Câncer de pele no distrito federal

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Câncer de pele no distrito federal

  1. 1. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-86 81 RESUMO OBJETIVO estudo foi realizado para verificar a prevalência dos tipos de câncer de pele, diagnosticados no Hospital Universitário de Brasília, durante a Campanha Anual para Exame da População de 1999. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado um estudo descritivo, envolvendo 530 pacientes examinados, em um único dia, no ambulatório do Hospital Univer- sitário de Brasília, durante a Campanha Anual para Exame da Po- pulação. Estimou-se a prevalência dos tipos de câncer de pele mediante aplicação de uma ficha de inquérito. Na análise estatísti- ca, foram considerados os diagnósticos clínicos de câncer de pele, corrigidos, em alguns casos, pelos resultados dos exames histo- patológicos. RESULTADOS Nos pacientes examinados, o câncer de pele foi diagnosticado em 8,11% e as lesões pré-malignas, em 23,2%. Predominou o car- cinoma basocelular (81,4%), seguido pelo carcinoma espinocelular (16,3%) e o melanoma maligno (2,3%). De acordo com a localiza- ção, a cabeça foi a região do corpo mais atingida. A maioria dos cânceres ocorreu nos pacientes de pele branca. O carcinoma basocelular afetou mais as mulheres, enquanto o carcinoma espinocelular, os homens. CONCLUSÃO Visto que a lesão de câncer de pele diagnosticada precoce- mente tem grande possibilidade de cura, é importante a realização de campanhas para exame periódico da pele e esclarecimento da população. PALAVRAS-CHAVE Câncer de Pele; Epidemiologia; Prevalência. brasíliamédica ARTIGO ORIGINAL 1 Professora de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília. SHIS QI 25, conjunto 2, casa 1, 71660-220, Brasília, Distrito Federal. Fone: (61) 367-1331. Fax: (61) 367-3825. E-mail: rnrsampaio@hotmail.com. 2 Acadêmica de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília. SQS 210, Bloco E, apartamento 604, 70273-050, Brasília, Distrito Federal. Fone: (61) 244-2352. E-mail: polinfo@brnet.com.br. O bsbm CÂNCER DE PELE NO DISTRITO FEDERAL: RESULTADO DA CAMPANHA DE 1999 RAIMUNDA NONATA RIBEIRO SAMPAIO1 , NATHALIE DE ABREU CARDOSO2
  2. 2. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-8682 INTRODUÇÃO O câncer de pele é um dos tipos de câncer mais freqüentes no Bra- sil1-4 e no mundo5,6 . Sua incidência vem aumentando, com o passar dos anos4,7-9 . Acredita-se que irá exce- der à de câncer de pulmão, mama, cólon, reto, próstata e bexiga, as- sim como de todos os linfomas com- binados. Sua magnitude, provavel- mente, será similar ao total de to- das as neoplasias não-cutâneas6 . As principais formas de câncer de pele são o carcinoma basoce- lular, o carcinoma espinocelular e o melanoma maligno. O carcinoma basocelular é o menos maligno; não costuma originar metástases; entre- tanto, pode ter malignidade local, invadindo os tecidos adjacentes. O carcinoma espinocelular é menos freqüente do que o carcinoma basocelular; geralmente se origina de lesões preexistentes, afeta pele e mucosas e é mais maligno, por ocasionar metástases e evoluir com maior rapidez, levando à morte. Dotado de grande malignidade, o melanoma maligno origina-se de melanoblastos ou melanócitos da pele normal ou de nevo pigmentar; cresce com maior rapidez, pode ul- cerar e originar lesões satélites e metástases3 . Vários estudos têm contribuído, substancialmente, para o conheci- mento da etiologia do câncer de pele. Os principais fatores de risco relatados são: a exposição solar excessiva, o tipo de pele do pacien- te e a presença de sardas, na in- fância. Essa exposição solar exces- siva e sem proteção é importante na gênese de todos os tipos de cân- cer de pele, porém de forma dife- rente. No melanoma maligno, a ex- posição solar antes dos 20 anos tem maior influência no surgimento da lesão do que a exposição em fases mais avançadas da vida; ou seja, muita exposição solar na infância e pouca na vida adulta representam umriscomaiorparadesenvolvimen- to do melanoma do que pouca ex- posição na infância e muita na vida adulta10 . Já no carcinoma espinoce- lular, consiste em maior risco a ra- diação