. 4 Àquelas que, com amor, carinho e dedicação, fazem a vida mais bela e a tornam repleta da graça de Deus. Uma me deu a vida, a outra deu a ela um colorido especial e a fez valer a pena. Uma me mostrou o caminho da fé e do serviço aos irmãos, a outra é bênção divina trazida por Deus. Uma me fez crescer e me orientou, a outra me desorientou e permitiu-me crescer ainda mais. Ambas trazem na face a imagem de Maria, mãe de Deus, e fletem seu exemplo materno em seus gestos e palavras. Elas? Minha mãe Almerinda e minha esposa Crislene.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOS A Deus, que me orienta, me fortalece com a sua presença, me conforta nos momentos difíceis por permitir mais uma conquista. A meus pais, Pedro e Almerinda, meu irmão, Fred, e minha irmã, Cheila, pela participação ativa em todos os momentos da minha vida. Diante de todo amor, carinho, respeito e admiração que sinto por vocês, o meu muito obrigado ainda é pouco. À minha esposa, Crislene, e meu filho, Pedro Henrique, pela cumplicidade, paciência e compreensão. Agradecê-los somente aqui seria injusto, por isso dedico a vocês todo o meu amor e toda a minha vida. Aos meus amigos, mestres e irmãos Alexandre Wernersbach Neves e Marcelo Rodrigues, por me ensinarem o verdadeiro sentido da palavra amizade, pelo muito que aprendemos juntos, pelo companheirismo, por fazerem da minha vitória a vitória de vocês e por atingirmos juntos o mesmo objetivo. Ao Professor, amigo e orientador, Antônio Artur de Souza, por despertar em mim a vontade de aprender, por compartilhar sem medida todo seu conhecimento, pela disponibilidade e seriedade em suas orientações. Seu exemplo de caráter, dedicação e amor pela ciência jamais serão esquecidos. MUITO OBRIGADO! Ao Professor Hudson Fernandes Amaral, que, com seus ensinamentos, críticas e incentivo, contribuiu para meu crescimento pessoal e profissional. Ao CEPEAD, UFMG e UVV, que, ao oferecerem este mestrado, me permitiram a realização de um sonho. A todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.
  6. 6. 6 “Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos.” Albert Einstein
  7. 7. 7 SUMÁRIO Lista de Figuras ............................................................................................................... Lista de Quadros ............................................................................................................. Lista de Gráficos e Tabelas ............................................................................................. Lista de Abreviaturas ...................................................................................................... Resumo ............................................................................................................................ Abstract ........................................................................................................................... 1 Introdução .................................................................................................................. 1.1 Tema e problema da Pesquisa ............................................................................. 1.2 Justificativa e Relevância .................................................................................... 1.3 Objetivos da Pesquisa .......................................................................................... 1.3.1 Objetivo Geral ............................................................................................. 1.3.2 Objetivos Específicos .................................................................................. 1.4 Metodologia ......................................................................................................... 1.4.1 Delineamento e Perspectiva da Pesquisa ..................................................... 1.4.2 Unidade de Análise ...................................................................................... 1.4.3 Definição do Número de Casos ................................................................... 1.4.4 Seleção das Empresas Estudadas ................................................................. 1.4.5 Dados: Tipos, Coleta e Análise ................................................................... 1.4.5.1 Tipos de Dados .................................................................................... 1.4.5.2 Coleta de Dados ................................................................................... 1.4.5.3 Análise dos Dados ................................................................................ 1.4.6 Protocolo para a Realização dos Estudos de Casos ..................................... 1.4.7 Delimitação da Pesquisa .............................................................................. 1.4.8 Amostra Selecionada das Estruturas Organizacionais ................................. 1.5 Organização da Dissertação ................................................................................ 2 Sistemas de Informações Gerenciais ....................................................................... 2.1 Introdução ............................................................................................................ 2.2 A Abordagem Sistêmica ...................................................................................... 2.3 Funcionamento dos Sistemas .............................................................................. 2.4 Sistemas de Informações ..................................................................................... 2.4.1 Dados, Informação e Conhecimento ............................................................ 2.4.2 Atributos, Propriedades ou Características da Informação .......................... 2.4.3 Componentes e Recursos dos Sistemas de Informações ............................. 2.4.4 O Contexto dos Sistemas de Informações .................................................. 2.4.5 Classificação dos Sistemas de Informações ................................................ 2.4.6 Ciclo de Vida dos Sistemas de Informações ................................................ 2.5 Sistemas de Informações Gerenciais ................................................................... 2.5.1 Componentes dos Sistemas de Informações Gerenciais .............................. 2.5.2 Fontes de Informações Gerenciais ............................................................... 2.5.3 Estrutura dos Sistemas de Informações Gerenciais ..................................... 2.5.4 Evidenciação das Informações Gerenciais .................................................. 2.6 Sistemas ERP (Enterprise Resources Planning) .................................................. 2.7 Conclusão ............................................................................................................ 3 Sistemas de Informações Contábeis ........................................................................ 3.1 Introdução ............................................................................................................ 3.2 Conceito e Objetivos do Sistema de Informações Contábeis .............................. 3.3 Ambiente do Sistema de Informações Contábeis ................................................ 3.4 Estrutura do Sistema de Informações Contábeis ................................................. 10 13 14 15 16 17 18 18 20 21 21 21 22 22 24 24 25 26 26 27 30 34 38 41 41 44 44 44 47 49 50 53 55 56 59 63 69 70 71 72 73 77 79 81 81 81 85 86
  8. 8. 8 4 5 6 7 3.5 Informações Contábeis ........................................................................................ 3.5.1 Natureza das Informações Contábeis ........................................................... 3.5.2 Fontes das Informações Contábeis .............................................................. 3.5.3 Características das Informações Contábeis ................................................. 3.6 Evidenciação das Informações Contábeis ........................................................... 3.7 Conclusão ........................................................................................................... Modelagem ................................................................................................................. 4.1 Introdução ............................................................................................................ 4.2 Modelagem e Sistemas de Informações .............................................................. 4.3 Aplicações Específicas de Modelagem ............................................................... 4.3.1 Em Administração ....................................................................................... 4.3.2 Em Contabilidade ........................................................................................ 4.3.3 Em Programação (Desenvolvimento de Softwares) .................................... 4.4 Metodologias de Modelagem .............................................................................. 4.5 Representação Gráfica dos Modelos ................................................................... 4.6 Conclusão ............................................................................................................ Avaliação de Sistemas de Informações .................................................................... 5.1 Introdução ............................................................................................................ 5.2 Definição de Avaliação de Sistemas de Informações ......................................... 5.3 Importância e Objetivos da Avaliação de Sistemas de Informações .................. 5.4 Modelos de Avaliação de Sistemas de Informações ........................................... 5.5 Coleta de Dados para Avaliação de Sistemas de Informações ............................ 5.6 Conclusão ............................................................................................................ Os Estudos de Casos .................................................................................................. 6.1 Introdução ............................................................................................................ 6.2 O Caso Garoto ..................................................................................................... 6.2.1 Um breve histórico ...................................................................................... 6.2.2 O mercado e seu produto ............................................................................. 6.2.3 A estrutura operacional ................................................................................ 6.4.4 A estrutura organizacional ........................................................................... 6.3 O Caso CST .......................................................................................................... 6.3.1 Um breve histórico ...................................................................................... 6.3.2 O mercado e seu produto ............................................................................. 6.3.3 A estrutura operacional ................................................................................ 6.3.4 A estrutura organizacional ........................................................................... 6.4 O Caso JDR .......................................................................................................... 6.4.1 Um breve histórico ...................................................................................... 6.4.2 O mercado e seu produto ............................................................................. 6.4.3 A estrutura operacional ................................................................................ 6.4.4 A estrutura organizacional ........................................................................... 6.5 Breve Comparação entre as Empresas Estudadas ............................................... 6.6 Conclusão ............................................................................................................ Os Sistemas de Informações Estudados .................................................................. 7.1 Introdução ............................................................................................................ 7.2 Uma Visão Sistêmica dos Sistemas de Informações Contábeis .......................... 7.3 O Caso Garoto ..................................................................................................... 7.3.1 O Sistema de Informações Contábeis .......................................................... 7.3.2 O Sistema de Informações Gerenciais ......................................................... 7.3.3 A Evidenciação das Informações Gerenciais .............................................. 7.4 O Caso CST .......................................................................................................... 89 90 92 93 96 97 99 99 99 100 100 104 108 110 111 111 113 113 113 113 114 133 138 139 139 139 139 141 141 142 142 142 143 143 144 145 145 145 145 146 146 148 149 149 149 151 156 173 179 180
