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O quadro clínico típico das lesões por impacto é de incapacidade funcional domembro superior para as atividades realizadas...
A redução da dor parece ocorrer como resultado da diminuição do espasmomuscular ou da alteração da velocidade da condução ...
fisioterapêutico para a Síndrome do Impacto foram o Teste de Neer, Teste deHawkins/Kennedy e Teste de Jobe.Após a avaliaçã...
Gráfico 1: Nível da dor3432 2 2 21 10 0 0 0 0 0012345Com relação ao quadro álgico, pode-se observar que na primeira sessão...
No que se refere ao movimento de flexão, pode-se observar que na primeiraavaliação a paciente apresentou uma ADM de 110 gr...
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13. SOUZA, Marcial, Z. de. Reabilitação do complexo do ombro. São Paulo: Manole, 2001.14. STARKEY, C. Recursos terapêutico...
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Síndrome do impacto efeitos da cinesioterapia e laserterapia

  1. 1. EFEITOS DA CINESIOTERAPIA E LASERTERAPIA NA SÍNDROME DOIMPACTO DO OMBRO: ESTUDO DE CASOEFFECT OF THE CINESIOTHERAPY AND LASERTHERAPY IN THE SHOULDERIMPACT SYNDROME – STUDY OF CASEEL EFECTO EL CINESIOTERAPIA Y LASERTERAPIA EN EL HOMBRO DELIMPACT SINDROME– ESTUDIA DEL CASOSônia Weber*, Inês Alessandra Xavier Lima*** Acadêmica formanda do 8º semestre do Curso de Fisioterapia da Universidade do Sul deSanta Catarina (UNISUL).** Fisioterapeuta, Professora do Curso de Fisioterapia da Unisul.ResumoSíndrome do Impacto do Ombro (SIO) descreve as conseqüências da elevação dobraço acima de 90 graus devido à compressão contra a superfície anterior do acrômio e oligamento coracoacromial, tendo como sintomas dor e limitação funcional. Dentre os recursosfisioterapêuticos utilizados no tratamento da SIO temos a Cinesioterapia, principal recurso nareabilitação do ombro, e a Laserterapia de arseneto de gálio, que por seu caráter não invasivoe poder analgésico e antiinflamatório desperta a curiosidade dos pesquisadores. Esta pesquisa,do tipo estudo de caso, tem por objetivo principal analisar os efeitos da cinesioterapia elaserterapia na SIO. A amostra foi composta de uma paciente, portadora de SIO em membrosuperior direito e que encontrava em um estágio subagudo. A paciente foi submetida a quinzesessões de cinesioterapia e laserterapia realizadas uma vez ao dia de forma ininterrupta. Osinstrumentos utilizados para coleta dos dados foram: ficha de avaliação, goniômetro, Escalade Dor Percebida de Borg, polia, bastão, bola, maca, peso e escada de dedos. Os dadoscoletados foram tratados de forma descritiva apresentados em forma de gráficos. Comoresultado, a pesquisa evidenciou melhora na amplitude de movimento no complexo articulardo ombro (CAO), bem como excelentes resultados com relação ao quadro álgico. Conclui-secom este estudo que a cinesioterapia e terapia a laser arseneto de gálio mostram-se eficazes notratamento da dor provocada pela SIO, além de melhorar as amplitudes de movimentoarticular, garantindo independência funcional e assim melhorando a qualidade de vida.Palavras-chave: Síndrome do impacto, Cinesioterapia, Laserterapia.AbstractThe Shoulder Impact Syndrome (SIS) describes the consequences of the arm elevationabove ninety degrees due to the compression against the acromion previous surface and thecoracoacromial connective tissue, and having as symptoms pain and functional limitation.Among the used physiotherapeutic resources in the treatment of the SIS we have theCinesiotherapy the main resource in the shoulder rehabilitation, and the gallium arsenateLasertherapy, which by its non-invasive character and analgesic and antiphologistc powerrouse the researchers curiosity. This research done as study of case, has as its goal to analyzethe effects of cinesiotherapy and lasertherapy in the SIS. The sample was compondes by apatinete Ho ha SIS in An upper right part of the body and it was in a subacute stage. The
