Estilo de vida apropriado para pacientes portadores dehipertensão arterial sistêmica essencialREGINA MELLO DA FONSECA1RESU...
INTRODUÇÃODiversos estudos têm demonstrado que o Brasil, assim como em outrospaíses em desenvolvimento que convivem com a ...
(pressão do sangue dentro das artérias entre uma contração e outra) é superior a90 milímetros de mercúrio (LOSEKANN, 1994)...
hábitos saudáveis para prevenção e tratamento dos fatores de risco parahipertensão arterial sistêmica.METODOLOGIATrata-se ...
origem do autor/pesquisador, objeto de estudo, população estudada, instrumentode avaliação ou de coleta de dados, estilo e...
O excesso de massa corporal é um fator predisponente para ahipertensão, podendo ser responsável por 20% a 30% dos casos de...
de forma relativa pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razãoentre as circunferências da cintura e do...
associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, cardiovasculares eneoplásicas (MOREIRA et al., 1995).O hábito de fu...
4 – Estresse X H.A.S.O estresse é um dos fatores que afeta a qualidade vida que tem sidorelacionado por vários autores. No...
A alimentação pode constituir-se em importante fator de risco de doençascardiovasculares ateroscleróticas, na medida em qu...
b) LIPÍDEOSA recomendação diária de lipídeos varia entre 25 e 35% do VCT, sendomenos que 7% de gorduras saturadas, 20% e 1...
d) CÁLCIOA participação do cálcio intracelular na regulação do tônus vascular tem sidofundamentada em vários mecanismos bi...
Estudos epidemiológicos têm mostrado uma correlação negativa entreatividade física e hipertensão, significando que pessoas...
redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervososimpático.2 – TabagismoO tabagismo deve se...
com massa folhada, dar preferência ao uso dos óleos vegetais insaturados284 efazer uso de margarinas cremosas ou light com...
5.3 SalÉ saudável uma pessoa ingerir até 6 g de sal por dia (100 mmol ou 2,4 g/diade sódio), correspondente a quatro colhe...
ABSTRACTThe systemic arterial hypertension is one of the illnesses with bigger prevalence inthe modern world and is charac...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBATISTA FILHO M, RISSIN A. A transição nutricional no Brasil: tendências regionais e temporais.C...
DIAS JCR, SANTOS LC, COUTINHO VF, Aspectos clínicos e nutricionais na síndrome metabólica,Clinical and nutritional aspects...
LIPP MEN. Blood pressure reactivity to social stress in an experimental situation. Revista deCiências Médicas, v. 14, n.04...
OMS, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Obesidade: prevenindo e controlando a epidemiaglobal São Paulo: Editora Roca, 2004.RICC...
WITTEMAN, J.C.M.; WILLET, W.C.; STAMPFER, M.J.; COLDITZ, G.A.; SACKS, F.M; SPEIZER,F.E.; ROSNER, B.; HENNEKENS, C.H. A pro...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Estilo de vida apropriado para pacientes portadores de has

1.746 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.746
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Estilo de vida apropriado para pacientes portadores de has

  1. 1. Estilo de vida apropriado para pacientes portadores dehipertensão arterial sistêmica essencialREGINA MELLO DA FONSECA1RESUMOA hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças com maior prevalênciano mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial. No Brasil,estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia. Opresente estudo visa identificar e correlacionar os principais fatores ambientaismodificáveis de risco ou potencializadores da HAS, assim como hábitosalimentares inadequados, sedentarismo, tabagismo, obesidade e alcoolismo,visando obter a redução do risco cardiovascular. Para tal foram utilizados nestarevisão bibliográfica, artigos produzidos nos últimos 25 anos correlacionados aotema e restrito ao perfil traçado, indivíduos portadores de hipertensão arterialsistêmica, de ambos os sexos, faixa etária variando entre 25-65 anos, englobandotodas as classes socioeconômicas. Com base nos resultados alcançados foipossível destacar que em nível populacional, demonstra-se uma associaçãopositiva entre o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, o estresse e a abesidadee a HAS. Por outro lado podemos correlacionar de forma negativa à prática deatividade física e a HAS. Ao que tange a estratégia alimentar os resultadossugerem a adequação dos hábitos alimentares ao estilo de vida a fim de manter aboa saúde.Palavras Chaves: Fatores de risco; Hipertensão arterial sistêmica; Hábitosalimentares.1Médica contratada do Programa de Saúde da Família de Nova Friburgo-RJ; Aluna do Curso dePós-graduação em Saúde da Família da Faculdade de Medicina de Campos.