  9. 9. 9 7.4.1 O Sistema de Informações Contábeis .......................................................... 7.4.2 O Sistema de Informações Gerenciais ......................................................... 7.4.3 A Evidenciação das Informações Gerenciais .............................................. 7.5 O Caso JDR .......................................................................................................... 7.5.1 O Sistema de Informações Contábeis .......................................................... 7.5.2 O Sistema de Informações Gerenciais ......................................................... 7.5.3 A Evidenciação das Informações Gerenciais .............................................. 7.6 Conclusão ............................................................................................................ 8 Avaliação dos Sistemas de Informações Contábeis Estudados ............................. 8.1 Introdução ............................................................................................................ 8.2 A Avaliação ......................................................................................................... 8.3 Aspectos Positivos dos SICs ................................................................................. 8.3.1 O Caso Garoto ............................................................................................. 8.3.2 O Caso CST .................................................................................................. 8.3.3 O Caso JDR .................................................................................................. 8.4 Aspectos Negativos dos SICs ............................................................................... 8.4.1 O Caso Garoto ............................................................................................. 8.4.2 O Caso CST .................................................................................................. 8.4.3 O Caso JDR .................................................................................................. 8.5 As Informações e os Relatórios ........................................................................... 8.5.1 O Caso Garoto ............................................................................................. 8.5.2 O Caso CST .................................................................................................. 8.5.3 O Caso JDR .................................................................................................. 8.6 As Necessidades Informacionais ......................................................................... 8.7 Análise Comparativa dos Estudos de Casos ........................................................ 8.8 Conclusão ............................................................................................................ 9 Conclusão ................................................................................................................... 9.1 Introdução ............................................................................................................ 9.2 Quanto à Metodologia ......................................................................................... 9.3 Quanto à Revisão da Literatura............................................................................ 9.4 Quanto aos Estudos de Casos .............................................................................. 9.5 Contribuições da Pesquisa ................................................................................... 9.6 Perspectivas para Pesquisas Futuras .................................................................... 9.7 Considerações Finais ........................................................................................... 10 Referências Bibliográficas ...................................................................................... 11 Glossário ................................................................................................................... 12 Anexos ...................................................................................................................... 12.1 Protocolo Detalhado dos Instrumentos de Coleta de Dados ............................. 12.2 Protocolo Detalhado da Seqüência de Atividades ............................................. 12.3 Localização Brasil (R/3) ..................................................................................... 12.4 Principais Informações do BOOK e do GFI da Garoto ........................................ 12.5 Relatórios do SIP da CST .................................................................................... 12.6 Ordem de Serviço Emitida pelo Magnus .......................................................... 12.7 Relatórios Gerenciais da JDR ............................................................................. 12.8 Quadros de Referência da Análise de Conteúdo ............................................... 12.9 Gráficos Complementares da Análise de Percepção de Valor dos Usuários .... 181 191 197 198 200 211 211 212 213 213 213 214 214 215 217 217 217 222 224 226 227 230 233 236 237 242 243 243 243 243 246 249 251 252 254 259 263 264 266 269 277 285 291 293 302 308
  10. 10. 10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Desenvolvimento de uma Análise de Conteúdo .............................................. Figura 2 – Etapas da Pesquisa de Campo .......................................................................... Figura 3 – A Empresa como Sistema ................................................................................ Figura 4 – Atividades dos Sistemas e suas Interações ...................................................... Figura 5 – Atividades dos Sistemas de Informações e suas Interações ............................. Figura 6 – Relacionamento entre Dados, Informação e Conhecimento ............................ Figura 7 – Componentes dos Sistemas de Informações .................................................... Figura 8 – Como estão Vinculados os Ambientes Interno e Externo ................................ Figura 9 – Sistemas de Informações em um Contexto de Negócios ................................. Figura 10 – O Ambiente Complexo de uma Empresa ....................................................... Figura 11 – Classificação dos Sistemas de Informações ................................................... Figura 12 – Fases do Ciclo de Vida dos Sistemas e suas Interações ................................. Figura 13 – Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Sistemas ........................................... Figura 14 – Análise e Projeto de Sistemas ........................................................................ Figura 15 – Fontes de Informações Gerenciais ................................................................. Figura 16 – Estrutura do Sistema de Informações Gerenciais .......................................... Figura 17 – Hierarquia do Compromisso com a Informação ............................................ Figura 18 – Um Visão do Processamento no SIG .............................................................. Figura 19 – Estrutura Conceitual dos Sistemas de ERP e sua Evolução desde o MRP ....... Figura 20 – Sobreposição do SIC e do SIG ......................................................................... Figura 21 – Relacionamento entre os Sistemas de Processamento de Transações ........... Figura 22 – Um Sistema de Informações Contábeis e seus Subsistemas .......................... Figura 23 – Rotina Básica do Processamento Contábil ..................................................... Figura 24 – Objetivos Inerentes à Conversão de Dados em Informações ......................... Figura 25 – Fontes de Dados do Sistema de Informações Contábeis ................................ Figura 26 – Características Qualitativas da Informação Contábil ..................................... Figura 27 – Visão Sistêmica do Processo de Evidenciação Contábil ............................... Figura 28 – Representação Simplificada do Processo de Modelagem .............................. Figura 29 – Fases de um Processo de Modelagem ............................................................ Figura 30 – Processo de Definição de Informações para o SIC ......................................... Figura 31 – Interação entre os Modelos de Decisão, Mensuração e Informação .............. Figura 32 – Fatores que Influenciam a Modelagem do SIC ............................................... Figura 33 – Modelo de Dados Universal ........................................................................... Figura 34 – Modelo Inicial de Avaliação de Sistemas de Informações ............................ Figura 35 – Processos de Negócios e Áreas Funcionais de Negócios .............................. Figura 36 – Definições dos Elementos da Estrutura WCA ................................................. Figura 37 – Passos da Avaliação de Sistemas na Estrutura WCA ...................................... Figura 38 – Aspectos de Arquitetura da Estrutura WCA .................................................... Figura 39 – Aspectos de Desempenho da Estrutura WCA ................................................. Figura 40 – Aspectos de Infra-estrutura da Estrutura WCA ............................................... Figura 41 – Aspectos de Contexto da Estrutura WCA ....................................................... Figura 42 – Aspectos de Riscos da Estrutura WCA ........................................................... Figura 43 – Passos para Avaliação de Sistemas ................................................................ Figura 44 – Metodologia OPERAR ..................................................................................... Figura 45 – As Etapas de Coleta de Dados ....................................................................... Figura 46 – Passos para Análise das Necessidades Informacionais .................................. Figura 47 – Mapeamento das Necessidades Informacionais ............................................. Figura 48 – Uma Visão Sistêmica do SIC .......................................................................... 33 36 46 47 50 52 56 57 58 58 60 64 64 65 72 73 75 76 78 84 85 87 88 90 93 94 97 101 102 106 106 107 110 118 120 121 122 123 124 126 127 128 130 133 134 136 137 150
  11. 11. 11 Figura 49 – Acompanhamento dos Custos nas Empresas Estudadas ................................ Figura 50 – Estrutura Global do R/3 Instalado na Garoto .................................................. Figura 51 – Estrutura por Área do R/3 Instalado na Garoto ............................................... Figura 52 – Estrutura Organizacional do R/3 da Garoto .................................................... Figura 53 – Processo de Decisão e Implementação do R/3 na Garoto ............................... Figura 54 – Processo de Localização Brasil (R/3) ............................................................. Figura 55 – O SIC da Garoto .............................................................................................. Figura 56 – Fluxograma das Principais Atividades do SIC da Garoto .............................. Figura 57 – Inclusão de Contas Contábeis (FI) – Passo 1/5 .............................................. Figura 58 – Inclusão de Contas Contábeis (FI) – Passo 2/5 .............................................. Figura 59 – Inclusão de Contas Contábeis (FI) – Passo 3/5 .............................................. Figura 60 – Inclusão de Contas Contábeis (FI) – Passo 4/5 .............................................. Figura 61 – Inclusão de Contas Contábeis (FI) – Passo 5/5 .............................................. Figura 62 – Consulta de Lançamentos (FI) – Passo 1/4 .................................................... Figura 63 – Consulta de Lançamentos (FI) – Passo 2/4 .................................................... Figura 64 – Consulta de Lançamentos (FI) – Passo 3/4 .................................................... Figura 65 – Consulta de Lançamentos (FI) – Passo 4/4 .................................................... Figura 66 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 1/12 ......................................................... Figura 67 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 2/12 ......................................................... Figura 68 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 3/12 ......................................................... Figura 69 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 4/12 ......................................................... Figura 70 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 5/12 ......................................................... Figura 71 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 6/12 ......................................................... Figura 72 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 7/12 ......................................................... Figura 73 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 8/12 ......................................................... Figura 74 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 9/12 ......................................................... Figura 75 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 10/12 ....................................................... Figura 76 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 11/12 ....................................................... Figura 77 – Seleção de Relatórios (FI) – Passo 12/12 ....................................................... Figura 78 – Apropriação de Custos (CO) – Passo 1/2 ....................................................... Figura 79 – Apropriação de Custos (CO) – Passo 2/2 ....................................................... Figura 80 – Seleção de Relatórios (CO) – Passo 1/2 ......................................................... Figura 81 – Seleção de Relatórios (CO) – Passo 2/2 ......................................................... Figura 82 – Dinâmica do Planejamento Financeiro da Garoto ......................................... Figura 83 – Simulação e Projeção de Despesas Operacionais .......................................... Figura 84 – Simulação e Projeção de Vendas ................................................................... Figura 85 – Simulação e Projeção de Prazos de Pagamento ............................................. Figura 86 – Simulação e Projeção de Demonstração de Resultado .................................. Figura 87 – Simulação e Projeção de Fluxo de Caixa ....................................................... Figura 88 – Simulação e Projeção de Balanço Patrimonial .............................................. Figura 89 – Simulação e Projeção de Investimentos (1) ................................................... Figura 90 – Simulação e Projeção de Investimentos (2) ................................................... Figura 91 – Simulação e Projeção de Empréstimos e Financiamentos ............................. Figura 92 – Resumo das Simulações e Projeções ............................................................. Figura 93 – O SIG da Garoto ............................................................................................. Figura 94 – O SIC da CST .................................................................................................. Figura 95 – Fluxograma das Principais Atividades do SIC da CST ................................. Figura 96 – Funções e Opções da Contabilidade (GEM) ................................................... Figura 97 – Consulta a Saldos Contábeis (GEM) ............................................................... Figura 98 – Consulta a Saldos Contábeis em Várias Moedas (GEM) ................................ 151 153 154 154 156 157 158 159 160 161 161 162 162 163 163 164 164 165 165 166 166 167 167 168 168 169 169 170 170 171 171 172 172 173 174 174 175 175 176 176 177 177 178 178 179 182 184 185 185 186