  2. 2. patient was submitted to fifteen sessions of cinesiotherapy and lasertherapy realized once aday every day without interruption. The used instruments to collect data were: evaluationindex, goniometer, Borg noticed pain scale, pulley, stick, ball, stretcher, weight and fingersladder. The collected data was treated in a descriptive form and presented in graphics. As aresult, the research evidenced an improvement in the movement amplitude in the shoulderarticular complex, as well as excellent results in relation to the algic board. We conclude withthis study that the cinesiotherapy and the gallium arsenate lasertherapy show effectiveness inthe pain treatment provoked by the impact syndrome, besides improving the articularmovement amplitudes, ensuring functional independence and thus improving the quality oflife.Key-Works: Shoulder impact syndrome, Cinesiotherapy, Lasertherapy.IntroduçãoNas últimas duas décadas, a Síndrome do Impacto do Ombro tem se tornado umdiagnóstico cada vez mais comum em pacientes com dores no ombro. Porém, Síndrome doImpacto é um diagnóstico específico e não é a única causa de dor na porção ântero-posteriordo ombro. A mesma pode ser de difícil detecção, pois a clínica apresentada pode estarconfusa, tornando-se importante diferenciar a Síndrome do Impacto de outras condições quecausam manifestações clínicas no ombro [12].Para entender a etiologia do impacto, é preciso compreender as característicasanatômicas do espaço subacromial. Nesse espaço, um número de partes moles está localizadoentre duas estruturas rígidas que se movem. Qualquer condição que afete a relação fisiológicaentre estas estruturas e o espaço subacromial pode levar ao impacto.As causas podem ser devido a fatores relacionados com o impacto mecânico nasestruturas do arco coracoacromial ou por fatores relacionados com alterações fisiológicas dasestruturas do espaço subacromial.Dentre as causas mais comuns está o uso excessivo, também chamado de overuse,encontrado em atletas e não-atletas que usam o membro superior em demasia commovimentos repetitivos acima da cabeça. Uma mínima mudança na técnica ou forma que oatleta e o não-atleta realizam seus movimentos pode levar a um distúrbio das forças deequilíbrio do ombro, excedendo o nível de tolerância das partes moles. Isto causa umainflamação e aumento da área ocupada por elas no espaço subacromial, levando a fricção sobo arco coracoacromial.No paciente com Síndrome do Impacto, o que motiva a consulta médica é semprea presença de um quadro álgico intenso e incapacitante. Logo, dos eventos semiológicos daSíndrome do Impacto do Ombro, a dor é o fator mais agravante, tornando esta síndrome umadas mais incidentes nos consultórios ortopédicos, perdendo apenas para dor lombar [12].Um paciente portador da Síndrome do Impacto ficará na maioria dos casos,impossibilitado de realizar algumas atividades essenciais da vida diária, tais como: pentear-se,vestir-se, comer, estender roupas, etc. Portanto, se estes pacientes não forem submetidos aotratamento fisioterapêutico mais precoce possível, ou após diagnóstico imediato, poderáimplicar após alguns anos em pessoas incapazes de realizar suas funções.O tratamento básico da Síndrome do Impacto se compõe de repouso na faseaguda, uso de antiinflamatórios não esteróides, fisioterapia com crioterapia, tens, ultra-som,ondas curtas e exercícios, infiltração com corticoesteróides e cirurgia após seis meses detratamento conservador e rupturas dos tendões [10].
