LIVROSFILMESAnalfabetismofuncional – o malnosso de cada diaAutor: Daniel AugustoMoreiraEditora: PioneiraUmaMenteBrilhanteB...
Você sabia? analfabetos funcionais, conceito criado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Edu-cação, a Ciência...
ViZiNhoSDA DUCAFaLa Aê!: Caro amigo, avalie comigo.Quando 68% da população é considerada analfabeta funcional, ou seja, nã...
Você sabia? - na Alemanha, a taxa de analfabetos funcionais é de 14%. Nos EUA, 21%. Na Inglaterra, 22% (paramelhorar esta ...
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Revista Fanzine criada com a intenção de debater o analfabetismo funcional no Brasil, com inspiração nos oito objetivos do milênio, em especial, “Educação de qualidade para todos”.

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  1. 1. LIVROSFILMESAnalfabetismofuncional – o malnosso de cada diaAutor: Daniel AugustoMoreiraEditora: PioneiraUmaMenteBrilhanteBaseadonolivroABeautifulMind:ABiogra-phyofJohnForbesNashJr.,deSylviaNasar.OfilmecontaahistóriarealdeJohnNashque,aos21anos,formulouumteoremaqueprovousuagenialidade.Brilhante,NashchegouaganharoPrêmioNobel.Diagnosticadocomoesquizofrênicopelosmédicos,Nashenfrentoubatalhasemsuavidapessoal,lutandoatéondepôde.ComocontrapontoaoseudesequilíbrioestáAlicia(JenniferConnelly),umadesuasex-alunascomquemsecasoueteveumfi-lho.Pro Dia Nascer FelizDocumentário sobre as diferentessituações que adolescentes de 14 a 17anos, ricos e pobres, enfrentam den-tro da escola: a precariedade, o pre-conceito, a violência e a esperança.Foram ouvidos alunos de escolas daperiferia de São Paulo, Rio de Janeiroe Pernambuco e também de dois reno-mados colégios particulares, um deSão Paulo e outro do Rio de Janeiro.Letramento noBrasilAutor: Vera MasagãoEditora: Globalfomos mausalunosAutor: Rubem Alvese GilbertoDimensteinEditora: PapirusNenhum a MenosAs dificuldades encontradas poruma menina de 13 anos quandotem de substituir seu professor,que viaja para ajudar a mãe doen-te. Antes de partir, ele recomen-da à garota que não deixe ne-nhum aluno abandonar a escoladurante sua ausência. Quandoum garoto desaparece da escola,a jovem professora descobreque ele deixou o vilarejo em dire-ção à cidade em busca de empre-go, para ajudar no sustento dafamília. Seguindo os conselhosde seu professor, ela vai atrásdo aluno.DICASDADUCAEDIÇÃOPILOTO-NOVEMBRO/2010
  2. 2. Você sabia? analfabetos funcionais, conceito criado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Edu-cação, a Ciência e a Cultura) em 1978 para referir-se a pessoas que, mesmo sabendo ler e escrever algo simples,não tem as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional .índicePing Pong com Elizabeth Curypg. 03O que é analfabetismo funcional?pg. 04Teste: Eu sou um analfabeto funcional?pg. 06Biografia do educador Paulo Freirepg. 07Vizinhos da Ducapg. 08Dicaspg. 10O Zine da Duca é uma criaçãodos alunos 4º semestre deComunicação Social– Jornalismo daUniversidade cruzeiro do sul soborientação da Profª Msª Regina TavaresComunique-se com o ZDMande comentários, críticas, sugestões,materiais diversos:zinedaduca@hotmail.comEXPEDIENTERedação / Pauta - Adriana nascimentoDiagramação /Arte - João PontalttiEntrevista - Roberta GalvãoFotografia - Laís carvalhoAssessoria /Impressão - José RobertoPesquisa - Carolina RibeiroZ I N E D A D U C A - N O V E M B R O / 2 0 1 0Este é o primeiro: O Piloto. Nossasexpectativas são maiores que as nossas pretensões. Odesejo de contribuir ainda maior. Pesquisas, elabora-ções, discussões em torno do assunto, AnalfabetismoFuncional, permeia nosso dia a dia desde queescolhemos o tema. O Zine da Duca agora é umarealidade. A questão da Educação no Brasil, oratratada com descaso, ora com tanta seriedade,aparece aqui com uma cara despojada, mas não menosséria.Criar um veículo, uma mídia radical,questionando, expondo um assunto tão relevante emnosso país, nos dá a oportunidade de, comoestudantes de Comunicação Social – Jornalismo,chegar até as pessoas. A possibilidade de nãosomente realizar entrevistas, matérias, reportagens,mas de nos aproximarmos de nós mesmos e de tudo queforma nossa individualidade. Na primeira página donosso Fanzine, você