Divisão do trabalho

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Divisão do trabalho

  1. 1. Divisão do trabalhoOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Dá-se o nome de divisão do trabalho à especialização de funções que permite a cada pessoacriar, usar e acentuar, com máxima vantagem, qualquer diferença peculiar em aptidões erecursos. Tem como consequência o trabalho cooperativo em tarefas e papéis específicos edelimitados, com o objetivo de aumentar a eficiência da produção. Historicamente, aemergência de uma divisão do trabalho cada vez mais complexa está associada ao aumentodo comércio, ao surgimento do capitalismo e à complexidade dos processosde industrialização. Posteriormente, a divisão do trabalho atingiu o nível de uma práticagerencial de bases científicas com os estudos de tempo e movimento associadosao Taylorismo.;;//;//;;/Na história da espécie humana, a primeira divisão do trabalho ocorreu entre homens emulheres, mas tornou-se ainda mais sofisticada com o advento da agricultura e a surgimentoda civilização. Alguns outros animais sociais também exibem uma divisão do trabalho.A divisão do trabalho é uma característica fundamental das sociedades humanas, devida aofato de que os seres humanos diferem uns dos outros quanto a suas habilidades inatas ouadquiridas. Em um certo estágio do desenvolvimento de suas comunidades, os indivíduospercebem que podem satisfazer melhor as suas necessidades ao se especializar, ao seassociar e ao trocar, em vez de produzir, cada um de maneira autárquica, aquilo que precisaconsumir.À semelhança dos indivíduos em sociedade, as diversas sociedades humanas também seespecializam. Modernamente, alguns se dedicam a estudar a chamada divisão internacional dotrabalho, ocorrida entre países.A Divisão Social De TrabalhoA divisão social do trabalho. Pode-se dizer que a “Divisão social do trabalho” é um termo que começou a ser utilizado por Karl Marxe outros autores, que tem como finalidade designar a especialização das atividades presentes na sociedade,não sendo dependente de produtos ou mercadorias. A divisão social de trabalho indica atividades produtivas, ou ramos de atividades cuja são necessáriaspara a reprodução da vida.Conforme ocorre o aumento da população e a vida material começa a surgir umarelação entre os homens e a divisão do trabalho, tendo assim vários estágios que correspondem as formasdas propriedades da matéria. Antigamente a divisão do trabalho ocorria por uma divisão sexual, entrando de acordo com a idade esuas condições de exercer tão trabalho. Com a complexidade da vida em sociedade e o aprofundamento dosistema de trocas entre grupos e ou sociedades.Este processo de trocas caracterizou o período da IdadeMédia, pois a sociedade era dividida por artesões, soldados, escravos e entre outras divisões de trabalho. Conforme a sociedade foi se evoluindo e se tornando mais complexa foi necessário que a divisão dotrabalho se se torna uma coisa de necessidade para manter uma sociedade em “ordem”. Com isso ela foi se
  2. 2. dividindo, se subdividindo e formando uma divisão social de trabalho, más essa divisão ainda era levadapara uma divisão de sexos, pois os homens trabalhavam e as mulheres ficavam em casa realizando tarefasdomesticas. Só com o passar de anos e anos que essa divisão foi sendo destruída, pois as mulheres queriam seulugar na sociedade, enfim queriam fazer sua própria história, no começo foi difícil, pois a sociedade eramuito machista más com o tempo elas foram tomando seu espaço na sociedade e hoje temos um exemplode que as mulheres chegarão ao topo hoje quem preside nosso pais é uma mulher.A divisão internacional do trabalho.A Divisão do Trabalho em Adam Smith Adam Smith, nos três primeiros capítulos de sua obra “A riquezadas nações”, apresenta uma série de argumentos que corroboram para a idéia de que o aprimoramento daprodução é resultado direto da divisão do trabalho.Segundo Smith, o grau de evolução de cada país pode, normalmente, ser medido pela diferenciação edivisão do trabalho. A produção individual – que se desenvolve do começo ao fim de um determinadoproduto – é entendida como uma forma primitiva de trabalho, o exemplo principal é o artesão. Por outrolado, em oposição, as manufaturas em que cada trabalhador responde apenas por uma tarefa específica naprodução, são vistas como em estágio desenvolvido.Smith afirma que “a divisão do trabalho, reduzindo a atividade de cada pessoa a alguma operação simplese fazendo dela o único emprego de sua vida, necessariamente aumenta muito a destreza do operário.”Além disso, os trabalhadores não perderiam tempo passando de uma atividade a outra – sua cabeça estariavoltada unicamente para aquela simples atividade a ele atribuída. Movimento que, inclusive, aumenta aschances de o operário realizar mais rapidamente a tarefa, além de pensar em possíveis soluções como ainvenção e o aprimoramento de máquinas, que facilitariam seu trabalho.Na visão de Adam Smith, a divisão do trabalho – em todas as áreas da produção, leva a riqueza universalàs camadas mais baixas da população. O princípio da mais valia seria também aplicado à produção dotrabalhador, o que invariavelmente levaria a uma dinâmica da economia:
  3. 3. “Cada trabalhador tem para vender uma grande quantidade de seu próprio trabalho, além daquela que elemesmo necessita; e pelo fato de todos os outros trabalhadores estarem exatamente na mesma situação,pode ele trocar grande parte de seus próprios bens por uma grande quantidade, ou – o que é a mesmacoisa – pelo preço de grande quantidade de bens desses outros. Fornece-lhes em abundância aquilo de quecarecem, e estes, por sua vez, com a mesma abundância, lhe fornecem aquilo de que ele necessita; assim éque em todas as camadas da sociedade se difunde uma abundância geral de bens”.A questão é colocada em nível universal quando Smith afirma que “sem a ajuda e cooperação de muitosmilhares não seria possível prover às necessidades, nem mesmo de uma pessoa de classe mais baixa deum país civilizado” . O contraponto é que a divisão do trabalho pode não ser importante para muitos reisda África, que são “senhores absolutos das vidas e das liberdades de 10 mil selvagens nus” , poiscertamente as necessidades desses reis não seriam maiores do que a de um camponês europeu. Entretantonão há dúvidas de que assim que sentidos os benefícios da divisão do trabalho, não pode haver caminhode volta, pois, para Smith, este não é o sentido do desenvolvimento.A origem da divisão do trabalho estaria na tendência do homem – apresentada de certa forma comonatural – de permutar, intercambiar e trocar uma coisa pela outra. Além disso, a diferença de talentos –expressa na produção – seria efetivamente útil ao homem – pois qualquer um pode comprar qualquerparcela da produção de outro talento, de acordo com suas necessidades.Outra questão importante é a extensão da divisão do trabalho, que nunca irá ultrapassar o poder de troca –pois, efetivamente, a produção não deve ser maior do que a demanda – ou não haverá estímulo a produzir,já que será impossível permutar toda a produção. Justamente por isso a extensão do mercado deve serproporcional à riqueza e a reduzida densidade demográfica da região. Logo, o sentido é que o mercado domundo todo seja aberto à produção.

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