Ataque a pele

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Ataque a pele

  1. 1. 3QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Ataque à Pele N° 1, MAIO 1995camada de ozônio. Daí, a preocu-pação com a possível destruição dacamada de ozônio pela ação dassubstâncias emitidas pelas turbinas deaviões supersônicos, aviões militares ejatos comerciais e dos aerossóis queexpelem clorofluorocarbonetos.A radiação eletromagnética podeser descrita como sendo constituídapor ondas eletromagnéticas. As dife-rentes ondas que compõem a radia-ção solar podem ser diferenciadasatravés de seus comprimentos deonda. A distância entre dois pontossimétricos e consecutivos de umaonda (ou de dois mínimos) é o que sedenomina comprimento de onda(Figura 1).Da parte do espectro eletromagné-tico que atinge a superfície da Terra(ultravioleta, visível e infravermelho), afaixa que está diretamente envolvidacom o bronzeamento da pele é a doultravioleta, a mais energética das três.Essa faixa possui um comprimento deonda que varia, aproximadamente, de200 a 400 nanometros. De acordo comMichelle L. Costa Aluna de graduação doDepartamento de Química da Universidade deBrasília, Brasília - DFRoberto Ribeiro da Silva Bacharel emQuímica, doutor em ciências pela Universidadede São Paulo. Docente do Departamento deQuímica da Universidade de Brasília, Brasília -DFTabela 1: O espectro eletromagnético. Umnanometro (nm) corresponde a 10-9m.filtros solares, bronzeamento, radiação ultravioletaA ciência e a tecnologia têm sido ao mesmo tempo solução e causade problemas sociais. A seção “Química e sociedade” apresentaartigos que focalizam aspectos importantes da interface ciência/sociedade, procurando sempre que possível analisar o potencial eas limitações da ciência na solução de problemas sociais.Este texto inicia a série falando sobre os efeitos da luz solar sobre apele humana. Paralelamente ao efeito mais visível, o bronzeamento,a exposição excessiva ao sol pode causar eritemas e até mesmoalguns tipos de câncer, efeitos que podem ser minimizados pelouso de loções que contenham substâncias que atuem como filtrossolares.zeado.Hoje em dia, o sentido do bronzea-do está intimamente ligado a tempo delazer ou a férias. Nessas ocasiões, aspessoas gastam mais tempo preocu-pando-se com a estética. Tanto na praiacomo na piscina, as queixas são sem-pre as mesmas:• Por que é que todo mundo con-segue pegar um bronzeado melhor doque o meu?• Será que possuem um tipo dife-rente de pele?• Será que estão usando um bron-zeador com algum tipo de fórmulamágica?• Por que minha pele quase sem-pre fica vermelha e descasca?Acabe com as chateações contro-lando seu bronzeado. É fácil: basta sa-ber como o sol afeta a pele e comoderterminadas substâncias atuamnuma loção. Vamos começar pelasnoções básicas.O beabá dos raios solaresO sol emite um amplo espectro deradiação eletromagnética, e a maiorparte dela é muito nociva para os se-res vivos. No entanto, grande parteda radiação nociva – raios cósmicos,raios X, ultravioleta (Tabela 1) – éabsorvida pelas camadas superioresda atmosfera, principalmente pelaUma investigação histórica dobanho solar entre os sereshumanos traz conclusõesbastante curiosas. Mesmo em umarápida retrospectiva, verifica-se que apele branca muitas vezes indicouposição de destaque na sociedade.Enquanto trabalhadores, servos eescravos passavam a maior parte doseu tempo ao sol, os aristocratas pro-curavam a sombra, carregando guar-da-sóis, usando chapéus ou viseiras eficando em lugares cobertos. Paramuitos, entretanto, a Revolução Indus-trial levou embora a busca da palidez.Os trabalhadores, agregados emfábricas,passavamlongosperíodosemlugares fechados. A industrializaçãobarateou o custo da sombra e aumen-tou o preço da luz solar. Quem tinha umbronzeado mostrava