encontrará uma entrevista coma educadora Elizabeth Cury, idealizadora eresponsável do ProgramaUnimel. Em seguida, a matéria principal na qualexpomos o que é e em que situação está o Analfabetis-mo Funcional no Brasil e, a partir de então, oconvidamos a refletir sobre o assunto.A biografia de Paulo freire , um grandeeducador brasileiro, também ilustra as páginas denossa primeira edição. Mas é claro que você nãoficará somente com um mero expectador, suacontribuição será essencial, por isso, haverá duaspáginas com o nome de “Vizinhos da Duca”.Dona Duca, será nossa personagem-aprendiz pelocaminho contra o analfabetismo funcional. Este é oespaço em que a comunidade expressa sua opiniãodentro dos quadros “Fala aê!”.Nos encontraremos a cada quinze dias e será sempreum prazer ter você conosco.Divirta-se!A redaçãoEdiToriALO Zine da Duca é uma abreviação de Fanzi-ne da Educação. O nome foi dado quandoseus criadores pensaram em uma persona-gem que ilustrasse a situação do analfa-betismo funcional. E então, surgiu a ima-gem da senhora esforçada, trabalhadora,mas que por alguns percalços da vida, temdificuldades de interpretação, caracteri-zando-se como analfabeta funcional. Ailustração ficou a cargo de nossa queridaamiga Maria Jaepelt.Henry e Maria JaepeltDe Santa Catarina para São Paulo, astiras de dona duca ilustram nossaspáginas. Com a colaboração de nossosamigos fanzineiros tornamos a dona ducareal.Agradecemos a colaboração de nossosamigos de facebook e fanzine. Henry eMaria Jaepelt. (PALMAS)“bora” pra Santa Catarina!O Grande LancePassam-se os meses,Passam-se os anosDécadas já sepassaramE a esperançaMorre a cada diaDefinha na memóriaJunto com aquelesQue ainda viveram tãopouco...Educação pra quemVai sempre ser ninguém.Eles não formamopiniãoPra eleição.Faça a coisa certa:Não se preocupe!Porque o Brasil seráUm país no futuro.De jovens alistadosNas Forças daLatênciaQue vão ter que jogarPela própria sorte.Mas isso é só pros po-bres,Quase todos pretosUma promessaindecentePra quem é quasegente.O grande lance ainda éSer jogador de fute-bol.Gerações de excluídos,Não mais oprimidosPela cultura da misériaVão lutar por seulugar.Mas, o grande lanceainda éSer jogador defutebol.Passam-se os meses,Passam-se os anosDécadas já sepassaramE a esperança?Thiago Batista
  3. 3. ViZiNhoSDA DUCAFaLa Aê!: Caro amigo, avalie comigo.Quando 68% da população é considerada analfabeta funcional, ou seja, não possui o domíniopleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, 7% analfabeta e 25% alfabetizada fica fácilde entender o fenômeno Tiririca. É um quadro muito triste, mas elegemos nossos pares, aqueles comquem nos identificamos. Entender o analfabetismo funcional vai além, de questões políticas ou sócioculturais. A meu ver é uma questão que afeta o ser em seu desenvolvimento cognitivo como um todo. Oprocesso de ensino aprendizagem pelo qual o individuo passa ainda enquanto criança é definitivo parasua formação como leitor e acima de tudo como elemento multiplicador de ações e situações.Você pode se perguntar, mas muitos universitários ou pessoas formadas votaram no Tiririca?Então, sou forçado a lhe dizer que independente da formação o analfabetismo funcional abrangediversas áreas e níveis de ensino, bem como podemos ter analfabetos com um grau altíssimo deletramento. Inclusive é valido ressaltar a diferença entre alfabetização e letramento, em linhasgerais alfabetização é o processo de utilização do alfabeto como código de comunicação, já oletramento é a apropriação da leitura e escrita. E enquanto o caso Tiririca segue sem um fim certo(afinal de contas ele é ou não analfabeto?) deixo aqui minha questão a ser respondida por cadaum independente do voto: sabemos o que fazer com o que nos é dado como opção?George Hamilton dos Santos, Pedagogo formado pela Universidade Bandeirantes de São Paulo,Educador Social, atuante na Sociedade Beneficente Caminhando para o Futuro.FaLa Aê!: A educação vem em que lugar?