ultravioleta acumulada du- rante anos. A exposição solar as- sociada ao carcinoma basocelular é semelhante àquela necessária para induzir o melanoma maligno, isto é, altas doses de raios ultra- violeta, intermitentes, mas sufici- entes para causar queimaduras solares, principalmente na in- fância11 . Com relação ao tipo de pele do paciente, as pessoas cuja pele, ca- belo e olhos são claros têm uma maior probabilidade de acometi- mento por câncer de pele1,8 . O ris- co pode ser definido de acordo com a classificação de Fitzpatrick, que compreende 6 tipos de pele: tipo I (sempre queima, nunca bronzeia); tipo II (sempre queima, bronzeia levemente); tipo III (raramente queima, bronzeia moderadamen- te); tipo IV (nunca queima, bron- zeia facilmente); tipo V (nunca queima, bronzeia intensamente); e tipo VI (pele negra)1 . São pro- pensos à carcinogênese os tipos I, II e III se, em associação a es- ses tipos de pele, houver história de queimadura solar prévia; o tipo III, sem história de queimadura solar prévia e os tipos IV, V e VI não são fatores de risco para cân- cer de pele1 . A presença de sardas na infân- cia, como fator de risco para o cân- cer de pele, ainda não é consenso na literatura1 . Alguns autores de- fendem que elas são importante fator de risco para o carcinoma ba- socelular1 , enquanto outros afirmam serem carcinogênicas apenas para o melanoma maligno1 . Outros fatores, associados ao aparecimento do câncer, também foram relatados: trabalho rural, pela grande exposição solar; predispo- sição do organismo, devido à histó- ria familiar de câncer de pele e pre- sença de alterações dermatológicas decorrentes da exposição à radia- ção solar, tais como ceratose solar, lentiginose, telangiectasia facial e elastose, que demonstram a dege- neração da pele1 . No caso do melanoma maligno, os fatores de risco mais importan- tes, em ordem decrescente, são: nevo em transformação, idade adul- ta, lesões pigmentares irregulares (inclusive nevo displásico e lentigo maligno), nevo congênito, pele cla- ra, melanoma maligno prévio, melanoma maligno na família, imunodepressão, sensibilidade ao sol e exposição solar excessiva7 . A identificação desses aspectos relacionados com o surgimento do câncer de pele permitiu a criação de normas, a serem recomendadas à população, a fim de evitar o surgimento de lesões pré-malignas e sua evolução para câncer. Assim, a população deve ser estimulada a usar filtro solar desde a infância e a realizar o auto-exame, procuran- do por lesões que não curam e al- terações em nevos, que devem ser examinados seguindo o esquema dito ABCDE, em que cada letra sig- nifica o que deve ser procurado: Assimetria; Bordas irregulares; Cor acentuada ou de várias tonalidades, pontos escuros ou halo eritematoso; Diâmetro aumentado; Elevação da lesão12 . RAIMUNDA N. R. SAMPAIO E NATHALIE A. CARDOSO bsbmbrasíliamédica
  3. 3. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-86 83 CÂNCER DE PELE NO DISTRITO FEDERAL O objetivo deste estudo é verifi- car a prevalência dos diversos ti- pos de câncer de pele, nos pacien- tes examinados no Hospital Univer- sitário de Brasília, durante a Cam- panha Anual para Exame da Popu- lação de 1999, parte do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele. MATERIAL E MÉTODOS Trata-se de um estudo descriti- vo, envolvendo 530 pacientes exa- minados no ambulatório do Hospi- tal Universitário de Brasília, duran- te a Campanha Anual para Exame da População de 1999, parte do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele. A prevalência dos tipos de cân- cer de pele foi estimada, nessa população, mediante aplicação de uma ficha de inquérito. Anotaram- se os seguintes parâmetros: ida- de, sexo, cor, uso de proteção quando da exposição solar, histó- ria pregressa ou familiar de cân- cer de pele, diagnóstico clínico, evolução e localização das lesões (cabeça, tronco e membros). As lesões pré-neoplásicas foram di- vididas em: nevos melanocíticos múltiplos, outros nevos, ceratose actínica, leucoplasias e outras pré-neoplasias. Os casos de dú- vida ou de preenchimento incom- pleto dos campos do inquérito fo- ram excluídos durante a análise estatística. Na suspeita de