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Esquistossomose é tema de encontro internacional realizado pela fiocruz

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Esquistossomose é tema de encontro internacional realizado pela fiocruz

  1. 1. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 1 Publicação Científica do Curso de Bacharelado em Enfermagem do CEUT. Ano 2011(1). Edição 36 Cidia Maria do Monte Silva 1 Ester Pereira da Silva Gomes 1 Érica Nayana Carvalho da Silva 1 Márcia Andrea Lial Sertão 2 Muitos helmintos usam o sistema cardiovascular como pare de seu ciclo vital. Os esquistossomas se alojam nele, colocando ovos que são distribuídos na corrente sanguínea. A partir da publicação da matéria Esquistossomose é tema de encontro internacional realizado pela Fiocruz vejamos as características clínicas e epidemiológicas da doença, seus aspectos clínicos e laboratoriais, bem como situação em que se encontra a nível mundial, nacional e local. Esquistossomose é tema de encontro internacional realizado pela Fiocruz3 O 12º Simpósio Internacional de Esquistossomose reúne representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), especialistas e gestores entre os dias 6 e 8 de outubro, no Rio de Janeiro em 2010. Conhecida popularmente como barriga d'água, doença parasitária atinge 2,5 milhões de brasileiros em 18 estados, com maior prevalência nas regiões Nordeste e Sudeste. Alvo de um esforço global de controle, a esquistossomose atinge cerca de 200 milhões de pessoas em 70 países e a estimativa é de que 747 milhões vivam sob risco de infecção, segundo dados da OMS. Organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o 12º Simpósio Internacional de Esquistossomose reúne representantes da OMS, gestores, pesquisadores nacionais e de países como Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, Suécia, Gana e Zimbábue. Os avanços científicos das pesquisas relacionadas à área serão foco das discussões do evento, que conta com cerca de 400 participantes inscritos. Além dos convidados estrangeiros, 42 especialistas de sete estados brasileiros também participam. Entre os temas abordados estarão genômica, imunopatologia, bioquímica, biologia molecular e ecoepidemiologia, inovações em diagnóstico, tratamento quimioterápico e educação em saúde. Durante o simpósio, gestores do Ministério da Saúde apresentarão um panorama sobre os principais desafios do Programa Nacional para Controle da Esquistossomose. De acordo com dados recentes do ministério, aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Figura 1 - Schistosoma mansoni – agente causador da esquistossomose 1 Acadêmicos do 4º Período de Enfermagem do CEUT 2 Professora da disciplina de epidemiologia do CEUT e orientador do Observatório Epidemiológico 3 Fonte: www.jornaldaciencia.org.br em 04 de fevereiro de 2011
  2. 2. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 2 Figura 2 – Simpósio Internacional apresenta os desafios para o Programa Nacional para Controle da Esquistossomose. Ministério da Saúde do Brasil. Características Clínicas e Epidemiológicas  Descrição: A esquistossomose mansoni é uma doença parasitaria, causada pelo trematodeo Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro definitivo e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria.  Sinonímias: “Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”.  Agente Etiológico: Schistosoma mansoni, um helminto pertencente à classe dos Trematoda, família Schistossomatidae e gênero Schistosoma. São vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados (característica desta família).  Reservatório: No ciclo da doença, estão envolvidos dois hospedeiros, um definitivo (homem, primatas, marsupiais-gambás, ruminantes, roedores e lagomorfos–lebre e coelhos) e o intermediário (caramujos aquáticos da família Planorbidae e gênero Biomphalaria – Figura 3). Figura 3 - Biomphilaria, gênero do caramujo causador da esquistossomose  Vetores: Não ha vetor envolvido na transmissão da esquistossomose.
  3. 3. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 3  Modo de Transmissão: O homem adquire a esquistossomose através da penetração ativa da cercaria na pele. Apos a infecção, as cercarias desenvolvem-se para uma forma parasitaria primaria denominada esquistossômulo, que inicia o processo de migração, via circulação sanguínea e linfática, ate atingir o coração e em seguida os pulmões. O contato com águas contaminadas por cercarias e o fator predisponente para a infecção. Ambientes de água doce de pouca correnteza ou parada, utilizados para atividades profissionais ou de lazer, como banhos, pescas, lavagem de roupa e louca ou plantio de culturas irrigadas, com presença de caramujos infectados pelo S. mansoni, constituem os locais adequados para se adquirir a esquistossomose.  Período de Incubação: Em media, e de 1 a 2 meses apos a infecção.  Período de Transmissibilidade: O homem infectado pode eliminar ovos viáveis de S. mansoni a partir de 5 semanas apos a infecção e por um período de 6 a 10 anos, podendo chegar ate mais de 20 anos. A transmissão não ocorre por meio do contato direto, homem doente (suscetível). Também não ocorre “auto-infecção”.  Susceptibilidade e imunidade: A suscetibilidade humana ao verme e universal, embora apresente variações individuais. Existem evidencias de que certo grau de resistência a esquistossomose se faz presente na maioria dos indivíduos expostos em áreas hiperendêmicas. Embora esse mecanismo não esteja perfeitamente esclarecido. Aspectos Clínicos e Laboratoriais  Manifestações Clínicas: As manifestações clinicas correspondem ao estagio de desenvolvimento do parasita no hospedeiro. Clinicamente, a esquistossomose pode ser classificada em fase inicial ou aguda (dermatite urticariforme, erupção papular, eritema, edema, prurido, febre, anorexia, dor abdominal e cefaléia) e fase tardia ou crônica (hepatomegalia, diarréia, cansaço, falta de apetite).  