  12. 12. 12 Figura 99 – Consulta a Balancete com Grupos de Contas Sintéticas (GEM) ..................... Figura 100 – Consulta a Balancete Analítico c/ Descrição das Contas Contábeis (GEM) . Figura 101 – Preparação de Novo Lote Contábil – Passo 1/2 (GEM) ................................ Figura 102 – Preparação de Novo Lote Contábil – Passo 2/2 (GEM) ................................ Figura 103 – Funções de Custos e Orçamentos – Menu Principal (CR) ............................ Figura 104 – Definições Gerais do CR – Parametrização .................................................. Figura 105 – Opções e Tabelas do CR para Orçamentos ................................................... Figura 106 – Centros de Custos do CR .............................................................................. Figura 107 – Itens de Despesas do CR ............................................................................... Figura 108 – Produtos Cadastrados no CR ........................................................................ Figura 109 – D-Vendas (SIP/CST) ...................................................................................... Figura 110 – D-Realiz (SIP/CST) ........................................................................................ Figura 111 – D-Longo (SIP/CST) ....................................................................................... Figura 112 – D-Invest (SIP/CST) ........................................................................................ Figura 113 – D-Dívida (SIP/CST) ....................................................................................... Figura 114 – D-Desp (SIP/CST) .......................................................................................... Figura 115 – C-Curto (SIP/CST) ......................................................................................... Figura 116 – O SIG da CST ................................................................................................ Figura 117 – Estrutura Global do Magnus Instalado na JDR ............................................. Figura 118 – Estrutura por Módulos do Magnus Instalado na JDR ................................... Figura 119 – O SIC da JDR ................................................................................................. Figura 120 – Fluxograma das Principais Atividades do SIC da JDR .................................. Figura 121 – Menu de Funções do Módulo Administrativo (Magnus) ............................. Figura 122 – Menu de Funções do Módulo Distribuição (Magnus) ................................. Figura 123 – Menu de Funções do Módulo Manufatura (Magnus) .................................. Figura 124 – Menu de Funções do Módulo Materiais (Magnus) ...................................... Figura 125 – Menu de Funções do Módulo Contabilidade (Magnus) ............................... Figura 126 – Consulta Analítica de Balancetes (Magnus) ................................................ Figura 127 – Consulta as Informações Orçamentárias – Passo 1/2 (Magnus) .................. Figura 128 – Consulta as Informações Orçamentárias – Passo 2/2 (Magnus) .................. Figura 129 – Consultas – Demonstrativos, em tela ou impressos (Magnus) .................... Figura 130 – Relatórios de Verificação Contábil (Magnus) ............................................. Figura 131 – Algumas Opções para Consultas Contábeis (Magnus) ................................ Figura 132 – Funções de Conversão em Moedas Estrangeiras – FASB (Magnus) ............ Figura 133 – Livros Fiscais – Relatórios de Entrada (Magnus) ........................................ Figura 134 – O SIG da JDR ................................................................................................. Figura 135 – Avaliação de Desempenho do SIC da Garoto ............................................... Figura 136 – Avaliação de Desempenho do SIC da CST .................................................... Figura 137 – Avaliação de Desempenho do SIC da JDR .................................................... 186 187 187 188 188 189 189 190 190 191 193 194 194 195 195 196 196 197 200 201 202 203 204 205 205 206 206 207 207 208 208 209 209 210 210 211 238 239 240
  13. 13. 13 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Objetivos Específicos e Perguntas de Pesquisa .............................................. Quadro 2 – Roteiro de Entrevista ...................................................................................... Quadro 3 – Questionário Complementar ........................................................................... Quadro 4 – Dificuldades Encontradas e Ações Proativas ................................................. Quadro 5 – Entrevistados .................................................................................................. Quadro 6 – Organização e Conteúdo da Dissertação ........................................................ Quadro 7 – Quadro Resumo da Dissertação ...................................................................... Quadro 8 – Conceitos de Sistema ...................................................................................... Quadro 9 – Paralelo entre Eficiência e Eficácia ................................................................ Quadro 10 – Conceitos de Sistema de Informações .......................................................... Quadro 11 – Conceitos de Dados e Informação ................................................................ Quadro 12 – Dados, Informação e Conhecimento ............................................................ Quadro 13 – Comparação entre as Abordagens de Classificação dos SI .......................... Quadro 14 – Ciclo de Vida dos Sistemas de Informações – CVSI .................................... Quadro 15 – Características dos Métodos para Adquirir Sistemas de Informações ......... Quadro 16 – Vantagens e Desvantagens das Quatro Abordagens do CVSI ....................... Quadro 17 – Conceitos de Sistemas de Informações Gerenciais ...................................... Quadro 18 – Componentes Físicos do SIG ........................................................................ Quadro 19 – Elementos do Processo de Comunicação ..................................................... Quadro 20 – Atributos de Envolvimento Secundários ...................................................... Quadro 21 – Orientações para Desenvolver Relatórios Gerenciais .................................. Quadro 22 – Aspectos Básicos para Estruturação dos Relatórios Gerenciais ................... Quadro 23 – Conceitos de Sistemas de Informações Contábeis ....................................... Quadro 24 – Características Básicas da Contabilidade Financeira e Gerencial ................ Quadro 25 – Tipos de Modelo de Decisão ........................................................................ Quadro 26 – Vantagens e Desvantagens da Utilização de Ferramentas CASE .................. Quadro 27 – Símbolos Utilizados na Elaboração do Fluxograma .................................... Quadro 28 – Métodos para Avaliação de Sistemas de Informações ................................. Quadro 29 – Aspectos Centrais dos Métodos de Avaliação .............................................. Quadro 30 – Abordagens para Avaliação do SIGs ............................................................. Quadro 31 – Determinantes da Utilidade da Informação .................................................. Quadro 32 – Passos para Avaliação de Sistemas .............................................................. Quadro 33 – Seqüência das Atividades de Avaliação de Sistemas ................................... Quadro 34 – Modelo Tradicional da Avaliação de Sistemas ............................................ Quadro 35 – Vantagens e Desvantagens das Técnicas de Coleta de Dados ..................... Quadro 36 – Sistemas e Subsistemas do R/3 ..................................................................... Quadro 37 – Estrutura Modular do GEM Instalado na CST ................................................ Quadro 38 – Sistemas Interligados ao SIC da CST ............................................................. Quadro 39 – Arquivos do SIP da CST ................................................................................ Quadro 40 – Sistemas e Subsistemas do Magnus ............................................................. Quadro 41 – Resultado da Primeira Etapa da Análise de Conteúdo ................................. Quadro 42 – Problemas Evidenciados e Proposta de Ações Corretivas (Garoto) ............. Quadro 43 – Problemas Evidenciados e Proposta de Ações Corretivas (CST) .................. Quadro 44 – Problemas Evidenciados e Proposta de Ações Corretivas (JDR) .................. Quadro 45 – Necessidades Informacionais (Garoto) ......................................................... Quadro 46 – Necessidades Informacionais (CST) .............................................................. Quadro 47 – Necessidades Informacionais (JDR) .............................................................. Quadro 48 – Síntese da Avaliação dos Sistemas Estudados ............................................. 22 37 38 40 41 42 42 45 49 49 51 53 61 67 67 68 70 71 74 75 76 77 83 92 103 109 112 115 116 119 125 129 131 132 135 152 181 183 192 199 214 221 223 225 236 237 237 241
  14. 14. 14 LISTA DE GRÁFICOS E TABELAS Gráfico 1 – Vendas dos Sistemas ERP em Milhões de Dólares ......................................... Gráfico 2 – Evolução da Receita Bruta da Garoto ............................................................ Gráfico 3 – Evolução da Receita Bruta da CST ................................................................. Gráfico 4 – Evolução da Receita Bruta da JDR ................................................................. Gráfico 5 – Apresentação (Garoto) ................................................................................... Gráfico 6 – Oportunidade (Garoto) ................................................................................... Gráfico 7 – Completude (Garoto) ...................................................................................... Gráfico 8 – Concisão (Garoto) .......................................................................................... Gráfico 9 – Relevância (Garoto) ....................................................................................... Gráfico 10 – Apresentação (CST) ...................................................................................... Gráfico 11 – Oportunidade (CST) ...................................................................................... Gráfico 12 – Completude (CST) ......................................................................................... Gráfico 13 – Concisão (CST) ............................................................................................. Gráfico 14 – Relevância (CST) .......................................................................................... Gráfico 15 – Apresentação (JDR) ....................................................................................... Gráfico 16 – Oportunidade (JDR) ...................................................................................... Gráfico 17 – Completude (JDR) ......................................................................................... Gráfico 18 – Concisão (JDR) ............................................................................................. Gráfico 19 – Relevância (JDR) ........................................................................................... Tabela 1 – Dados Comparativos das Empresas Estudadas ............................................... 80 147 147 147 227 227 227 227 227 231 231 231 231 231 234 234 234 234 234 146
  15. 15. 15 LISTA DE ABREVIATURAS AICPA CCF CFC CGn CGr CO CPCS CPV CR CST CUE CVDS DRE ERP FASB FCC FCO FI GEM IBRACON MP MRP PCGA PRCX SCAM SGST SI SIAB SIC SIG SIMA SIPE SIP SISENG SISMANA SISPRO SMOF S.PAG. S.REC. WCA Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados Sistema de Controle de Contratos Financeiros Conselho Federal de Contabilidade Contabilidade Gerencial – GEM Contabilidade Geral – GEM Módulo de Contabilidade Gerencial do R/3 Sistema de Controle de Produção Custo dos Produtos Vendidos Sistema de Custos Companhia Siderúrgica Tubarão Cadastro Único de Entidade – GEM Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistemas Demonstração do Resultado do Exercício Sistemas Integrados de Gestão Conselho de Normas de Contabilidade Financeira Divisão de Contabilidade Divisão de Planejamento e Controle Módulo de Contabilidade Financeira do R/3 Global Enterprise Management (Sistema contábil utilizado pela CST) Instituto Brasileiro dos Contadores Matéria Prima Manufacturing Resource Planning Princípios Contábeis Geralmente Aceitos Sistema de Ajuste de Caixa Sistema de Câmbio Sistema Geral de Serviços de Terceiros Sistema de Informações Sistema de Abastecimento Sistema de Informações Contábeis Sistema de Informações Gerenciais Sistema de Manutenção Oficinas Sistema de Recursos Humanos Sistema de Informações Projetadas Sistema de Engenharia Sistema de Manutenção Sistema de Ativo Imobilizado Sistema de Mesa de Operações Financeiras Sistema de Pagamento Sistema de Recebimento Work-centered Analysis of Systems
  16. 16. 16 RESUMO Na sociedade da informação nos dias atuais, a competitividade imposta pelo mercado na busca da maximização de riquezas e o limite tênue entre a decisão certa ou errada, a melhor ou pior estratégia, têm levado as empresas a realizarem investimentos significativos em sistemas de informações e tecnologia da informação. Neste contexto, os Sistemas ERP têm-se apresentado como a solução dos problemas de integração e informação das organizações. A “receita” constitui-se na formação de um banco de dados único, que permite a integração de toda empresa, e, a partir deste, disseminam-se as informações nas mais variadas formas em tempo real. A pouca credibilidade e a mínima participação dos sistemas contábeis no processo de tomada de decisão constituem outro aspecto motivador desta pesquisa, cujo objetivo geral consiste em avaliar os Sistemas de Informações Contábeis dos Sistemas ERP, contribuindo para uma reflexão tanto sobre as soluções oferecidas como sobre as práticas contábeis adotadas. A avaliação foi realizada com a aplicação conjunta de três técnicas: análise de conteúdo, triangulação e modelagem de dados. A Estrutura WCA de Alter também foi utilizada, tendo permitido o complemento e a integração das técnicas propostas. A presente pesquisa compõe-se de um estudo de caso múltiplo. Partindo-se de uma revisão da literatura sobre Sistemas, Sistemas de Informações, Sistemas de Informações Gerenciais e Sistemas de Informações Contábeis, foi-se a campo coletar dados por meio de entrevistas semi-estruturadas, observações não participantes e protocolos verbais, dentre outras técnicas. Destacam-se como principais resultados da pesquisa a constatação de que as Informações Contábeis disponibilizadas pelos Sistemas ERP não são adequadas às necessidades informacionais dos gerentes. Um dos fatores que contribui para isto é que os Sistema ERP não apresentam a flexibilidade necessária para adequar-se ao contexto e à realidade das empresas, impondo seu próprio modelo de informações. Outro aspecto importante foi a identificação da Contabilidade Financeira como principal fonte de dados para a Contabilidade Gerencial.