  2. 2. INTRODUÇÃODiversos estudos têm demonstrado que o Brasil, assim como em outrospaíses em desenvolvimento que convivem com a transição nutricional determinada,freqüentemente, pela má-alimentação, a prevalência crescente do excesso depeso, contribuindo para o aumento das doenças crônicas não transmissíveis. Aessas são associadas às causas de morte mais comuns atuais (BATISTA, 2003).As doenças crônicas não transmissíveis, por serem de longa duração,são as que mais demandam ações, procedimentos e serviços de saúde, gerandono Brasil uma sobrecarga do Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2002). Aobesidade, a hipertensão e o diabetes são propiciados pelo estilo de vidaencontrado entre as famílias brasileiras, em que há uma participação crescente degorduras em geral, gorduras de origem animal e alimentos industrializados ricosem açúcar e sódio e a diminuição de cereais, leguminosas, frutas, verduras elegumes (IBGE, 2004).A hipertensão arterial sistêmica, atualmente, é um dos principais desafiosem termos de saúde pública em todo planeta. Segundo o Sistema Nacional deSaúde, entre os anos de 2000-2001, mostrou que das 1.800.155 internaçõeshospitalares por doenças cardiovasculares, sendo 14,95% decorrentes dehipertensão. Para outras causas de internações hospitalares, 80% eramrelacionadas a níveis altos de pressão arterial. Alta morbidade, mortalidade ecustos elevados associados à drogas, patologia, radiologia e complicações devidoa enfartes, doença coronária, doença renal, falha cardíaca e doença renal emestágio final, fazem da hipertensão um importante fator de risco médicomodificável. Aproximadamente 20-30% da população brasileira adulta tem pressãoarterial acima dos níveis recomendados (BRASIL, 2002).A hipertensão arterial sistêmica, vulgarmente chamada de “Pressão Alta”é caracterizada pelos níveis pressóricos. Quando a pressão arterial sistólica(pressão do sangue dentro das artérias no momento da contração do coração) ésuperior a 140 milímetros de mercúrio ou quando a pressão arterial diastólica2
  3. 3. (pressão do sangue dentro das artérias entre uma contração e outra) é superior a90 milímetros de mercúrio (LOSEKANN, 1994).Podemos ainda subdividir a hipertensão arterial sistêmica de acordo coma etiologia. A hipertensão é dita essencial ou primária quando não se diagnosticauma causa base, ou seja, não possuem etiologia definida. Nesses pacientes ocorreaumento da rigidez das paredes arteriais, fato que é favorecido pela herançagenética em 70% dos casos. Ou podemos classificá-la como secundária quandodecorre de outras doenças sistêmicas, como doença do parênquima renal ou usode medicamentos, como antiinflamatórios, contraceptivos e corticoides.(LOSEKANN, 1994).Na faixa etária de 30 a 69 anos essas patologias foram responsáveis por65% do total de óbitos no país. Em nosso meio, a hipertensão arterial sistêmica,tem sua prevalência estimada na ordem dos 20% da população adulta, populaçãoem plena fase produtiva (BRASIL, 2004). Segundo dados do Instituto Nacional deSeguro Social (INSS), tendo em vista seu caráter crônico e incapacitante, podendodeixar seqüelas por toda vida e responsável por aproximadamente 40% dasaposentadorias precoces no Brasil.No Brasil, de acordo com dados das V Diretrizes Brasileiras deHipertensão Arterial (SBC, 2009), as taxas de prevalência da hipertensão napopulação urbana adulta variam de 22,3% a 43,9%. Entre os idosos, a prevalênciaé bastante elevada, com estudos mostrando a presença de hipertensão arterial em61,5% dos idosos.Hoje não se discute mais a eficácia do tratamento no controle dahipertensão arterial, os pacientes tratados e acompanhados de forma adequadaestarão protegidos das complicações (GRUNDY, 2006). As discussões sobreoutros fatores correlacionados ao tratamento e capazes de potencializar ouretardar sua evolução.O presente trabalho visa identificar os estilos e hábitos vida como fatorde risco para hipertensão arterial sistêmica, na medida em que estes fazem parteda etiologia dessa morbidade, além de apresentar uma proposta de estilo de vida e3
  4. 4. hábitos saudáveis para prevenção e tratamento dos fatores de risco parahipertensão arterial sistêmica.METODOLOGIATrata-se de uma revisão bibliográfica realizada por meio de levantamentoretrospectivo de artigos científicos publicados nos últimos vinte e cinco anos (1984a 2009).A busca bibliográfica foi realizada em documentos indexados nas basesde dados nacionais e internacionais, como Literatura Latino-Americana e do Caribeem Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine (MEDLINE) e nacoleção Scientific Electronic Library Online (SCIELO) após consulta aos descritoresem ciências da saúde (DECS). Os descritores utilizados foram: hipertensão arterial,fatores de risco, perfil dietético, perfil alimentar, prevalência.Foram selecionados artigos publicados nos idiomas português e inglêsno período anteriormente mencionado referentes aos indivíduos portadores dehipertensão arterial, sendo de ambos os sexos, idade entre 25-65 anos,contemplando todas as classes sociais.- Critérios de inclusão dos documentos:• artigos publicados na íntegra no período entre 1984 e 2009 nos idiomasPortuguês e Inglês;• artigos que continham os descritores selecionados;• artigos disponíveis no Brasil.- Critérios de exclusão dos documentos:• resumos de artigos;• artigos não disponíveis no Brasil;• artigos em outros idiomas que não Português ou Inglês.Os artigos foram analisados e categorizados com vista à classificação eo delineamento dos estudos, observando-se: ano de publicação, fonte, formação e4
