Surpreenda me

23.301 visualizações

Publicada em

Surpreenda-me

Publicada em: Educação
0 comentários
31 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
23.301
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
280
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
447
Comentários
0
Gostaram
31
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Surpreenda me

  1. 1. 1 laro
  2. 2. 2
  3. 3. 3 AVISO A tradução em tela foi efetivada pelo grupo Books4All de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo Books4All tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo Books4All de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Outubro Proibido todo e qualquer uso comercial Se você pagou por esta obra, VOCÊ FOI ROUBADO.
  4. 4. 4 BIOGRAFIA Megan Maxwell é uma reconhecida criativa escritora do gênero romântico. De mãe espanhola e pai americano, publicou romances, como: Te Lo dije (2009), Desejo Concedido (2010), Foi um beijo Louco (2010), Te esperarei por toda minha vida (2011), Niyomismalosé (2011), As rãs também se apaixonam (2011), O que é importante pra você? (2012), Esqueci de te esquecer (2012), As Guerreiras Maxwell. Desde Onde se Domine a Planície (2012), Os príncipes Azuis Também Desaparecem (2012), Peça-me o que quiser (2012), Quase um Romance (2013), Me chame de Chocolate (2013), Peça o que quiser, agora e sempre (2013), Peça-me o que quiser ou deixe-me (2013) e ¡Ni lo sueñes! (2013), bem como contos e relatos em antologias coletivas. Em 2010 ganhou o Premio Internacional Seseña de Novela Romántica e em 2010, 2011 e 2012 recebeu o Premio Dama de Clubromantica.com e em 2013 recebeu o AURA, prêmio dado pelo Encontro Yo Leo RA (Romantico Adulto). Peça-me o que quiser é sua estréia no gênero erótico, foi premiada com as Três Plumas pelo melhor romance erótico que outorga o Prêmio Pasión pelo romance. Megan Maxwell vive num lindo vilarejo perto de Madri na companhia do marido, de seus filhos, seu cachorro Drako, e seus gatos, Romeo e Julieta. Para encontrar mais informações sobre a autora e sua obra acesse: www.megan-maxwell.com
  5. 5. 5 CAPITULO 1 Alto... Moreno... Olhos azuis... Sexy... Simpático... Assim é Björn Hoffmann. Desfrutar de uma noite de sexo quente nas sensações de um homem como ele, era a coisa mais fácil e divertida do mundo. As mulheres, e até mesmo um homem, ficam loucos se fixar seu olhar leonino neles e lhes propôr entrar em um reservado. Björn era quente... Muito quente. Como normas, os homens que entravam sozinhos nesse ou em quaisquer outros locais de swing, não tinham o direito de escolher. Eles eram os escolhidos. Mas para Björn não funciona assim. Ele escolhia. Ele decidia. Ele selecionava. Nessa noite, depois de uma semana de muito stress e trabalho, conduzia seu elegante esporte cinza com grandes sensações enquanto escutava o CD em seu carro, Let’s stay together, de Al Green, um dos seus cantores preferidos. I’m, I’m so in love with you Whatever you want to do is all right with me Cause you make me feel so brand new And I want to spend my life with you.
  6. 6. 6 A música, como dizia a sua grande amiga Judith, amansava as feras, e cantarolar música soul enquanto dirigia, o relaxava e o estimulava para a noite de sexo que desejava ter logo mais. Não havia chamado nenhuma de suas conquistas. Ele não precisava. Ele só queria sexo, sem jantar e discursos entre os dois. As mulheres o encantavam. Ele tinha um bom tempo com elas. Eram maravilhosas e excitantes. Então, tentava cercar-se daquelas que eram como ele. Que pensavam como ele. Que agiam como ele. Que só exigiam sexo. Só sexo. Ao chegar ao Sensations, Björn colocou o carro no estacionamento. O guarda sorriu para ele. Esse cara tinha estado lá mais vezes e quando ele olhou sentiu especial. Uma vez fora do estacionamento, Björn entrou no local e ao entrar, encontrou com vários amigos. Conversou com eles cordialmente até que viu um casal que ele conhecia e com apenas uma olhada, se entenderam. Minutos depois, na companhia de dois de seus amigos, Carl e Hans, Bjorn aproximou-se do casal. George e Susan sorriram ao vê-lo. Não era a primeira vez que jogavam juntos, e minutos depois os cinco fizeram o seu caminho para uma das cabines reservadas. Não precisavam falar. Todos sabiam o que queriam. Todo mundo sabia o que procurava. A noite prometia ser excitante e quente. Ao entrar na cabine, George sentou-se na cama enquanto os demais permaneceram em pé. Susan, uma mulher com uma bela figura e cabelos longos e sedosos, estava disposta a desfrutar do sexo com esses homens e, olhando para eles, mordeu os lábios em antecipação a espera do início do seu jogo quente. Seus mamilos já estavam duros e sua vagina lubrificada. Tremia enquanto pensava no prazer.