  17. 17. 17 A BSTRACT In the information society nowadays, both the competitiveness imposed by the market in its pursuit to maximize wealth and the tenuors line between making right or wrong decision, best or worst strategy, have led companies to make significant investments in information systems as well as in information technology. In this context, ERP Systems have proved to be the best answer to solving integration and information problems of organizations. The "recipe" consists of setting up a single database, allowing for the integration of the entire company and hence disseminating information in various manners in real time. Low reliance level and minimum involvement of accounting systems in the decision making process is another aspect motivating this research whose general objective is to evaluate the Accounting Information Systems of ERP Systems, and thus contribute to an analysis of both proposed resolutions and adopted accounting practices. This evaluation was carried out with simultaneous applications of three techniques: content analysis, triangulation, and data modeling. Alter's WCA Structure has also been utilized, enabling us to complement and integrate the proposed techniques. The present research consist of a multiple case study. It starts reviewing the literature on Systems, Management Information Systems, and Accounting Information Systems, and thence to fieldwork, collecting data by means of semi-structured interviews, non-partaking observations, and verbal protocols among other techniques. Major outstanding findings of this research include the ascertaining that Accounting Information provided by ERP Systems are not satisfactory to managers information needs. One leading factor for this is that ERP Systems do not perform with the necessary flexibility to adjust to company context and reality, imposing its own information model. Another important finding was the identification of Financial Accounting as the major data source to the Managerial Accounting.
  18. 18. 18 1 INTRODUÇÃO 1.1 Tema e Problema da Pesquisa Nas últimas décadas, o desenvolvimento da tecnologia da informação, alavancado pelo surgimento e avanço tecnológico acentuado da informática, no que diz respeito seja às máquinas e equipamentos (hardware) ou aos programas de computador (software), desencadeou um processo de transformação da sociedade mundial, talvez, irreversível. McGee e Prusak (1994, p. 3) afirmam que nas últimas três décadas “o mundo industrializado vem enfrentando a transição de uma economia industrial para uma economia de informação”. E acrescentam que “nas próximas décadas, a informação, mais do que a terra ou o capital, será a força motriz na criação de riquezas e prosperidade,” aumentando, assim, o seu valor e importância para esta sociedade. Para Zwass (1992, p. 50), vivemos em uma sociedade da informação, na qual as pessoas e as organizações ativas na economia são empregadas no manuseio de informações. Defende que, da mesma forma, a “maioria dos bens e serviços produzidos por uma sociedade da informação podem ser classificados como relacionadas à informação (ou conhecimento).”1 A partir dessa demanda cada vez maior por informações, as necessidades informacionais das organizações passam a merecer e a receber maior destaque. E estas informações passam, em muitos casos, a constituir, inclusive, diferencial competitivo e estratégico. Nessa economia da informação, ou sociedade da informação, a competitividade imposta pelo mercado na busca da maximização de riquezas e o limite tênue entre a decisão certa ou errada, a melhor ou pior estratégia, têm levado as organizações a realizarem investimentos significativos em sistemas de informações e tecnologia da informação, o que, entretanto, não garante o seu sucesso. Esses sistemas têm por objetivo fornecer às organizações as informações necessárias para o seu gerenciamento, que se dá pelo processo de tomada de decisões. Assim, as informações devem ser tempestivas (no tempo certo), na quantidade certa e com a qualidade exigida para apoiar a tomada de decisão. Dessa forma, as informações passam a ser um produto tão importante para as organizações quanto suas matérias-primas, suas máquinas e equipamentos e seus clientes. Isto se deve à íntima relação entre conhecimento e informações, visto que é a partir das 1 Tradução do autor.
  19. 19. 19 informações que se gera o conhecimento, o qual permite que os dados sejam traduzidos em informações, a partir do momento que adquirem utilidade e significado. A gestão adequada das informações e do conhecimento revela-se como um grande desafio para as organizações. É imprescindível que estas busquem continuamente pessoal e tecnologia que possibilitem a gestão e o uso adequado das informações e do conhecimento. Nesse contexto, os Sistemas Integrados de Gestão – ERP (Enterprise Resources Planning) têm-se destacado na preferência das organizações, seja pela capacidade de integração das informações, seja apenas por seguir uma tendência, seja por pressão de sua matriz, acionistas, dentre outros motivos. Em pesquisa2 realizada recentemente pelos professores Thomaz Wood Jr. e Miguel P. Caldas, da EAESP/FGV, ficou evidenciado que grande parte dessas organizações não vem obtendo o retorno esperado. Dentre as principais causas deste insucesso, os autores destacam: 1) “As decisões sobre a implementação de tais sistemas têm sido tomadas em uma atmosfera de urgência, alimentadas pelas máquinas promocionais dos fornecedores e baseadas nas agendas políticas dos executivos.” 2) “Muitas empresas estão colocando tempo, dinheiro e energia em projetos mal elaborados, sem avaliar cuidadosamente a estratégia e a visão de futuro da empresa e identificar as necessidades de informação.” A pesquisa constata ainda que a etapa mais complexa é a própria implantação – “um amplo processo de transformação organizacional, com impactos sobre o modelo de gestão, a estrutura organizacional, o estilo gerencial e, principalmente, as pessoas”. Em se tratando de Sistemas de Informações, outra perspectiva que merece especial atenção é a comunicação das informações, pois é a partir desta que se inicia a formação do conhecimento. Este se constitui no processo de evidenciação das informações (disclosure), que se dá por meio de relatórios, gráficos, quadros suplementares, notas explicativas, tabelas, etc. Portanto, faz-se necessário comunicar, expressar, demonstrar e também aproximar os usuários da informação contábil e gerencial. Mais do que isto, é preciso permitir que estes entendam, interpretem e interajam com essas informações. Esta pesquisa desenvolveu-se a partir do seguinte problema: As Informações Contábeis geradas pelos Sistemas Integrados de Gestão são adequadas às necessidades informacionais dos gerentes? 2 Relatório de Pesquisa sobre Modismos em Gestão: Pesquisa sobre a adoção e implementação de ERP, de autoria de Thomaz Wood Jr. e Miguel P. Caldas, da EAESP da FGV, 1999 (não publicado).
  20. 20. 20 1.2 Justificativa e Relevância O mercado globalizado e competitivo da atualidade demanda ações e decisões administrativas eficientes, cada vez mais velozes e suscetíveis a mudanças – flexibilidade. Tais decisões somente podem atender à demanda exigida quando apoiadas por um Sistema de Informações Gerenciais (SIG) e um Sistema de Informações Contábeis (SIC) também eficientes. Sendo assim, a eficiência das organizações depende, num primeiro momento, de um SIG inteiramente integrado às suas necessidades e, como destaca Zwass (1992), direcionado a sua cultura e estrutura. Dentre as necessidades organizacionais, despontam como das mais importantes as informacionais, uma vez que as informações é que vão dar suporte à tomada de decisão. Nesse sentido, a Contabilidade, enquanto Sistema de Informações que visa apoiar a tomada de decisão, tem por objetivo gerar informações capazes de permitir aos tomadores de decisão reconhecer os problemas, identificar as alternativas possíveis para solucioná-los e auxiliar na melhor escolha. Nessa perspectiva, faz-se necessário realizar um estudo dos sistemas, procedimentos, métodos e técnicas utilizados, bem como de seu arcabouço teórico, para que tais objetivos sejam atingidos e satisfaçam a seus usuários – neste caso, os gerentes. Nesse sentido, diversas opções de sistemas são encontradas no mercado, oferecendo as mais variadas e diversificadas possibilidades de controle, planejamento e integração. Dada a grande necessidade de informações por parte das empresas e a forte competitividade entre elas, tem-se permitido o surgimento de modismos, chamados por alguns de modismos da computação corporativa. Conforme Wood e Caldas (1999, op. cit.), um dos mais atuais são os Sistemas Integrados de Gestão. Estes autores ressaltam na sua pesquisa a grande relevância da adoção de novas tecnologias administrativas, dentre as quais destacam-se os ERPs, que se constituem no objeto da referida pesquisa e cuja relevância é destacada tanto por acadêmicos quanto por executivos. Segundo os autores, esta relevância é traduzida por diversas publicações acadêmicas, como Academy of Management Review e Academy of Management Journal, assim como em publicações mais orientadas para o público executivo, como Harvard Business Review e Sloan Management Review. Tendo em vista a grande e crescente adesão das empresas brasileiras a esta tendência, ou modismo corporativo, seja pelas grandes corporações ou pelas empresas de porte médio, torna-se relevante o estudo desses sistemas. Dessa forma, faz-se necessário também verificar
  21. 21. 21 se esses sistemas são realmente eficientes e se estão satisfazendo adequadamente as necessidades informacionais dos gerentes. Portanto, esta pesquisa justifica-se, em termos práticos, como um instrumento de avaliação do SIC, que é um subsistema dos sistemas ERPs. Além disto, contribui para uma melhor seleção dos sistemas a serem implantados, bem como para a disseminação nas empresas dos conceitos e da importância do SIC e dos ERPs. 1.3 Objetivos da Pesquisa De maneira a permitir que o problema de pesquisa tivesse a melhor cobertura possível, alguns objetivos foram definidos em âmbito geral e específico. Algumas questões foram elaboradas para orientar o processo de pesquisa. 1.3.1 Objetivo Geral Avaliar se as Informações Contábeis geradas pelos Sistemas Integrados de Gestão atendem às necessidades informacionais dos gerentes. 1.3.2 Objetivos Específicos a) Modelar os processos de gestão com relação aos fluxos de informações contábeis. b) Identificar quais são as necessidades informacionais de natureza contábil dos gerentes. c) Identificar quais são as Informações Contábeis atualmente disponibilizadas pelos Sistemas Integrados de Gestão. d) Analisar se as Informações Contábeis disponibilizadas pelos Sistemas Integrados de Gestão correspondem às necessidades informacionais dos gerentes. e) Identificar possíveis deficiências e limitações quanto a operação, utilização e manutenção dos Sistemas de Informações Contábeis. f) Propor estratégias para que os gerentes possam ter suas necessidades informacionais mais adequadamente satisfeitas. Para cada um dos objetivos específicos, foram definidas perguntas de pesquisa, visando tornar ainda mais claro o que se buscou estudar. Estas perguntas são apresentadas no Quadro 1.
