Ana Paula Sousa
Dra. Silvia Canaan
Ms. Mislene Lima
Universidade Federal do Pará
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas...
 Violência intrafamiliar consiste na ação ou omissão que derive
em dano físico, sexual, emocional, moral e/ou patrimonial...
 Descrever o efeito de um Grupo Temático de Atendimento
Psicossociopedagógico às Mulheres em Situação de Violência
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 Participante: (Breve descrição do caso)
 Márcia (nome fictício), 30 anos, dois filhos: menina de 13 anos e
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 Procedimento:
 Divulgação: Ligações telefônicas (a partir de uma lista
com os nomes das assistidas pelo NAEM), cartas,
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 Coordenação: equipe psicossociopedagógica do NAEM
 Apoio: equipe da UFPA;
 Participantes: 12 mulhere...
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O efeito de um Grupo Temático sobre o repertório comportamental de uma mulher em situação de dependência afetiva e de violência intrafamiliar

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Trata-se de um estudo de caso sobre o efeito de um Grupo Temático, realizado em 2012, sobre o comportamento de uma mulher de 30 anos.

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O efeito de um Grupo Temático sobre o repertório comportamental de uma mulher em situação de dependência afetiva e de violência intrafamiliar

  1. 1. Ana Paula Sousa Dra. Silvia Canaan Ms. Mislene Lima Universidade Federal do Pará Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Faculdade de Psicologia
  2. 2.  Violência intrafamiliar consiste na ação ou omissão que derive em dano físico, sexual, emocional, moral e/ou patrimonial a uma pessoa com quem se tenha um vínculo familiar e intimo (Caravantes, 2000 retirado de Silva, Coelho & Capone, 2007).  Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha)  Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher em situação de violência doméstica e família (NAEM), criado no Pará em 2008.  Grupo de Atendimento psicossociopedagógico à mulheres em situação de violência doméstica e familiar realizado pelo NAEM em conjunto com a UFPA  É comum encontrar comportamentos de dependência afetiva em mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
  3. 3.  Descrever o efeito de um Grupo Temático de Atendimento Psicossociopedagógico às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar sobre o comportamento de uma mulher de 30 anos que participou do referido grupo, juntamente com mais 11 mulheres atendidas pelo NAEM.  Verificar uma possível correlação entre dependência afetiva e violência doméstica e familiar.
  4. 4.  Participante: (Breve descrição do caso)  Márcia (nome fictício), 30 anos, dois filhos: menina de 13 anos e menino de 05, somente este filho de João com quem foi casada durante 10 anos. Nesse período, relata que “(...)vivia para ele, em função dele” (Encontro 1).  Moraram 08 anos fora do Brasil e ao retornarem passaram a morar no Pará, terra natal de João.  No último ano de relacionamento, João a agrediu fisicamente e a deixou em cárcere privado, o que a levou a fazer um Boletim de Ocorrência e a procurar o NAEM.  Após o ocorrido, retomaram o relacionamento; contudo, poucos meses antes do inicio de sua participação neste estudo Márcia se separou novamente.
  5. 5.  Procedimento:  Divulgação: Ligações telefônicas (a partir de uma lista com os nomes das assistidas pelo NAEM), cartas, cartazes e folderes.  Pré-teste: Entrevista individual, nas dependências do NAEM, com a aplicação de 06 instrumentos: 1. Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp; 2. Inventário de Depressão de Beck; 3. Inventário de Ansiedade de Beck; 4. Escala de Desesperança de Beck; 5. Inventário de Habilidades Sociais de Del Prette; 6. Escala de Autoestima de Rosemberg.