  7. 7. 7 Björn sorria. Gostava de sentir a excitação das mulheres. Portanto, depois de deixar sua taça sobre a mesa, aproximou-se dela e perguntou em seu ouvido: - Você está pronta, Susan? - Sim. - Disposta para jogarmos com você? - Insistiu passando as mãos em seus mamilos. Ela assentiu com a cabeça e acelerou a respiração. Sem necessidade de tocá-la, por seu gesto, Björn já sabia que seus fluidos transpassavam o tecido fino da calcinha. Nunca, nenhuma mulher, em seus 32 anos de vida, havia rejeitado esta abordagem intima. Elas gostavam. Possuiam. Björn era tão sexy, tão viril, que todas, absolutamente todas, caiam sob a sua influência, especialmente quando viam seus olhos azuis. Susan gostava de jogar com vários homens. Não gostava de mulheres. Seu apetite sexual era insaciável e seu marido amado adorava vê-la nessa atitude. Era seu jogo. Eram suas regras e lhe encantava desfrutar do quente e do prazer. Susan virou-se para enfrentar Björn de frente. Seu olhar de luxuria falava por si. Desejava-lhe. Ela queria que a tocasse. Morrendo de vontade de sentir prazer e embebida de imaginar como iria jogar com que esses homens. Lentamente, começou a desfazer os botões de sua blusa, enquanto sua respiração acelerava. Dois segundos depois, viu seus seios maiores, seus mamilos duros, e murmurou: - Susan, eu adoro seus seios. - São para você - ela ofereceu. Björn sorriu. Ele se sentou na cama e fez um gesto com o dedo para se aproximar, enquanto todos observavam. Ela obedeceu e quando ela estava diante dele, excitada levou seu
  8. 8. 8 maravilhoso mamilo direito até a boca de Björn, que aceitou de bom grado. Durante vários minutos ele o lambeu e chupou até que ficasse duro como uma rocha. Ela sorriu. George, marido de Susan, levantou-se. Ele abriu o zíper de sua saia, que caiu aos seus pés. Ele, então, desfez duas tiras douradas que ligavam a sua calcinha e esta caiu ao chão também, deixando descoberto seu lindo púbis raspado e seu redondo e apetitoso traseiro. - Interessante - sussurrou Hans, chegando a dar-lhe um tapa na bunda. George, o marido, sorriu. Ele começou o jogo. Ele soltou as calças e removeu os shorts. Sentou-se na cama e, tocando seu pênis duro, olhou para Carl e sussurrou: - Eu também quero jogar. Carl veio a ele, sem demora, e George lhe tirou as calças e as cuecas. Diante dele veio uma quente ereção, e sem pensar nisso, o colocou direto na boca. Ele provou. Ele desfrutou enquanto Carl fechava os olhos e apertava as nádegas para ele com prazer. Susan, excitada ao assistir à cena, suspirou quando Björn, cada vez mais gostoso, chupava seus mamilos e Hans começou a tocá-la por trás. A intensidade do momento subia. Susan e George tinham encontrado o que foram buscar nesse local. Björn desfrutava com delicadeza o que ela ofereceu sem reservas. Mas quando ela tentou despi-lo, ele a parou e sussurrou. - Eu faço isso. - Você não quer a minha ajuda?
