SOLIDARIEDADE, OPÇÃO PELOS POBRES E            PROFETISMO             Afonso Murad
OPÇÃO PELOS POBRES E EVANGELIZAÇÃO• A opção pelos pobres e a  solidariedade se insere na tarefa de  evangelizar• Atentos a...
1. SOLIDARIEDADE COMO ASSISTÊNCIA• Ajudar quem precisa, fornecendo-lhe recursos.• O pobre é um indivíduo necessitado, care...
SOLIDARIEDADE COMO ASSISTÊNCIA• Oferecem-se padrões consumistas aos pobres.• Ambiguidade da assistência social como políti...
2.SOLIDARIEDADE COMO LIBERTAÇÃO* Ser solidário é estar ao lado do povo, na sua luta por   uma nova sociedade.* A originali...
SOLIDARIEDADE COMO LIBERTAÇÃO* Originalidade (continuação)• Reposicionamento da espiritualidade e da forma   agir:- de “sa...
3. SOLIDARIEDADE COMO ENCONTRO• Ser solidário é dedicar algo de si para o  outro, num diálogo que enriquece a  ambos.• Ins...
4. SOLIDARIEDADE E COMPROMISSO              SÓCIO-AMBIENTALProtagonismo das organizações:A pressão da sociedade civil impa...
SOLIDARIEDADE LIBERTADORA E                  PLANETÁRIA• Consciência sócio-ambiental.• Novas formas de protagonismo popula...
PROFETISMO E MOSAICO DA       SOLIDARIEDADEASSISTÊNCIA                                 LIBERTAÇÃO                   PROFET...
MÍSTICA DA SOLIDARIEDADE• Perto dos olhos, perto do coração  (encarnação)• Manter aceso o pavio que ainda  fumega (perseve...
PROFECIA NAS OBRAS• Ser sinal efetivo pelas práticas  pedagógicas e pastorais.• Formar efetivamente novas  gerações na sol...
NOSSA ATUAÇÃO NESTE CONTEXTO• Fazer um discernimento das obras atuais.• Exercitar solidariedade com profetismo.• Criar e m...
EMPENHO COMUM NA SOLIDARIEDADE• Vida Religiosa: formar e acompanhar os consagrados(as) na  sua opção por Jesus e o Reino d...
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Solidariedade e opção pelos pobres

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Reflexão sobre as diferentes visões de solidariedade em relação à Opção pelos Pobres"

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Solidariedade e opção pelos pobres