que tinha tempolivre e saúde para viajar aos locais ondepudessse tomar muito sol. Esta é umaversão da história. Uma outra é que naalta sociedade européia, na década de20, o chique era ter a tez branco-leite.Somente pessoas simples, que traba-lhavam nos campos, eram bronzeadas.Então, a estilista Coco Chanel, depoisde um cruzeiro pelo Mediterrâneo,apareceu com um bronzeado dourado.Sempre ditando tendências, Chanel fezde sua cor a coqueluche do momento.Foi aí que começou a nova era do bron-QUÍMICAeSOCIEDADETipo de radiaçãoComprimento deonda / nmraios cósmicos eraios gamaraios-Xraios ultravioletaluz visívelluz infravermelhamicroondasondas de rádio0,01 a 0,10,1 a 200200 a 400400 a 700700 a 50 00050 000 a10 000 00010 000 000 a10 x 1012m
  2. 2. 4QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Ataque à Pele N° 1, MAIO 1995suas propriedades físicas e com seusefeitos biológicos, a faixa ultravioleta énormalmente dividida em sub-regiões.São elas: UV-C, UV-B, UV-A.Os raios UV-C variam de 200 a 290nm, sendo os de maior energia e me-nor comprimento de onda. Essa radia-ção é nociva aos tecidos vivos. Podematar organismos unicelulares e preju-dicar a córnea dos olhos. Felizmente, oUV-C é absorvido pela camada deozônio da atmosfera. O comprimentode onda dos raios UV-B varia de 290 a320 nm, e atinge a superfície da Terraemquantidadesmuitopequenas.OUV-B provoca a vermelhidão associada àsqueimadurasdosol,sendotambémumdos grandes causadores de algunstipos de câncer de pele. Os raios UV-Avariam de 320 a 400 nm e são a menosenergética das três sub-regiões. ‘Luzesnegras’, usadas para iluminar boates,estão incluídas nesse comprimento deonda. Assim como o UV-B, o UV-A écapaz de acionar os mecanismos dobronzeamento, sendo chamado algu-mas vezes de ‘raio bronzeador do sol’.Embora o UV-B seja o principal res-ponsável pelos efeitos nocivos à pele,alguns especialistas acreditam que oUV-A também contribua na produçãode queimaduras.A profundidade da peleA pele humana possui diversascamadas de tecido. A camada maisexterna é conhecida como epiderme.Napartesuperiordaepiderme,oestratocórneo, células mortas estão comprimi-das de forma compacta em uma cama-da de aproximadamente 20 células deprofundidade. A segunda camada é aderme. Essa camada importante pos-sui o tecido conjuntivo, os capilares, osnervos, as glândulas sudoríparas e osfolículos capilares.Ao longo da membrana que liga aepiderme à derme se encontram doistipos de células especializadas que sãode particular interesse dos banhistas.células responsáveis pela produçãode melanina possuírem uma baixaatividade, então é possível que a pes-soa nunca fique bronzeada.Entretanto, o efeito final da radiaçãoultravioleta é a danificação das proteí-nas que constituem o tecido elástico econectivo da pele. Isso produz umirreversível envelhecimento da pele,que se tornará enrugada, dura e maci-lenta.VermelhorubroUm sinal comum da exposiçãoexcessiva é a vermelhidão – ou erite-ma – associada a queimaduras sola-res. Em geral, os pesquisadores con-cordam que essa reação inflamatória,que pode persistir por muitos dias, éum resultado ou da ação direta dosfótons ultravioletas sobre pequenosvasos sanguíneos ou da liberação decompostos tóxicos de células epidér-micas danificadas. As toxinas espa-lham-se pela derme, danificando oscapilares e causando a vermelhidão,o calor, o inchaço e a dor. Mais sanguecircula pelas áreas afetadas pelo UV,auxiliando no processo de recupe-ração. O grande volume de sanguefaz a pele parecer avermelhada. Acirculação de sangue, que aumentou,também dissipa uma grande quanti-dade de calor do corpo, e este é omotivo pelo qual a área da pele quefoi queimada parece quente ao to-que. Essa reação normalmente atin-ge o auge entre 12 e 24 horas.AutodefesaA pele possui diversos mecanismosde