Análise de gêneros do discurso na teoria bakhtiniana

28.154 visualizações

Publicada em

Slides apresentados por Luiz e Daiane no PPGEL - UEL

1 comentário
30 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
28.154
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
417
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
30
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Análise de gêneros do discurso na teoria bakhtiniana

  1. 1. ANÁLISE DE GÊNEROS DODISCURSO NA TEORIABAKHTINIANA: ALGUMASQUESTÕES TEÓRICAS EMETODOLÓGICASRosângela Hammes RodriguesPGs: Daiane Eloísa dos SantosLuiz Antonio X. Dias
  2. 2. Círculo de Bakhtin
  3. 3. Rosângela Hammes Rodrigues
  4. 4. • É graduada em Letras - Português: Licenciatura pela UniversidadeFederal de Santa Catarina (1988), mestre em Linguística pelaUniversidade Federal de Santa Catarina (1991) e doutora emLinguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PontifíciaUniversidade Católica de São Paulo (2001). Atualmente, é professoraassociada da Universidade Federal de Santa Catarina,editora geral darevista Working Papers em Linguística (UFSC) e membro do ConselhoEditorial das revistas Fórum Linguístico (UFSC), TEAR: Revista deEducação, Ciência e Tecnologia, Letra Magna, Diálogo das Letras eContraPonto (PUC Minas). É coordenadora do Núcleo de Estudos emLinguística Aplicada (NELA).• É vice-presidente da ANPOLL para o biênio 2012-2014. Foi vice-coordenadora (2004-2008) e coordenadora (2008-2012) do Programade Pós-Graduação em Linguística. É membro do banco de avaliadoresde cursos de graduação e de pós-graduação do Conselho Estadual deEducação de Santa Catarina.• Tem experiência na Educação Básica e no Ensino Superior, comênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintestemas: gêneros do discurso, ensino e aprendizagem de língua materna,produção textual, letramento, metodologia de ensino do português,formação de professores, análise dialógica do discurso, lingüísticatextual, Círculo de Bakhtin. • Fonte: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723388T1
  5. 5. Objetivo• Discutir algumas questões teóricas emetodológicas na análise dos gêneros dodiscurso a partir das concepções deBakhtin.
  6. 6. Opção pela teoria bakhtiniana• Nem todos os estudiosos diferenciam gênerosdiscursivos e gêneros textuais. Segundo Rojo (2005), adesignação “gêneros do discurso ou discursivos” éadotada por autores bakhtinianos, que centram seusestudos nos elementos da situação de produção dosenunciados/textos, pois, para Bakhtin, os gêneros e osenunciados a eles pertencentes não podem sercompreendidos, produzidos ou conhecidos semreferência ao contexto sócio-histórico de enunciação.• Rojo (2005) afirma que é necessário explorar ascaracterísticas das situações de enunciação, pois aexistência de toda enunciação é determinada por umasituação de interação.
  7. 7. Problemas• A problemática das diferentes leituras e“apropriações” dessa noção pelospesquisadores e os próprios objetivos dapesquisa.
  8. 8. • Em relação aos objetivos de pesquisa, osestudos antropológicos sobre os gênerosapresentam motivações diferentes dos daLinguística Aplicada (RODRIGUES, 2004,p. 416).• Gêneros do discurso/gêneros textuais• Gêneros do discurso – não é garantia deque os autores estejam falando domesmo termo (RODRIGUES, 2004, p.416).
  9. 9. Teoria fragmentada – releiturasdiversas
  10. 10. P. 416EnunciadoLíngua DiscursoTextoIdeologiaGêneros do discurso ou discursivo
  11. 11. Questões metodológicas• Nas questões metodológicas problematizam-se a relação do pesquisador com os dados, a“ordem” metodológica na investigação dosgêneros e aborda-se a problemática dosconceitos advindos da lingüística e dascategorias prévias de análise na pesquisa deum dado gênero. (RODRIGUES, 2004, p. 416)
  12. 12. 2 QUESTÕES TEÓRICAS: A NOÇÃO DE GÊNERO DO DISCURSO• Literário *Marxista *o alargamentoda noção dosgêneros
  13. 13. Questões• A dimensão conceitual dos gênerosaparece como uma constante na obra doautor, a terminologia é flutuante.• Como responder a essa problemática?• A primeira é respaldada nas própriaspalavras de Bakhtin, a sua “predileção”pela variação terminológica, mas que nãoresulta na falta de unidade conceitual.