Diagnóstico Laboratorial: Alem do quadro clínico-epidemiológico, deve ser realizado o diagnostico laboratorial. Os métodos laboratoriais utilizados no diagnostico da esquistossomose podem ser classificados em diretos (identificação do parasito) e indiretos (mascadores bioquímicos e imunobiológicos). O diagnostico laboratorial básico consiste na realização de exames coprológicos, preferencialmente com uso de técnicas quantitativas de sedimentação.  Diagnóstico Diferencial: A esquistossomose pode ser confundida com diversas doenças em função das diferentes manifestações que ocorrem durante sua evolução, dentre elas: dermatite cercariana (doenças exantemáticas).  Tratamento: Consiste na utilização de medicamentos específicos, para a cura da infecção. Existem dois medicamentos disponíveis para tratamento de crianças e adultos portadores de S. mansoni: o praziquantel e a oxaminiquina. Aspectos Epidemiológicos A esquistossomose mansoni e uma doença de ocorrência tropical, registrada em 54 países, principalmente na África, leste do Mediterrâneo e America. Na America do Sul, destacam-se a região do Caribe, Venezuela e Brasil. Na África e Leste do Mediterrâneo, atinge as regiões do Delta do Nilo e países como Egito e Sudão.
  4. 4. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 4 No Brasil, e considerada uma endemia que atinge 19 Unidades Federadas (Figura 4). Está presente, de forma endêmica, do Maranhão ate Minas Gerais, com focos no Para, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Possui baixa letalidade e as principais causas de óbito estão relacionadas às formas clínicas graves. Estima- se que cerca de 25 milhões de pessoas vivem em áreas sob o risco de contrair a doença. Figura 4. Áreas endêmicas e focais da esquistossomose mansoni. Brasil, 2008. Distribuição da Esquistossomose no Mundo As esquistossomoses, formas intestinal (S. mansoni e o S. japonicum) e urinária (S. haematobium), são doenças humanas antigas. O fato foi comprovado por achados de ovos de Schistosoma em múmias egípcias humanas que viveram por volta do ano de 3.500 a.C. É uma doença parasitária crônica com a segunda maior prevalência entre as doenças tropicais. Depois da malária, a esquistossomose é a maior causa de morbidade em várias partes do mundo. Ela está distribuída, principalmente, na África, América Latina, Oriente Médio, Ásia e Caribe. Enquanto aproximadamente duzentos milhões de pessoas, no mundo, encontram-se infectadas, outras centenas de milhões vivem em áreas endêmicas, expostas à infecção. Esta parasitose constitui um sério problema de saúde pública, colocando em risco cerca de seiscentos milhões de pessoas, em setenta e quatro países. Além disso, cerca de vinte milhões de pessoas morrem em conseqüência de doenças associadas à esquistossomose, como o câncer de bexiga (esquistossomose urinária) e a cirrose (Figura 5).
  5. 5. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 5 Figura 5 – Mapa de distribuição da esquistossomose no mundo em 2007. Tendência da doença no cenário epidemiológico brasileiro Nas duas últimas décadas, observou-se redução do número de casos de formas graves de esquistossomose e das internações hospitalares no Sistema único de Saúde (SUS), assim como marcada diminuição da mortalidade associada à esquistossomose (Figura 6). Houve redução de 90% na taxa de internação hospitalar (1990 a 2009) e de 50% na taxa de mortalidade (1990 a 2008). Também tem havido redução da ordem de 60% no número de municípios com alta prevalência (considerando o percentual de positividade nos inquéritos coproparasitológicos acima de 25%), nos últimos dez anos, ainda que muitas localidades rurais mantenham elevada prevalência da doença.
  6. 6. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 6 Figura 6 - Série histórica das taxas de internação hospitalar e de mortalidade esquistosomosse mansoni por 100 mil habitantes. Brasil, 1990-2009 Transmissão focal no Piauí A transmissão é focal, apenas na cidade de Picos. A prevalência no estado do Piauí tem se mantido inferior a 1%. Em 2004, a prevalência dos 5.862 exames realizados foi de 0,03%. A média anual de internações por esquistossomose, no período de 2001-2005, foi de 0,4. No período de 2000-2004, houve registro de um óbito em 2002 e outro em 2003. As internações e óbitos são decorrentes de pessoas oriundas de outros estados endêmicos. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de bolso: doenças infecciosas e parasitárias. 8 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. _______. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 7 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Saúde Brasil 2009: uma análise da situação de saúde e da agenda nacional e internacional de prioridades em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Sistema Nacional de Vigilância em Saúde - relatório de situação: Piauí. 3 ed.Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Distribuição da Esquistossomose no mundo. Disponível em: http://aeiou.visao.pt/os-mapas-do- risco=f524473. Acessado em: 24 de jan. 2011.
  7. 7. Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Coordenação do Curso de Bacharelado em Enfermagem Observatório Epidemiológico | 5ª Semana Epidemiológica 7 FIOCRUZ. Laboratório de Educação em Saúde. Disponível em: http://www.cpqrr.fiocruz.br:81/labes/paginas/pagina_interna_disc.asp?cod_menudisc=17&cod_sub menu=9. Acesso em: 21 de jan. 2011.

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