Trissomia

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Trissomia

  1. 1. Levantamento das Anomalias Cromossômicas na cidade de Rolim de Moura - RondôniaMaria Aparecida Benetti1Marco Rodrigo de Souza2Ludimilla Ronqui3RESUMO:As alterações cromossômicas podem ser numéricas ou estruturais, envolvendo modificaçõesno cariótipo dos indivíduos e causando várias características, entre elas o retardo mental. Estetrabalho teve como objetivo realizar um levantamento para analisar os indivíduos com aberraçõescromossômicas na cidade de Rolim de Moura. O estudo foi desenvolvido no Centro Educacionalque apresenta um total de 135 indivíduos matriculados e 165 atendidos; dentre esses se encontramcrianças, adolescentes e até mesmo adultos que apresentam algum tipo de deficiência e freqüentama instituição para desenvolverem suas atividades escolares no ensino especial, tratamentopsicológico e fisioterápico, entre outros. Foi utilizado o método quantitativo, através de entrevistasrealizadas a partir de questionários direcionados aos pais das crianças portadoras de deficiências.Também foi realizado um levantamento de diversas informações a partir da análise das fichas dosindivíduos presentes na secretaria do Centro Educacional. Com base nos resultados podemosafirmar que o número de indivíduos do sexo masculino é maior e a idade predominante é de acimade 20 anos. A idade materna na concepção pode influenciar esse estudo; o número não informadofoi alto, e a faixa etária predominante foi entre 20 e 30 anos. Sabemos que o ambiente podeinfluenciar nessas características e, da análise do ambiente vivido pelos pais, os mesmo trabalhamnas mais diversas áreas e muitos não foram expostos a nenhum tipo de fator mutagênico. Sendoassim, é possível sugerir que a causa das alterações foi por falta de atendimento médico e qualidadede saúde; para confirmação desses dados sugere-se a realização de exames de cariótipo com os paisdas crianças.Palavras – chave: Alterações cromossômicas. Genética.___________________________1Graduada em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal 2Acadêmico da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal;3Docente da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal.
  2. 2. 1. I TRODUÇÃOAs anomalias cromossômicas podem ser numéricas ou estruturais. Ao discutir as anomaliascromossômicas é importante definir a ploidia. Euplóidia refere-se ao múltiplo exato de N, (onúmero do cromossomo num gameta normal haplóide). O número de cromossomos numa célulasomática normal é diplóide, ou (2N). As constituições cromossômicas Euplóides não têm que sernormais; por exemplo a Triplóidia (69 cromossomos) é uma anomalia cromossômica Euplóidecomumente encontrada em abortos espontâneos (GELEHRTER e COLLINS, 1992).Aneuplóide refere-se a qualquer número de cromossomo que não seja euplóide, e na práticageralmente indica uma cópia extra de um único cromossomo, ou seja trissomia (como na trissomiado 21 ou Síndrome de Down), ou ausência de um único cromossomo, isto é, monossomia (como naSíndrome de Turner 45, X) (GELEHRTER e COLLINS, 1992).A aneuplóidia em anomalias numéricas resulta de não disjunção, ou falha de separaçãonormal dos cromossomos durante a divisão celular, e pode ocorrer durante meiose ou mitose.Embora as causas da não disjunção não sejam conhecidas, sabemos que o risco de não disjunçãomeiótica aumenta com o aumento da idade materna. A não disjunção meiótica pode ocorrer naprimeira ou segunda divisão meiótica. Se a não disjunção ocorre durante a primeira divisãomeiótica, os gametas formados conterão ambos os cromossomos parentais que não se separam, ounenhum deles. Quando ocorrerá disjunção na segunda divisão meiótica, os gametas conterão duascopias idênticas do mesmo cromossomo ou nenhuma. Portanto, a prole resultante de umcruzamento no qual um dos cromossomos derivados de avós paternos quanto dos maternos(GELEHTER e COLLINS, 1992).As anomalias estruturais dos cromossomos podem envolver um ou dois ou maiscromossomos. Quando um cromossomo está envolvido, pode haver uma relação ou uma inversãoparicêntrica (envolvendo o centrômero) ou pericêntrica, ou a formação de um cromossomo em anelou isocromossomos. As anomalias estruturais envolvendo dois ou mais cromossomos podemresultar em duplicação de uma parte dos cromossomos (GELEHTER e COLLINS, 1992).Muitos defeitos dos cromossomos podem ser causados por radiações, drogas, vírus, dietas,calor e idade dos pais. Drogas como cafeína, LSD, talidomida, inseticidas e antibióticos estãoincluídos na lista das substâncias que causam danos aos cromossomos. Vírus, como o do sarampo,causam fragmentação dos cromossomos e, por isso, são teratogênicos (LIMA, 1996).Estudos realizados por Lima, (1996) com ratos mantidos em jejum mostraram aumento naincidência de aberrações cromossômicas. Mas as principais causas das aberrações são as radiaçõesque, mesmo em doses pequenas, aumentam sua freqüência. Pessoas que trabalham com radiaçõessão mais sujeitas a sofrer abortos e a ter filhos com malformações do que quaisquer outros