neoplasia, soli- citou-se biópsia da lesão. Vinte e duas pessoas (4,2%) foram sub- metidas a esse exame. Foram con- siderados tanto os casos em que não foi realizada a biópsia (ape- nas diagnóstico clínico) como os comprovados por estudo histopa- tológico. Os dados foram analisados, es- tatisticamente, por intermédio dos testes de Fisher e Qui-quadrado. RESULTADOS Dentre as 530 pessoas exami- nadas, 43 apresentaram diagnósti- coclínicoouhistopatológicodecân- cer de pele (8,1%) e 123 de lesões pré-neoplásicas (23,2%), distribuí- das conforme a Tabela 1. Os resultados das biópsias con- firmaram 18 casos de carcinomas basocelulares e um de melanoma maligno. Das suspeitas clínicas de carcinoma basocelular, uma teve resultado histopatológico de carci- noma espinocelular e outra de pele normal. Um caso de suspeita clíni- ca de melanoma maligno foi diag- nosticado, histopatologicamente, como carcinoma espinocelular. Melanoma Maligno O caso de melanoma maligno ocorreu em paciente de pele bran- ca, do sexo masculino e localizado no tronco. Carcinoma Espinocelular Todos os pacientes tinham pele branca, a maioria do sexo masculi- no (57,1%). Em relação à localiza- ção, houve predominância de le- sões, em tronco e membros (40% cada), sobre as localizadas na ca- beça (20%). Carcinoma Basocelular Quanto à cor da pele dos paci- entes com diagnóstico de carcino- ma basocelular, observou-se gran- de diferença entre as cores branca (88,6%) e parda (11,4%). A dife- rença de prevalência entre os se- xos foi muito pequena (masculino: 48,6%;feminino:51,4%),nãosendo significativa estatisticamente(razão de prevalência = 1,33; intervalo de confiança 95% entre 0,70 e 2,52). DISCUSSÃO Uma característica importante do câncer de pele é a visibilidade da lesão primária, mesmo nos está- dios mais inciais5 , contribuindo, as- sim, para o diagnóstico precoce. Com a exérese da lesão, há cura em cerca de 90% dos casos3 . No presente estudo, a população foi atendida em apenas um dia. Entre- tanto, os resultados indicaram quão importante é uma campanha de Tabela 1 - Tipos de câncer de pele e lesões pré-malignas diagnosticadas em 530 pessoas examinadas no Hospital Universitário de Brasília(DistritoFederal)duranteacampanhaanualparaexame da população de 1999 Patologias n % Câncer Carcinoma basocelular 35 81,4 Carcinoma espinocelular 7 16,3 Melanoma maligno 1 2,3 Total 43 100,0 Lesões pré-malignas Ceratose actínica 74 60,2 Nevo melanocítico múltiplo 10 8,1 Outros nevos 36 29,3 Outras 3 2,4 Total 123 100,0
  4. 4. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-8684 RAIMUNDA N. R. SAMPAIO E NATHALIE A. CARDOSO bsbmbrasíliamédica prevenção, pois foram diagnosti- cados 43 casos de câncer de pele e 123 lesões pré-malignas, que têm maiores chances de cura se diagnosticadas precocemente. Diferentemente da metodologia usada em estudos realizados em São Paulo13 e Campinas4 , nos quais todos os diagnósticos clínicos de câncer de pele foram confirmados por biópsia, neste trabalho, repre- sentando o Distrito Federal, e no re- alizado no Piauí2,14 , os resultados basearam-se nos casos diagnosti- cados clínica ou histopatologica- mente. No estudo de Londrina3 , abrangendo o Norte do Paraná, não havia informação sobre a forma de diagnóstico do câncer de pele. Na Austrália11 , pesquisadores entrevistaram a população e entra- ram em contato com os médicos, que referiram diagnóstico de cân- cer de pele, para confirmação diagnóstica. Nos outros estudos, os pacientes envolvidos procuraram o dermatologista dos referidos hospi- tais ou de serviços particulares. Por exemplo, a população pesquisada nos trabalhos de São Paulo e Cam- pinas foi constituída por pacientes atendidos, respectivamente, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (Universidade de São Paulo - USP) e no Departa- mento de Anatomia Patológica da Faculdade de Ciências Médicas (Universidade Estadual de Cam- pinas). As prevalências observadas no Distrito Federal e Piauí2 foram semelhantes (Figura 1). Entretan- to, o estudo de Campinas4 baseou- se apenas nos achados de carci- noma espinocelular e carcinoma basocelular, dificultando assim uma comparação. Figura 1 - Prevalência de câncer de pele na população