autoproteção. Sua defesa maissimples é aumentar a distância que aradiação deve percorrer antes de cau-sar danos. A pele acelera a produçãode queratinócitos, o que torna a epid-erme e o estrato córneo mais espessos.Essa conduta aumenta a taxa dadescamação, até diversos dias após aqueimadura.O bronzeado não é uma proteçãoabsoluta contra os danos que os raiosUV causam à pele. Sendo uma rea-ção retardada, uma grande quanti-dade de dano pode ocorrer antes deum bronzeamento protetor se desen-volver. A melanina também nãoabsorve todos os raios UV. Pessoasque têm baixa densidade de mela-nina, isto é, as de pele mais clara, têmmuito pouca proteção natural.Figura 1: Uma onda e o seu comprimento deonda.Uma é a célula basal. As células basaisreproduzem células para a epidermechamadas queratinócitos. Os querati-nócitos, ao longo de sua vida, vão seaproximando cada vez mais da super-fície externa devido ao surgimentoconstante de novos queratinócitos, pro-venientes da camada basal, que em-purram os mais antigos. Durante essetrajeto, essas células tornam-se acha-tadas e alongadas e morrem. As célu-las mortas, que agora formam o estratocórneo,sãopressionadasparacimaatéserem desprendidas por um processoconhecido como descamação. Na pelenão bronzeada, os queratinócitos me-dianos levam de três a quatro semanaspara migrar à camada basal da super-fície da epiderme.Injeção de bronzeadoA outra célula especializada produ-zida ao longo da membrana que une aepiderme à derme é o melanócito.Essas células, embora em pequenaquantidade, têm um importante papelna proteção do corpo. Quando os raiosUV-A ou UV-B atingem os melanócitos,eles emitem uma resposta, produzindoum pigmento da pele chamado mela-nina (um polímero complexo), capaz deabsorver radiação ultravioleta. Nasce-mos com diferentes quantidades dessepolímero. Pessoas de compleição claratêm pouca melanina; as de pele more-na têm mais e as de pele escura têmmuita.A melanina interage com a radia-ção solar em dois estágios. No primei-ro, grânulos pálidos (desoxigenados)de melanina próximos à superfície dapele são transformados, pela luzultravioleta, em cor escura (oxidada).Isso produz um bronzeado imediato— normalmente no prazo de umahora — que desaparece dentro de umdia. Um bronzeado mais duradouroé proporcionado pelo segundo está-gio. Nesse processo, novas quanti-dades de melanina são produzidas apartir da tirosina, um aminoácidoabundante na proteína da pele. Essesegundo estágio de bronzeamentoresiste por vários dias sem a neces-sidade de exposições posteriores aosol. Novos banhos de sol não sóproduzem mais melanina como tam-bém aumentam as cadeias de polí-mero e realçam a cor. Contudo, semesmo depois de terem sido estimu-ladas pela radiação ultravioleta as
  3. 3. 5QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Ataque à Pele N° 1, MAIO 1995Ao longo dos anos, uma exposiçãoao UV pode danificar a pele. Pesqui-sas recentes indicam que mudançasna função do sistema imunológico dapele podem acontecer depois de umaúnica queimadura. O câncer de peletem sido associado à exposição aoUV-B. Além disso, o excesso deradiação UV causa envelhecimentoprecoce – a pele torna-se coriácea eenrugada. Esse dano, que podecomeçar enquanto você está aindacom seus 20 anos, é cumulativo eirreversível. Felizmente, muitos des-tes efeitos podem ser evitados. Umaforma de prevenção é ficar fora do solou se cobrir. Para a maioria daspessoas, entretanto, um método maisprático é usar protetores solaresindustrializados.Sombra engarrafadaAgentes protetores solares (oufiltros solares) ajudam a bloquear aradiação UV antes que ela causedanos. Para serem eficazes, os pro-tetores devem ser à prova de água,mas mesmo assim eles acabam sen-do removidos. Além disso, deve serobservado que a água doce dissolveos protetores