  9. 9. 9 Björn negou com a cabeça. Ele não gostava de estar nas mãos de ninguém. Ele decidia quando tirava a roupa e quando colocava. Todos aceitavam e Susan não seria diferente. Enquanto Björn se despia, colocando suas roupas sobre a cadeira, ordenadamente dobrada, Hans tinha masturbado a mulher, que já estava encharcada e ansiosa pelo pênis que se mostrava a ela potente e viril. Björn sorriu. Sabia do seu magnetismo. Ele sentou-se nu na cama e, sem tirar os olhos de Susan, recorreu ao seu monte de Vênus depilado e indicou: - Aproxime-se. Ela fez e ele a tocou. Ele baixou a mão lentamente para levá- la entre suas pernas e viu que estava molhada, muito molhada. Hans, por trás, apertou seus mamilos enquanto ela fechava os olhos, um sinal de alegria, e seu marido, continuava a sua agradável felação. Por vários minutos, Björn andou novamente seus dedos pela fenda molhada, até que ela abriu as pernas para lhe facilitar o acesso. Ele ajoelhou-se diante dela e colocou a boca no seu púbis. Ele mordeu. E quando ele sentiu que ela vibrou com prazer, com seus dedos abriu os lábios vaginais e colocou a boca entre as pernas. Susan engasgou. A boca de Björn era impetuosa, e quando chupou seu clitóris com prazer, ela só podia suspirar e desfrutar. Minutos depois, Björn se deu por satisfeito. Sentou-se e, agarrando sua cintura, inclinou-se para ele. Sem falar, ele colocou um dedo em sua vagina molhada e segundos depois, outro. - Você gosta que joguem com você assim? Susan sacudiu e balançou a cabeça. Abriu mais as pernas e se agarrou em seus ombros, deixando se masturbar com força por ele, enquanto Hans cercava seu traseiro sussurrando coisas
  10. 10. 10 quentes e muito... Uma elevação na voz em seu ouvido que a deixava louca. Um grunhido de satisfação lhes fez saber que Carl tinha vindo ao clímax com a felação de George. Björn, que continuou a masturbando com os dedos, de repente, parou e disse: - Vá para a cama e ajoelhe-se em seu marido. Estimulada e ansiosa por sexo, fez o que esse Adônis lhe pediu. Uma vez que ele a tinha como ele desejava, Björn subiu na cama atrás dela trazendo a boca para seu ouvido, sussurrou: - Agora vá até ele e solte seus seios em seu marido. Quando Bjorn viu que George os meteu na boca, sussurrou: - Eu quero que você diga ao seu marido o que você quer que aconteça e, em seguida, o quanto você gosta quando te fodo. - Sim - ela engasgou excitada. -Abra as pernas, Susan. Não era a primeira vez que jogavam desse jeito. Momentos mais tarde, enquanto Björn a masturbava, ela começou dizendo ao marido que queria ser toda fodida. Ela queria vários pênis nela e ela não iria parar agora. George, ao ouvir, se masturbou com força debaixo de seu corpo. Ambos gostavam de brincar e Björn, agarrando seu pau duro, colocou um preservativo e lentamente se introduziu nela enquanto Susan gemia. - Assim... tudo... tudo... Björn parou e, dando-lhe um tapa no traseiro, exigiu: - Não me peça nada. Diga ao seu marido o que eu te faço, certo? Enlouquecida com a sua voz e pelo que pediu, sussurrou: - Björn abriu minhas pernas e está me fodendo – Ele, quando ela mencionou isso, deu um empurrão que aprofundou seu ataque a
  11. 11. 11 ela, ofegante, acrescentou: - Eu meti todo o meu pau, querida. Eu gosto. Sinto-me completo... Mais... Acalorado por escutar o que ela mencionou, o marido agarrou-a pela cintura e mudou-se para ficar frente à Bjorn. - Mais. Eu quero que me foda mais - assobiou. Björn sorriu ao ouvir e se ajeitou nela até que esteva totalmente dentro. - Assim, George? Quer que eu foda a sua mulher assim? Susan suspirou. A luxúria e a curiosidade que sentia naquele momento, não queriam falar, e George, louco no momento, disse: - Assim... Foda-a assim. Björn sorriu. Gostava desses jogos, e com uma forte estocada murmurou agarrando seu cabelo para levantar a cabeça: - Quando eu deixar você entrará Carl e depois Hans. O último a te tomar será o seu marido e quando ele terminar voltarei a te foder. Você quer isso, Susan? - Sim... Sim... Esse tipo de sexo era duro, quente, doentio, desinibido e todos eles gostavam. Em especial Susan e George, que eram aqueles que exigiam. Björn aumentou seu ritmo, enquanto os seios dela, balançando, caindo sobre a cara de seu marido, que se masturbava enquanto escutava toda a classe de proporção de voz de Carl e Hans. Deleite. Prazer. Isso era o que todos sentiam naquele momento. Um a um, os homens foram penetrando-a. Um a um, ela os recebeu.
  12. 12. 12 Um a um, possuía como ela exigiu até que chegasse ao êxtase, e quando o marido terminou, Björn tomou sua mão, levando-a até o chuveiro e ali mesmo, depois de colocar um preservativo com a boca, virou-se para entrar nela. Quando terminou este novo ataque, trouxe-a de volta para a cama e perguntou: - O que acha sobre o que seu marido faz? Aquecida, apesar da ducha que acabou de tomar, olhou para George. Este desfrutava enquanto estava sendo penetrado por Carl no ânus e este fazia uma felação em Hans. Por vários minutos, gemidos tomaram a cabine. Björn assistiu com Susan. Esse tipo de sexo não era o que gostava, gostava de mulheres, mas gostava de assistir. Quando o trio chegou ao clímax e se levantou para tomar banho, a cama estava livre. Björn, animado pela visão, arrancou a camisinha e uma vez que ele estava no lugar, ele disse, olhando: - Sente-se sobre mim. Ela montou sobre ele. Com maestria, Björn a moveu buscando o seu próprio prazer. Ele gostava de ouvir as vozes cantantes e agora queria se divertir. Ela engasgou com a profundidade e quando pensou que não poderia ir mais fundo, Björn se moveu categoricamente. Ela gritou e vê-lo sorrir, murmurou: - Eu gosto de como você me faz sua. - Diga-me o quanto você gosta - Björn exigiu. - Muito... muito... Oh, sim! - Ela gritou, enquanto ele a penetrava uma e outra vez. Os três homens saíram do chuveiro e ficou ao redor da cama. Björn, vendo-os, disse introduzindo-a novamente: - Susan, diga ao seu marido por que você gosta que eu te fodo.