  3. 3. O quadro clínico típico das lesões por impacto é de incapacidade funcional domembro superior para as atividades realizadas acima da cabeça. A incapacidade de elevarativamente o membro superior contra a gravidade pode indicar lesão extensa aos tendões domanguito rotador, sobretudo do músculo supra-espinal [13].A escolha do recurso terapêutico para tratamento acontecerá baseada na causa dadisfunção e nas alterações fisiológicas que ocorrem, podendo variar desde o tratamentoconservador até a necessidade de intervenção cirúrgica. A fisioterapia é uma importante aliadano tratamento conservador, através de sua vasta gama de recursos disponíveis.A Fisioterapia, com a utilização de seus recursos terapêuticos pode proporcionarum alívio das condições sintomatológicas e/ou etiológicas da Síndrome do Impacto, buscandorestabelecer a função normal do complexo articular do ombro. Dentre esses recursos está acinesioterapia e a laserterapia, indicados para os quadros dolorosos e nos processosinflamatórios intra-articulares e no restabelecimento da função.A cinesioterapia, ou exercício terapêutico é considerado um elemento central namaioria dos planos de assistência da fisioterapia, complementado por outras intervenções,com a finalidade de aprimorar a função ou reduzir uma incapacidade [6]. A laserterapiaconsiste numa radiação obtida a partir da estimulação de um diodo semicondutor, formadopor cristais de arseneto de gálio (Ga-As), que apresenta potencial terapêutico destacado emlesões profundas do tipo articular, muscular, etc [15].A escolha destes recursos como base do tratamento fisioterapêutico neste estudo,aconteceu em função das características específicas dos mesmos.A cinesioterapia deve ser uma intervenção central na maioria dos planos detratamento fisioterapêutico, principalmente nas disfunções do sistema músculo-esquelético,pretendendo eliminar ou reduzir a limitação funcional e a incapacidade, além de minimizar aprogressão da patologia e prevenir a ocorrência de condições secundárias e de recidivas. Alémdisto, a intervenção com exercício terapêutico possibilita ao indivíduo tornar-se umparticipante ativo no plano de tratamento, promovendo a independência funcional e a auto-responsabilidade dos pacientes. A O exercício terapêutico é o principal recurso nareabilitação do ombro. Sua indicação estende-se a todas as patologias dolorosas do ombro,enfatizando a importância da mobilização passiva precoce [9]. Este recurso fisioterapêutico éa ferramenta indispensável do fisioterapeuta para recuperar e/ou melhorar o bem estar geraldo paciente [3].Atualmente, a laserterapia está trazendo inúmeros benefícios nos tratamentosfisioterapêuticos. Sua eficácia é de grande relevância quando se trata de patologias onde ainflamação e a dor são predominantes.Cabe aqui ressaltar que os resultados obtidos com a utilização da terapia a laser debaixa potência se contradizem em estudos diferentes, pois dependem muito dos métodos ecaracterísticas de aplicação. Além disso, as pesquisas nesta área ainda são pouco exploradasevidenciando a importância do desenvolvimento deste estudo.Pelo fato da Síndrome do Impacto ser considerada uma patologia de grandeincidência, e pela falta de evidências científicas quanto à utilização do laser no tratamentodesta afecção, este estudo pretende reforçar mais uma vez, a necessidade das pesquisas comlaser.Um importante efeito do laser de baixa intensidade é o analgésico. Ele atua sobrediferentes sítios com um número amplo de mecanismos, que do ponto de vista científico nãoestão claramente definidos [9].O laser atuaria pela redução da inflamação, e consequentemente na algia, pormeio da reabsorção de exsudatos e favorecendo a eliminação de substâncias algogênicas [1].
