Mirian mesa redonda dia 26

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Mirian mesa redonda dia 26

  1. 1. Mesa RedondaEvidências sobre o engajamento da família emsituações particulares: Centro Cirúrgico e RCP Profa. Dra Myriam Aparecida Mandetta Pettengill Departamento de Enfermagem Pediátrica Escola Paulista de Enfermagem Universidade Federal de São Paulo
  2. 2. Reconhece o papel vital da família em assegurar a saúde e o bem estar de seus membros de todas as idades Reconhece que os suportes emocional, social e desenvolvimental são componentes integrais dos Cuidado cuidados de saúde.Centrado no Paciente e Família Promove a saúde e o bem-estar de indivíduos e famílias e restaura a dignidade e controle de ambos
  3. 3. Família e paciente são o centro do cuidado ao invés de apenas o paciente;Pacientes e famílias devem participar das decisões em relação ao seu próprio cuidado de saúde;Mudança no modelo de tomada de decisão Modelo Modelo de Modelo de decisão paternalístico autonomia compartilhada do paciente
  4. 4. Doença provoca intensosofrimento para o paciente e família Enfermeiro tem a responsabilidade e o compromisso de realizar ações que promovam o alívio do sofrimento da família Cuidado deve ser compreensivo, com compaixão e individualizado às necessidades do paciente e família
  5. 5. Estudos recentes indicam que: "Por que ninguém me diz o que está Familias gostariam de estar acontecendo? presente ou que lhes fosse " oferecida a opção de estar presente quando se trata de um membro que está sendo reanimado (Holzhauser, Finucane, & Vries, 2006; Hung & Pang, 2011). "94 % das famílias que presenciaram uma RCP afirmam que participariam de novo "Por que não (Mian, Warchal, Whitney, Fitzma podemos urice, Tancredi, 2007)."Nós precisamos entrar?estar aqui... Nãopodemos ficar?“ Somos uma família
  6. 6. Prática baseada em evidências
  7. 7. EUA
  8. 8. Presença da família durante a reanimação cardiopulmonarRecentes estudos42 têm analisado uma prática em voga naAmérica do Norte, que é permitir a família que assim desejarassistir à RCP. A reação dos familiares e a atitude dosprofissionais de saúde têm sido positiva. Este procedimentoainda não é uma recomendação do novo guia, apenas umcomentário. Contudo, permitir a presença dos pais ouresponsáveis com o auxílio de um facilitador (assistentesocial, clérigo ou enfermeiro) para explicar em tempo real oque está acontecendo deve merecer consideração dosresponsáveis pelas emergências e UTI locais.
  9. 9. Estudo qualitativo- fenomenologiaObjetivo: ampliar a compreensão da experiência de membros família cujosparentes sobreviveram a RCP em uma unidade de emergência e as suaspreferências em relação a estar presente.Resultados: Membros da família revelaram uma forte preferência em estarpresente durante a RCP se pudessem optar.Temas: Tendo conexão emocional com o paciente; Conhecendo opaciente; Percepção das conveniências com a identificação de 10subtemas representando os determinantes afetivo, racional e contextualdas preferências da famíliaConclusão: desenvolvimento de políticas e diretrizes para atender asnecessidades da família em momentos de ameaça a vida em unidades deemergência .
  10. 10. Vantagens da presença da família na RCP(McClenathan, Torrington, e Uyehara 2002, Ellison 2003, MacLean et al. 2003, Fulbrook et al.2007, OMalleyPJ, Brown K, Krug SE. 2008, Twibell et al. 2008)
  11. 11. Vantagens da presença da família na RCP na perspectiva da famíliaSer capaz de permaneceremocionalmente ligada e A mantém informada Oportunidade para dando apoio emocional sobre a condição de fornecer informações ao paciente enquanto saúde do seu ente relevantes sobre o cumpre seu dever e fica querido paciente ao seu lado Vê que seu ente querido Ajuda na tomada de recebe o melhor decisões a respeito da atendimento reanimação
  12. 12. Desvantagens Na perspectiva dos enfermeiros• Trauma psicológico e emocional para a família podendo contribuir para um colapso emocional que irá dificultar a reanimação• Famílias podem perturbar, contaminar e impedir a realização de procedimentos invasivos.• Contribui para ansiedade da equipe• Contribui para uma comunicação ruim entre os membros da equipe• Provoca confusão na família em relação aos procedimentos• Preocupação em relação aos aspectos legais Na perspectiva da família• Temem atrapalhar a equipe• Consideram sua presença inapropriada
  13. 13. Profissionais devem oferecer a opção para o paciente e a família em relação a sua presença durante procedimentos invasivos e de reanimaçãoApoio:Institute for Family and Patient Centered CareAmerican Heart Association (AHA)American Academy of Pediatrics (AAP)American College of Emergency Physicians (ACEP)American Association of Critical-Care Nurses (AACN)Emergency Nurses Association (ENA)Society of Critical Care Medicine (SCCM)American College of Critical-Care Medicine (ACCCM)-Task Force 2004-2005.
  14. 14. Declaração Emergency Nurses Association (ENA) -2005 Há alguma evidência de que os pacientes preferem ter os membros da família presentes durante reanimação. Há fortes evidências de que os membros da família desejam ter a opção de estar presente durante procedimentos invasivos e reanimação de um membro da família. Há pouca ou nenhuma evidência para indicar que a prática da presença de um membro da família é prejudicial para o paciente, a família, ou a equipe de saúde. Há evidências de que a presença de membros da família não interfere com a assistência ao paciente durante procedimentos invasivos ou de ressuscitação. Há evidências de que os profissionais de saúde apoiam a presença de um membro da equipe de saúde designado para apresentar os membros da família e para lhes fornecer explicação e conforto. Emergency Nurses Association. Position Statement: Family Presence at the Bedside During Invasive Procedures and/or Resuscitation. Des Plaines, IL: Emergency Nurses Association; 2005