  13. 13. 13 - Me preenche inteira. É duro... Muito duro... Não pare – chorou abrindo-se mais para ele. E Björn não parou e continuou desfrutando do que mais gostava. Sexo. Sexo sem compromisso. Sexo por prazer. Sexo sem amor.
  14. 14. 14 CAPITULO 2 O céu estava lindo. Era um daqueles dias em que ele gostava de pilotar, enquanto cantava I Gotta Feeling por The Black Eyed Peas. I gotta feeling that tonight’s gonna be a good night That tonight’s gonna be a good night That tonight’s gonna be a good, good night Tonight’s the night Let’s live it up I got my money Let’s spend it up Melanie olhou para o relógio. Era 15:18. Em trinta e cinco minutos pousaria na base norte-americana de Ramstein, ao oeste da Alemanha. Ali várias ambulâncias militares estavam esperando para cuidar dos americanos que ela transportava em seu avião, feridos de bala ou por explosivos. Ela tocou os olhos. Estava cansada, mas a adrenalina que a música que lhe dava a manteve acordada. Pilotar desde o Afeganistão esgotava qualquer um e nessa fase da viagem, a vontade de aterrizar terra crescia. Baixou o volume da música para falar com Neill: - Passe a água. Ele girou sua cadeira e Fraser, que estava atrás dele, entregou-lhe uma garrafa. Melanie, Mel para amigos, bebeu e agradeceu. Mel, Neill e Fraser eram piloto, co-piloto e encarregado de cargas da Air Force C-17 Globemaster, respectivamente, e retornavam do Afeganistão. Tinham levado suprimentos para algumas bases operacionais EUA e retornavam com alguns militares feridos que seriam atendidos no hospital militar dos EUA em Landstuhl. - A que horas partimos para Munique? - perguntou Neill.
  15. 15. 15 Melanie sorriu. Estava querendo ver sua filha, mas até o dia seguinte não podia ser. Tanto ela, como Neill tinham esperando por eles o que eles mais queriam em Munique. Ambos estavam desejando chegar ao que eles chamavam de "casa". - Na primeira hora - respondeu. - Não decole sem mim. Não posso esperar para ver minha família. Mel assentiu e voltou a subir o volume da música e os três começaram a cantar em voz alta. Quando a música terminou e o silêncio tomou conta da cabine, Fraser disse: - Tenente, lembre-se que desta vez vou com vocês para Munique. - Alguém especial está esperando? - Ela perguntou, divertida. - Alguém especial está te esperando? - perguntou à jovem divertida. Fraser ao ouvi-la sussurrou: - Uma bela aeromoça de pernas longas e boca deliciosa. Neill soltou uma gargalhada e Mel zombou. - Idiota. Fraser olhou-a e divertido respondeu: - Tenente, não só de pão vive o homem e eu não sou feito de pedra. Mel riu. Ela não era de pedra, mas seus colegas pensavam assim e olhando para Fraser, acrescentou: - Desta vez eu não posso oferecer meu sofá. Minha mãe está lá. - Não se preocupe. Monica me oferece sua cama. - Wow... aqui há assunto - Neill zombou. Fraser sorriu e bateu a mão nele: - Doce e tentadora, assim é Monica - brincou, provocando risos de seus colegas. - Esse é o pássaro de Robert? - perguntou Fraser, apontando para um avião.