  22. 22. 22 QUADRO 1 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS E PERGUNTAS DE PESQUISA Objetivos Específicos Perguntas de Pesquisa a) 1) 2) 3) 4) 5) 6) Quais são os processos envolvidos na tomada de Modelar os processos de gestão com relação decisão? aos fluxos de informações contábeis. b) Quais são as informações contábeis necessárias? c) Qual é a origem da informação contábil? d) Quais são as principais informações envolvidas no Identificar quais são as necessidades processo de tomada de decisão? informacionais de natureza contábil dos e) Quais são as informações de que os usuários necessitam? gerentes. f) As informações contábeis estão presentes? Quais? Identificar quais são as informações g) Quais informações contábeis encontram-se disponíveis contábeis atualmente disponibilizadas pelos no sistema? Sistemas Integrados de Gestão. h) As informações contábeis disponibilizadas pelo sistema Analisar se as informações contábeis correspondem às necessidades informacionais dos disponibilizadas pelos Sistemas Integrados gerentes? de Gestão correspondem às necessidades i) São adequados os procedimentos de coleta de dados e informacionais dos gerentes. distribuição das informações contábeis? Identificar possíveis deficiências e j) Quais são as dificuldades encontradas pelos usuários limitações quanto a operação, utilização e quando utilizam o sistema? manutenção dos Sistemas de Informações k) Quais são as dificuldades encontradas pelos operadores Contábeis. quando fazem a manutenção do sistema? l) Quais são os aspectos positivos do sistema? m) Quais são os aspectos negativos do sistema? Propor estratégias para que os gerentes n) Como podem ser otimizados os fluxos de informações possam ter suas necessidades informacionais contábeis? mais adequadamente satisfeitas. o) Como podem ser melhor atendidas as necessidades informacionais? 1.4 Metodologia 1.4.1 Delineamento e Perspectiva da Pesquisa Para a presente pesquisa adotou-se o método qualitativo. Tratar os dados como fatos não isolados, deixar de reconhecê-los como acontecimentos fixos captados em um dado momento e admitir que estes se dão em um contexto dinâmico permitiram ao pesquisador buscar a essência dos fenômenos em estudo. Segundo Chizzotti (1998, p. 84), os dados “são ‘fenômenos’ que não se restringem às percepções sensíveis e aparentes, mas se manifestam em uma complexidade de oposições, de revelações e de ocultamentos”. Nesse contexto, tornase imprescindível a presença do pesquisador no ambiente natural em que o fenômeno ocorre, não se transformando assim em mero relator passivo, devendo ser agente ativo no processo de pesquisa (p. 82). Bogdan3 (1982), apud Triviños (1987, p. 128-133), apresenta cinco características para a pesquisa qualitativa, as quais se mostram presentes nesta pesquisa. São elas: 1) “a 3 Bogdan, Robert C. & Birten, S.K. Qualitative research for education; an introduction to the theory and methods. Boston, Allyn and Bacon, 1982.
  23. 23. 23 pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador como instrumento-chave, 2) a pesquisa qualitativa é descritiva, 3) os pesquisadores qualitativos estão preocupados com o processo e não simplesmente com os resultados e o produto, 4) os pesquisadores qualitativos tendem a analisar seus dados indutivamente e 5) o significado é a preocupação essencial na abordagem qualitativa”. Ante o exposto, e em função do objetivo da presente pesquisa, parece coerente a utilização dessa abordagem. Triviños (1987, p. 120-133) e Chizzotti (1998, p. 79-80) apresentam a fenomenologia como uma das principais bases teóricas para as pesquisas qualitativas, situando a descrição dos fenômenos como sua principal função. Nesse sentido, esta pesquisa apresenta-se como descritiva, desde que busca descrever um fenômeno específico – a utilização do Sistema de Informações Contábeis (SIC) – no processo de tomada de decisão (Triviños e Chizzotti, Op. cit.; Gil 1999, p. 44). A presente pesquisa tem caráter exploratório, na medida em que se constitui numa das primeiras tentativas de integração de algumas questões emergentes na literatura no âmbito de Sistema de Informações Contábeis aplicados a Sistemas Integrados de Gestão com tecnologia ERP. Benbasat, Goldstein e Mead 4 (1987), apud Pozzebon e Freitas (1997b, p. 4), apresentam o estudo de caso como uma “metodologia particularmente apropriada para determinados tipos de problema, como aqueles em que pesquisa e teoria estão em estágio inicial de formação ou aqueles baseados na prática, quando a experiência dos atores é importante e o contexto de ação é crítico”. Apresentam ainda as três principais razões que justificam o estudo de caso como a estratégia mais apropriada, em dado contexto de pesquisa, quais sejam: 1) “a possibilidade de estudar sistemas de informação no ambiente natural, de aprender sobre o estado da arte e de gerar teorias a partir da prática; 2) a possibilidade de responder a perguntas do tipo “como?” e “por quê?”, ou seja, compreender a natureza e a complexidade do processo em jogo; e 3) a possibilidade de pesquisar uma área na qual poucos estudos prévios tenham sido realizados”. Ressaltam que “os resultados do estudo dependem fortemente do poder de integração do pesquisador, de sua habilidade na seleção do local e dos métodos de coleta de dados, bem como de sua capacidade de fazer mudanças no desenho de pesquisa de forma oportuna”. Yin (1984, p. 23) define o estudo de caso como uma pesquisa empírica que investiga fenômenos contemporâneos dentro do contexto da vida real no qual os limites entre 4 Benbasat, I.; Goldstein, D. & Mead, M. The Case Research Strategy in Studies of Information Systems. MIS Quarterly, v. 11, nº 3, 1987.
  24. 24. 24 fenômeno e contexto não são claramente evidentes e as múltiplas fontes de dados são usadas. Ante o exposto, os objetivos e a natureza da pesquisa, o estudo de caso pareceu ser o método qualitativo mais indicado para a presente pesquisa. 1.4.2 Unidade de Análise Segundo Yin (1984, p. 31), a unidade de análise está relacionada às perguntas (ou questões) de pesquisa. Isto sugere que somente após um estudo detalhado e cuidadoso destas questões é que a unidade de análise pode ser definida de maneira adequada. Assim sendo, após a análise das perguntas de pesquisa, bem como de seus objetivos, entende-se que a unidade de análise deva ser o Sistema de Informações Contábeis (SIC). As empresas forneceram apenas o ambiente onde o SIC estava inserido, suas funções, suas características e seus relacionamentos, enfim, o contexto. Os usuários do SIC foram apenas os respondentes e corresponderam a uma das estratégias de coleta de dados (entrevistas e observações). A tecnologia ERP foi apenas um referencial tecnológico. 1.4.3 Definição do Número de Casos Casos múltiplos são recomendáveis quando o pesquisador busca aumentar o poder de generalização, por permitirem maior abrangência e cobertura das perguntas de pesquisa, de modo a assegurar a obtenção de informações necessárias para as conclusões (Yin, 1984, p. 3839). Não se trata de uma generalização estatística, em que, a partir de uma certa amostra (quando definida corretamente), generalizam-se os resultados para um universo maior. O autor adverte: “... Esta analogia com amostras e universos é incorreta ao lidar com estudos de casos. Isto, é porque a inspeção de pesquisa confia na generalização estatística, enquanto que estudos de casos (como com experiências) confiam em generalização analítica”5 (Yin, 1984, p. 39). Ou seja, o pesquisador está se esforçando para generalizar um conjunto particular de resultados, conformando-o a alguma teoria mais ampla, e não em dizer que a partir de uma amostra todo universo se comportará da mesma forma. Mas a generalização não é automática, adverte novamente (Yin, 1984, p. 48). É necessário que sejam realizadas réplicas, diz o autor, ou seja, casos múltiplos, de forma a permitir que seus resultados tenham maior poder de generalização. Acrescenta dizendo que casos cujos resultados semelhantes possam ser prognosticados podem ser considerados como 5 Tradução do autor.