com mais eficácia quea água salgada.Alguns produtos são opacos e re-fletem a radiação UV, como as pastasbrancas que os salva-vidas costu-mam usar no rosto. Elas contêm pig-mentos brancos refletores como odióxido de titânio (TiO2) e o óxido dezinco (ZnO).Os agentes de proteção solar maisconhecidos são componentes orgâ-nicos sintéticos que bloqueiam seleti-vamente a radiação UV mais prejudi-cial. Suas estruturas químicas usual-mente incluem um anel benzênicosubstituído.O benzeno puro absorve a radia-ção UV-C, mas, adicionando-se ou-tros átomos ao anel benzênico, aabsorção se estende à região UV-B.Esses compostos benzênicos ‘subs-tituídos’ foram sintetizados paraabsorver o UV-B prejudicial e deixaro UV-A passar. Isso permite um bron-zeamento sem queimaduras, apesarde algum dano ainda ocorrer.Um dos agentes de proteção so-lar mais antigos e ainda amplamenteusado é o ácido p-aminobenzóico,comumente conhecido como PABA.São também usados derivados doPABA, benzofenonas e outros com-postos (vide Figura 2). Esses agentespodem ser usados individualmenteou misturados.A preparação do protetor solarideal deve ser esteticamente favorá-vel, de modo que as pessoas queficam muito tempo ao sol sintam-sebem usando a proteção proporcio-nada por esses produtos químicosindustrializados.FPS:fatordeproteçãosolarApós 20 minutos de exposição aosol do meio-dia, um tipo normal depele branca não bronzeada seráafetado pela queimadura do sol, dan-do origem a uma vermelhidão Essavermelhidão só se tornará visível 24horas depois. A exposição necessáriapara produzir esse efeito é chamadade dose eritemal mínima, que de-pende da intensidade da radiação edo tempo de exposição. Ao se com-parar o tempo necessário para pro-duzir esse efeito eritemal mínimo so-bre a pele desprotegida com o tem-po necessário para produzi-la sobrea pele protegida com uma quantida-de padrão de protetor solar, é possí-vel definir o fator de proteção (FP)para um dado protetor.Assim, o fator de proteção solar FPSé definido como:Em que Tpp é o tempo de exposi-ção mínimo para produção de eritemaem pele protegida, e Tpd o tempo deFigura 2: Substâncias comumente usadas em protetores solares.exposição mínima para produção deeritema em pele desprotegida.Um protetor com fator de proteção10 significa que ele permite que sefique ao sol dez vezes mais tempo doque sem sua utilização, com o mesmoresultado. O fator de proteção deve serproporcional à quantidade de luz UVtransmitida através da camada deprotetor sobre a pele. Assim, se o pro-tetor tem uma transmitância de 50%,isto é, deixa passar 50% da luz inci-dente, ele deve proporcionar um FPS2. Em contrapartida, um FPS 10 devecorresponder à transmitância de 10%.Os valores de FPS são obtidos emlaboratórios, mas por razões de or-dem técnica (dificuldade de se fa-bricar uma pele articial que simuleuma pele natural) optou-se pela ado-ção do teste real, sendo as loçõesaplicadas na pele das pessoas (invivo) para determinar o fator de pro-teção. As fontes preferidas de radia-ção solar são artificiais (lâmpadas devapor de mércurio ou de gás xenô-nio). O tipo de pele da cobaia é ex-posta à radiação de uma lâmpadaUV que simula o sol, mas que agemais rapidamente que ele. Uma re-gião do corpo (geralmente as costas)é exposta a uma série de feixes deluz UV. Cada feixe de luz incide porum determinado tempo. Vinte e qua-tro horas depois, a pele é examinadapara verificar o eritema, a vermelhi-dão da queimadura. O tempo mínimode exposição que produz eritema éobservado (25 segundos, por exem-plo). Outra seção das costas é tratada