  3. 3. profissionais; as radiações causam deficiência, translocação e aneuplóidia, além de mutaçõesgênicas (LIMA, 1996).As alterações que atingem os cromossomos são denominadas aberrações cromossômicas.Elas têm um importante efeito sobre o desenvolvimento, pois, ao alterar a estrutura nuclear normal,determinam alterações fenotípicas. Além disso as aberrações cromossômicas colaboram nomecanismo de formação e manutenção das espécies, uma vez que isolam geneticamente umapopulação impedem que se formem híbridos viáveis ou férteis com outra população relacionada,mas que desenvolveu outros tipos de aberrações (LIMA, 1996).Devido à existência de poucas publicações e pesquisas realizadas sobre as aberraçõescromossômicas no Estado de Rondônia e o grande número de indivíduos portadores, torna-seindispensável a realização de estudos para a região. Este trabalho teve como objetivo realizar umlevantamento para analisar os indivíduos com aberrações cromossômicas na Cidade de Rolim deMoura, Rondônia.2. MATERIAIS E MÉTODOS2.1 PopulaçãoA cidade de Rolim de Moura está localizada a Oeste do Estado de Rondônia, com 47.382habitantes. O estudo foi desenvolvido no Centro Educacional que fica localizado à Rua Tocantins,no. 5. 884, bairro Boa Esperança.O Centro Educacional apresenta um total de 135 indivíduos matriculados, dentre esses seencontram crianças, adolescentes e até mesmo adultos que apresentam um tipo de deficiência efreqüentam a instituição para desenvolverem suas atividades escolares no ensino especial.O número de indivíduos atendidos pelo centro educacional não é o mesmo dos matriculados,pois alguns não freqüentam o Centro como escola, com determinados atendimentos que sãooferecidos como, psicológico e fisioterapêutico, entre outras áreas.2. 2 Classificação da Pesquisa e instrumento de coletaForam realizadas pesquisas bibliográficas referentes ao tema escolhido, através depublicações em revistas, jornais, livros e outros.Foi utilizado o método quantitativo, através de entrevistas realizadas a partir dequestionários direcionados aos pais das crianças portadoras de deficiências que freqüentam o CentroEducacional. Também foi realizado um levantamento de diversas informações a partir da análisedas fichas dos indivíduos presentes na secretaria do Centro Educacional.
  4. 4. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕESA partir das análises das fichas de 165 indivíduos que freqüentam o Centro Educacional foiobservado que 45% são do sexo feminino e 55% do sexo masculino; destes, a idade varia de zero a40 anos. A faixa etária predominante é de acima dos 20 anos de idade (Quadro 1 e Gráfico 1). Asentrevistas foram realizadas com 12 pais de crianças; entre as do sexo feminino todas com mais devinte anos enquanto os do sexo masculino com idades que variaram no intervalo de seis até acimade vinte anos.Quadro1- Sexo e idade dos indivíduos analisadosLegenda: FF= fichas feminino; FM= fichas masculino; EF= entrevistas feminino; EM= entrevistasmasculino.Idade das Crianças051015202530350-5 anos 6-10 anos 11-15 anos 16-20 anos Acima de20 anosNãoinformadoNºdeIndivíduosMasculinoFemininoS.DGrafico1- Sexo e idade dos indivíduos analisados em fichas e entrevistas. SD: indivíduos comSíndrome de Down.As alterações cromossômicas podem ser influenciadas através da idade materna - em muitoscasos quando a mãe tem acima de trinta e cinco anos aumenta a probabilidade de ocorrer onascimento de indivíduos com algum tipo de deficiência -, e vale a pena ressaltar que o fatorambiental tem muita influência, como os teratógenos e uso de drogas.Sexo da criança FF FM EF EMúmero de criança 74 91 3 9Idade da criança0-5 anos 4 6 - -6-10 anos 11 15 - 211-15 anos 20 25 - 116-20 anos 12 18 - 2Acima de 20 anos 27 27 3 4