  16. 16. 16 Os três observaram o avião que se afastava e a tenente respondeu: - Não. Eu fiquei com ele para jogar bilhar e tomar umas cervejas esta tarde. Ele teria avisado por rádio se tivesse partido. Um silêncio tomou a cabine da aeronave até que Mel perguntou: - O que aconteceu com a música? Divertidos, ambos sorriram e sem necessidade de falar, Neill trocou o CD. Apertou o play e voz de Bon Jovi encheu o cubículo. Os primeiros acordes de It’s my life começaram a tocar e os três começaram a mover a cabeça e a cantar em voz alta enquanto colocavam seus óculos de sol. Este era um ritual. Seu ritual. Sempre a mesma canção. Isso significava que eles chegaram em casa. Sua casa. It’s my life It’s now or never I ain’t gonna live forever I just want to live while I’m alive Essa música e seu significado eram especiais para eles. Sempre ouviam quando partiam ou chegavam de uma viagem. Era o início e o fim de tudo. E como dizia Bon Jovi: “Eu não vou viver para sempre, eu só quero viver enquanto eu estou vivo.” Vida... essas quatro letras para eles representavam tudo. Por seu trabalho, viam muitas coisas desagradáveis. Por seu trabalho, tinham aprendido a serem sobreviventes. Por seu trabalho, Mel perdeu o homem que amava. Enquanto a jovem cantarolava, concentrou-se em aterrizar. Diminuiu a potência e levantou o nariz do avião. Quando o trem central tocou a pista, Mel estendeu os freios aéreos ao máximo e ativou os do trem de aterrizagem enquanto a aeronave reduzia gradativamente sua velocidade. Uma vez que baixou até 40 ou 50 nós, reduziu a potência dos motores e o avião foi parando até que
  17. 17. 17 ela, retomando o controle, guiou-o para o hangar que indicavam seus companheiros de terra. Uma vez que os motores pararam, abriu a porta traseira do avião e começou o desembarque. Neill, Fraser e ela ficaram para preencher alguns relatórios. Quando eles terminaram e saíram da cabine, ouviu: - Tenente Parker. Ela olhou e depois de uma saudação formal respondeu: - Tenente Smith. Uma vez que baixaram as mãos ambos sorriram. Diante dela Robert Smith era um bom amigo e piloto de outro C-17. - Como foi o vôo, Mel? - Normal... como sempre. Os dois riram, e ele acrescentou: - Desta vez não podemos tomar algumas cervejas. Saio para o Líbano quando carregarem meu pássaro. - Decola hoje? Robert confirmou e disse: - Sim. Em teoria não iria até amanhã, mas precisam urgentemente do material e adiantaram a viagem em um dia. Ambos concordaram. Suas vidas eram assim e Mel, com uma piscadela, disse: - Como esta Savannah? O homem ao pensar em sua esposa sorriu e respondeu: - Satisfeita com a mudança. Agora está em Fort Worth reformando a casa. Espero estar com ela dentro de alguns meses. Certamente tenho que agradecer ao seu pai. Savannah me disse que ele está ajudando com a papelada. Mel confirmou. - Papai lhe conhece, é meu amigo e sabe que devemos cuidar dos amigos. Ambos riram e ele disse: - Dê um grande beijo na princesa. - Minha mãe está aqui na Alemanha com ela.
  18. 18. 18 Ao ouvi-la, Robert amaldiçoou e acrescentou: - Inferno, eu teria gostado de ver Luján. Cumprimente-a por mim e especialmente muitos beijos na bonequinha chamada Sami, é a minha fraqueza. - Eu sei - Mel riu e ao ver que Garcia se aproximava, a co- piloto de Robert - sussurrou. - Ficam pendentes essas cervejas para outra ocasião, certo? O homem confirmou e depois de um sorriso, voltou a saudá- la com a mão e afastou-se. Mel viu ele se afastar lembrando-se dos bons momentos que tinham passado juntos. Voltando à realidade, focou novamente em revisar seu pássaro. Uma vez que terminaram, Mel e seus homens correram alguns papeis que entregava a Neill e disse: - Entregarei ao comandante Lodwud. Fraser e Neil confirmaram e ela caminhou em direção ao escritório do hangar 12. Ao longo do caminho, vários homens saudaram-na com disciplina militar e ela devolveu a saudação. Uma vez chegado diante do escritório do comandante, bateu na porta com determinação. Logo ouviu a voz profunda do comandante e sem hesitação entrou. O homem, um militar de uns quarenta anos, alto e forte, levantou-se da mesa ao vê-la, e ela disse: - Senhor, apresenta-se à você a tenente Parker. O comandante concordou. - Tenente Parker. Mel esboçava um sorriso. Jogou os papéis sobre a mesa e disse enquanto fechava o trinco da porta e baixava o zíper do macacão militar: - Temos vinte minutos. Vamos aproveitar. Sem demora, o comandante aproximou-se dela e enquanto passeava sua a boca pelo pescoço dela, se entregava ao prazer do sexo. Nada de beijo... Nada de carinho... Nada de amor...