  14. 14. • La compilación de mis artículos que se planease unifica mediante un mismo tema en diversasetapas de su desarrollo. La unidad de la idea enel proceso de generación y desarrollo. De aquíciertocarácter inconcluso interno de muchas demis ideas. [...] Mi predilección por lasvariaciones y por heterogeneidad de lostérminos en relación com un solo fenómeno. Lamultiplicidad de enfoques. La aproximación de lolejano sin señalar los eslabones intermedios.(BAKHTIN, 1985d, p. 377-378)
  15. 15. • Bakhtin, ao longo do seu percurso teórico,ora lança mão de uma terminologia jáexistente, ora procura cunhar novostermos, optando, no texto El problema delos géneros discursivos (1985b), pelotermo já existente, gêneros do discurso,mas ressignificando-o.
  16. 16. Heterogeneidade terminológica nastraduções p. 419 - 420Brasileira Inglesaformas dos atos de fala forms of speechperformancesdiferentes modos dediscursospeech genresformas deinteração verbalforms of speech interchangeformas de discurso social cognate formsformas de enunciação forms of the utterance
  17. 17. • Ora tem-se o uso do termo gêneros (do discurso)(que aparece mais na tradução na língua inglesa:speech genres), ora a presença de outros termos,como formas de discurso social e formas deenunciação ou formas do enunciado.(RODRIGUES, 2004, p. 420).• Em síntese, o autor ressignifica a noção degêneros do discurso, retirando-a do domínio daarte e de uma abordagem formal, para introduzi-la no seio das relações sociais e articulá-la àssituações de interação social das diferentesesferas da comunicação social (as esferas dacomunicação cotidiana e as das ideologiasformalizadas e sistematizadas: artística, científicaetc.).
  18. 18. • El problema de los géneros discursivos, manuscritoinacabado publicado em 1979, após a morte de Bakhtin,é o texto em que o autor focalizou a sua atenção para aquestão dos gêneros como objeto central de análise.• Não busca construir definições fechadas de gênero,nem elaborar tipologias, salvo a distinção queestabelece entre o que denomina de gêneros primáriose secundários (discutida a seguir); a observação de quea ausência de uma classificação “bem pensada” dosgêneros do discurso segundo as esferas da práxistambém contribui para a incompreensão da naturezagenérica (de gênero) dos estilos; e a crítica que tece aosautores que infringem o requerimento lógico principal deuma classificação (nesse caso, está discutindo osestudos no domínio da estilística): a sua unidade defundamento.
  19. 19. Língua?• Em Marxismo e filosofia da linguagem:discussão acerca da noção da língua vistano interior das diferentes correntes dalingüística e na perspectiva bakhtiniana).Pode-se dizer que seu objetivo não era ode construir aparatos, modelos teóricosfechados, mas o de levantar discussões,propor desenvolvimento teóricos emconstrução, abertos às diferençashistóricas. (RODRIGUES, 2004, p. 421)
  20. 20. Gêneros?• No texto El problema de los géneros discursivos, nelepercebe-se o esforço teórico de Bakhtin em discutir aconcepção, o lugar e o papel dos gêneros na sua teoria,articulando-os a sua noção de enunciado.• Nesse texto, a nomenclatura é menos flutuante, tendo-sea opção mais explícita pela expressão gênero dodiscurso/gêneros discursivos (embora outros termospossam ser encontrados, tais como formas genéricas dosenunciados, formas típicas dos enunciados, formarelativamente estáveis e normativas do enunciado,formas discursivas, que muitas vezes funcionam tambémcomomeio de delimitação da noção de gênero).(RODRIGUES, 2004, p. 422)
  21. 21. Gêneros vistos pelo ângulo sócio-histórico• Em síntese, os gêneros estão vinculados à situação socialde interação e, por isso, como os enunciados individuais,são constituídos de duas partes inextricáveis, a suadimensão lingüístico-textual e a sua dimensão social:cada gênero está vinculado a uma situação social deinteração típica, dentro de uma esfera social; tem suafinalidade discursiva, sua própria concepção de autor edestinatário.