  5. 5. origem do autor/pesquisador, objeto de estudo, população estudada, instrumentode avaliação ou de coleta de dados, estilo e hábitos de vida como fator de riscopara hipertensão arterial sistêmica.ESTILO DE VIDAA boa saúde é influenciada pelo estilo de vida, e este afeta diretamente aqualidade de vida. A qualidade de vida é saber manter o equilíbrio no dia-a-dia,procurando sempre melhorar o processo de interiorização de hábitos saudáveis,aumentando a capacidade de enfrentar pressões e vivendo mais consciente eharmônico em relação ao meio ambiente às pessoas e a si próprio (SILVA &MARCHI, 1997).A partir da década de 1960, proliferaram programas de intervenção,principalmente nos países desenvolvidos, onde a mortalidade por doençascardiovasculares se mostrava bastante expressiva. Diversas pesquisas, nesseperíodo, foram voltadas à busca de indicadores de aterogenicidade de dietas apartir de seus conteúdos energéticos, teores de colesterol e dos ácidos graxossaturados e insaturados (HEGSTED, 1985). As recomendações de consumocalórico diário, para esses países, desde então se pautaram em modelos queconsideravam o sedentarismo como problema fundamental dos estilos de vidareconhecidos (MARTINS, 1993).Os principais fatores ambientais modificáveis da hipertensão arterial sãoos hábitos alimentares inadequados, principalmente ingestão excessiva de sal e obaixo consumo de vegetais, sedentarismo, obesidade e consumo exagerado deálcool, podendo-se obter redução da pressão arterial e diminuição do riscocardiovascular controlando esses fatores (OMS, 2003).Principais fatores de risco associados ao estilo de vida1 – Obesidade X H.A.S.5
  6. 6. O excesso de massa corporal é um fator predisponente para ahipertensão, podendo ser responsável por 20% a 30% dos casos de hipertensãoarterial (SBC, 2009); 75% dos homens e 65% das mulheres apresentamhipertensão diretamente atribuível a sobrepeso e obesidade. Apesar do ganho depeso estar fortemente associado com o aumento da pressão arterial, nem todos osindivíduos obesos tornam-se hipertensos (OMS, 2003).Estudos observacionais mostraram que ganho de peso e aumento dacircunferência da cintura são índices prognósticos importantes de hipertensãoarterial, sendo a obesidade central um importante indicador de risco cardiovascularaumentado (SBC, 2009). Estudos sugerem que obesidade central está maisfortemente associada com os níveis de pressão arterial do que a adiposidade total(SBC, 2005). Indivíduos com nível de pressão arterial ótimo, que ao correr dotempo apresentam obesidade central, têm maior incidência de hipertensão. Aperda de peso acarreta redução da pressão arterial (SBC, 2005).A obesidade está comumente associada à resistência a insulina, o que podelevar à intolerância à glicose e ao diabetes tipo 2 aumentando consideravelmente orisco de eventos cardiovasculares. A redução do peso com a dieta hipocalóricaaumenta a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. Da mesma forma, aprática regular de exercícios físicos mesmo na ausência de perda de peso corporal,provoca aumento da ação da insulina, o que demonstra uma adaptação crônica aotreinamento físico (NEGRÃO et al. 2000).Dados do Ministério da Saúde indicam que em média entre um quinto e umterço dos adultos são obesos (BRASIL, 1993). Os malefícios da obesidade sãoclaramente conhecidos. Os obesos apresentam maior prevalência de hipertensãoarterial (HA) que os não obesos e a redução de peso corporal reduz os níveis depressão arterial (PA). Entre indivíduos obesos normotensos há uma maiorprobabilidade de ocorrência de complicações hipertensivas e cardiovasculares(FERREIRA & ZANELLA, 2000; ZANELLA, 2000; SUPLICY, 2000).A obesidade pode ser definida em termos absolutos e relativos. Na prática, aobesidade é avaliada em termos absolutos pelo índice de massa corporal (IMC) e6
  7. 7. de forma relativa pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razãoentre as circunferências da cintura e do quadril (WHO, 1999).A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantespara a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual hápredominância da deposição gordurosa, sendo classificada em: a) ObesidadeDifusa ou Generalizada; b) Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), naqual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associadacom maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com altorisco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica); c)Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível doquadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante auma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes (WHO, 1999; DIASet al, 2009).As mudanças no estilo de vida são uma das ferramentas mais importantespara a redução efetiva da PA. A maioria dos estudos mostra que mesmo umaredução de peso modesto de 3% a 9% está associada com uma reduçãosignificativa da pressão arterial sistólica e diastólica de aproximadamente 3 mmHgem indivíduos com sobrepeso (OLMOS & BENSEÑOR, 2001).A OMS (2004) considera a obesidade um dos dez principais problemas desaúde pública do mundo, classificando-a como epidemia. O outro lado da transiçãonutricional da população brasileira refere-se às prevalências crescentes do excessode peso e de obesidade. Os inquéritos populacionais têm mostrado um aumentoexpressivo do problema entre os homens, em todas as regiões brasileiras,alcançando 41% de excesso de peso e 8,8% de obesidade. Entre as mulheres,após um aumento de cerca de 50% entre a década de 70 e final dos anos 80,observa-se certa estabilidade nas prevalências, mas 39,2% e 12,7% apresentavamexcesso de peso e obesidade, respectivamente, em 2002-2003 (IBGE, 2004).2 – Tabagismo X H.A.S.Outro fator de risco autocriado, presente no estilo de vida investigado foi otabagismo, o fumo é considerado importante causa de perda de saúde. Está7