  25. 25. 25 replicações literais e casos cujos resultados contraditórios possam ser esperados, desde que previsíveis, podem ser considerados replicações teóricas. Nesse sentido e na expectativa de obter-se maior poder de generalização, realizouse um estudo de caso múltiplo, que consistiu no estudo dos SICs de três empresas distintas, com aspectos semelhantes e contraditórios.6 1.4.4 Seleção das Empresas Estudadas Conforme mencionado na seção anterior, procurou-se selecionar empresas nas quais os SICs apresentavam-se como um subsistema dos ERPs. Dessa forma, três critérios foram utilizados nesta seleção. O primeiro critério refere-se à atividade de manufatura, por apresentar maior complexidade administrativa, favorecendo e enriquecendo o contexto de pesquisa. O segundo critério refere-se ao sistema adotado. Buscou-se identificar empresas que utilizassem: 1) o sistema “R/3”, da empresa Alemã SAP, por ser atualmente o sistema corporativo mais vendido e utilizado no mundo (ver GRÁF. 1 no Capítulo 2); 2) o sistema “Magnus”, da Datasul, por ser um sistema corporativo nacional; e 3) um sistema que não fosse um “pacote” comercializado, ou seja, um sistema desenvolvido pelo próprio usuário com ou sem a ajuda de empresas de desenvolvimento de software. Tal sistema deveria ter as características de um Sistema Integrado de Gestão (ver Seção 2.6 do Capítulo 2). O terceiro critério refere-se à possibilidade de obtenção dos dados necessários à conclusão da pesquisa. Isto somente seria possível a partir de um comprometimento das empresas selecionadas quanto a esta exigência. Nesse sentido, visitaram-se três empresas de manufatura que atendiam aos critérios acima descritos. Após a apresentação do projeto, foi obtida autorização para a realização da pesquisa. A primeira empresa visitada foi a Chocolates Garoto S/A, que utiliza o sistema “R/3”, da SAP; a segunda, a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), que utiliza um conjunto de sistemas, integrados uns aos outros por meio de interfaces, desenvolvido sob medida para a empresa; e, por último, a JDR Equipamentos Vitória S/A, empresa do grupo Xerox do Brasil, que utiliza o sistema “Magnus”, da Datasul. 6 As empresas estudadas são apresentadas e descritas no Capítulo 6.
  26. 26. 26 1.4.5 Dados: Tipos, Coleta e Análise Segundo Triviños (1987, p. 137), “o processo da pesquisa qualitativa não admite visões isoladas, parceladas, estanques. Ela se desenvolve em interação dinâmica retroalimentando-se, reformulando-se constantemente, de maneira que, por exemplo, a Coleta de Dados num instante deixa de ser tal e é Análise de Dados, e esta, em seguida, é veículo para nova busca de informações”. Nesse processo interativo, podemos destacar os tipos de dados que foram utilizados, bem como as técnicas de coleta e análise dos mesmos. 1.4.5.1 Tipos de Dados Marconi & Lakatos (1999, p. 64,73) apresentam a pesquisa documental como sendo de dados/fontes primários e a pesquisa bibliográfica como sendo de dados/fontes secundários. A pesquisa documental caracteriza-se pela busca restrita de dados a documentos, escritos ou não; e a pesquisa bibliográfica, pela busca de toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo. Gil (1999, p. 66) acrescenta que a pesquisa documental (dados primários) “vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa” e que a pesquisa bibliográfica (dados secundários) “se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto”. Conclui-se que os dados primários são aqueles primeiros, obtidos diretamente na sua origem (fonte), talvez pela primeira vez, podendo ser obtidos de diversas formas, como por meio de observações, anotações de campo, entrevistas e pesquisa restrita a documentos escritos. Sendo assim, os dados primários da presente pesquisa foram obtidos por meio da pesquisa de campo,7 que, como apresentado anteriormente, constituiu-se de um estudo de caso múltiplo, cujas técnicas de coleta de dados serão descritas a seguir. A obtenção dos dados secundários esteve pautada na bibliografia disponível sobre o tema da pesquisa e constituiu-se de livros, teses, dissertações e artigos, dentre outros. 7 Segundo Marconi e Lakatos (1999, p. 85), a pesquisa de campo “consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que se presume relevantes, para analisá-los”.
  27. 27. 27 1.4.5.2 Coleta de Dados “A coleta de dados não é um processo acumulativo e linear, cuja freqüência, controlada e mensurada, autoriza o pesquisador, exterior à realidade estudada e dela distanciado, a estabelecer leis e prever fatos” (Chizzotti, 1998, p. 89). O que o autor destaca, a exemplo de Triviños (1987), é que em pesquisas qualitativas a interação do pesquisador com o meio em estudo é fundamental para a obtenção dos resultados esperados. Nesse sentido, as técnicas de coleta de dados devem favorecer o processo de interação do pesquisador e das próprias etapas da pesquisa, permitindo, assim, melhor cobertura das questões de pesquisa. De certa forma, parece haver um consenso entre os autores quanto à adequação de determinadas técnicas ao processo de pesquisa qualitativa; dentre elas, a entrevista semiestruturada, a observação participante e não participante, e a observação sistemática (Triviños, 1987; Chizzotti, 1998; Gil, 1999; Marconi & Lakatos, 1999), havendo apenas alguma divergência quanto à nomenclatura, não quanto ao conceito. Nessa perspectiva e no sentido de se obter maior rigor científico, a presente pesquisa utilizou-se de várias técnicas de coleta de dados, com objetivos específicos e complementares, de maneira a permitir a cobertura, o mais abrangente possível, dos objetivos e das perguntas de pesquisa, bem como de sua reformulação, quando necessário, e de seu aprimoramento. Triviños (1987, p. 137) alerta que “verdadeiramente, os questionários, entrevistas, etc. são meios ‘neutros’ que adquirem vida definida quando o pesquisador os ilumina com determinada teoria”. Assim sendo, os instrumentos de coleta de dados nada adiantam ou pouco contribuem para a pesquisa quando não suportados adequadamente por uma teoria. Como bem dizia Leonardo da Vinci, “sempre a prática deve ser edificada sobre a boa teoria” (Sá, 1998, p. 13). “‘Observar’, naturalmente, não é simplesmente olhar. Observar é destacar de um conjunto (objetos, pessoas, animais etc.) algo especificamente, prestando, por exemplo, atenção em suas características (cor, tamanho etc.)” (Triviños, 1987, p. 153). Marconi & Lakatos (1999, p. 89-90) afirmam que a “observação direta e intensiva é realizada por meio de duas técnicas: a observação e a entrevista”, e acrescentam que a observação “não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar”. Na pesquisa qualitativa, um dos instrumentos de coleta de dados mais utilizados, considerados por alguns como ponto de partida da investigação social (Marconi & Lakatos, 1999, p. 90), é a observação do fenômeno no seu ambiente natural, em que o
  28. 28. 28 pesquisador, por meio de anotações de campo e de outras técnicas de coleta de dados, busca a essência dos fenômenos. Segundo Selltiz8 (1965), apud Marconi & Lakatos (1999, p. 90), “a observação torna-se científica na medida em que: a) convém a um formulado plano de pesquisa; b) é planejada sistematicamente; c) é registrada metodicamente e está relacionada a proposições mais gerais, em vez de ser apresentada como uma série de curiosidades interessantes; e d) está sujeita a verificações e controles sobre a validade e segurança”. Assim, podem surgir alguns tipos de observações diferenciadas, mas sempre mantendo sua característica básica. Dentre aquelas que foram utilizadas nesta pesquisa, estão a observação assistemática (ou livre), a observação sistemática (ou estruturada) e a observação não participante. A observação assistemática, ou livre, é usualmente empregada nas pesquisas qualitativas, satisfazendo as suas principais necessidades (Triviños, 1987, p. 153), e é também a mais utilizada em estudos de caráter exploratório (Marconi & Lakatos, 1999, p. 91). Caracteriza-se pelo fato de “o conhecimento ser obtido através de uma experiência casual, sem que se tenha determinado de antemão quais os aspectos relevantes a serem observados e que meios utilizar para observá-los” (Rudio,9 1979, apud Marconi & Lakatos, 1999, p. 91). Triviños (1987, p. 153) acrescenta que pelo menos dois aspectos metodológicos importantes devem estar presentes na observação livre: a amostragem de tempo e as anotações de campo. Segundo Marconi & Lakatos (1999, p. 92), a observação sistemática “realizase em condições controladas, para responder a propósitos preestabelecidos. Todavia, as normas não devem ser padronizadas nem rígidas demais, pois tanto as situações quanto os objetos e objetivos da investigação podem ser muito diferentes”. E acrescentam dizendo que o observador “sabe o que procura e o que carece de importância”, devendo ser “objetivo”, capaz de “reconhecer erros” e “eliminar a sua influência sobre o que vê ou recolhe”. “Na observação não participante, o pesquisador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora” (Marconi & Lakatos, 1999, p. 92 – grifo do autor). Os autores complementam que, embora o 8 9 Selltiz, C. et. alii. Métodos de Pesquisa nas Relações Sociais. São Paulo: Herder, 1965. Rudio, Franz Victor. Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1979.
  29. 29. 29 papel do pesquisador seja de espectador, isto não significa que a observação não deva ser consciente, dirigida e ordenada para um fim específico; ou seja, tem caráter sistemático. A entrevista semi-estruturada é definida por Triviños (1987, p. 146) como “aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante”. O autor acrescenta ainda que a entrevista semi-estruturada, “ao mesmo tempo que valoriza a presença do investigador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação”. Os protocolos verbais consistem em pedir aos entrevistados que verbalizem seus pensamentos tais como ocorrem no momento em que executam uma ação. Neste caso, significam a tomada de decisão. Isso deve ocorrer imediatamente, de maneira a permitir que determinados aspectos não contemplados nas entrevistas possam agora ser evidenciados (Souza, 1995, p. 46-48; Easterby-Smith, Thorpe e Lowe, 1999, p. 91-93). A pesquisa documental, já definida anteriormente, está pautada também na busca de informações em documentos internos das empresas objeto de estudo, como estatutos, atas, organogramas, fluxogramas, manuais de funções e procedimentos internos, manuais de sistemas e relatórios gerenciais e financeiros gerados pelos sistemas. Bogdan (1982, Op. cit.), Wilson10 (1977) e Lofland11 (1971), apud Triviños (1987, p. 154-155), ressaltam que as anotações de campo “consistem fundamentalmente na descrição por escrito de todas as manifestações (verbais, ações, atitudes etc.) que o pesquisador observa no sujeito; as circunstâncias físicas que se considerem necessárias e que rodeiam a este etc.” Acrescentam ainda que “as reflexões” do investigador que surjam no processo de observação dos fenômenos devem ser registradas e que estas “podem representar as primeiras buscas espontâneas de significados, as primeiras expressões de explicações”. Destacam também que as anotações de campo “podem ficar como um produto final do estudo, ou sofrer reformulações ou desaparecer, finalmente”. Os autores ainda ressaltam que “nunca, verdadeiramente, seremos capazes de uma descrição perfeita, única, do fato” e recomendam, na busca de resultados mais satisfatórios e fidedignos, alguns procedimentos: 10 Wilson, Stephen. The Use of Ethnographie Techniques in Educational Research. New York, Review of Educational Research Winter, 1977. v. 47, nº 1. 11 Lofland, John. Analysing Social Settings Aguide to Qualitative Observation and Analysis. Belmont, C. A. Wodsworth Publishing, 1971.