  4. 4. A redução da dor parece ocorrer como resultado da diminuição do espasmomuscular ou da alteração da velocidade da condução nervosa, ao passo que a cura do tecidoocorreria por meio do aumento da produção de colágeno [14].Um estudo duplo-cego de pacientes com tendinite do supra-espinhal verificou amelhora na dor e na fraqueza no grupo tratado [8].O efeito antiinflamatório resulta da interferência na síntese der prostaglandinas ena estimulação da microcirculação e, como as prostaglandinas desempenham um importantepapel em toda a instalação do processo inflamatório, uma interferência em sua síntesedetermina uma sensível redução nas alterações proporcionadas pela inflamação [15].A pesquisa foi realizada experimentalmente em forma de estudo de caso com prée pós-teste, e teve como objetivo analisar os efeitos da cinesioterapia e laserterapia naSíndrome do Impacto do Ombro.Material e MétodosA pesquisa foi realizada com Z.O.S., do sexo feminino, 42 anos, a qual apresentoudiagnóstico médico de Síndrome do Impacto do Ombro Direito, e que encontrava-se numestágio sub-agudo.Foram utilizados os seguintes instrumentos para coleta dos dados: ficha deavaliação adaptada da Ficha de Avaliação Ortopédica da Clínica Escola; goniômetro da marcaFisiobras; máquina fotográfica digital da marca Sony; simetógrafo: utilizado neste estudocomo ponto de referência para fotos e não como instrumento para coleta de dados (avaliaçãopostural); laser IR da marca KLD Biosistemas; óculos de proteção para uso da laserterapia;bola suíça da marca Gymnic, com diâmetro de 45 cm; polia; bastão; peso de 0,5 e 1,0 Kg, emforma de halteres; maca; espelho; escala numérica – Escala de dor percebida de Borg.Primeiramente foi feito o contato com a paciente via telefone, solicitando ocomparecimento da mesma à Clínica Escola para uma breve avaliação, a fim de confirmar odiagnóstico. Confirmado o diagnóstico através dos testes específicos realizados foi explicadoà paciente a metodologia de realização de pesquisa, e assim a mesma assinou o termo deconsentimento. Foi agendada a primeira avaliação para o dia 07/04/2003, ocasião em que foirealizada avaliação fisioterapêutica completa, traçou-se o plano de tratamento e iniciou-se omesmo.A avaliação iniciou com a identificação da paciente, posteriormente foi realizada aanamnese quando a paciente relatou qual a razão da busca de auxílio fisioterapêutico, quais ossintomas que mais a incomodavam, a intensidade da dor utilizando a Escala de dor percebidade Borg. As escalas numéricas são usadas para quantificar a intensidade da dor. Elasconsistem em uma lista de números, de um a dez e de palavras associadas para indicar váriosníveis de intensidade de dor que variam de nenhuma à máxima. O paciente seleciona onúmero que acha que melhor representa o nível de dor presente [7]. Além da intensidade dador, foi questionado também, à sua duração, os exames complementares, tratamentosrealizados anteriormente e atividades que se encontravam limitadas ou impossibilitadas deserem realizadas.Foi realizado também inspeção e palpação. No exame funcional avaliou-se aamplitude dos movimentos do Complexo articular do Ombro (CAO) de forma ativa, sendoestes movimentos: flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e externa, e abdução eadução horizontal, no membro afetado e contra-lateral com o auxílio do goniômetro. Foramrealizados testes específicos que auxiliaram a identificar e evidenciar as disfunções dadinâmica articular. Dor, apreensão, subluxação, ruídos ou incapacidade funcional foram sinaisconsiderados positivos para estes testes. Os testes realizados para o diagnóstico