  1. 1. SOLIDARIEDADE, OPÇÃO PELOS POBRES E PROFETISMO Afonso Murad
  2. 2. OPÇÃO PELOS POBRES E EVANGELIZAÇÃO• A opção pelos pobres e a solidariedade se insere na tarefa de evangelizar• Atentos aos Sinais dos Tempos, percebemos onde se manifesta o apelo de Deus em favor da vida e assumimos tarefas e campos novos.• Como somos limitados, por vezes é preciso renunciar para avançar.
  3. 3. 1. SOLIDARIEDADE COMO ASSISTÊNCIA• Ajudar quem precisa, fornecendo-lhe recursos.• O pobre é um indivíduo necessitado, carente.• Pobres: objeto da solidariedade, mas não tomam parte dela como protagonistas.• A assistência é necessária em muitos casos.• Limite: Pouca perspectiva coletiva e estrutural.• Risco: degenerar em assistencialismo.• Lado obscuro: submissão dos pobres, dependência, favoritismo. Fortalece a dominação. Profetismo ausente .
  4. 4. SOLIDARIEDADE COMO ASSISTÊNCIA• Oferecem-se padrões consumistas aos pobres.• Ambiguidade da assistência social como política pública: assegura os direitos básicos ao mais frágeis, mas pode ser um instrumento de manipulação do povo.• Prática assistencial contextualizada não é assistencialismo:- Consciência da alteridade dos pobres: cultura, histórias...- Investe para desenvolver seu potencial- Promove o protagonismo possível em cada momento.
  5. 5. 2.SOLIDARIEDADE COMO LIBERTAÇÃO* Ser solidário é estar ao lado do povo, na sua luta por uma nova sociedade.* A originalidade da Igreja da Libertação:Acredita na “força histórica dos pobres”Investe em formação e desenvolvimento das lideranças populares.Resgata a sabedoria dos nossos povos, valoriza sua cultura, aprende deles.Reconhece os diferentes rostos dos pobres: trabalhadores, mulheres, crianças, indios, negros e mestiços, migrantes.Afloram as questões específicas das culturas, etnias e de gênero.Método libertador: dá a palavra aos pobres, desenvolve a sua capacidade de “ler a realidade” em comunidade.
  6. 6. SOLIDARIEDADE COMO LIBERTAÇÃO* Originalidade (continuação)• Reposicionamento da espiritualidade e da forma agir:- de “salvar a alma” para “contribuir para um mundo melhor”,- da ênfase na moral pessoal para o compromisso social,- do individuo para a edificação da comunidade.• Um jeito novo de atuar: faz juntos, aprende a ver- julgar-agir, avaliar e celebrar.• Propõe novas relações políticas, baseadas na participação popular.
  7. 7. 3. SOLIDARIEDADE COMO ENCONTRO• Ser solidário é dedicar algo de si para o outro, num diálogo que enriquece a ambos.• Inspira as práticas de voluntariado em todo o mundo.• Encontro significa: aprender e ensinar, trocar saberes, respeitar a visão do outro,partilhar algo de sua vida.• O modelo voluntariado pode ser assistencial ou libertador. Não se define pelo conteúdo, mas pela postura.
  8. 8. 4. SOLIDARIEDADE E COMPROMISSO SÓCIO-AMBIENTALProtagonismo das organizações:A pressão da sociedade civil impacta no mercadoglobal.Há um movimento mundial de ONGs, movimentospopulares, empresas e governos pela ética e asustentabilidade.* Iniciativas:• Sócioeconomia solidária• Participação e monitaramento de políticas públicas• Financiamento de projetos sociais e ambientaisAlgo confiável ou jogada de mercado?
  9. 9. SOLIDARIEDADE LIBERTADORA E PLANETÁRIA• Consciência sócio-ambiental.• Novas formas de protagonismo popular, incluindo crianças e jovens.• Incorporação da arte e da poesia na conscientização.• Inclusividade: étnica, cultural, gênero, geracional, deficiência.• Gera um novo projeto de sociedade, ainda incipiente• Tarefas: formação de redes efetivas de produção e consumo sustentáveis, redes eficazes de comunicação e de gestão do conhecimento.
  10. 10. PROFETISMO E MOSAICO DA SOLIDARIEDADEASSISTÊNCIA LIBERTAÇÃO PROFETISMO COMPROMISSO ENCONTRO SÓCIOAMBIENTAL
  11. 11. MÍSTICA DA SOLIDARIEDADE• Perto dos olhos, perto do coração (encarnação)• Manter aceso o pavio que ainda fumega (perseverança do Servo)• Ler os sinais (graça e des-graça)• Como se visse o invisível...• Companheiro, mestre e discípulo do povo• Para edificar, destruir e plantar• Come, pois o caminho é longo (Palavra e eucaristia)
  12. 12. PROFECIA NAS OBRAS• Ser sinal efetivo pelas práticas pedagógicas e pastorais.• Formar efetivamente novas gerações na solidariedade e sustentabilidade.• Estar conectado com o mundo dos pobres
  13. 13. NOSSA ATUAÇÃO NESTE CONTEXTO• Fazer um discernimento das obras atuais.• Exercitar solidariedade com profetismo.• Criar e manter iniciativas com boa relação custo x benefício.• Ensinar as pessoas a serem protagonistas dos processos.• Participar de redes (na Igreja e na sociedade civil) para trocar saberes, fortalecer-se e avançar.• Tomar parte ativa nos grupos de elaboração e monitoramento das políticas públicas• Fazer parcerias com outros grupos eclesiais e sociais.
  14. 14. EMPENHO COMUM NA SOLIDARIEDADE• Vida Religiosa: formar e acompanhar os consagrados(as) na sua opção por Jesus e o Reino de Deus, conhecendo o mundo dos pobres.• Redimensionar as obras.• Buscar novas iniciativas que são mais próximas às intuições do carisma.

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