MATERNIDADE‐ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND     DISTÓCIA DE OMBRO
DISTÓCIA DE OMBRORaimundo Homero de Carvalho NetoCarlos Augusto Alencar Júnior CONCEITOImpactação do ombro anterior contra...
 Traumas e lacerações perineais Hemorragias pós-parto / atonia uterina / ruptura uterina Diástase de sínfise púbica- Fe...
 Quando da saída do pólo cefálico, este se retrai contra o períneo (Sinalda Tartaruga ou cabeça encravada) e não se conse...
 ATENÇÃO: Não fazer simples compressão vertical do ombro contra asínfise, impactando-o contra a mesma. Isto apenas acarre...
7. ALTERAR a posição (Manobra de GASKIN): Posicionar a paciente sobre os quatro membros, apoiada sobre asmãos e pernas. A...
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Distócia de ombro

  1. 1. MATERNIDADE‐ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND     DISTÓCIA DE OMBRO
  2. 2. DISTÓCIA DE OMBRORaimundo Homero de Carvalho NetoCarlos Augusto Alencar Júnior CONCEITOImpactação do ombro anterior contra a sínfise púbica após desprendimento dacabeça fetal. Quando o diâmetro bi-acromial é maior que o diâmetro antero-posterior (Conjugata Obstétrica).INCIDÊNCIA Variável: 0,3% em fetos de 2500 a 4000g5,0 a 7,0% em fetos de 4000 a 4500g Cerca de 50% ocorrem em fetos de peso normalFATORES DE RISCO Episódio anterior de distócia de ombro Diabetes gestacional Pós-datismo Macrossomia fetal Baixa estatura materna Ganho de peso materno excessivo durante o pré-natal Pelves anômalas Primeiro (fase de dilatação) e/ou segundo (fase de descida) períodosprolongados Uso de fórcipe ou vácuo-extratorCOMPLICAÇÕES- Maternas:
  3. 3.  Traumas e lacerações perineais Hemorragias pós-parto / atonia uterina / ruptura uterina Diástase de sínfise púbica- Fetais: Lesões de plexo braquial Fraturas de clavícula e úmero Hipóxia fetalEXISTE PREVENÇÃO? Ausência de evidências na literatura que mostrem benefícios darealização de cesáreas eletivas em pacientes de risco. A indução do trabalho de parto em pacientes não diabéticas comsuspeita de macrossomia fetal não altera a morbidade materna e fetal(categoria A). Não existem evidências que embasem a indicação de cesárea eletiva atermo em mulheres grávidas com diabetes insulino dependente(categoria B). A ultrassonografia de rotina no final da gestação em pacientes de baixorisco (população não selecionada) não confere benefícios em predizermacrossomia ou reduzir a morbidade (categoria A). Nas pacientes com fatores de risco para distócia de ombro, deve-seaplicar a manobra de “cabeça-ombro”, realizada pela continuação daexteriorização da cabeça fetal até que o ombro anterior tenha sidodesprendido (categoria C).DIAGNÓSTICO
  4. 4.  Quando da saída do pólo cefálico, este se retrai contra o períneo (Sinalda Tartaruga ou cabeça encravada) e não se consegue desprender asespáduas, pelas manobras habituais, após um tempo igual ou maior doque 60 segundos.TRATAMENTO Nesta situação, NUNCA exercer FORÇA EM EXCESSO à cabeça oupescoço fetal e evitar aplicar PRESSÕES SOBRE O FUNDO UTERINO.Estes procedimentos causarão lesões maternas e/ou fetais edesperdiçarão um tempo valioso. Sempre MANTER A CALMA! Em fetos não comprometidos, com trabalhode parto normal, transcorrerão SETE MINUTOS antes que o pH docordão alcance um nível de risco (6,97), tempo suficiente pararealizarmos as manobras sem intempestividade.SEGUIR A SEGUINTE SEQUÊNCIA (Mnemônico ALERTA)1. Pedir AJUDA: Outro obstetra, enfermeira, neonatologista,anestesiologista. Checar condições cirúrgicas do centro obstétrico ematerial de ressuscitação neonatal.2. LEVANTAR as pernas (MANOBRA DE McROBERTS): Consiste na flexão das coxas maternas sobre o abdome,aumentando o diâmetro antero-posterior da pelve e diminuindo alordose lombosacra. Eficácia de 40% quando usada isoladamente ede 50% quando associada à pressão supra-púbica.3. Pressão supra-púbica EXTERNA (Manobra de RUBIN I): Realiza-se pressão supra-púbica sob as costas do feto, com oobjetivo de abduzir o ombro e fazê-lo passar sob a sínfise.
  5. 5.  ATENÇÃO: Não fazer simples compressão vertical do ombro contra asínfise, impactando-o contra a mesma. Isto apenas acarretará traumamaterno-fetal.4. Avaliar EPISIOTOMIA: Realizá-la apenas quando da necessidade de outras manobras, com o intuitode facilitar a introdução dos dedos ou mão. Lembrar que a distócia de ombro éuma impactação óssea e a realização da episiotomia não fará com que oombro seja liberado.5. RETIRADA do braço posterior: Palpar o braço posterior até a dobra do cotovelo e, ao fazer pressão nesta, oantebraço irá fletir sobre o braço, permitindo ao obstetra apreendê-lo, agarrar amão fetal e puxá-la suavemente para fora, desprendendo o braço posterior edepois o ombro. Isto reduzirá o diâmetro bi-acromial e, então, o ombro anteriorpassará sob a sínfise púbica e sairá.6. TOQUE, manobras internas: Manobras que visam girar o ombro anterior nos planos oblíquos esob a sínfise púbica. Necessitam de episiotomia ampliada. RUBIN II: abdução do ombro anterior (introduzem-se dois dedos navagina e realiza-se compressão posterior no ombro anterior do fetoempurrando-o em direção ao feto). Manter a manobra de McRobertsenquanto ela é executada. WOODS (parafuso): Usando-se as duas mãos, associa-se àmanobra de Rubin II uma pressão bi-digital na face anterior do ombroposterior, aduzindo este ombro e ao mesmo tempo abduzindo oanterior, fazendo o feto rodar no sentido horário. WOODS INVERTIDA (reversa): Usando-se as duas mãos, faz-sepressão bi-digital na face anterior do ombro anterior e, ao mesmotempo na face posterior do ombro posterior, objetivando rodar o fetono sentido anti-horário, desfazendo-se a impactação.
  6. 6. 7. ALTERAR a posição (Manobra de GASKIN): Posicionar a paciente sobre os quatro membros, apoiada sobre asmãos e pernas. Aumenta a Conjugata Obstétrica em 1,0 cm. Liberaro ombro posterior com uma suave tração descendente.MEDIDAS HERÓICAS:Quando da falha das manobras anteriores. Fratura proposital da clavícula: Reduz o diâmetro bi-acromial Manobra de Zavanelli: Reposicionamento cefálico para dentro dapelve, seguindo o mecanismo inverso exato da exteriorizaçãocefálica. Exige anestesia e tocólise. Relaxamento muscular (Halotano ou nitroglicerina). Cirurgia abdominal com histerotomia: Cesárea sob anestesia geral. Ocirurgião gira o feto para a posição transabdominal e rodam-se osombros. A extração vaginal é feita por um segundo médico. Sinfisiotomia: Anestesia-se localmente a sínfise púbica, incisiona-sea pele, afasta-se lateralmente a uretra, eleva-se a bexiga e cortam-seos ligamentos.

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