“Faça a coisa certa: Não se preocupe! Porque o Brasil será, um país no futuro.”E não nos preocupamos mesmo.Levante a mão qual pai de adolescente nos dias de hoje, ao procurar uma escolapública para matricular seu filho, não adota o nível de ensino somente como 3º ou 4ºquesito para sua decisão. Se pensarem bem, poucas mãos estarão longe dos bolsos nessemomento. Estranho? Não é. Pela ordem, os pais pensam em: Proximidade da residência,Segurança (se a escola tem fama de “barra pesada”), Preferência dos filhos, Nívelde ensino.Mas, convenhamos, dá para dizer que esse é um critério totalmente equivocado ealienado? Equivocado, talvez, afinal, se a busca é por uma instituição que tem o objetivo deoferecer formação educacional, o crivo insofismável para elegê-lo deveria ser suaeficácia em cumpri-lo; em uma situação ideal, assim seria. Alienado, infelizmente, não. Asescolas públicas atingiram um nível equilibrado de ensino entre si, um nível muito baixo,que não forma, apenas informa que, com uma freqüencia de 75%, você já está educado eapto para prosseguir em sua jornada acadêmica. Diante disso, e diante também daimpossibilidade de pagar por uma educação um pouco mais crível, é totalmentecompreensível que os pais tomem como prioridade, ao escolher uma escola, que seus filhosvoltem para casa sãos e salvos e o mais rápido possível.Thiago Batista, 28 anos, compositor, músico e produtor musical.PiNg PoNgCOM: ElIzaBeTh CuRyProfessora. Mestre, pela Universidade de São Paulo, em LínguaPortuguesa e Estilística exerceu a função durante 13 anos na Universi-dade Cruzeiro do Sul. Hoje aposentada, se dedica aos programas: Ler eEscrever, Toda Força ao 1o. Ano (do Município); Bolsa Escola Pública eUniversidade na Alfabetização (do Estado) e no projeto particular Uni-versidade na Melhoria da Escrita e da Leitura, o Unimel.Qual o perfil das pessoas que partici-pam do programa?Esse perfil é variado: temos de quintasa oitavas séries, em turmas organiza-das pelas escolas, conforme a disponi-bilidade de todos e um grupo mais hete-rogêneo, no campus São Miguel, ondetemos desde pessoa graduada a estu-dantes de diferentes séries. Preferi-mos sempre formar grupos com alunoscom dificuldades, mesclados a alunosde bom rendimento.Para que o programa Unimel foicriado?O programa foi criado com dupla finalida-de: estender a oportunidade de prática noensino de leitura / produção de sentido,escrita e expressão oral aos alunos doCurso de Letras; a outra intenção foi con-tribuir com a comunidade Cruzeiro do Sul,levando a escolas da região e ao própriocampus São Miguel a oportunidade de de-senvolver esse tipo de competência, im-portante a todo equalquer cidadão.A Senhora acha que processo de alfa-betização precisa mudar? Em que?É uma pergunta complexa. Aquilo emque eu acredito, mesmo, é num traba-lho de alfabetização e letramento fei-to com bastante envolvimento de quemo faz, para que todos os sujeitos parti-cipantes entrem no movimento intensoe ao mesmo tempo cuidadoso que a mis-são exige. Assim os resultados serãopositivos e prazerosos.O que a Senhora acha do sistema de pro-gressão continuada em vigor no estado deSão Paulo?Se ele fosse PROGRESSÃO CONTINUADA,seriamente desenvolvida, e não PROMO-ÇÃO AUTOMÁTICA, talvez tivéssemos as-sistido a uma experiência inovadora, masisso sequer aconteceu.Por que encontramos cada vez mais den-tro das Universidades, alunos com carac-terísticas de analfabetismo funcional?Deve ser porque o sistema instaladopermite.A senhora acredita que há como recuperaros milhões de pessoas que são analfabe-tos funcionais?Se me perguntam isso, eu respondoque SIM, mas, se começasse hoje ummovimento nessa direção, eu não sa-beria prever quanto tempo demorariapara tal recuperação, ainda que todosacordassem para o fato, inclusive as polí-ticas públicas.Você sabia? - o Brasil avançou muito: começamos o século 20 com cerca de 65% de analfabetos, tendo baixado pa-ra 51% em 1950 e apresentado reduções mais drásticas só a partir de 1975, para chegarmos ao ano 2000 com 13%de analfabetos. Hoje são 8%.ra sermos mais... aprendamos mais...O que significa para o nosso país, milharesde pessoas que não conseguem se expressarcorretamente?Creio que não ter as competências leitora eescritora, bem como a oral, que habilitamum cidadão a transitar pelos diferentes fa-lares de sua língua materna, é fator signifi-cativo no nível de desenvolvimento do país.