  19. 19. 19 Sexo no estado mais puro exigiam os dois e quando as mãos dele subiram até os seios e olhou para ele, Mel murmurou: - Tempo é dinheiro, comandante. O homem, enlouquecido pela entrega que sempre demonstrou em suas escapadas sexuais que a jovem, não hesitou. Rudemente, colocou os seios na boca para chupá-los, enquanto a pegava entre seus braços e colocou-a sobre a mesa. Os papéis que tinha em cima da mesa caíram no chão quando Mel deitou e sua roupa, junto com a do comandante começaram a voar. - Tenente... - Ele sussurrou duro como pedra, quando ela ofereceu-se abrindo as pernas. Mel sorriu. Queria o que tinha ido procurar e olhando-o exigiu: - Vamos fazer. O tempo passa e meus homens me esperam. Desejando continuar com aquilo, o comandante pegou-a em seus braços e levou-a ao banheiro do escritório. Seus suspiros não seriam ouvidos ali. Quando ele fechou a porta, olhou-a deixando-a no chão, murmurou: - Vire-se. Mel, provocando, sussurrou: - Me dê você... senhor. O comandante sorriu e bruscamente virou-se. Ele puxou sua ereção contra sua bunda, esfregando-se contra ela, disse enquanto pegava um preservativo do armário do banheiro e abria: - Abra suas pernas e abaixe-se. - Mel obedeceu. - Segure- se na borda da banheira. Depois de colocar o preservativo e ela estar como ele queria, aproximou a boca em seu ouvido e sussurrou: - Lembre-setenente, não suspire ou todos vão saber. - Lembre-se você também - ela respondeu. Ela queria sexo. Urgente, deixando-se manipular como uma boneca permitiu que ele abrisse mais suas pernas, separasse os úmidos lábios vaginais e a penetrasse. O ataque foi tão devastador que teve que morder o lábio inferior para não gritar. Uma vez que estava dentro, o homem massageou suas nádegas e perguntou:
  20. 20. 20 - Você gosta assim, Tenente? - Sim... senhor... Ele voltou a penetrá-la de novo e de novo... e novamente. Isso foi ótimo. Ela o queria, desfrutava e quando recuperou o controle de seu corpo, com um movimento rápido se afastou do homem, virou-se e exigiu: - Sente-se, senhor. Surpreso com a mudança de jogo, ele foi protestar quando ela, tomando seu pênis com a mão, insistiu enquanto ele mordia seu queixo. - Sente-se... eu disse. O homem excitado, fez o que ela pedia e sentou-se no vaso sanitário. Mel prontamente colocou-se sobre ele para introduzir o pênis duro totalmente em seu interior. Sem deixá-lo falar, levou um dos seus seios até boca dele, que rapidamente mordiscava. - Assim..., chupe-os. Seus movimentos tornaram-se mais intensos. O desejo entre os dois estava servido e o calor no banheiro era enorme. Os quadris de Mel dançando de frente para trás, introduzindo o pênis outra vez, a um ritmo devastador, enquanto o comandante segurava seus quadris e ajudava em seu movimento louco. Os suspiros dele aumentavam e ela, enlouquecida, se agarrava a seus ombros e metia os seios em sua boca para abrandar o som. Um prazer devastador chegou ao corpo de Mel que finalmente explodiu. Quando acabou, por alguns segundos, ficaram nos braços um do outro. Não falaram. Eles não se beijaram. Não se acariciaram. Até que ela levantou-se e, após limpar-se, sem olhá-lo, saiu para o escritório, onde pegou sua roupa e começou a se vestir. Segundos depois, ele se juntou a ela e, quando estavam vestidos Mel sorriu e murmurou: - Como sempre, foi um prazer, comandante Lodwud. O homem sorriu, deixando o formalismo, aproximou-se dela e perguntou:
  21. 21. 21 - Achei que você chegaria antes. O que aconteceu? - Problemas na coleta. Ele confirmou. Passeou seus olhos castanhos por ela e perguntou: - Ficará esta noite aqui? - Sim. - Tenho uma reserva para um hotel hoje. Bom jantar, boa companhia... sexo. O que você diz Mel? Ela estendeu a mão com atrevimento. O comandante sorriu. Abriu a gaveta de sua mesa e tirando a chave, disse: - Hotel Bristol. Quarto 168, às vinte e trinta. - Eu estarei lá. Lodwud sorriu. O sexo com Mel e seus jogos eram sempre viciante e quando viu que ela fechava o macacão cáqui, disse: - Até breve, Tenente. - Adeus, senhor. Ela caminhou até a porta, abriu o trinco e saiu da sala, voltou para seus homens e seu avião, de onde não se moveu até que ele estava completamente vazio. Às seis da tarde, depois de se despedir de seus homens e ficar com Fraser e Neill no aeroporto, às sete horas da manhã do dia seguinte pegou um táxi e chegou ao hotel. Com a chave que o comandante tinha lhe dado, abriu a porta e prontamente despiu-se. Precisava urgentemente de um banho. Quando saiu do banheiro, pôs uma música no seu celular. Gostava de um grupo espanhol chamado La Musicalité. Especialmente a música Quatro Elementos e cantou. Dolor que no quiero ver, dolor que nunca se va, no puedo decir adiós, ni quiero decir jamás, tumbado al amanecer, llorando porque tú vuelvas otra vez.