  8. 8. associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, cardiovasculares eneoplásicas (MOREIRA et al., 1995).O hábito de fumar é bastante freqüente na sociedade brasileira. Dados doMinistério da Saúde apontam que mais da metade dos homens e cerca de 33%das mulheres adultas fumam cigarro. Os pobres e aqueles com menores níveis deeducação fumam mais que os de classe sócio-econômica e de nível educacionalmais alto (BRASIL, 1993).3 – Alcoolismo X H.A.S.Em relação o consumo de bebidas alcoólicas, os efeitos deste dependemfundamentalmente da quantidade e da regularidade da ingestão, do tipo de bebidautilizada, do estado nutricional do indivíduo, tabagismo associado e dasuscetibilidade individual e mesmo de fatores genéticos (STOCCO & BARRETTO,2000).O consumo elevado de bebidas alcoólicas como cerveja, vinho e destiladosaumenta a pressão arterial. O efeito varia com o gênero, e a magnitude estáassociada à quantidade de etanol e à freqüência de ingestão (STRANGERS,2004). O efeito do consumo leve a moderado de etanol não está definitivamenteestabelecido. Verifica-se redução média de 3,3 mmHg (2,5 a 4,1 mmHg) napressão sistólica e 2,0 mmHg (1,5 a 2,6 mmHg) na pressão diastólica com aredução no consumo de etanol (XIN, 2001). Segundo STRANGERS (2004), emestudo observacional indica que o consumo de bebida alcoólica fora de refeiçõesaumenta o risco de hipertensão, independentemente da quantidade de álcoolingerida.De acordo com o III Consenso Brasileiro de Hipertensão (1998) o consumoexcessivo de álcool eleva a pressão arterial e a variabilidade pressórica aumenta aprevalência de hipertensão; o álcool é fator de risco para acidente vascularencefálico, além de ser uma das causas de resistência a terapêutica anti-hipertensiva. A hipertensão arterial é uma manifestação mais freqüentementereconhecida do alcoolismo. É encontrada em cerca de um terço dos alcoólatras(FAINTUCH, 1995).8
  9. 9. 4 – Estresse X H.A.S.O estresse é um dos fatores que afeta a qualidade vida que tem sidorelacionado por vários autores. No momento de estresse, o corpo prepara-se paralutar ou para fugir da situação através de uma série de mudanças, tais comoaumento na produção de adrenalina e uma maior constrição dos vasos sanguíneosentre outras mudanças, fazendo com que o coração bata mais rápido e ao mesmotempo em que a resistência é aumentada nos vasos sanguíneos periféricos. Com oaumento da resistência e da atividade cardíaca, a pressão tende a subir (LIPP,1996).Alguns estudos evidenciam o efeito do estresse psicoemocional nareatividade cardiovascular e da pressão arterial (LIPP, 2005), podendo contribuirpara hipertensão arterial sustentada (UNGER, 2005). Estudos com treinamentopara controle do estresse emocional com diferentes técnicas mostraram benefíciosno controle e na redução da variabilidade da pressão artérial, podendo ser utilizadocomo medida adicional na abordagem não-farmacológica de pacientes hipertensos(TOURYZ, 2004). Além disso, a abordagem de aspectos piscoemocionais epsicossociais pode ser útil na melhora da adesão do paciente a medidasterapêuticas não-medicamentosas e medicamentosas. Há evidências de umarelação positiva entre estresse emocional e aumento da pressão arterial (LOURES,2002) e da reatividade cardiovascular (LIPP, 2005), sendo a reatividade aumentadaao estresse um fator prognóstico do desenvolvimento da hipertensão arterial(BEDI, 2000). O estresse crônico também pode contribuir para o desenvolvimentode hipertensão arterial, embora os mecanismos envolvidos não estejam claros(UNGER, 2005).5 – Alimentação X H.A.S.Uma alimentação saudável é aquela que proporciona à pessoa comer aquiloque seu corpo necessita para funcionar da melhor maneira, não ingerindoalimentos que possam, devido à natureza e/ou quantidade resultar em efeitosnocivos à saúde e ao bem-estar (SILVA & MARCHI, 1997).9
  10. 10. A alimentação pode constituir-se em importante fator de risco de doençascardiovasculares ateroscleróticas, na medida em que contribui para a etiologia dasdislipidemias, obesidade e hipertensão (BRASIL, 1993). Tem sido constatadaestreita relação entre o consumo qualitativo e quantitativo de gorduras e decolesterol com essas morbidades (MARTINS, 1993; MORALES, 2005). Aimportância da dieta e de outros fatores de estilo de vida no controle dahipertensão arterial sistêmica vem sendo enfatizada nas últimas décadas (OLMOS& BENSEÑOR, 2001).O aumento de uma série de doenças tais como a obesidade, doençacoronariana, diabetes, câncer entre outras precedidas de mudanças de padrãoalimentar da civilização moderna ocidental, sobretudo nos Estados Unidos eEuropa são decorrentes de mudanças que incluem o aumento de consumo degordura, açúcar, carne e a queda da ingestão de fibras (BURKITT, 1993).a) CARBOIDRATOSAs dietas com altas quantidades de carboidratos, além de diminuírem osníveis de HDL-colesterol, aumentam os de triglicerídeos, produzindo altasrespostas glicêmica e insulinêmica. As consequências metabólicas do consumo decarboidratos dependem da quantidade ingerida, mas também da qualidade e dascaracterísticas pertinentes a esse nutriente (SCHULZE, 2004). O estudo deHALTOR et al (2006) verificou que a restrição moderada de carboidratos(totalizando 40% do valor calórico diário da dieta) é mais eficaz na perda de pesoquando comparada à dieta tradicional (com menor teor de lipídeos), em indivíduosobesos com resistência à insulina, podendo ainda diminuir os riscos de doençacardiovascular. A dieta com menor conteúdo de carboidratos apresentou melhoresresultados no controle de peso, glicose e lipídeos séricos (STERN, 2004). Deacordo com o NCEP (2001), a recomendação diária de carboidratos deve atingir 50a 60% do Valor Calórico Total (VCT) e as fibras de 20 a 30 g.10