  5. 5. fisioterapêutico para a Síndrome do Impacto foram o Teste de Neer, Teste deHawkins/Kennedy e Teste de Jobe.Após a avaliação inicial foi realizado um tratamento de 15 sessões diárias, noperíodo noturno, na Clínica Escola de Fisioterapia da Unisul, utilizando a cinesioterapia elaserterapia baseando-se no quadro clínico que a paciente apresentou. A laserterapia foiutilizada sempre no início das sessões, de forma pontual, formando um círculo em torno daarticulação do ombro direito e na linha articular, perfazendo um total de vinte pontos,seguindo os seguintes parâmetros: intensidade de 3 J/cm2, tempo de 1 minuto e 20 segundosde aplicação, com caneta permanecendo por 6 segundos em cada ponto. Antes do início daaplicação da laserterapia era feito a higiene do local com algodão embebido em álcool paramover qualquer material na superfície que possa absorver ou espalhar a radiação, [8]. Apaciente foi posicionada na postura sentada durante a aplicação, com o MSD descoberto paraa demarcação dos pontos de aplicação, demarcação esta realizada com caneta esferográfica.A cinesioterapia foi realizada inicialmente com a mobilização escapular , a qualdevido à importância da articulação escápulo-toracica no CAO, conforme descrito noreferencial teórico. Posteriormente, foram realizados os exercícios passivos em todos osmovimentos do ombro já descritos anteriormente, progredindo para forma ativa-assistida eativa e, nas cinco últimas sessões, para a forma resistida. Uma vez que a evoluçãosurpreendeu o prognóstico inicial, a cinesioterapia resistida foi utilizada neste estudo comocomponente motivacional, uma vez que o ganho de força muscular não estava caracterizadocomo objetivo específico do mesmo.Os exercícios de Codman [13], foram realizados em flexão lombar de 90 graus; nosentido horário e anti-horário, látero-lateral e ântero-posterior, sempre progredindo para umamaior ADM nestes movimentos.Em todas as sessões foi apresentada a Escala de dor percebida de Borg, onde apaciente indicava em que ponto encontrava-se sua dor, para registro em seu prontuário. Naúltima sessão no dia 05/05/2003, a paciente foi reavaliada seguindo os procedimentosutilizados na avaliação inicial.Discussão dos resultadosO tratamento para SIO utilizado neste estudo seguiu dados encontrados naliteratura, e teve como finalidade à redução do quadro álgico e o aumento da ADM do MSD.Foi utilizado para o tratamento dos dados coletados a estatística descritiva, atravésda comparação das informações das avaliações pré e pós-intervenção fisioterapêutica. Partafacilitar a visualização, os dados foram apresentados em forma de gráficos e figuras.Dor
  6. 6. Gráfico 1: Nível da dor3432 2 2 21 10 0 0 0 0 0012345Com relação ao quadro álgico, pode-se observar que na primeira sessão a pacientereferiu dor de intensidade 3, nível que corresponde a dor moderada. Na segunda sessão apaciente referiu grau 4 na escala de dor percebida de Borg. Em relação ao terceiro dia deatendimento o quadro álgico retornou ao grau 3 de intensidade.A partir da quarta até a sétima sessão a intensidade da dor ficou demarcada nograu 2, sendo considerada fraca segundo a escala de dor percebida de Borg. A pacientemanteve este nível de dor por quatro sessões devido os feriados no decorrer da realização dapesquisa. Na oitava e nona sessão o quadro álgico reduziu para grau 1 (muito fraca) e dadécima a décima quinta sessão a paciente não referiu mais dor.Com os dados descritos pode-se observar que os recursos escolhidos tiveramefeito satisfatório em relação ao quadro álgico da paciente. A terapia à laser arseneto de gálio,apresenta caráter antiinflamatório, contribuindo para a redução do quadro inflamatório econsequentemente de seus sintomas, entre os quais encontra-se a dor [15]. Outro motivo quecontribui para a redução da intensidade da dor é a cinesioterapia, a qual [6] é indicado noestágio sub-agudo para controle da dor de lesões do tecido mole.Amplitude de movimentoFlexãoDe acordo com as fotografias abaixo observa-se a evolução da amplitude deflexão da paciente.Flexão (07/04/03) Flexão (05/05/03)