  4. 4. 6QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Ataque à Pele N° 1, MAIO 1995com uma quantidade precisa de pro-tetor solar, e exposta a uma nova sériede feixes por diferentes períodos detempo. Vinte e quatro horas depois,os locais onde a luz incidiu são exa-minados e, novamente, o tempo míni-mo que produz o eritema é anotado(200 segundos, por exemplo). O FPSé a razão destes tempos.Para fins práticos, isto significa quea pele leva oito vezes mais tempo parase queimar com o protetor solar do quesem ele. Se você normalmente se quei-ma depois de uma hora de sol, vocêpoderia, de acordo com este exemplo,ficar oito horas no sol usando esseprotetor solar.Infelizmente, em nosso país, o altocusto das loções contendo filtros so-lares tem dificultado o acesso dessatecnologia à grande massa da popu-Devido ao fato de efeitos da luz so-lar sobre a pele serem cumulativos enormalmente exigirem anos de exposi-ção até que o câncer se manifeste, osresultados só aparecem muito tempomais tarde.Alguns cientistas acreditam que adestruição da camada de ozônio, quebloqueia a maior parte da radiaçãoultravioleta do sol, está contribuindopara o aumento do câncer de pele. Porenquanto, não existem muitas evidên-cias para sustentar essa noção. Toda-via, os pesquisadores concordam que,com o passar do tempo, a diminuiçãoda camada de ozônio trará problemas.A camada mais externa e dinâmicada pele, a epiderme, serve de primeiroestágio para a manifestação da maioriados tipos de câncer de pele. Tanto ocarcinoma da célula basal quanto o daescamosa se desenvolvem a partir dascélulas mais comuns da pele, os quera-tinócitos, que se formam na base daepiderme e rumam para a superfície dapele. Próximos à base, os queratinó-Recentemente, pesquisadores da Austrália, o país com maiores índices decâncer de pele do planeta, anunciaram a descoberta de novos materiais quequando incorporados ao tecido de roupas leves transformam-nas empoderosos escudos contra os raios ultravioleta, aumentando de cinco a novevezes a proteção da roupa e permitindo que ela seja usada por períodos maislongos ao sol. Uma camisa de algodão comum tem um fator de proteção solarda ordem de 10. Após a incorporação dessas substâncias, é possível aumentaro fator de proteção dessa roupa para 50, mantendo seu peso e conforto.Muitas vezes, quando estamos ao sol, numa praia, por exemplo, cos-tumamos achar que ficar debaixo de um guarda-sol, dentro da água ouusar camiseta são proteções adequadas. Entretanto, não se pode esperarmuito dessas estratégias. Sabe-se que a areia da praia reflete 50% dosraios UV que nela incidem, o que faz com que estes nos atinjam mesmoquando estamos à sombra. A neve reflete 83% da luz incidente, e é capazde promover um bronzeado equivalente ao de estar na praia. A água conduzos raios UV até uma profundidade de 91,5 cm e reflete 5% da luz. Umacamiseta molhada permite que 20 a 30% dos raios UV atinjam a pele.Uma outra curiosidade é que o vidro não transmitemuita luz com comprimento de onda abaixo de 350nm. Se recebermos luz por detrás de uma janela,a principal conseqüência será a verme-lhidão da pele por causa do calor(luz infravermelha). O mesmonão ocorre com o acrílico,que transmite luz decomprimentos deonda me-nores.Curiosidades do bronzeadolação que se expõe diariamente ao sol,seja por lazer ou por necessidade detrabalho. Aos químicos compete odesafio de desenvolver novos produtosmais baratos e de qualidade equiva-lente.O câncer de peleExistem três tipos de câncer depele: o carcinoma da célula basal, ocarcinoma da célula escamosa e omelanoma, que é o menos comum,porém o mais perigoso. Se a luz dosol é a causa, ainda não se sabe. Amorte provocada por melanoma co-meçou a aumentar a partir de 1920, esuas vítimas mais freqüentes sãoprofissionais ou administradores enão trabalhadores que passam seusdias ao sol. Trabalhos recentes sobreepidermologia demonstraram queeventuais superexposições ao sol equeimaduras podem ser mais signifi-cativas do que a exposição contínuae o bronzeamento.