  11. 11. b) LIPÍDEOSA recomendação diária de lipídeos varia entre 25 e 35% do VCT, sendomenos que 7% de gorduras saturadas, 20% e 10 % de mono e poliinsaturadas,respectivamente, e até 200 mg/dia de colesterol (NCEP, 2001). A associação daingestão de nutrientes e a HAS em brasileiros descendentes de japoneses,encontraram que o total lipídico da dieta é um fator de risco e também que o ácidograxo w-6 (ácido linoléico) tem papel nas alterações metabólicas relacionadas àresistência à insulina. Destaque foi dado aos ácidos graxos do tipo w-3 (ácidolinolênico), que tiveram relação negativa com a HAS (FREIRE, 2005). BRADY et al(2004) verificaram que o desbalanço entre as quantidades de w-6 e w-3,especialmente a alta ingestão de w-6 combinada à baixa de w-3, teve grandeimportância na prevalência da HAS em sua população de estudo, aventando apossibilidade desse ácido graxo, aumentar o número de receptores de insulina, emcontraste com efeitos adversos dos ácidos graxos saturados envolvidos com oestresse oxidativo.c) SAL (NaCl)Em nível populacional, demonstra-se uma forte associação entre o nível doconsumo habitual de sal e a pressão arterial dos indivíduos. Embora o consumoleve para moderado de certos tipos de bebidas alcoólicas pareça conferir algumaproteção contra a doença coronariana (INTERSALT, 1988).O excesso de consumo de sódio contribui para a ocorrência de hipertensãoarterial (MANCILHA-CARVALHO & SOUZA E SILVA, 2003). A relação entreaumento da pressão arterial e avanço da idade é maior em populações com altaingestão de sal. Povos que consomem dieta com reduzido conteúdo deste têmmenor prevalência de hipertensão e a pressão arterial não se eleva com a idade.Entre os índios Yanomami, que têm baixa ingestão de sal, não foram observadoscasos de hipertensão arterial (MANCILHA-CARVALHO & SOUZA E SILVA, 2003).Em população urbana brasileira, foi identificada maior ingestão de sal nos níveissócioeconômicos mais baixos.11
  12. 12. d) CÁLCIOA participação do cálcio intracelular na regulação do tônus vascular tem sidofundamentada em vários mecanismos bioquímicos (McCARRON,1989). Alémdisso, o efeito hipotensor da suplementação de cálcio em uma parcela deindivíduos hipertensos idiopáticos parece ser tanto maior quanto menor for aingestão basal de cálcio entre estes indivíduos (SOWERS, 1989). Os estudos comsuplementação de cálcio em hipertensos nasceram após as observações de dadosepidemiológicos que evidenciaram maiores níveis pressóricos dentre indivíduosque ingeriam menos cálcio (CRIQUI, 1989). Esta relação indireta entre níveispressóricos e ingestão de cálcio parece ser mais nítida quando a ingestão é menorque 500 mg/dia (WITTEMAN. 1989).e) PROTEÍNASA ingestão de proteínas em indivíduos com HAS deve ser similar a deindivíduos saudáveis (NCEP, 2001), porém com ênfase às de origem vegetal(como a soja) e peixes (RICCARDI, 2004). Os benefícios do consumo de peixesestão ligados ao seu conteúdo de ácidos graxos ômega-3 e menores teores degordura saturada e colesterol, com efeitos na função endotelial, no ritmo cardíaco ena hemodinâmica (KRIS-ETHERTON, 2002).6 – Sedentarismo X H.A.S.De acordo com pesquisa realizada pela SBC (2009), o sedentarismoaumenta a incidência de hipertensão arterial. Indivíduos sedentários apresentamrisco aproximado 30% maior de desenvolver hipertensão que os ativos.A atividade física regular, por sua vez, associa-se com múltiplos benefíciospara a saúde, incluindo a redução da incidência de doenças cardiovasculares,como as decorrentes de ateroscleroses coronarianas (BERLIN, 1990), reduzindo apressão arterial, o peso corporal e contribui para a redução do risco de indivíduosnormotensos desenvolverem hipertensão.12
  13. 13. Estudos epidemiológicos têm mostrado uma correlação negativa entreatividade física e hipertensão, significando que pessoas ativas têm menos chancede se tornarem hipertensas. De acordo com tal tese e analisando os resultados de22.167 homens num acompanhamento de 23 anos, demonstraram que a taxa demortalidade era maior entre aqueles com menor capacidade física (CHURCH et al,2001). Mais recentemente, demonstraram que alimentação ruim e inatividade físicaeram responsáveis por 16,6% dos casos atuais de morte nos Estados Unidos,atingindo aproximadamente cerca de 15.000 mortes/ano (MOKDAD et al, 2000).CONCLUSÕESA obesidade e hipertensão arterial sistêmica já são consideradas umaepidemia global e por isso são propostas e enfatizadas a necessidade da criaçãode protocolos e condutas relacionadas à prevenção e ao controle dessasmorbidades, com ênfase nas práticas clínicas associadas à educação nutricional.Estímulo às mudanças de estilo