  22. 22. Esferas de atividade humanaEsferas de atividade humanaACADÊMICARESENHATESEENSAIOARTIGO CIENTÍFICODISSERTAÇÃO
  23. 23. Enunciado• Para Bakhtin (1985b), o enunciado é a unidade concretae real da comunicação discursiva, uma vez que odiscurso só pode existir na forma de enunciadosconcretos e singulares, pertencentes aos sujeitosdiscursivos de uma ou outra esfera da atividade ecomunicação humanas.• Cada enunciado, dessa forma, constitui-se em um novoacontecimento, um evento único e irrepetível dacomunicação discursiva. Ele não pode ser repetido, massomente citado, pois, nesse caso, constitui-se como umnovo acontecimento
  24. 24. • Quanto à constituição do enunciado, ele écomposto não só de uma dimensãoverbal, o seu material semiótico e aorganização desse material em umconjunto coerente de signos (aorganização textual), mas também de umadimensão social, a sua situação deinteração, que inclui o tempo e o espaçohistóricos, os participantes sociais dainteração e a sua orientação valorativa(BAKHTIN [VOLOSHINOV], 1981, 1993)
  25. 25. Distinção entre enunciado e oração• Destaca que o enunciado é uma unidadedo discurso, é concreto, enquanto aoração é uma unidade convencional dalíngua (sistema), um elemento abstrato.
  26. 26. Translinguística?• Bakhtin propõe a constituição de um novo grupode disciplinas, denominado de Metalingüística(translingüística). Do seu ponto de vista, “alingüística e a metalingüística estudam ummesmo fenômeno concreto, muito complexo emultifacético – o discurso, mas estudam sobdiferentes aspectos e diferentes ângulos devisão. Devem completar-se mutuamente, masnão fundir-se” (BAKHTIN, 1997a, p. 181).
  27. 27. Figura 1 - Relação entre texto e enunciado, língua e discurso
  28. 28. 3 QUESTÕES METODOLÓGICAS:CONSIDERAÇÕESPARA AANÁLISE DE GÊNEROS• Para BAKHTIN, partindo do dadoprimário, o texto, essas disciplinas tomamdiferentes rumos, efetuam “recortes”variados. No caso das disciplinas dalinguagem, a partir do texto, materialconcreto, elas podem se orientar para oestudo do discurso (língua-discurso), doenunciado (texto-enunciado), das relaçõesdialógicas, dos gêneros etc.(RODRIGUES, 2004, p. 428).
  29. 29. • No texto El problema de los génerosdiscursivos, o autor observa que o estudo danatureza do enunciado e da diversidade dosgêneros das diferentes esferas sociais tem umaenorme importância para quase todas as áreasde estudo da Lingüística e da Filologia, poistoda investigação acerca de um materiallingüístico concreto (história da língua,gramática normativa, criação de dicionários etc.)inevitavelmente tem a ver com enunciadosconcretos, relacionados com diferentes esferasda atividade e da comunicação humanas.
  30. 30. • Quando o homem é estudado fora dostextos e independente dos textos, paraBakhtin, já não se trata mais de ciênciashumanas, mas de anatomia e fisiologiahumanas, por exemplo.
  31. 31. Palavra - ciências matemáticas,sociais e humanas• Bakhtin estabelece uma diferenciação entre as ciênciasmatemáticas e naturais e as ciências humanas.Naquelas, embora o cientista se defronte com a palavrado outro, uma vez que o nosso discurso éconstitutivamente dialógico (há o discurso dospredecessores, o “cálculo” da reação-resposta ativa dosinterlocutores), o outro e o seu discurso relacionam-semais ao processo do trabalho, uma vez que essasciências não têm como objeto de investigação o homemsocial e a sua palavra. Já nas ciênciashumanas, o objeto de investigação éjustamente o homem (social) e a sualinguagem.
  32. 32. • Todas essas questões de ordem teórico-metodológica problematizam ainvestigação dos gêneros do discurso. Emmuitas pesquisas, pode-se dizer que ogênero não se constitui como o objeto deinvestigação, mas funciona antes comocritério para a delimitação dos dados depesquisa: por exemplo, pesquisas como oestudo dos tempos verbais no gêneronotícia. (RODRIGUES, 2004, p. 429).
  33. 33. Como delimitar o enunciado e o gênerocomo objetos de investigação?• Seu sentido não é o de proposição, fraseenunciada, que se constituiria em trechostextuais enunciados, mas de uma unidademais complexa que “ultrapassa” os limitesdo próprio texto, quando se consideraeste apenas do ponto de vista da língua eda sua organização textual (o texto vistode modo imanente, apartado das relaçõessociais; um estudo do texto a partir doPólo 1, na Figura 1).