  15. 15. Declaração Emergency Nurses Association (ENA) -2005 Há alguma evidência de que uma política de presença familiar fornece estrutura e apoio para os profissionais de saúde envolvidos nessa prática. A presença de membro da família durante procedimentos invasivos ou de ressuscitação deve ser oferecida como uma opção para os membros da família e deve ser baseada em política escrita na instituição desenvolvida em cooperação com os departamentos tais como, Serviço Social, Capelania, Gestão de risco, Enfermagem, Medicina, porém não se limitam a apenas estes. As organizações de saúde devem desenvolver e divulgar recursos educativos para a preocupaçao pública sobre a opção da presença da família durante procedimentos invasivos e de reanimação. Emergency Nurses Association. Position Statement: Family Presence at the Bedside During Invasive Procedures and/or Resuscitation. Des Plaines, IL: Emergency Nurses Association; 2005
  16. 16. "Como posso cuidar dopaciente e administrar a presença da família?”“Como posso responderaos desafios da família de forma segura mesmo quando o tempo élimitado e os recursos são poucos?” Providing family-friendly care - even when stress is high and time is short. Issue Date: November 2010 Vol. 5 No. 11 Authors: Alexis Neal, MA, RN and Renee Twibell, PhD, RN, CNE and Karrie E. Osborne, BSN, RN and Diana Harris, BSN, RN
  17. 17. Qual é o seu escore de aproximação com a família?itens Concordo Não tenho certeza Discordo 0 1 2Eu fico tensa quando a família chega ao ladodo leitoEu prefiro que a família permaneça do lado defora do quarto ou fora do caminhoEu não possuo uma abordagem cuidadosa parapedir aos membros ruidosos para ficarem dolado de foraEu não me sinto confiante para avaliar aspreferências da família para permanecer aolado do leito e participar do cuidadosEu creio que lidar com famílias não é meutrabalhoPontuação: Neal A, Twibell R, Osborne KE.0-3: sua aproximação com a família é baixa. Harris D. Providing family-friendly06/04: sua aproximação com a família é moderada care - even when stress is high and time is short. Am Nurs Today;09/07: sua aproximação com a família é forte. 2010 ,5 (11).10: as famílias te amam!
  18. 18. As famílias pertencem às •Famílias esperam estar com os salas e espera. pacientes durante a doença. A presença da família •Os desfechos clínicos melhoramdificulta atendimento ao quando as famílias estão presentes. paciente.Famílias criam problemas • Um manejo competente dos para os enfermeiros e problemas da familia resultam em pacientes cuidado efetivo ao pacienteOs pacientes não querem •A segurança e a satisfação dosuas famílias a perturbá- paciente é maior quando as famílias los estão presentes
  19. 19. “qualquer mudança que envolva as várias formas de ensinar, de aprender e de executar o cuidado deve ter início pela alteração do paradigma, ou seja, pela transformação de dentro para fora daquilo que as pessoas pensam sobre algo que as leve a agir.” Margareth Angelo, 1997Angelo M. Com a família em tempos difíceis: uma perspectiva de enfermagem. Tese(Livre Docência): Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.117 p.
  20. 20. Gestão de serviços Mudança na Cultura Organizacional Incentivo a Políticas escritas , Protocolos assistenciais e Educação Inclusão de representantes de famílias nos comitês gestores Adequação do ambiente para o acolhimento da família Ensino Inclusão da temática na formação dos profissionais da equipe Sensibilização dos profissionais da equipe multidisciplinar Educação permanente Uso de simulação realística para incentivar aprendizadoO’Malley PJ, Brown K, Krug SE, the Committee on Pediatric Emergency Medicine. (2008). Patient-and family-centered care of children in the emergency department. Pediatrics, 122(2), e511-e521
  21. 21. . Assistência Inclusão da família nos diferentes cenários de cuidado na instituição Identificação: “FAMILIAR” X “VISITANTE” Pesquisa Incentivo a realização de desenhos de pesquisa bem formulados sobre a temática. Ex:  Efeitos em longo prazo dos resultados da presença da família para os pacientes, família e equipe  Melhores métodos para fomentar a educação dos profissionais sobre a presença da família potenciais implicações legais da presença ou não da família  Relação entre a presença da família e a doação de órgãos e tecidos  Relação entre presença da família e melhora do manejo da dor O’Malley PJ, Brown K, Krug SE, the Committee on Pediatric Emergency Medicine. (2008). Patient- and family-centered care of children in the emergency department. Pediatrics, 122(2), e511-e521
  22. 22.  Membros da família têm diferentes perspectivas e necessidades individuais e não é possível concluir que a presença deva ser oferecida a cada um dos membros da família.  Sem um conhecimento adequado sobre a experiência da família e sobre os determinantes que afetam suasConsiderações preferências é difícil aos membros da equipe atende-los em suas necessidades e ajuda-los a enfrentar esse Finais momento critico com sucesso.  A decisão de presenciar ou não procedimentos invasivos, RCP assim como entrada no CC cabe à família, com suporte da equipe, que designa um facilitador para acompanha-la nesse cenário.  Protocolos devem ser escritos e a equipe deve receber educação e capacitação para interagir com a família nesses cenários.  Pesquisas devem ser incentivadas
  23. 23. Obrigadampettengill@unifesp.br

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