  22. 22. 22 Isso era o que ela sentia. Dor. Uma dor que não queria ver e que não podia dizer adeus. Mike não a deixava. Ou talvez ela não o deixava? Ela dançou. Subiu na cama como uma criança e dançou descontrolada até que, cansada, abriu sua mochila, puxou uma calcinha limpa e pôs. Depois olhou a maconha que um amigo tinha fornecido e sem hesitar acendeu um cigarro. Com os olhos velados pelas memórias, ela fumava. Sabia que não era certo fumar aquilo, mas naquele momento não se importava. Estava sozinha. Nesse instante era dona de sua vida e fazia o que ele queria. Depois desse cigarro veio outro e depois outro, quando olhou para o relógio não estava surpresa ao ver que eram 20:21. O comandante não tardaria em chegar e assim foi. Poucos minutos depois, a porta se abriu e ao vê-la sentada de lingerie na cama, fumando, ele sorriu. Sem falar, ele tirou o boné e o casaco, sentou-se junto dela e perguntou, pegando o cigarro mão para dar um sopro: - Você está bem? Não querendo deixá-lo ver as suas emoções, Mel respondeu: - Sim. - E que faz fumando essa merda? Ela sorriu. - Fugindo um pouco. Lodwud a entendeu, mas disposto que não continuaria por aquele caminho, disse: - Essa merda não é boa, Mel. - Eu sei, e é a última vez que me permito fumar. – Ambos riram e ela continuou: - Tão pouco é bom o que fazemos aqui ou no escritório do hangar e continuamos fazendo. Ah, e por falar nisso, esta merda não é boa, mas bem que você esta fumando agora. Ambos sorriram e, finalmente, ele disse, dando outra tragada: - O dia que você ou eu encontrarmos alguém que nos interesse, deixaremos de fazer, você não acha?
  23. 23. 23 Mel deu de ombros. Não tinha a menor intenção de encontrar ninguém. - Vamos ver. Mas, até que isso aconteça, quero continuar me divertindo com você. Nos conhecemos bem. Sabemos que isso é sexo sem compromisso e respeitamos as regras – respondeu. Ambos sorriram. Não se beijavam e não pediam explicações. Essas eram suas condições e Mel, abraçando-o, disse: - Vamos, o que nós dois estamos fazendo. O amor destruiu nossas vidas e só ficam estes momentos bobos que de alguma forma fazemos. Nem Daiana nem Mike merecem isso, mas aqui estamos você e eu... como sempre. Lodwud assentiu. Daiana era a mulher cruel que o abandonou por um alemão. Depois de alguns minutos, o comandante assumiu o jogo e tirando um lenço escuro do bolso, foi vendá-la, mas Mel recusou. Isso o surpreendeu. - Não quer pensar em Mike? - Sim. Como sempre, você será Mike e eu serei Daiana. Eu não quero lenço. Estou tão chapada que não preciso. - Tudo bem. Pegou a mão dela e levou a sua virilha para que tocasse. - Quero uma Daiana quente, receptiva e segura do que deseja, quando estiver satisfeito dela, quero que Daiana termine o jogo, como você sabe - sussurrou em seu ouvido. Tocando-o como sabia que gostava, Mel baixou a voz e disse: - Mike..., vamos jogar. Aquele era um jogo perigoso entre os dois. Duas almas ressentidas. Duas pessoas carentes de carinho que de vez em quando se encontravam no quarto do hotel e imaginavam que eram outras pessoas que os possuíam. - Fique de joelhos, Daiana. Mel aceitou e sem precisar dizer mais, fez o que Mike gostaria. Tirou suas calças, cueca e tomou seu pênis em sua boca. Durante vários minutos, chupou, provando-o e provocou até tê-lo duro como pedra.
  24. 24. 24 O comandante deixou-se fazer enquanto pensava que quem o chupava era Daiana e quando não pode mais, puxou o pênis de sua boca e indicou: - Fique nua e sente-se na cama. Quando ela estava totalmente nua diante dele, Mel sentou- se. Lodwud sorriu e ajoelhando-se diante dela, murmurou: - Eu amo seus mamilos, baby. Ela sorriu e sussurrou com voz rouca: -E eu adoro que os chupe, Mike. O convite foi aceito e o comandante devorou o que ela oferecia. Com sensualidade, Mel pôs sua mão sobre a sua cabeça e apertou-o contra seus seios. Lodwud ficou louco. Ele chupou, mordiscou e quando ela teve seus mamilos como ele gostava, disse: - Abra suas pernas... assim... assim... muito bem, Daiana. – A luxuria tomou seus olhos ao ver brilhar os sucos dela e pediu: - Abra com seus dedos. Quero ver como me convida para te chupar. Excitada ao escutar Mike pedindo isso, com o dedo indicador e o anelar fez o que pedia e murmurou enquanto o sentia entre suas pernas: - Assim... você gosta assim. Lodwud, sentado no chão, agarrou suas pernas puxando-a, sua boca foi diretamente para centro de seu desejo. O grito de Mel ante que o ataque foi devastador, enquanto ele mordiscava os lábios de sua vagina enlouquecido. -Mike querido, eu estou prestes a cair da cama. O comandante pegou-a pela cintura e, deitando-se no chão, colocou sua boca debaixo dela e continuou. Sua língua parecia estar em todos os lugares e Mel gemeu ao sentir como puxava seu clitóris rasgando-a em ondas de prazer. A cama estava sobrando. O chão foi seu colchão e se reviraram de todas as maneiras possíveis para fazer, enquanto imaginavam as duas pessoas nunca mais voltariam para eles.