  34. 34. • A postura de que uma abordagemmetodológica de cunho lingüístico ouapenas textual não dá conta da análisedos enunciados e dos gêneros, tal comoconceituados na sua teoria, também édiscutida em outros trabalhos
  35. 35. • A estrutura da enunciação [enunciado] completa é algocujo estudo a lingüística deixa para outras disciplinas: aretórica e a poética.12 Ela própria é incapaz de abordaras formas de composição do todo. [...] Existe um abismoentre a sintaxe e os problemas de composição dodiscurso. Isso é totalmente inevitável, pois as formasque constituem uma enunciação [enunciado]completa só podem ser percebidas e compreendidasquando relacionadas com outras enunciações[enunciados] completas pertencentes a um mesmo eúnico domínio ideológico. [...] Se encerrarmos aobra literária na unicidade da língua como sistema,se a estudarmos como um monumento lingüístico,destruiremos o acesso a suas formas como formasda literatura como um todo. Existe um abismo entreas duas abordagens: a que refere a obra ao sistemalingüístico e aquela que se refere à unicidade concretadavida literária. (BAKHTIN [VOLOSHINOV], 1988, p.104-105, grifos meus)
  36. 36. PERSPECTIVA BAKHTINIANA• Na perspectiva teórico-metodológicabakhtiniana, uma pesquisa sobre umdeterminado gênero não pode sersimplesmente vista como uma elaboraçãode uma “descrição” desse gênero,procedimento mais próprio das ciênciasnaturais
  37. 37. Método de análise• a) As formas e os tipos de interação verbal em ligaçãocom as condições concretas em que se realiza. [estudodas esferas sociais e das suas situações de interação].• b) As formas das distintas enunciações, dos atos de falaisolados, em ligação estreita com a interação de queconstituem os elementos, isto é, as categorias dos atos defala [gêneros do discurso] na vida e na criação ideológicaque se prestam a uma determinação pela interação verbal[estudo dos enunciados, em ligação com os seus gêneros,da esfera cotidiana e das• ideologias formalizadas].• c) A partir daí, exame das formas da língua na suainterpretação lingüística habitual (BAKHTIN[VOLOSHINOV], 1988, p. 124).
  38. 38. • A análise do gênero que se limita àverificação da presença ou ausênciadessas categorias previamenteestabelecidas mostra uma submissãodecorrente do gesto de aplicação dasteorias lingüísticas hegemônicas. ParaBakhtin, o enunciado não se presta a umadefinição mediante métodos dessaLingüística, pois nenhuma de suascategorias convém para o seu estudo.
  39. 39. Exemplos• (1) É certo que, do outro lado do Atlântico, Clinton fez umdiscurso não menos eufórico sobre o Estado da União,como se a América tivesse resolvido, durante seusmandatos, todos os problemas – os seus e os dos outros– e só lhe faltasse agora recolher a sagração universal.Está longe de ser o caso. (RODRIGUES, 2001, p. 220)• (1’) – A crise está a generalizar-se inexorável eperigosamente, da Ásia à América Latina ... [articulista]Mas Clinton fez um discurso eufórico sobre o Estado daUnião ... [leitor]• Sim, é certo que Clinton fez um discurso sobre [...]. Estálonge de ser o caso. [articulista] (RODRIGUES, 2001, p.221)
  40. 40. Exemplo 2• (2) No momento em que o Brasil enfrentadificuldades, oriundas do quadrointernacional e do próprio atraso nosajustes internos, especialmente a reformaconstitucional, é preciso que todosofereçam sua contribuição concreta paraque seja um país melhor. (RODRIGUES,2001, p. 222)
  41. 41. • Resenha Crítica• 1 - o primeiro passo de pesquisa é analisar o papel daesfera da comunicação científica no conjunto da vidasocial.• 2 - o segundo é analisar a situação de interação dessegênero: qual o autor previsto, qual a concepção deinterlocutor, qual a sua finalidade ideológico-discursiva,como se dá a sua orientação para o seu objeto dodiscurso; qual o seu acento de valor? Esses aspectosenglobam a análise da dimensão social do gênero.• 3 - O terceiro passo, articulado aos anteriores, é buscarver o modo de funcionamento do gênero na sua dimensãoverbal. Aquilo que é a regularidade do gênero nessadimensão, que pode ser mais menos estável e “visível”,vai se construindo durante a análise.