  30. 30. 30 a) descrever os comportamentos, ações, atitudes etc. tais como eles se oferecem à sua observação; b) descrever os sujeitos não em forma abstrata, senão por seus traços concretos; c) descrever o meio físico em detalhes, às vezes usando mapas, figuras etc; d) descrever as atividades especificamente; e e) descrever os diálogos sem cortes, se possível gravando-os. Para as anotações “reflexivas”, os autores ressaltam que o pesquisador deve estar sempre em “estado de alerta intelectual”, no qual “toda sua mente estará envolvida no processo inteiro da pesquisa que inunda todas suas perspectivas, para que nada fuja ao quadro que está tratando de esclarecer”. Dessa forma, foram apresentadas e definidas as técnicas de coleta de dados utilizadas na pesquisa de campo. A sua interação e a sua oportunidade são apresentadas na Seção 1.4.6 (Protocolo para a realização dos estudos de casos). No Quadro 6, é apresentado um detalhamento das técnicas de coleta de dados empregadas para se alcançar cada um dos objetivos específicos. 1.4.5.3 Análise dos Dados Tendo consciência da importância e das dificuldades que poderiam circundar esta etapa da pesquisa, procurou-se utilizar mais de uma técnica de análise de dados, com o objetivo de garantir, o máximo possível, a qualidade e a objetividade dos resultados. Nesse sentido, Yin (1984, p. 38) recomenda alguns cuidados quando da análise dos dados: a) mostrar que a análise está baseada em todas as evidências relevantes; b) incluir todas as fortes interpretações rivais na análise; e c) destacar o aspecto mais significativo do estudo. Nessa perspectiva, utilizaram-se o método de análise de conteúdo e as técnicas de triangulação e modelagem de casos. Triviños (1987, p. 158-162) apresenta o método de análise de conteúdo como sendo aquele aplicado tanto às pesquisas quantitativas como às pesquisas qualitativas. Segundo Bardin (1977, p. 42), o método é definido como “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens”. Embora, talvez por influência sofrida na época pelo positivismo, a maioria dos conceitos, inclusive o adotado nesta pesquisa, dêem ênfase ao aspecto quantitativo do método,
  31. 31. 31 Triviños (1987, p. 158-162) ressalta a sua importância para as pesquisas qualitativas. O autor apresenta ainda o que ele chama de peculiaridades essenciais do método de análise de conteúdo. Na primeira, o método é apresentado como um meio para estudar as “comunicações” entre os homens, em que se dá ênfase ao conteúdo das “mensagens”. Acrescenta o autor dizendo que “isto limita o âmbito do método, privilegiando, mas não excluindo outros meios de comunicação, as formas de linguagem escrita e oral”. Na segunda, a informação surge sempre da “apreciação objetiva da mensagem”, ou seja, das “inferências”. Na terceira e última peculiaridade, o método é constituído de “um conjunto de técnicas” (classificação de conceitos, codificação, categorização) que de nada adiantarão se não forem “iluminadas” por uma teoria, sobre qual o pesquisador deve ter pleno domínio. Segundo Bardin (1977, p. 95), existem três etapas básicas no trabalho com a análise de conteúdo: 1) “a pré-análise, 2) a exploração do material e 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação”. A pré-análise, primeira etapa do método, é simplesmente a organização do material. Mas, como o autor destaca, possui três missões principais, que não têm ordem ou seqüência definida ou obrigatória: “a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação de hipóteses e dos objectivos e a elaboração de indicadores que fundamentam a interpretação final”. No cumprimento dessas missões, sugere que se comece por uma leitura livre, despreocupada, leitura flutuante – como chama o autor –, apenas para que se tenha um primeiro contato e se conheça o material. Adverte: “... deixando-se invadir por impressões e orientações” (Bardin, 1977, p. 96). Na segunda etapa – exploração do material – que começa já na etapa de préanálise. Os documentos que constituem o corpus da pesquisa serão submetidos a um estudo profundo, orientado, em princípio, pelas hipóteses e referenciais teóricos. Procedimentos como a codificação, a classificação e a categorização são indispensáveis nesta instância do estudo. Esta etapa não se restringe à busca de um plano geral e paralelo de opiniões. Deve avançar na busca de sínteses coincidentes e divergentes de idéias, conceitos, opiniões ou, até mesmo, concepções “neutras”, ou seja, que não estejam especificamente unidas a alguma teoria. De toda esta análise devem surgir quadros de referências. Na última etapa – tratamento dos resultados, inferência e interpretação –, que deve ser apoiada nas etapas anteriores, a análise atinge sua maior intensidade. Em outras palavras, é nesta etapa que se consolidam as conclusões, a partir da inferência e da interpretação dos dados.
  32. 32. 32 A reflexão e a intuição, com embasamento nos materiais empíricos, “iluminados” pela teoria, devem começar a estabelecer relacionamentos, correlações ou antagonismos, que, a partir da interação dos materiais, permitirão ao pesquisador a análise de seu conteúdo manifesto, que significa aquele conteúdo explícito, claro e aparente que pode ser identificado pela leitura simples dos dados. Triviños (1987, p. 158-162) ressalta, ainda, que o pesquisador qualitativo deve aprofundar sua análise tratando de desvendar também o conteúdo latente, que significa aquele conteúdo intrínseco, subjacente, que permeia o fenômeno estudado. A FIG. 1 apresenta as etapas da análise de conteúdo, permitindo uma visão sistêmica e integrada do método. Destaca ainda a inter-relação de suas etapas. Desta forma, procurou-se, por meio do método de análise de conteúdo, fazer inferências, tirar conclusões e buscar os relacionamentos e as características do fenômeno em estudo. Não obstante, utilizou-se a técnica da triangulação, na busca de relacionamentos e convergências das múltiplas fontes de dados, uma vez que a pesquisa de campo está pautada em um estudo de caso múltiplo e em técnicas diferentes de coleta de dados. Assim, procurou-se, na técnica de modelagem de casos, a manutenção/preservação do contexto necessário à busca dos relacionamentos e convergências das fontes múltiplas de dados (técnica da triangulação), bem como do processo de codificação, classificação e categorização da etapa de descrição analítica (método da análise de conteúdo). Cabem agora alguns esclarecimentos sobre as técnicas da triangulação e de modelagem de casos. Segundo Triviños (1987, p. 138-140), a técnica de triangulação tem por objetivo básico “abranger a máxima amplitude na descrição, explicação e compreensão do foco em estudo”. Complementa o autor dizendo que esta técnica “parte de princípios que sustentam que é impossível conceber a existência isolada de um fenômeno social, sem raízes históricas, sem significados culturais e sem vinculações estreitas e essenciais com uma macrorrealidade social”. Cabe ressaltar que a coleta e a análise de dados constituem duas etapas da pesquisa que se retroalimentam constantemente. Na perspectiva da técnica da triangulação, cada fenômeno deve ser, na medida do possível, imediatamente descrito, explicado e compreendido.