  5. 5. 7QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Ataque à Pele N° 1, MAIO 1995Planeje seu bronzeadocitos são ‘rechonchudos’, mas quan-do se direcionam para fora tornam-se achatados no processo de transfor-mação em células escamosas queformam a resistência da pele, asuperfície protetora. Os melanomassaem dos melanócitos, as célulasprodutoras de pigmentos.As células epidérmicas tornam-semalignas quando o DNA de seusnúcleos é alterado, levando estes ase dividirem descontroladamente ea formarem tumores. A transformaçãodo DNA pode ser causada por repeti-das exposições a raios X , a queima-duras solares, doenças infecciosas oucontato freqüente com certas subs-tâncias. Dentre esses agentes causa-dores de câncer, o mais comum temsido a luz ultravioleta produzida pelosol.Em geral, as pessoas mais vulne-ráveis ao câncer de pele são as depele clara. Negros raramente têm car-cinomas ou melanomas. A razão denegros com melanoma em relação abrancos com esse mal é de 1/15.A pigmentação escura é obvia-mente protetora. Os casos raros demelanoma encontrados entre osnegros acontecem quase exclusiva-mente em regiões mais claras dapele que geralmente não estão ex-postas ao sol: palmas das mãos,solas dos pés, a parte de baixo dasunhas e até a boca. Este fato temlevado os especialistas à conclusãode que a ocorrência de câncer emEste artigo é uma versão adap-tada e ampliada do texto “TheSunworshippers”, de autoria de D.K.Robbins, ChemMatters (vol. 2, n° 2),pp. 4-7, 1984, com permissão daAmerican Chemical Society. Copy-right 1984. Os autores agradecem aAna Cláudia Monteiro Silva peloauxílio na supervisão da adaptaçãodo texto.Para saber maisMAES, D. MARENUS, K. e SMITH, W.P. Novos avanços na fotoproteção. Cos-metics & Toiletries (Edição em Português)vol. 4, set/out, pp. 40-45, 1992.TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R.C. e SILVA, R. R. O azul do planeta: umretrato da atmosfera terrestre. São Paulo,Editora Moderna. Coleção Polêmica. Noprelo.XV EDEQ - ENCONTRO DE DEBAXV EDEQ - ENCONTRO DE DEBAXV EDEQ - ENCONTRO DE DEBAXV EDEQ - ENCONTRO DE DEBAXV EDEQ - ENCONTRO DE DEBATES SOBRETES SOBRETES SOBRETES SOBRETES SOBREO ENSINO DE QUÍMICAO ENSINO DE QUÍMICAO ENSINO DE QUÍMICAO ENSINO DE QUÍMICAO ENSINO DE QUÍMICAOcorrerá nos dias 13 e 14 de outubro de 1995 o XV EDEQ,promovido este ano pelo Departamento de Química daUniversidade do Rio Grande, sob a coordenação do prof.Moacir Langoni Souza.Tema:“A Qualidade no Ensino de Química”.Local:Departamento de Química - URG, rua AlfredoHuch, 474, 96201 Rio Grande - RS.Maiores informações:Fone (0532) 32 9900, ramal 170.XVII ECODEQC - ENCONTRO CENTOXVII ECODEQC - ENCONTRO CENTOXVII ECODEQC - ENCONTRO CENTOXVII ECODEQC - ENCONTRO CENTOXVII ECODEQC - ENCONTRO CENTO-OESTE-OESTE-OESTE-OESTE-OESTEDE DEBADE DEBADE DEBADE DEBADE DEBATES SOBRE ENSINO DE QUÍMICATES SOBRE ENSINO DE QUÍMICATES SOBRE ENSINO DE QUÍMICATES SOBRE ENSINO DE QUÍMICATES SOBRE ENSINO DE QUÍMICAOcorrerá de 18 a 20 de outubro de 1985 o VII EncontroCentro-Oeste de Debates sobre Ensino de Química.Promovido pela Escola Técnica Federal de Goiás, pelaUniversidade Católica de Goiás, pela Universidade Federalde Goiás e pela Regional Goiás da SBQ, o evento terá comocoordenadora a profa. Agustina Echeverria.Maiores informações:Rua 75, n 46, 74055-110 Goiânia - GO; fone (062)223 1232, ramais 167/ 164/ 148/ 140; fax (062)223 1544.EVENTOSQUÍMICA NOVA NA ESCOLA Eventos N° 1, MAIO 1995Cor da pele Sensibilidade ao sol Fator de proteção solarrecomendadomuito claraclaraclara/médiamédiacastanho-escura ou negrasempre se queimacom facilidadesempre se queimacom facilidadequeima-se moderadamentequeima-se muito poucoraramente ou nuncase queimamáximo (PFS 8-14) ou ultra(FPS > 15)extra (PFS 6-7)moderado (PFS 4-5)mínimo (PFS 2-3)mínimo (PFS 2-3) ounenhumnegros provavelmente tenha origemgenética.A geografia também tem umpapel importante no câncer de pele.Regiões equatoriais, onde o sol domeio-dia bate diretamente sobre acabeça, recebem a radiação ultra-violeta mais intensa. Ao norte ou aosul, os raios solares incidem na terranum ângulo mais oblíquo, fazendo umcaminho maior pela atmosfera, deforma que a camada de ozônio absor-ve mais a luz ultravioleta antes deatingirem a superfície.

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