  42. 42. Considerações finais• Em síntese, mesmo optando pelo uso de um termo já consagrado nosestudos da Literatura e da Retórica, ressignifica-o no seu trabalho, buscandocompreender o processo de constituição e de funcionamento dos gêneros nocurso das relações sociais, articulando-os com a sua noção de enunciado.Tirando-os de uma visão formalista e inserindo-os no meio social, e a partirda noção da relação dialética entre linguagem e ideologia, vê os gêneroscomo o lugar da manifestação da ideologia, considerando-os como formas devisão sobre o mundo. Destaca ainda a sua relativa estabilidade, aplasticidade, a sua capacidade de reacentuação, de intercalação.• Nas questões metodológicas, discutiu-se o processo de estudo dos gêneros apartir de uma visão sócio-discursiva, focalizando: a relação dialógica dopesquisador com os dados; o caminho metodológico para a investigação dosgêneros; a situação de interação, no seio da esfera social onde se encontrainserida, como o lugar da apreensão do enunciado e do gênero e, portanto,também a “porta de entrada” para o estudo dos gêneros; e a problemáticadas categorias prévias de análise.
  43. 43. Referências• BAKHTIN, Mikhail M. Autor y personaje en laactividad estética [1985a]. In.: ______.• Estética de la creación verbal. Tradução dorusso por Tatiana Bubnova. 2. ed. México:• Siglo Veintiuno, 1985. p. 13-190.• ______. El problema de los géneros discursivos[1985b]. In.: ______. Estética de la• creación verbal. Tradução do russo por TatianaBubnova. 2. ed. México: Siglo Veintiuno,• 1985. p. 248-293.
  44. 44. • ______. El problema del texto en la lingüística, la filología y otras ciencias humanas. Ensayo deanálisis filosófico [1985c]. In.: ______. Estética de la creación verbal. Tradução do russo porTatiana Bubnova. 2. ed. México: Siglo Veintiuno, 1985. p. 294-323.• ______. De los apuntes de 1970-1971 [1985d]. In.: ______. Estética de la creación verbal.Tradução do russo por Tatiana Bubnova. 2. ed. México: Siglo Veintiuno, 1985. p. 354-380.• ______ Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. Tradução do russo porAurora F. Bernadini, José P. Júnior, Augusto G. Júnior et al. 3. ed. São Paulo: Ed. Unesp/Hucitec, 1993.• ______. Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução do russo por Paulo Bezerra.• 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997a.• ______. Estética da criação verbal. Tradução do francês por Maria Ermantina Pereira.• 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997b.• BAKHTIN, Mikhail [VOLOSHINOV]. Le discours dans la vie e le discours das la poésie.Contribution à une poétique sociologique. Tradução do russo por Georges Philippenko. In.:TODOROV, Tzvetan. Mikhaïl Bakhtine: le principe dialogique - suivi de écrits du cercle deBakhtine. Paris: Éditions du Seuil, 1981. p. 181-215.• ______. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método• sociológico na ciência da linguagem. Tradução do francês por Michel Lahud e Yara F. Vieira.• 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1988.• ______. La construcción de la enunciación. Tradução do italiano por Ariel Bignami. In.:SILVESTRI, Adriana, BLANCK, Guilhermo. Bajtín y Vigotsky: la organización semiótica de laconciencia. Barcelona: Anthropos, 1993. p. 245-276.• CASTRO, Elias Ribeiro de. O irreversível e o áporo. In: BRAIT, Beth (Org.). Bakhtin,• dialogismo e construção do sentido. Campinas, SP: Ed da Unicamp, 1997. p. 357-366.
  45. 45. • RODRIGUES, Rosângela Hammes. A constituição e ofuncionamento do gênero jornalístico artigo:cronotopo e dialogismo. 2001. 347f. Tese (Doutoradoem Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem) –Programa de Estudos Pós-Graduados em LingüísticaAplicada e Estudos da• Linguagem (LAEL), Pontifícia Universidade Católica deSão Paulo, São Paulo.ROJO, Roxane Helena Rodrigues. Gênero do discursoe gêneros textuais: questões teóricas e aplicadas. In:MEURER, J. L.; MOTTA-ROTH, D.; BONINI, A.Gêneros textuais sob diversas• perspectivas. [inédito/ no prelo].• VOLOSINOV, V. N. Marxism and the philosophy oflanguage. Traduzido do russo por Ladislav Matejka e R.Titunik. 8. ed. Cambridge, Massachusetts; London:Harvard UniversityPress, 2000.

×