  7. 7. No que se refere ao movimento de flexão, pode-se observar que na primeiraavaliação a paciente apresentou uma ADM de 110 graus e na reavaliação do dia 05/05/2003progrediu para 170 graus para o mesmo movimento.Para o movimento de flexão são permitidos até 180 graus [2]. Sabe-se que aflexão juntamente com a abdução são os movimentos do braço que ficam mais acometidosnesta patologia devido à dor [10]. Com isso acredita-se cada vez mais que o exercícioterapêutico é o recurso principal na reabilitação do ombro [4].ExtensãoDe acordo com as fotografias será demonstrada a evolução da amplitude demovimento de extensão da pacienteExtensão (07/04/03) Extensão (05/05/03)No pré-teste a goniometria para este movimento foi de 30 graus e no pós-teste amesma chegou a 50 graus. O movimento de extensão apresenta uma angulação de 0-60 graus[2].AbduçãoDe acordo com as fotografias abaixo, será demonstrada a evolução da amplitudede movimento de abdução da paciente.Abdução (07/04/03) Abdução (05/05/03)
  8. 8. A paciente teve um aumento de 60 graus para este movimento. A ADM deabdução, localiza-se entre 0-180 graus [2]. Conforme já foi descrito anteriormente a abduçãotambém é um movimento limitado na Síndrome do Impacto.O tendão do supra-espinhoso, cabeça longa do bíceps, bursa subacromial passampor baixo do arco coracoacromial durante o movimento de abdução e flexão, podendo sofrercompressão contra a porção ântero-inferior do acrômio e o ligamento coracoacromial [13].AduçãoNa avaliação inicial a paciente apresentou movimento fisiológico normal deadução, o que se repetiu na avaliação final, com controle da fase excêntrica da abdução.Rotação internaDe acordo com as fotografias, será demonstrada a evolução da rotação interna dapaciente.Rotação interna (07/04/03). Rotação interna (05/05/03).Em relação ao movimento de rotação interna o aumento da ADM foi de 15 graus.Visto que, no dia 07/04/2003 a paciente apresentou uma ADM de 55 graus de rotação interna,e no dia 05/05/2003, na reavaliação a ADM para o mesmo movimento foi de 70 graus. Omovimento de rotação interna varia de 0-70 graus [2]. Sendo assim, a paciente chegou a ADMmáxima fisiológica.Rotação externaDe acordo com as fotografias, será demonstrada a evolução da amplitude demovimento de rotação externa da paciente.
  9. 9. Rotação externa (07/04/03). Rotação externa (05/05/03).No que se refere ao movimento de rotação externa no dia da avaliação 07/04/2003a paciente apresentou uma ADM de 50 graus, e na reavaliação do dia 05/05/2003 a ADMprogrediu para 90 graus, tendo um aumento de 40 graus. A ADM para rotação externaocaliza-se entre 0-90 graus [2]. Conclui-se então que a recuperação da ADM neste movimentofoi total.Abdução horizontalAmplitude de movimento de abdução horizontal120º95º0204060801001201401ª Avaliação 2ª AvaliaçãoEm relação ao movimento de abdução horizontal, pode-se observar que naprimeira avaliação a paciente apresentou uma ADM de 95 graus, e na reavaliação do dia05/05/2003 a ADM para este movimento encontrou-se em 120 graus; então a paciente obteveum aumento de 25 graus para o movimento de abdução horizontal. Neste movimento o braçoprecisa estar em flexão de 90 graus para iniciar o movimento [6]. A ADM de abduçãohorizontal localiza-se entre 0-135 graus [2].Adução horizontalDe acordo com as fotografias, será demonstrada a evolução da amplitude demovimento de adução horizontal da paciente.