de vida, tais como práticas regulares de atividadefísica e uma alimentação saudável é fundamental. Como estratégia dietética, pode-se dizer que a redução no consumo de carboidratos refinados, substituindo-os porgrãos integrais e produtos pouco processados, além de escolhas saudáveis degorduras, proteínas e consumo regular de frutas e vegetais podendo auxiliar naprevenção e no tratamento das doenças mencionadas. Sendo assim, relacionam-se abaixo propostas para um estilo de vida a partir de hábitos saudáveis para oshipertensos considerando os fatores risco a que estão expostos.1 – ObesidadeHipertensos com excesso de peso devem ser incluídos em programas deemagrecimento com restrição de ingestão calórica e aumento de atividade física. Ameta é alcançar índice de massa corporal inferior a 25 kg/m² e circunferência dacintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres, embora adiminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já seja suficiente para reduzir apressão arterial. A redução do peso está relacionada à queda da insulinemia, à13
  14. 14. redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervososimpático.2 – TabagismoO tabagismo deve ser agressivamente combatido e eliminado. Hipertensospodem usar com segurança terapias reposicionais com nicotina para abandono dotabagismo. Eventual descontrole de peso observado com a abolição do tabaco,embora transitório e de pequeno impacto no risco cardiovascular, não deve sernegligenciado.3 – AlcoolismoRecomenda-se limitar o consumo de bebidas alcoólicas a, no máximo, 30g/dia de etanol para homens e 15 g/dia para mulheres ou indivíduos de baixo peso.Aos pacientes que não se enquadrarem nesses limites de consumo, sugere-se oabandono.4 – EstresseEstudos experimentais demonstram elevação transitória da pressão arterialem situações de estresse, como o estresse mental, ou elevações maisprolongadas, como nas técnicas de privação do sono. Assim o controle do estresseemocional é necessário na prevenção primária da hipertensão arterial. O treinodesse controle resulta em: redução da reatividade cardiovascular, redução dapressão arterial e redução de variabilidade da pressão arterial, sendo recomendadonão só para hipertensos, mas também para aqueles com fatores de risco parahipertensão arterial.5 – Alimentação5.1 GordurasNo máximo 30% do valor calórico total da dieta deve ser de gorduras, sendoa saturada até 10% e o colesterol até 300 mg/dia. Deve-se evitar a gordura vegetalhidrogenada contida em bolachas doces recheadas, margarinas duras, produtos14
  15. 15. com massa folhada, dar preferência ao uso dos óleos vegetais insaturados284 efazer uso de margarinas cremosas ou light com até 40% de lípides.5.1.1 Colesterol AlimentarDeve-se reduzir o consumo de alimentos ricos em colesterol como: vísceras(fígado, miolo, miúdos), leite integral e seus derivados (queijo, manteiga, creme deleite), biscoitos amanteigado, croissants, folhados, embutidos (salsicha, lingüiça,bacon), frios (presunto, mortadela, salame), pele de aves, frutos do mar.5.1.2 Gordura SaturadaÉ a principal causa alimentar da elevação do colesterol. Para diminuir oconsumo de gordura saturada deve-se restringir o consumo de gordura animal(carnes gordas, leites e derivados), polpa de coco e de óleo de dendê e coco.5.1.3 Gordura InsaturadaÉ representado pelas séries ômega-3 (salmão, arenque, truta, bacalhau ecavalinha, óleo de soja e de canola), ômega-6 (ácido linoléico encontrado nosóleos vegetais) e ômega -9 (ácido oléico, encontrado no azeite de oliva, óleo decanola, azeitona, abacate, castanhas, nozes e amêndoas).5.1.4 Gordura TransÉ encontrada em óleos, gordura hidrogenada e nas gordurasindustrializadas como às presentes no sorvete, pães, chocolates, maionese,cremes para sobremesa e molhos para salada. É responsável pela elevação docolesterol e principalmente da LDL, além de reduzir a HDL.5.2 FibrasSão divididas em solúveis e insolúveis. As solúveis são encontradas nasfrutas, na aveia, cevada e leguminosas, reduzem o tempo de transito intestinal eajudam na eliminação do colesterol. As fibras insolúveis são responsáveis pelasensação de saciedade é encontrada em grão, hortaliças e trigo, não interferem nocolesterol plasmático. É recomendado o consumo de 20-30 g de fibra alimentar pordia.15
  16. 16. 5.3 SalÉ saudável uma pessoa ingerir até 6 g de sal por dia (100 mmol ou 2,4 g/diade sódio), correspondente a quatro colheres de café (4 g) rasas de sal adicionadasaos alimentos, que contêm 2 g de sal. Para tanto, recomenda-se reduzir o saladicionado aos alimentos, evitar o saleiro à mesa e reduzir ou abolir os alimentosindustrializados, como enlatados, conservas, frios, embutidos, sopas, temperos,molhos prontos e salgadinhos123. Por outro lado, a redução excessiva doconsumo de sal também deve ser evitada, principalmente em pacientes em uso dediuréticos, podendo provocar hiponatremia, hipovolemia e hemoconcentração.5.4 CálcioEsta relação indireta entre níveis pressóricos e ingestão de cálcio parece sermais nítida quando a ingestão é menor que 500 mg/dia.6 – Atividade FísicaA atividade física deve estar representada por exercícios físicos aeróbiostais como caminhadas, ciclismo, natação e corrida, realizadas numa intensidadeentre 50 a 70% do consumo máximo do oxigênio, com duração de 30 a 45 minutos,três a cinco vezes por semana.As ações propostas acima estão intimamente relacionadas a mudanças deestilo de vida e adoção hábitos saudáveis, aos pacientes portadores de HAS.Dentro desta estratégia e associando-se a dietética, e as mudanças queproporcionem diminuir ou eliminar os fatores de risco externos, podemos auxiliar naprevenção e no tratamento da hipertensão arterial sistêmica.16