  5. 5. Através das análises das fichas não podemos afirmar que esses indivíduos possuemcaracterísticas especiais devido à idade materna, pois 89 fichas não apresentavam esse tipo deinformação e das 76 fichas observamos que a maior freqüência é encontrada entre mães com 21 a30 anos, representando 43 %. Através das entrevistas o número de mães com idade acima de 31anos representa 33% da amostra, um valor considerável, ressaltando que essa amostra dasentrevistas não representa a população dos indivíduos com características especiais. (Quadro -2 eGráfico 2).Quadro- 2. Idade Materna da concepção.Legenda: FF= fichas feminino; FM= fichas masculino; EF= entrevistas feminino; EM= entrevistasMasculino.Idade da Mãe na Concepção05101520253035404550Menor de 15anos15-20 anos 21-30 anos 31-40 anos Acima de40 anosNãoinformadoNºdeIndivíduosMasculinoFemininoS.DGráfico - 2. Idade Materna da concepção em fichas e entrevistas. SD: indivíduos com Síndrome deDown..Dentre o grande número de alterações que podem ocorrer no material genético do indivíduoe provocar algum tipo de deficiência só foi observado como alteração cromossômica a Síndrome deDown encontrada em 23 indivíduos, dentre eles 13 do sexo feminino e 10 do sexo masculino.Idade da mãe na concepção FF FM EF EMMenor de 15 anos - - - -15-20 anos 10 12 2 221-30 anos 10 23 - 431-40 anos 8 7 1 3Acima de 40 anos 2 4 - -Não informado 44 45 - -
  6. 6. Síndrome de Down foi descrita clinicamente pela primeira vez por Lagdon Down em 1866,mas sua causa permaneceu um profundo mistério por quase um século. Duas característicasnotáveis de sua distribuição populacional chamaram a atenção: o aumento de idade materna e umadistribuição peculiar dentro das famílias - a concordância em gêmeos monozigóticos, mas a quasetotal discordância em gêmeos dizigóticos e outros membros da família. Embora desde a década de1930 já se reconheça que uma anomalia cromossômica poderia explicar estas observações, nessaépoca ninguém estava preparado para acreditar que os seres humanos fossem de fato sujeitos àsanomalias cromossômicas. (THOMPSON e THOMPSON, 2002). Ocorre com uma freqüência decerca de 0,15% de todos os nativivos. A maioria dos indivíduos afetados tem uma cópia extra doscromossomos 21, causadas pela não disjunção do cromossomo 21 em um genitor que écromossomicamente normal. Alguns dos tipos raros e Síndrome de Down surgem de translocações(um tipo de rearranjo cromossômico); a Síndrome de Down ocorre no heredograma, porque atranslocação pode ser transmitida de genitor para filho. As suas características incluem uma facelarga e achatada, olhos com pregas epicânticas, baixa estatura, mãos curtas com uma pregatransversa no meio e uma língua grande e cheia de sulcos. As mulheres podem ser férteis e podemproduzir uma prole normal ou trissomia, mas os homens não se reproduzem (GRIFFITHS, 2006).Hassold & Sherman (2000) referem que o efeito da idade está, entretanto, restrito aos casosde origem materna e que casos de trissomia 21 de origem paterna ou de origem pós-zigótica sãoindependentes da idade. Os autores propõem um modelo de dois eventos (two-hit) para a não-disjunção materna. O primeiro evento, independente da idade materna, poderia estar associado auma configuração vulnerável de quiasmas. O segundo evento, dependente da idade, compreenderiao processamento anormal de um bivalente vulnerável na meiose I. De acordo com estainterpretação, em mães jovens ou idosas pode ocorrer o mesmo processo de não-disjunção;simplesmente ocorre mais freqüentemente com a idade, possivelmente devido à degradação doprocesso meiótico associado à idade.A ocorrência de síndrome de Down independente da idade pode estar ainda relacionada àmutação de genes que atuam no processo de disjunção meiótica. James et al. (1999) referem que ometabolismo do folato em mães de crianças com síndrome de Down é anormal e sugerem que umamutação no gene da 5,10 - metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR), que regula as reaçõescelulares de metilação, poderia levar à hipometilação e, em conseqüência, a erros na segregaçãocromossômica. Da Silva et al. (2002) estudaram os genótipos dos polimorfismos dos genesMTHFR, MTR, MTRR e CBS em 150 mães de crianças com síndrome de Down e controles,considerando a mutação C677T do gene MTHFR como um fator de risco para ocorrência dodistúrbio. Shonn et al. (2000) também destacam como importante fator de risco a ocorrência damutação de gene MAD 2, essencial à associação das cromátides aos microtúbulos do fuso mitótico.