  6. 6.  Grupo temático:  Coordenação: equipe psicossociopedagógica do NAEM  Apoio: equipe da UFPA;  Participantes: 12 mulheres com histórico de violência doméstica e familiar.  05 sessões de, aproximadamente, 02 horas e 30 minutos, referentes aos seguintes temas: 1. Relações de gênero e violência doméstica e familiar (VDF); 2. Consequências psicológicas da VDF e autoestima; 3. Estresse e autoconhecimento; 4. Projeto de vida e estratégias de enfrentamento; 5. Lei nº 11.340 (Roda de conversa com uma defensora pública).  Local de atendimento: sala de reuniões do NAEM.  Materiais: Papeis, canetas, Datashow, computador, cartilhas sobre a Lei Maria da Penha, CD’s, gravador e pastas.  Pós-teste: Mesmo procedimento do pré-teste
  7. 7.  Márcia compareceu a todas as sessões, mostrando-se interessada nos assuntos, participando ativamente das discussões.  Observou-se sintomas sugestivos a depressão, sendo necessária encaminhá-la para um atendimento psiquiátrico.  Identificou-se sintomas sugestivos de dependência afetiva em relatos da mesma, como: 1. “(...) ele simplesmente me afastou de todos, eu vivia pra ele e em função dele (...)” (Encontro 1) 2. “(...) se ele tivesse na minha situação, pode ter certeza eu daria a minha vida pra salvar ele.” (Encontro 1) 3. “(...) eu não sei exatamente como andar, porque eu sempre andei à sombra, entendeu, então hoje eu visualizo essa dificuldade – de se organizar” (Encontro 4)
  8. 8. Figura 1. Resultado do Pré e Pós-teste dos inventários e da escala de Beck de Ansiedade (BAI), Depressão (BDI) e Desesperança (BHS).
  9. 9. Tabela 1 Resultado do Pré e Pós-teste da Escala de Autoestima e dos Inventários de Stress (ISSL). Auto estima ISSL Pré-teste 27 Quase exaustão Pós-teste 29 Quase exaustão Tabela 2 Resultado do Pré e Pós-teste do Inventário de Habilidades Sociais de Del-Prette. IHS (%) F1 F2 F3 F4 F5 TOTAL Pré-teste 15 95 0 0 15 3% Pós-teste 10 80 1 1 25 5%
  10. 10. Tabela 1 Resultado do Pré e Pós-teste da Escala de Autoestima e dos Inventários de Stress (ISSL). Auto estima ISSL Pré-teste 27 Quase exaustão Pós-teste 29 Quase exaustão Tabela 2 Resultado do Pré e Pós-teste do Inventário de Habilidades Sociais de Del-Prette. IHS (%) F1 F2 F3 F4 F5 TOTAL Pré-teste 15 95 0 0 15 3% Pós-teste 10 80 1 1 25 5%
  11. 11.  O grupo temático proporcionou maior conscientização da participante acerca de suas dificuldades.  Aumento no seu repertório social.  Estima-se que o número de sessões foi insuficiente para mudanças significativas no repertório emocional (grau de depressão, ansiedade, desesperança, estresse e auto- estima).  Encaminhou-se a cliente para um acompanhamento psicológico e para o grupo terapêutico na UFPA.
  12. 12. Cabral, F., & Díaz, M. (1999). Relações de gênero. Cadernos afetividade e sexualidade na educação: um novo olhar. Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte; Fundação Odebrecht. Belo Horizonte: Gráfica Editora Rona Ltda. p. 142-150. Canaan-Stein, S. (2004). A dependência afetiva (“Amar Demais”) sob a ótica da Terapia Analítico-Comportamental. Coordenação deste Grupo de Trabalho no XIII Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental e do II Congresso Internacional da Association for Behavior Analysis. Campinas, SP. Canaan-Stein, S. (2007). Contribuições da Terapia Analítico-Comportamental na avaliação e tratamento de mulheres consideradas dependentes afetivas. Palestra proferida no XVI Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC). Brasília, DF Santos, C. M., & Izumino, W. P. (2005). Violência contra as mulheres e violência de gênero: notas sobre os estudos feministas no Brasil. Estudios Interdisciplinários de America Latina y El Caribe, v. 16(1), p. 147-164. Silva, L.L., Coelho, E.B.S., & Caponi, S.N.C. (2007). Violência silenciosa: violência psicológica como condição de violência física doméstica. Interface-Comunic., Saúde, Educ., v.11(21), p.93-103. Sophia, E. C., Tavares, H., & Zilberman, M. L. (2007). Amor patológico: um novo tratamento psiquiátrico? Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 29, p. 55-62. Sophia, E.C. (2008). Amor patológico: aspectos clínicos e de personalidade. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo.
  13. 13. Contatos: paula16dr@hotmail.com silviacanaan@gmail.com mislenelima@ig.com.br

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