do Distrito Fe- deral e em populações examinadas em Campinas e no Piauí * Resultados do presente artigo. ** Não foi pesquisada a prevalência de melanoma maligno. Em relação ao carcinoma espi- nocelular, a maior ocorrência no sexo masculino está de acordo com a literatura4,13,14 , assim como a prevalência em pessoas de pele branca14 . A localização preferen- cial no tronco não coincidiu com outros artigos4,13,14 , talvez devido ao fato de a amostra ter sido pe- quena. A diferença de prevalência de carcinoma basocelular, entre pes- soas de pele branca e parda, tam- bém foi observada por outros autores2-4,11,13 com maior inci- dência nas de cor branca. No tra- balho do Piauí, a distribuição foi diferente (branca: 48,7%; par- da: 49%; e preta: 2,3%), pois a população era composta, na mai- oria, por pessoas de pele parda e preta2 . Quanto à distribuição do carci- noma basocelular de acordo com o sexo, existe discordância na litera- tura, sendo que alguns trabalhos, como este, não observaram diferen- ça estatisticamente significativa entre os sexos3,13 , enquanto em ou- tros estudos a incidência foi maior em pacientes do sexo feminino2,4 . O presente trabalho, bem como outros estudos2-4,11,13,15 , com- prova a importância dos raios ultra- violeta no surgimento do câncer de pele, pois a cabeça, região mais acometida no carcinoma basoce- lular, é a mais exposta aos raios solares (Figura 2). Essas informações reforçam a idéia de que campanhas de com- bate ao câncer de pele, com es- clarecimento da população sobre
  5. 5. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-86 85 CÂNCER DE PELE NO DISTRITO FEDERAL a importância do auto-exame e do uso do filtro solar, exame periódi- co da pele e diagnóstico preco- ce9 , são importantes. No Brasil, as campanhas são necessárias, principalmente porque é grande a exposição solar durante todo o ano, o que aumenta o risco de câncer de pele e a necessidade de usar fil- trosolar,relacionado,inclusive,com a remissão de ceratoses solares já existentes16 . Visto que a exposição solar, na infância, é importante para o surgimento do mais freqüente (car- cinoma basocelular) e do mais ma- ligno (melanoma maligno) dos cân- ceres, deve-se dirigir as campanhas de prevenção principalmente aos parentes e responsáveis pelas cri- anças e adolescentes5 , o que tor- na importante a ajuda de profis- sionais da saúde que mais entram em contato com as crianças, co- Figura 2 - Localização das lesões de carcinoma basocelular na população do Distrito Federal, assim como em populações examinadas em distintos locais e períodos * Resultados do presente artigo. ** Não foi pesquisada a prevalência de melanoma maligno. mo os pediatras e os odontope- diatras. Não se pode esquecer, po- rém, que todos os grupos popula- cionais estão em risco de desenvol- ver algum tipo de câncer de pele5 , de forma que toda a população pode ser beneficiada com essas campanhas. Este estudo aponta para a ne- cessidade de que os profissionais da área de saúde esclareçam seus pa- cientes sobre os fatores de risco, a prevenção e as formas de diagnós- tico precoce das lesões precurso- ras e do câncer de pele. Com isso, talvez num primeiro momento, a in- cidência aumente, devido ao maior número de diagnósticos que serão feitos, referente ao número de ca- sos não diagnosticados existentes na população11 . Além disso, outros estudos devem ser realizados para tentar avaliar, de forma mais abrangente, a incidência de câncer 1. Maia M, Proença NG, de Moraes JC. Risk factors for basal cell carcinoma: a case-control study. Rev Saúde Pública 1995;29(1):27-37. 2. Prado H. Câncer de pele: Piauí - 1964- 1984: I- carcinoma basocelular. An Bras Dermatol 1987;62(3):143-6. 3. Minelli L. Estudo estatístico do carci- noma basocelular em Londrina, Paraná, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS de pele, o nível da educação da po- pulação sobre o assunto e as medi- das utilizadas por ela para proteger- se dos raios ultravioleta. AGRADECIMENTOS As autoras agradecem a todos os médicos e estudantes que parti- ciparam da Campanha Anual para Exame da População de 1999 e ao Dr. Pedro Tauil, pela ajuda na aná- lise estatística dos dados da pes- quisa.