  4. 4. Você sabia? - na Alemanha, a taxa de analfabetos funcionais é de 14%. Nos EUA, 21%. Na Inglaterra, 22% (paramelhorar esta taxa, o governo britânico introduziu a "Hora da Leitura" no ensino fundamental ). Na Suécia, a ta-xa é de 7%. Estudantes da classe média brasileira lêem pior do que operários alemães.É denominada analfabeta funcional, a pessoa que não possui habilidade para interpretação detextos, mesmo tendo a capacidade de ler e escrever. Podemos classificar também, a pessoa nasituação de escolaridade inferior a quatros anos, que tenham mais de 15 anos de idade.Na última pesquisa realizada pelo PNAD ((Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009,divulgada no dia oito de setembro deste ano e por meio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística), 20,3% da população brasileira é caracterizada como analfabeta funcional.Sendo o quinto país mais populoso do mundo, com 192.304.735 de habitantes (IBGE), o Brasilcarrega a marca de ter aproximadamente 39 milhões de pessoas que só compreendem frases curtase operações aritméticas básicas. Sem contar os 14,1% que não sabem ler e escrever.Apesar dos dados preocupantes, o analfabetismo funcional vem diminuindo. Em 2004, oíndice era de 24,4%. Na região Sudeste, mais estruturada e politizada, o índice de analfabetosfuncionais está em torno de 15%. No nordeste, além da seca e da falta de trabalho, os nordestinossofrem mais com a baixa qualidade do ensino, o que resulta uma taxa de 30,8%.O ANALFABETO FUNCIONAL E A UNIVERSIDADEA dona de casa, Maria Nilva do Nascimento, parou de estudar jovem porque precisava ajudar amãe financeiramente. Por várias vezes, tentou voltar aos bancos escolares sem ter sucesso. Todasas vezes que precisa resolver algum problema no Banco, precisa chamar o filho mais velho.“Nunca consigo entender o que a gerente fala do meu extrato bancário”, diz a aposentada.São pessoas como estas que conseguem enviar seus filhos a Universidade, mas não tem no-ção se eles terão a real capacidade de exercer o que aprenderam. A verdade é que, cada vez mais, asFaculdades precisam se preocupar com o despreparo dos estudantes que chegam às salas de aulacom dificuldade de aprendizagem.Para o professor de técnicas de rádio da Universidade Cruzeiro do Sul, tanto os alunos quantoos professores, precisam trabalhar juntos e enfrentar esse problema de frente: ”Para tentar solu-cionar ou amenizar o problema, entendo que basta vontade, por parte do professor, de ter paciênciapara dar uma atenção maior para esses discentes. Tenha a certeza de que o resultado final serámuito bom para o professor – notar uma melhora significativa no rendimento do aluno – e melhorainda para o próprio aluno – perceber resultados positivos no seu aprendizado”, conclui odocente.ANALFABETISMOFUNCIONAL NO BRASILVocê sabia? - no Brasil a escola tradicional é construída no modelo da linha de montagem, tempo mecânico. Entãose transforma em uma experiência de sofrimento, e as crianças não aprendem, o caminho da reforma da educaçãonão passa por novas tecnologias, nem novas ciências, passa pelo coração.BiografiaPaulo FreirePaulo Reglus Neves Freire, mais conhecido como Paulo Freire, nasceu em 1921 no estado doPernambuco, era educador e filosofo brasileiro, um dos mais importantes. Pertenceu a uma famíliade classe média, o que não o impediu de conhecer a pobreza e a fome na infância, durante a depressãoem 1929, por isso, sua preocupação com a educação dos mais pobres.Pode ser definido como estudioso e ativista social. Tinha por objetivo ensinar a lerdesenvolvendo uma visão crítica da sociedade a partir do uso de palavras, ações e termos ligados àrealidade do aluno. Fez uma síntese de algumas