  7. 7. As famílias reconhecem que os filhos têm algum tipo de deficiência, mas esses não possuemlaudo médico que represente o diagnóstico dos indivíduos. Podemos observar que muitas vezes asfamílias não têm condições financeiras para procurar um médico da rede particular e o SistemaÚnico de Saúde não tem uma equipe preparada para realizar o diagnóstico e nem ao mesmo examesespecíficos. A maioria dos indivíduos possui deficiência mental; essa característica foi observadaem 55 indivíduos analisados; a segunda característica apresentada por 19 indivíduos foi o déficitauditivo e, em terceiro lugar, foi a paralisia cerebral com 12 indivíduos, observados através dasfichas (Quadro -3).Quadro- 3. Características dos indivíduos analisados.Legenda: FF= fichas feminino; FM= fichas masculino; EF= entrevistas feminino; EM= entrevistasMasculino.Segundo Otto (2004), a sindrome do X frágil é a segunda causa genética mais importante dedeficiência mental, após a Síndrome de Down. Sua incidência é estimada em cerca de ½.500indivíduos, sendo semelhante nos dois sexos. Estudos citogenéticos de amostras de retardadosmentais de escolas ou instituições indicam que a síndrome está presente em aproximadamente 5%dos afetados.Este levantamento não encontrou nenhum indivíduo com laudo médico indicando o tipo dealteração cromossômica, a não ser dos indivíduos com síndrome de Down, já que estes apresentamcaracterísticas fenotípicas fáceis de serem diagnosticadas. Alterações que também provocamretardo, mas podem estar associadas a outras características ou, ainda, pelo fato dos indivíduosSexo da criança FF FM EF EMParalisia cerebral 6 6 1 5Deficiência mental 23 32 - -Deficiência mental leve 1 - - -Deficiência múltipla 15 14 - -ADNPM - 4 - -Atraso na aprendizagem - - - 1Atraso do desenvolvimento físico 2 - - -Déficit intelectual - 3 1 -Déficit cognitivo - 2 - -Déficit auditivo 7 12 - -Epilepsia 2 - - -Atraso motor - - 1 -Glaucoma congênito - 1 - -Hemiplegia a direita - 1 - -Déficit visual 2 2 - -Oligofrenia leve - 1 - -Esclerose tuberosa de Bourneville - 1 - -ão informado 5 1 - -
  8. 8. apresentarem graus de expressividade variáveis com o mesmo tipo de herança. Esses aspectosacabam dificultando o diagnóstico e, portanto são necessários exames genéticos como cariótipo.Na maioria dos depoimentos os pais das crianças reclamam do sistema de saúde, em que porfalta de atendimento, os filhos hoje possuem essas características, como no caso da paralisia.Sabemos que a paralisia pode ocorrer por falta de atendimento no momento da concepção, poisquando há atraso no parto ou cesárea, a falta de oxigênio no cérebro do feto trás como conseqüênciaa paralisia infantil.Neste estudo em todas as fichas analisadas no Centro Educacional não havia informaçõessobre o tempo de moradia dos pais ou família no estado de Rondônia. Os 12 entrevistados residemhá mais de 10 anos na região e somente 1 família tem outros casos entre parentes. Determinadasexposições dos pais podem ter gerado as características nos seus descendentes (Quadro-4).Quadro- 4. Tempo que os pais residem no Estado e se existem outros casos na famíliaLegenda: FF= fichas feminino; FM= fichas masculino; EF= entrevistas feminino; EM= entrevistasMasculino.Sabemos que o estado de Rondônia, mesmo sendo uma região em desenvolvimento, tevecomo característica de colonização a utilização de muitos produtos químicos para evitar-se amalária, já que nesta região houve um grande desmatamento e, por ser uma área de florestaAmazônia, o clima quente e úmido favorece determinados vetores de doenças que da maláriapassam à leishmaniose.A atividade profissional pode levar o indivíduo a determinados fatores de risco comoprodutos químicos e exposições a radiação entre outros. Podemos observar que das atividadesprofissionais tanto do pai quanto da mãe, a atividade agrícola ressalta com maior freqüênciaseguindo-se comerciantes, conforme quadro 5.Tempo que os pais residem emRondôniaFF FM EF EFMenos de 5 anos - - - -6-10 anos - - - -11-15 anos - - 1 -Acima de 15 anos - - 2 9Existem outros casos na famíliaSim - - - 1Não - - 3 8