  6. 6. Brasília Med 2000; 37(3/4): 81-8686 RAIMUNDA N. R. SAMPAIO E NATHALIE A. CARDOSO bsbmbrasíliamédica Brasil. An Bras Dermatol 1987;62(5/ 6):321-5. 4. Bastos AF, Fonseca A, Faria JL. Acer- ca do carcinoma da pele: a propósito de uma estatística. Med Cutan Ibero Lat Am 1980;8:109-12. 5. Miller DR, Geller AC, Wyatt SW, Halpern A, Howell JB, Cockerell C, et al. Melanoma awareness and self-examination practices: results of a United States survey. J Am Acad Dermatol 1996;34:962-70. 6. Miller DL, Weinstock MA. Nonme- lanoma skin cancer in the United States: incidence. J Am Acad Dermatol 1994; 30:774-8. 7. Mendonça M, Azevedo G. Increasing risk of cutaneous melanoma in Brazil. Rev Saúde Publica 1992;26(4):290-4. 8. Berwick M, Begg CB, Fine JÁ, Roush GC, Barnhill RL. Screening for cutaneous melanoma by skin self - examination. J Natl Cancer Inst 1996;88(1):17-23. 9. Koh HK, Norton LA, Geller AC, Sun T, Rigel DS, Miller DR, et al. Evaluation of the American Academy of Dermatology’s National Skin Cancer Early Detection and Screening Program. J Am Acad Dermatol 1996;34(6):971-8. 10. Autier P, Dore JF. Influence of sun exposures during childhood and during adulthood on melanoma risk. Int J Cancer 1998;77(4):533-7. 11. Staples M, Marks R, Giles G. Trends in the incidence of non-melanocytic skin cancer (NMSC) treated in Australia 1985- 1995: are primary prevention programs starting to have an effect? Int J Cancer 1998;78(2):144-8. 12. Sampaio SAP, Rivitti EA. Nevos pigmentares e melanoma maligno. In: Dermatologia. São Paulo: Artes Médicas; 1998. p.869-86. 13. Goleman B, Friedhofer H, Rivitti EA, Anger M, Souza LC, Goleman R. Car- cinomas basocelular e espinocelular da pele. An Bras Dermatol 1978;53: 373-83. 14. Prado H. Câncer de pele: Piauí – 1964-1984: II- carcinoma espinocelular. An Bras Dermatol 1987;62(3):147-50. 15. Nasser N. Incidência de câncer de pele na região sul do Brasil. An Bras Dermatol 1986;61(2):69-72. 16. Thompson SC, Jolley D, Marks R. Reduction of solar keratoses by regular sunscreen use. N Engl J Med 1993;329: 1147-51. OBJECTIVE This study aims to verify the pre- valence of types of skin cancer diagnosed at the Hospital Univer- sitario de Brasilia during the 1999 annual population screening cam- paign. MATERIAL AND METHODS The study is descriptive and involved 530 patients who were examined in a single day at the Hospital Universitario de Brasilia outpatient facility during the 1999 annual population screening campaign. An estimate was made of the prevalence of types of skin cancer by means of a query sheet. Statistical analysis included the clinical diagnoses of skin cancer, corrected where necessary upon histological and pathological examination. RESULTS In the population of patients under study, diagnoses were made of skin cancer in 8.11% and pre- malignant lesions in 23.2%. The leading diagnosis was basocellular carcinoma (81.4%), followed by spinocellular carcinoma (16.3%) and malignant melanoma (2.3%). As to body regions affected, the most common place was on the head. Most of the cancers were found in SKIN CANCER IN THE FEDERAL DISTRICT: RESULTS OF THE 1999 CAMPAIGN RAIMUNDA NONATA RIBEIRO SAMPAIO, NATHALIE DE ABREU CARDOSO Abstract bsbmbsbm brasíliamédica white patients. Basocellular was found predominantly in women, while spinocellular carcinoma was found more frequently in men. CONCLUSION The fact that early diagnoses of cancer are associated with a greater likelihood of being cured warrants the frequent implementation of campaigns to examine and to educate the population. KEY WORDS Skin Neoplasms; Epidemio- logy; Prevalence. Ver editorial na página 72.

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