correntes filosóficas de sua época, como oexistencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.Na Universidade do Recife, em 1943, fez a Faculdade de Direito, mas preferiu se dedicar aoestudo da filosofia da linguagem e lecionar em uma escola de segundo grau.Em 1946, tornou-se diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social emPernambuco. Em 1962, suas primeiras experiências de alfabetização popular, ou seja, a primeiraaplicação do Método Paulo Freire.Em 1963, chefiou um programa de alfabetização e conseguiu, em 45 dias, alfabetizar 300adultos. Em 1964, coordenou o Plano Nacional de Alfabetização do governo de João Goulart, atéque foi surpreendido pelo golpe militar.Durante a ditadura seus métodos foram considerados subversivos e compactuantes com ocomunismo. Teve de se exilar e só pode voltar ao Brasil em 1979. Exilado no Chile, expôs seus méto-dos de alfabetização no livro Pedagogia do Oprimido, onde escreveu sobre a alfabetização deadultos inseridos nas camadas menos favorecidas da sociedade.No Chile foi consultor da UNESCO. Na Suíça, consultor do Escritório de Educação doConselho Mundial de Igrejas, onde desenvolveu programas de alfabetização para a Tanzânia e GuinéBissau. Nos Estados Unidos ministrou aulas na Universidade de Harvard.Perguntas como: Quê? Por quê? Como? Para quê? Por quem? Para quem? Contra quê? Contraquem? A favor de quem? A favor de quê? Faziam com que os alunos compreendessem a razão efinalidade das coisas, e se alfabetizassem a partir de assimilações.Quando Freire retornou ao Brasil escreveu mais dois livros – Pedagogia da Esperança e ÀSombra desta Mangueira – e lecionou na Unicamp e na PUC-SP.Em 1989 foi secretário de Educação do Município de São Paulo. Nessa fase, criou oMOVA – Movimento de Alfabetização – programa público de apoio a salas comunitárias de Educaçãode Jovens e Adultos, até hoje adotado em algumas prefeituras.Em 1991, foi fundado o Instituto Paulo Freire. No instituto está disponível arquivos doeducador. O local realiza numerosas atividades relacionadas às idéias de Freire e atua em projetosda educação brasileira e mundial.Faleceu no dia 2 de maio de 1997, em São Paulo, vítima de infarto.
  5. 5. 1. Qual o seu nível de escolaridade?A) Nunca estudeiB) Estudei 4 anos ou menosC) Terminei pelo menos o 1º grau2. Você tem dificuldade de se comunicar comas pessoas?A) Sim, fico inseguro e acanhado, porque tenhomedo de não ser compreendido.B) Depende do assuntoC) Não, não tenho dificuldades de me comunicar3. Costuma argumentar o seu ponto de vista sobre determi-nada situação?A) Prefiro não expor minha opinião, já que nunca consigo formu-lar uma idéia.B) Só quando conheço muito bem o assunto, caso contrário pos-so não conseguir argumentar.C) Sempre exponho minha opinião, estamos aqui para aprendersempre.4. Houve situações que você leu um texto/reportagem/ citações e não conseguiu compreen-der?A) Sempre acontece.B) Já aconteceu algumas vezes, mas li de novo e conse-gui entender.C) Dificilmente isso acontece.5. Você tem o hábito de pra-ticar a leitura?A) Nunca tive o hábito, tenhodificuldades.B) Tento ler, mas sempre meconfundo. Tenho que ler amesma coisa várias ve-zes.C) Sim, leio moderadamente.6. Em relação às operações aritméticas, você:A) Não compreende nenhuma.B) Compreende apenas as básicas como: adição,subtração, multiplicação e divisão.C) Consigo lidar com fórmulas, porcentagens e cál-culos mais complexos.7.Emumtextolongo,você:A)Nãoconsegueextrairasinformaçõesenemtirarumaconclusãodomesmo.B)Consegueextrairapenasinformaçõesdifusasdotexto,comumanoçãobásicadaconclusão.C)Compreendeeextraitodasasinformaçõesessenciaistendoassimumaboaconclusão.Maioria A- Nível 1, também conhecidocomo