  9. 9. Quadro- 5. Atividade profissional dos pais.Legenda: FF= fichas feminino; FM= fichas masculino; EF= entrevistas feminino; EM= entrevistasMasculino.4 CO SIDERAÇÕES FI AISDo ponto de vista genético, os resultados obtidos nesse levantamento não são suficientespara concluirmos se as alterações são provocadas por fatores de exposição do ambiente regional ouda própria atividade profissional até mesmo porque a amostra da análise não possui um diagnósticoclínico e as fichas não contêm todas as informações necessárias. Mas, de acordo com dados doSistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) do Ministério da Saúde, referentes aoperíodo de 1994 a 1997, no Norte e Nordeste brasileiro nascem maior número de crianças de mãescom idade superior a 35 anos. Ressalta-se que nesse estudo a idade materna está na faixa etária de20 a 30 anos.Entretanto, sugerimos que sejam realizados outros estudos além de levantamento paraoferecer um diagnóstico, já que o Sistema Único de Saúde não possui uma equipe preparada paradesenvolver esse tipo de trabalho. Seria necessária uma análise citogenética dos indivíduos etambém dos pais para um posterior aconselhamento genético.Atividade profissional da mãe FF FM EF EMDo lar 47 53 1 8Professora 1 3 - 1Agricultora 6 9 1 -Comerciante 4 5 1 -Servidora publica 2 3 - -Costureira - 2 - -Não informado 14 16 - -Atividade profissional do paiAgricultor 20 21 1 1Comerciante 7 12 - 1Professor 1 1 1 5Autônomo 2 4 - -Vaqueiro 1 - - -Pedreiro 4 7 - -Servidor publico 4 6 - 1Serraria - 4 - -Motorista 4 4 - 1Mecânico - 3 - -Agente Penitenciário - 29 - -Não informado 31 1 -
  10. 10. REFERE CIASBORGES-OSORIO, M. R.; WANYCE, M. R. Genética humana. 2 .ed.- Porto Alegre: ArmedEditora, 2001.BURNS, G. W.; BOTTINO, P. J. Genética. Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro, 1989DA SILVA, L. R. J.; VERGANI, N.; BRUNONI, D.; LONGHITANO, S. B.; GALDERI, L.;PORTO, M. R.; DALMEIDA, V. & PEREZ, A. B. A. Genes envolvidos no metabolismo dahomocisteína e sua relação com risco aumentado para Síndrome de Down. In: 14oCongressoBrasileiro de Genética Clínica, Anais, p. 21, Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de GenéticaClínica. 2002.GELEHRTER, D. T.; COLLINS S. F. Fundamentos de Genética Médica. Editora GuanabaraKoogan S.A. rio de janeiro, 1992.GRIFFITHS, A. J. F. Introdução a Genética. Edição oitava.Editara Guanabara Koogan S.A, 2006.HASSOLD, T. & SHERMAN, S. Down syndrome: Genetic recombination and the origin of theextra chromosome 21. Clinical Genetics, 57:95-100. 2000.JAMES, S. J.; POGRIBNA, M.; POGRIBNY, I. P.; MELNYK, S.; HINE, J. B.; GIBSON, J. B.; YI,P.; TAFOYA, D. & SWENSON, D. H. Abnormal folate metabolism and mutation in themethylenetetrahydrofolate reductase gene may be maternal risk factors for Down syndrome.American Journal of Clinical utrition, 70:495-501. 1999.LIMA, P. C. Genética Humana. Terceira edição, Editora Harbra LTDA. São Paulo, 1996.MOTTA, A. P. Genética Humana: Aplicada a psicologia e toda a área Biomédica. EditoraGuanabara Koogan S.A. 2000.SHONN, M. A.; McCARROL, R. & MURRAY, A. W. Requirement of the spindle checkpoint forproper chromosome segregation in budding yeast meiosis. Science, 289:300-303. 2000.THOMPSON & THOMPSON. Genética Medica. Editora Ganabara Koogan S.A, 6 edição. Rio deJaneiro, 2002.THOMPSON & THOMPSON. Genética Medica. Editora Ganabara Koogan S.A, 6 edição. Rio deJaneiro, 1993.

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