  17. 17. ABSTRACTThe systemic arterial hypertension is one of the illnesses with bigger prevalence inthe modern world and is characterized by the increase of the arterial pressure. InBrazil, they are esteem that one in each five inhabitants is carrying of thispathology. The present study it aims at to identify and to correlate the mainmodifiable ambient factors of risk of the systemic arterial hypertension, as well asinadequate alimentary habits, sedentary lifestyle, tobacco smoking, obesity andalcoholism, aiming at to get the reduction of the cardiovascular risk. For such theyhad been used in this bibliographical revision, last articles produced in the 25 yearscorrelated to the restricted subject and to the traced profile, carrying individuals ofsystemic arterial hypertension, both the sexes, varying between 25-65 years old, allsocioeconomics classrooms. On the basis of the reached results were possible todetach that in population level, a positive association between the tobacco smokingis demonstrated, alcoholism, the sedentary lifestyle, it stress and the obesity andthe systemic arterial hypertension. On the other hand we can correlate of negativeform to practical of physical activity and the systemic arterial hypertension. What itrefers to the alimentary strategy the results suggest the adequacy of the alimentaryhabits to the life style in order to keep the good health.Key-words: Factors of risk; Systemic Arterial Hypertension; Alimentary habits.17
  18. 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBATISTA FILHO M, RISSIN A. A transição nutricional no Brasil: tendências regionais e temporais.Cad Saúde Pública, v. 19, n. 01, p. 181-191, 2003BEDI M, VARSHNEY VP, BABBAR R. Role of cardiovascular reactivity to mental stress in predictingfuture hypertension. Clin Exp Hypertens, v.22, n.1, p. 1-22, 2000BERLIN, J.A.; COLDITZ, G.A. A metanalysis of physical activity in the prevention of coronary heartdisease. Am. J. Epidemiol., v.132, 1990.BRADY LM, WILLIAMS CM, LOVEGROVE JA. Dietary PUFA and the metabolic syndrome in IndianAsians living in the UK. Proc Nutr Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of HighBlood Cholesterol in Adults. Executive Summary of The Third Report of The National CholesterolEducation Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, And Treatment of High BloodCholesterol In Adults (Adult Treatment Panel III). JAMA, v.63, n.1, p. 113-125, 2001BRASIL, Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde.Avaliação normativa do Programa Saúde da Família no Brasil: monitoramento da implantação efuncionamento das equipes de saúde da família - 2001-2002. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Departamento de Programas deSaúde. Coordenação de Doenças Cardiovasculares. Controle de hipertensão arterial: uma propostade integração ensino-serviço. Rio de Janeiro, 1993.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Plano de Reorganização daAtenção à Hipertensão arterial e ao Diabetes mellitus. Manual de hipertensão arterial e Diabetesmellitus. Brasília, 2002. Disponível em: http://dtr2004.saude.gov.br/dab/hipertensaodiabetes/publicacoes/php. Acesso em: 08 jan. 2007BURKITT, D.P. Some diseases characteristic of modern western civilization. Br. Med. J., v. 1, n.5848, p.274-278, 1993.CHRUCH TS et al. Usefulness of cardiorespiratory fitness as a predictor of all-cause andcardiovascular disease mortality in men with systemic hypertension. Am J Cardiol, v. 88, p. 651-656,2001.CRIQUI, M.H.; LANGER, R.D.; REED, D.M. Dietary alcohol, calcium, and potassium: independentand combined effects on blood pressure. Circulation, v.80, p. 609-14, 1989.18
  19. 19. DIAS JCR, SANTOS LC, COUTINHO VF, Aspectos clínicos e nutricionais na síndrome metabólica,Clinical and nutritional aspects in the metabolic syndrome, Rev Bras Nutr Clin, v. 24, n.1, p. 72-78,2009.FAINTUCH, JJ. Repercussões cardiovasculares do alcoolismo. Rev. Hosp. Clin. Fac. Méd. SãoPaulo, v.50, n.1, p. 76 – 79, 1995.FERREIRA, S.R.; ZANELLA, M.T. Epidemiologia da Hipertensão arterial associada à obesidade.Rev. Bras. Hipertens., v.7, n.2, p.128-135, 2000.FREIRE RD, CARDOSO MA, GIMENO SG, FERREIRA SR. Japanese-Brazilian Diabetes StudyGroup. Dietary fat is associated with metabolic syndrome in Japanese Brazilians. Diabetes Care. v.28, n.7, p. 1779-1785, 2005GRUNDY SM. Does a diagnosis of metabolic syndrome have valuein clinical practice? Am J ClinNutr, v. 108, n.2, p. 126-128, 2006.HALTOR TL, WILLETT WC, LIU S, MANSON JE, ALBERT CM, REXRODE K et al. Low-carbohydrate-diet score and the risk of coronary heart disease in women. N Engl J Méd. v. 355,n.19, p. 1991-2002, 2006HEGSTED, D.M. et al. Quantitative effects of dietary fat on serum cholesterol in man. Am. J. Clin.Nutr. v. 17, p. 281-295, 1985.III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL. Campos do Jordão: SociedadeBrasileira de Hipertensão/Sociedade Brasileira de Cardiologia/Sociedade Brasileira de Nefrologia,1998.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Orçamentos Familiares2002-2003: análise da disponibilidade domiciliar de alimentos e do estado nutricional no Brasil. Riode Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2004.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra deDomicílios 2003. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2004.INTERSALT COOPERATIVE RESEARCH GROUP. INTERSALT: an international study ofelectrolyte excretion and blood pressure. Results for 24 hour urinary sodium and potassiumexcretion. Brit Med J, v. 297, p. 319-328, 1988.KRIS-ETHERTON PM, HARRIS WS, APPEL LJ. American Heart Association. Nutrition Committee.Fish consumption, fish oil, omega-3 fatty acids, and cardiovascular disease. Circulation. v. 106, n.21,p.2747-2757, 200219