  10. 10. Adução horizontal (07/04/03). Adução horizontal (05/05/03).Na avaliação do dia 07/04/2003 a paciente apresentou uma ADM de 30 graus parao movimento de adução horizontal, e na avaliação pós-intervenção fisioterapêutica a ADMprogrediu para 45 graus, tendo então um aumento de 15 graus, e chegando ao máximo daamplitude para o movimento de adução horizontal, que se localiza entre 0-45 graus [2]. Obraço precisa estar em uma flexão de 90 graus para a realização do movimento [6].ConclusãoEm todas as espécies, a estrutura correspondente ao ombro não se resume a umaarticulação, mas se organiza morfofuncionalmente em um complexo articular que possibilitadiferentes ações. As ações dos membros superiores são de tal complexidade que a limitaçãoou a hipermobilidade, de qualquer natureza, de uma de suas articulações resultam em prejuízofuncional de proporções variáveis.Conclui-se com este estudo, o qual procurou analisar os efeitos da cinesioterapia elaserterapia na Síndrome do Impacto do Ombro, que a cinesioterapia e a terapia laser arsenetode gálio mostraram-se eficazes na analgesia e aumento da ADM para os movimentos doComplexo Articular do Ombro.O mesmo estudo, além de demonstrar a eficácia da cinesioterapia e laserterapia,procurou revisar aspectos importantes na literatura concernentes à anatomia e biomecânica daarticulação do ombro, deixando um material de apoio para os interessados no assunto. Umabreve revisão sobre a cinesioterapia e laserterapia também foi abordada, dando ênfase à suasações terapêuticas e analgésica. Apesar de ser escassa a literatura direcionada para os efeitosfisiológicos desencadeados pela Cinesioterapia, procurou-se direcionar as informaçõesexistentes para o quadro álgico em questão, além de estimular mais estudos específicos sobreCinesioterapia.Torna-se imprescindível que produzamos cientificamente sobre este recursofisioterapêutico, afirmando a Cinesioterapia como recurso diferencial, característico eespecífico do fisioterapeuta.Foi necessário caracterizar um indivíduo portador de Síndrome do Impacto, a fimde traçar um perfil pré e pós-tratamento do sujeito submetido a cinesioterapia e laserterapia,para verificar os efeitos ocorridos.A paciente tratada apresentou melhora do quadro álgico e aumento da amplitudede movimento articular.
  11. 11. A realização deste trabalho foi extremamente agradável, pois a paciente mostrou-se em todos os momentos bastante colaborativa, vindo constantemente para o atendimento,evitando sempre que possível faltar. Aos finais de semana a paciente realizava os exercíciosem casa após orientações repassadas durante os atendimentos, facilitando assim a evolução doquadro.Sugere-se, para outros pesquisadores que tenham interesse em aprofundar osestudos em cinesioterapia e laserterapia, que realizem um trabalho abrangendo um númeromaior de sujeitos na amostra e que tenha um grupo controle, um grupo tratado comcinesioterapia, outro com laserterapia e outro associando a cinesioterapia e a lasereterapia.REFERÊNCIAS1. BORGES, D. S. et al. Influência do laser arseneto de gálio (AsGa) sobre a dor no modeloexperimental de contorção abdominal em camundongos. Revista Brasileira de Fisioterapia,n. 1, p. 1-7, 1997.2. CLARKSON, Hazel, M. Avaliação musculoesquelética: amplitude de movimentoarticular e força muscular manual. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.3. GREVE, Júlia, M. D. et al. Cinesioterapia na osteoartrose. Revista de medicina dereabilitação, n. 31, abr. 1992.4. ______; AMATUZZI, M. M. Medicina de reabilitação aplicada à ortopedia etraumatologia. São Paulo: Roca, 1999.5. HALL, C. M.; BRODY, L. T. Exercício terapêutico na busca da função. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2001.6. KISNER, C.; COLBY, A. Exercícios terapêuticos. 3. ed. São Paulo: Manole, 1998.7. KNIGHT, K. L. Crioterapia no tratamento das lesões esportivas. São Paulo: Manole,2000.8. LOW, J.; REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e práticas. 3. ed. São Paulo:Manole, 2001.9. ORTIZ, M. C. S. et al. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades. FisioterapiaBrasil, São Paulo, n. 4, p. 221-240, 2001.10. REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA. Como diagnosticar e tratar ombrodoloroso, v. 57, dez. 2000.11. RODRIGUES, E. M.; GUIMARÃES, C. S. Manual de recursos fisioterapêuticos. Riode Janeiro: Revinter, 1998.12. SILVA, A. O. da. Efeitos da cinesioterapia na Síndrome do Impacto. Disponível em:<http://www.efisio.com.br/materia19.htm>. Acesso em: set. 2002.
  12. 12. 13. SOUZA, Marcial, Z. de. Reabilitação do complexo do ombro. São Paulo: Manole, 2001.14. STARKEY, C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. São Paulo: Manole, 2001.15. VEÇOSO, M. C. Laser em fisioterapia. São Paulo: Lovise, 1993.

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