  33. 33. 33 PRÉ-ANÁLISE Leitura (flutuante) Escolha de documentos Formulação das hipóteses e dos objetivos Constituição do corpus Dimensão e direções de análise Referenciação dos índices Elaboração dos indicadores Preparação do material Regras de recorte, de categorização, de codificação (Testing) das técnicas EXPLORAÇÃO DO MATERIAL Administração das técnicas sobre o corpus TRATAMENTO DOS RESULTADOS E INTERPRETAÇÕES Operações estatísticas Provas de validação Síntese e seleção dos resultados Inferências Interpretação Outras orientações para uma nova análise Utilização dos resultados de análise com fins teóricos ou pragmáticos FIGURA 1 – Desenvolvimento de uma análise de conteúdo. Fonte: Bardin, 1977, p. 102. A técnica de modelagem de casos, segundo Pozzebon e Freitas (1998, p. 8), apresenta três etapas básicas, a saber: 1) modelagem dos casos, por meio de um modelo de
  34. 34. 34 dados; 2) exploração dos relacionamentos ou associações; e 3) comparações e classificações (visões do modelo). A técnica consiste em, partindo-se de uma síntese dos dados coletados, buscar, por meio de um modelo de dados, uma representação gráfica que permita recriar o contexto. Uma vez recriado o contexto, buscam-se os relacionamentos nos quais devem ser explorados todos os dados, buscando a presença ou ausência das principais questões da pesquisa. Durante a etapa de exploração dos relacionamentos, o que auxiliou sobremaneira a análise de conteúdo – aliás, neste momento ficou difícil saber qual era a técnica que estava sendo utilizada, tão grande era sua integração –, foi possível perceber diferenças, similaridades e convergência de idéias, o que contribuiu para a formulação de categorias. A partir das “visões do modelo”, última etapa da modelagem de casos, pôde-se centrar a análise nas questões mais importantes da pesquisa, o que novamente auxiliou a análise de conteúdo, só que agora no momento das inferências. Desta forma, percebe-se a interação necessária ao processo de análise dos dados, visto que uma técnica veio complementar e auxiliar a outra. 1.4.6 Protocolo para a Realização dos Estudos de Casos Pozzebon e Freitas (1997b, p. 14) afirmam que “a escolha oportuna do método de pesquisa não assegura os resultados. É preciso tomar uma série de cuidados para que cada passo seja dado da melhor forma, ou seja, com o maior rigor científico ao nosso alcance”. Nessa perspectiva, descrevem-se a seguir algumas medidas que foram adotadas na presente pesquisa, em busca de um maior rigor científico. Yin (1984, p. 64) afirma que o protocolo é uma tática importante para aumentar a confiança de pesquisas baseadas em estudos de casos e serve para guiar o pesquisador na execução de seu trabalho. O protocolo deve conter os instrumentos, os procedimentos e as regras gerais que deverão ser seguidas na sua utilização. E acrescenta: “... a preparação do protocolo força o investigador a se antecipar a vários problemas”. Esse cuidado impulsiona-o a uma atitude proativa extremamente desejável. Portanto, a finalidade do protocolo é servir de “guia” para o pesquisador no desenvolvimento da pesquisa, permitindo-lhe recorrer a este a qualquer momento, para não perder o “rumo” e, conseqüentemente, não permitir que a pesquisa deixe de cumprir os seus objetivos. Cabe aqui ressaltar que este “guia” é uma referência, a qual deve ser revisada,
  35. 35. 35 alterada e remodelada no decorrer da pesquisa sempre que necessário. Desta forma, destaca-se mais uma vez a presença e a habilidade do pesquisador. Partindo dos objetivos geral e específicos, “sem perder de vista” o problema de pesquisa, deu-se início ao processo de coleta de dados, que, como já apresentado anteriormente, foi desenvolvido de maneira integrada ao processo de análise dos dados, retroalimentando-se mutuamente. Nessa perspectiva, a primeira etapa consistiu na realização de entrevistas e de uma pesquisa documental junto às empresas estudadas para caracterização e diagnóstico organizacional das empresas objeto de estudo. Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas, pesquisa documental e observações não participantes, com o objetivo de modelar os processos de gestão com relação aos fluxos de informações contábeis. Na terceira etapa, foram realizadas entrevistas e observações não participantes, com o objetivo de identificar as necessidades informacionais de natureza contábil dos gerentes, bem como identificar quais são as informações contábeis disponibilizadas pelos sistemas ERPs. Esta etapa foi complementada com protocolos verbais (realizados com os gerentes) e com uma pesquisa documental junto aos documentos internos das empresas estudadas. Na quarta etapa, um follow-up (entrevistas para confirmar e verificar alguns pontos relevantes) e novas observações não participantes foram realizadas, com o objetivo de identificar possíveis deficiências e limitações do SIC, bem como seus aspectos positivos e negativos. Na quinta etapa, promoveu-se a análise dos dados, que se deu pelo método da análise de conteúdo, em conjunto com as técnicas de triangulação e de modelagem de casos. Neste momento, tornou-se necessária a realização de um novo follow-up. Na sexta e última etapa da pesquisa, fez-se a proposição de estratégias para a melhoria e/ou maximização do processo de geração das informações contábeis que apóiam as decisões, culminando com a redação do relatório final de pesquisa – neste caso, a própria dissertação. Complementando o protocolo dos estudos de casos, podem ser observados nos anexos 1 e 2, respectivamente, o protocolo detalhado dos instrumentos de coleta de dados e o protocolo detalhado da seqüência de atividades. Na expectativa de permitir uma visão sistêmica da pesquisa de campo, apresentam-se na FIG. 2 as etapas propostas no protocolo para a realização dos estudos de casos. Embora pareça que a pesquisa de campo seja um conjunto de etapas independentes e
  36. 36. 36 estanques, observa-se que as etapas de coleta de dados (etapas de 1 a 4) estão intimamente interligadas com as etapas de análise dos dados (etapas 5 e 6). 1ª Etapa Diagnóstico/ Caracterização Organizacional Processo de Gestão e Fluxo das Informações Contábeis 3ª Etapa Necessidades Informacionais e Informações Contábeis Disponíveis 2ª Etapa Mapeamento do Processo de Gestão 4ª Etapa Possíveis Deficiências e Limitações do SIC 5ª Etapa Análise dos Dados 6ª Etapa Proposição de Estratégias FIGURA 2 – Etapas da pesquisa de campo. No Quadro 2, é apresentado o roteiro de entrevistas, o qual acabou por se tornar em um “guia” na condução das observações realizadas nos locais de trabalho dos entrevistados, uma vez que, ao reunir questões necessárias para a cobertura dos objetivos de pesquisa, permitiu a orientação das observações, funcionando como um dos controles naturais para a coleta de dados.
  37. 37. 37 QUADRO 2 – ROTEIRO DE ENTREVISTA Questões que orientaram as entrevistas semi-estruturadas Objetivos Específicos Parte I – Processo de Gestão e Necessidades Informacionais a) No desempenho da sua função, quais são as principais atribuições? Dentre elas, quais envolvem decisões? b) Neste processo, quais as decisões mais importantes? Por quê? c) Seria possível fazer uma correlação entre as atribuições e as decisões? d) Existe alguma seqüência, etapas ou passos a serem seguidos no processo de tomada de decisão? Você alteraria alguma coisa? e) Para a tomada de decisão, quais são as informações necessárias? f) Seria possível fazer uma correlação entre as decisões e estas informações? g) Entre as informações usadas nas decisões, quais são de natureza contábil? h) Você conhece a origem dessas informações? Onde são geradas e por quem? (1) Modelar os processos de gestão com relação aos fluxos de informações contábeis; e (2) identificar quais são as necessidades informacionais (NI) de natureza contábil dos gerentes. Parte II – Informações da Contabilidade Gerencial a) Como é composto o Sistema de Informações Contábeis? (3) Identificar quais são as b) É possível identificar as informações contábeis disponibilizadas no sistema informações contábeis ERP? atualmente c) As informações contábeis disponibilizadas pelo sistema correspondem às disponibilizadas pelos necessidades informacionais dos gerentes? Por quê? ERPs; e (4) analisar se as d) Como se dá o processo de evidenciação (disclosure) das informações da informações contábeis Contabilidade Gerencial? disponibilizadas pelos e) Como são elaborados ou projetados os relatórios? Existe alguma preocupação ERPs correspondem às com o “layout” – forma de apresentação? “NI” dos gerentes. f) Que nível de conhecimento contábil é necessário para sua compreensão? Os usuários têm este conhecimento? São treinados? Esse treinamento é realizado de forma continuada? (5) Identificar possíveis Parte III – Apresentação das Informações (relatórios) deficiências e limitações a) As informações são apresentadas de maneira clara e objetiva? São de fácil quanto a operação, entendimento? utilização e manutenção b) As informações são relevantes e confiáveis? dos SICs; e (6) propor c) Os relatórios são disponibilizados em tempo hábil à tomada de decisão? estratégias para que os d) Com base no seu trabalho e na sua experiência, quais são as informações que o gerentes possam ter suas sistema deveria fornecer e que não está fornecendo? “NI” mais adequadamente e) Se você pudesse mudar os relatórios, o que faria? satisfeitas. (5) Identificar possíveis Parte IV – Operacionalidade do Sistema deficiências e limitações a) Quais são as dificuldades encontradas pelo usuário quando utiliza o sistema? quanto a operação, Por quê? utilização e manutenção b) Quais são os aspectos positivos do sistema? Por quê? dos SICs; e (6) propor c) Quais são os aspectos negativos do sistema? Por quê? estratégias para que os d) Com base no seu trabalho e na sua experiência: gerentes possam ter suas d.1) Como podem ser otimizados os fluxos de informações contábeis? “NI” mais adequadamente d.2) Como podem ser melhor atendidas as necessidades informacionais? satisfeitas. Com o intuito de agilizar as etapas de análise dos dados, as questões foram agrupadas em quatro grupos e o roteiro foi divido em quatro partes. Este procedimento contribuiu também para que as entrevistas fossem mais bem direcionadas, no sentido de que nem todos os gerentes poderiam responder a todas questões, por falta de tempo e/ou conhecimento. Como pode ser observado, o Quadro 2 apresenta os objetivos específicos relacionados às perguntas realizadas aos gerentes e diretores das empresas estudadas.
  38. 38. 38 Como complemento das entrevistas e com objetivo de obter maior cobertura das perguntas de pesquisa, bem como de auxiliar as etapas de análise dos dados, aplicou-se um pequeno questionário (Quadro 3), já utilizado em uma pesquisa de análise de Sistemas de Informações (Cohen, 1998, p. 37-38). Na pesquisa de Cohen, foi efetuada a avaliação de um sistema de informações específico, também buscando verificar se as informações geradas eram adequadas às necessidades informacionais dos usuários. QUADRO 3 – QUESTIONÁRIO COMPLEMENTAR Questionário Complementar 1. Quanto ao sistema, como você classifica? (Utilize MB – Muito Bom, B – Bom, R – Regular e I – Insuficiente) ( ) Aspecto funcional ( ) Interface ( ) Disponibilidade ( ) Acesso ( ) Flexibilidade 2. Quanto às informações disponíveis pelo sistema, como você classifica as suas qualidades? (Utilize MB – Muito Bom, B – Bom, R – Regular e I – Insuficiente) ( ) Conteúdo ( ) Apresentação ( ) Quantidade ( ) Digitação ( ) Oportunidade ( ) Exatidão ( ) Precisão ( ) Completude ( ) Concisão ( ) Relevância 3. De uma forma geral, como você classifica o sistema? (Assinale com um “X “): ( ) Muito bom ( ) Bom ( ) Regular ( ) Insuficiente 1.4.7 Delimitação da Pesquisa Benbasat et. al. (1987), apud Pozzebon e Freitas (1997b, p. 6), após análise crítica de diversos trabalhos que utilizaram o método de estudo de caso, apontam algumas deficiências: a) “ausência de detalhes sobre a metodologia de coleta de dados empregada; b) ausência de detalhes sobre a utilização de fontes adicionais de dados para triangulação e validação; c) ausência de definição clara dos objetivos originais da pesquisa; d) ausência de definição sobre a escolha dos locais”.

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