  20. 20. LIPP MEN. Blood pressure reactivity to social stress in an experimental situation. Revista deCiências Médicas, v. 14, n.04, p. 317-326, 2005LIPP, M. Stresse, hipertensão arterial e qualidade de vida: um guia de tratamento para o hipertenso.2ª ed. Campinas: Papirus Editora. p. 130, 1996LOSEKANN, ALEXANDRE. Hipertensão arterial sistêmica. Revista Medica Santa Casa, v.11, n.6, p.111, 1994.LOURES DL, SANT ANNA I, BALDOTTO CS, SOUSA EB, NOBREGA AC. Mental stress andcardiovascular system. Arq Bras Cardiol, v. 78, p. 525-530, 2002MANCILHA-CARVALHO J DE J.; SOUZA E SILVA N. A. The Yanomami Indians in the INTERSALTStudy. Arq Bras Cardiol, v. 80, p. 289-300, 2003MARTINS, I.S. et al. Doenças cardiovasculares ateroscleróticas, dislipidemias, hipertensão,obesidade e diabetes melito, em população da área metropolitana da região sudeste do Brasil,(SP):1 metodologia da pesquisa. Rev. Saúde Pública., v. 27, p. 250-261, 1993.MC CARRON, D.A. Calcium metabolism and hypertension. American Journal of Nephrologia,Kidney Int. v. 35, p. 717-736, 1989.MOKDAD AH, MARKS JS, STROUP DF, GEBERDING JL. Actual causes of death in the UnitedStates, JAMA, v. 291, p. 1238-1245, 2000.MORALES BJ. Hipertensión arterial esencial: reconocimiento de nuevos mecanismos; Revista deMedicina Clínica Condes, v. 16, p. 48-52, 2005.MOREIRA, L.B. et al. Prevalência de tabagismo e fatores associados em área metropolitana daregião sul do Brasil. Rev. Saúde Pública, v.29, n. 1, p. 46-51, 1995.NCEP, National Cholesterol Education Program, Expert Panel on Detection, Evaluation, andTreatment of High Blood Cholesterol in Adults. Executive Summary of The Third Report of TheExpert Panel on Detection, Evaluation, And Treatment of High Blood Cholesterol In Adults (AdultTreatment Panel III). 2001NEGRÃO, C.E. et al. O Papel do Sedentarismo na Obesidade. Rev. Bras. Hipertens., v.7, n.2, p.149-155, 2000.OLMOS, RD; BENSEÑOR, IM. Dietas e hipertensão arterial: Intersalt e estudo DASH. RevistaBrasileira de Hipertensão, v. 8, p. 221-224, 2001.OMS, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Doenças crônico-degenerativas e obesidade:Estratégia mundial sobre alimentação saudável, atividade física e saúde. Brasília, 2003.20
  21. 21. OMS, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Obesidade: prevenindo e controlando a epidemiaglobal São Paulo: Editora Roca, 2004.RICCARDI G, RIVELLESE AA. Dietary treatment of the metabolic syndrome—the optimal diet. Br JNutr., v. 83, n.1, p. 143-148, 2000SCHULZE MB. Dietary approaches to prevent the metabolic syndrome: quality versus quantity ofcarbohydrates. Diabetes Care, v. 27,n.2, p. 613-614, 2004SILVA, MA. & MARCHI, R. Saúde e qualidade de vida no trabalho. São Paulo: Best Seller., 1997.SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento daSíndrome Metabólica. Arq. Bras. Cardiol, Disponível em: http//www.sbh.gov.br . Acesso em: 8 julho.2009.SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO.SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA. V Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial.Disponível em: http//www.sbh.gov.br . Acesso em: 8 julho. 2009.SOWERS, J.R.; ZEMEL, M.B.; STANDLEY, P.R.; ZEMEL, P.C. Calcium and hypertension. J. Lab.clin. Med., v. 114, p. 338-348, 1989.STOCCO, R.; BARRETTO, A.C.P. Influência de fatores ambientais na Gênese e Evolução dasCardiopatias. In: GIANNININI, S.D. Cardiologia Preventiva. São Paulo: Atheneu, 2000STRANGES S, WU T, DORN JM, FREUDENHEIM JL, MUTI P, FARINARO E, RUSSEL M,NOCHAJSKI TH, TREVISAN M. Relationship of alcohol drinking pattern to risk of hypertension: apopulation-based study. Hypertension, v. 20, p. 65-76, 2004SUPLICY, H. de L. Obesidade visceral, resistência à insulina e hipertensão arterial. Rev. Bras.Hipertens., v.7, n.2, p. 136-141, 2000.TOUYZ RM, CAMPBELL N, LOGAN A, GLEDHIL N, PETRELLA R, PADWAL R. CanadianHypertension Education Program. The 2004 Canadian recommendations for the management ofhypertension: Part III-Lifestyle modifications to preventa nd control hypertension. Can J Cardiol, v.20, n. 1, p. 55-59, 2004UNGER T, PARATI G. Acute stress and long-lasting blood pressure elevation: a possible cause ofestablished hypertension? J Hypertens, v. 200, n.23, p. 261-263, 2005WHO, World Health Organization. Definition, diagnosis and classification of diabetes mellitus and itscomplications. Geneva, Switzerland:1999.21
  22. 22. WITTEMAN, J.C.M.; WILLET, W.C.; STAMPFER, M.J.; COLDITZ, G.A.; SACKS, F.M; SPEIZER,F.E.; ROSNER, B.; HENNEKENS, C.H. A prospective study of nutritional factors and hypertensionamong US women. Circulation, v. 80, p. 1320-7, 1989.XIN X, HE J, FRONTINI MG, OGDEN LG, MOTSAMAI OI, WHELTON PK. Effects of AlcoholReduction on Blood Pressure: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Hypertension, v.102, n.2, p. 844, 2001ZANELLA, M.T. Obesidade como fator de risco cardiovascular. Rev. Bras. Hipertens., v.7, n.2,p.127, 200022

×