Necas

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Homenagem ao amigo Necas

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Necas

  1. 1. O enigma do artista Embondeiro
  2. 2. Sabes reconhecer a beleza da essencialidade de uma manifestação artística?
  3. 3. Sabes perceber em tua própria alma, traços que se identificam com uma genuína expressão de um povo?
  4. 4. Sabes decodificar a necessidade que esse povo sente de diferenciar-se através sua linguagem?
  5. 5. Sabes o captar significado ímpar da criação de seus objetos transformados?
  6. 6. Sabes se através das tuas lembranças e da criação de tua arte, tu consegues cultivar o sentimento que o fez tão feliz naquela vivência?
  7. 7. Se tu sabes isso, então tu és um deles, povo e artista! Pois qual há de ser maior ENIGMA, se não aquele de alguém que é capaz de amar um povo , uma cultura e um lugar por adoção, valorizando-os, traduzindo-os e expressando-os em sua maneira de viver?
  8. 8. Após vislumbrar esse cenário de memórias, descubra dentre estes ícones, aquele que representa a expressão de um artista de alma e coração puramente angolanos, cujo destino, apenas, decidiu por seu retorno à sua terra natal; a saber: Portugal.
  9. 9. Acho que agora ficou fácil, não?
  10. 10. Obrigado Necas por sua amizade, seu exemplo de vida, e pelo pedacinho da África que você me ensinou a admirar.
  11. 11. Presença Africana (Alda Lara) E apesar de tudo, ainda sou a mesma! Livre e esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou. Mãe-África! Mãe forte da floresta e do deserto, ainda sou, a irmã-mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto!... A dos coqueiros, de cabeleiras verdes e corpos arrojados sobre o azul... A do dendém nascendo dos abraços das palmeiras... A do sol bom, mordendo o chão das Ingombotas... A das acácias rubras, salpicando de sangue as avenidas, longas e floridas... Sim!, ainda sou a mesma. A do amor transbordando pelos carregadores do cais suados e confusos, pelos bairros imundos e dormentes (Rua 11...Rua 11...) pelos negros meninos de barriga inchada e olhos fundos... Sem dores nem alegrias, de tronco nu e musculoso, a raça escreve a prumo, a força destes dias... E eu revendo ainda e sempre, nela, aquela longa historia inconseqüente...
  12. 12. Terra! Minha, eternamente... Terra das acácias, dos dongos, dos cólios baloiçando, mansamente... mansamente!... Terra! Ainda sou a mesma! Ainda sou a que num canto novo, pura e livre, me levanto, ao aceno do teu Povo!...
  13. 13. Acho que o menos africano aqui sou eu...
  14. 14. Valeu!!!! Obrigado por tudo!!! Um forte abraço!!! E até breve.

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