alfabetização rudimentar, concebeaqueles que apenas conseguem ler ecompreender títulos de textos e frasescurtas; e apesar de saber contar, têmdificuldades com a compreensão denúmeros grandes e em fazer asoperações aritméticas básicas.Maioria B - Nível 2, também conhecidocomo alfabetização básica, concebeaqueles que conseguem ler textos curtos,mas só conseguem extrair informaçõesesparsas no texto e não conseguem tiraruma conclusão a respeito do mesmo; etambém conseguem entender númerosgrandes, conseguem realizar asoperações aritméticas básicas, entretantosentem dificuldades quando é exigidauma maior quantidade de cálculos, ouem operações matemáticas maiscomplexasMaioria C - Nível 3, tambémconhecido como alfabetizaçãoplena, concebe aqueles que detêmpleno domínio da leitura, escrita,dos números e das operaçõesmatemáticas (das mais básicas àsmais complexas).Eusouumanalfabetofuncional???Você sabia? - apenas 17 milhões de pessoas no Brasil compraram ao menos um livro no último ano, 10% da popula-ção. A média de leitura por habitante é de 1,8, contra 7 da França, 5,1 dos Estados Unidos, 5 da Itália e 4,9 da In-glaterra. Em todas as nações desenvolvidas, metade da população é razoavelmente letrada, o que temfavorecido o progresso.O QUE HÁ DE ERRADO NA E-DUCAÇÃO DOS BRASILEIROS?Segundo especialistas, o sistemaeducacional no Brasil é superficial. Nosúltimos 25 anos, o aprendizado foifragmentado, levando o aluno a somenteaprender a ler e a escrever e não o ensina autilizar com competência a leitura e a escrita,ou seja, cria um aluno que lê, mas não életrado, porque não consegue aplicar no seudia a dia o que leu. O aluno não é preparadopara compreender o que lê.São necessárias uma reavaliação e umarevolução educacionais. A falta de políticaspúblicas sérias é condenável, uma situaçãoque parece que gira em torno de si mesma.Vejamos pelo caso do Estado de São Paulocom a Progressão Continuada, criada em1997, pelo governo Mário Covas, com oobjetivo de acabar com a evasão escolar. Osistema de não repetência dos alunos de 1º a8º série do ensino fundamental, vemperpetuando a entrega do diploma aodespreparado, ao cidadão que conclui o graumédio, muitas vezes, sem conseguir escrevero próprio nome corretamente.Para a ex-professora substituta emBiologia, Rafaela Quintanilha, falta interessedos professores e alunos: “O que deveriaservir como incentivo ao aluno para continuarestudando e ao professor para acompanhá-loe ajudá-lo a prosseguir desenvolvendo seuconhecimento, tornou-se um escudo para oaluno que não se esforça, justificando"passarei de ano assim mesmo", e umadesculpa para o professor que não buscamelhorias na didática e justifica "este alunopassará de ano mesmo", declara a bióloga.COMUNIDADE ORGANIZADAEm meio a toda essa problemática, há aquelesque se cansaram de apenas assistir ao caos epreferiram criar meios de aliviar a condiçãodesfavorável. Como o caso da Educadora ElizabethCury, que criou o projeto UNIMEL (Universidade naMelhoria da Escrita e da Leitura), no campus SãoMiguel da Universidade Cruzeiro do Sul.A iniciativa atende um público diversificado que vaido aluno de 5º série a graduandos. O programaincentiva à expressão oral, à leitura adequada àsdiferentes situações da fala e aos diferentes níveisde linguagem, com o objetivo de diminuir oanalfabetismo funcional.Também, podemos citar o programa criado pelo de-partamento Educacional da BSGI (Brasil SokaGakkai Internacional), “Na magia da Leitura”. Pormeio de encontros semanais, os participantes lêem,interpretam e discutem o que compreenderamutilizando grandes obras brasileiras, estabelecendo,assim, a função social da leitura.

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