  25. 25. 25 - Vamos...se entregue para mim. Coloque suas pernas em volta da minha cintura e me procure – ele exigiu dando-lhe um tapa no bunda - Me procure, Daiana! Quando Mel o fez, o comandante suspirou e ela se arqueou. - Mike... - Gosta do que faço? - Eu adoro, Mike... eu adoro isso. Continue... Durante várias horas, o sexo frio e impessoal reinou no quarto. Esso era o sexo que nos últimos anos tinham praticado e que satisfazia a ambos. Após várias rodadas em que os dois gozaram, fumavam nus deitado na cama, ela perguntou: - Que horas são? Lodwud olhou para o relógio sobre a mesinha de cabeceira. - São meia noite e vinte. O silêncio tomou o quarto novamente e, de repente ele perguntou: - Por que continuamos pensando em Daiana e Mike? - Porque somos idiotas - Mel riu com amargura e tentando não pensar sobre isso acrescentou: - E agora vou continuar com ele e eu vou procurar um terceiro que queira jogar. Lodwud sorriu. - Ainda me lembro da mulher que encontrei para o nosso último encontro. Ficou louca entre você e eu. Mel gargalhou e cochichou: - Você sim ficou louco entre ela e eu. Levantando-se da cama, vestiu a calçinha, uma camisa e calças de camuflagem. Não tinha mais roupas para atrair. Uma vez tinha se vestido, olhou Lodwud e disse: - É uma hora. Se não voltar as duas, serei eu que escolherei. - De jeito nenhum. Hoje eu decido. Depois que saiu do quarto do hotel, andou decidida em direção ao bar. Como regra escolhiam hotéis perto do aeroporto para se encontrar. Como regra, as pessoas que ficavam nesses locais estavam de passagem e buscavam na maior parte do tempo de uma noite de diversão sem amarras.
  26. 26. 26 Quando Mel entrou no bar, examinou o lugar decidida. Vários casais conversavam amigavelmente e alguns homens ou mulheres bebiam sozinhos no bar. Ela buscava um homem e, cuidadosamente os observou. O primeiro que viu não agradou, muito velho e barrigudo. O segundo não era mal, mas ficou com o terceiro: um executivo de sua idade. Aproximando-se ao bar, disse olhando para o barman: - Um uísque duplo com gelo. Não errava. Era pedir essa bebida uma mulher e o homem que estivesse ao seu lado olhava sim ou sim. Sem tempo a perder, Mel sorriu e depois de algumas piscadas, ele virou a cadeira. Ela olhou para o relógio, uma e dez. Estava fazendo um bom tempo. Com um sorriso em seus lábios, falou com ele. Seu nome era Ludvig. Ele era sueco e estava de passagem na Alemanha. Foi perfeito. Explicou que trabalhava para uma empresa de automóveis e estava em viagem visitando vários países. A uma e vinte Ludvig já tinha olhado seus seios em várias ocasiões, a uma e meia ela colocou uma mão em sua perna. A uma e quarenta o sueco já tinha se insinuado e Mel tinha feito a sua proposta de um ménage à trois quente. A uma e cinqüenta o sueco aceitou e a uma e cinqüenta e dois, Mel abria a porta de seu quarto e olhando para Lodwud, que sorriu ao vê-la entrar disse: - Vamos, rapazes... Eu quero jogar. Depois de dois rounds quentes com aqueles dois homens, tudo terminou. Mel despediu-se do sueco que saiu encantado do quarto. Quando ela fechou a porta e virou-se para Lodwud, este, olhando-a, caminhou em direção a ela e observou: - Daiana, você é uma menina... muito... muito má. Mel sorriu e tocando sua ereção, assentiu. - Sim, Mike... reconheço que sou. Na manhã seguinte, Mel foi para o aeroporto militar. Ao chegar, um homem se aproximou dela e depois de cumprimentá-la com um aceno de mão, disse: - Bom dia, tenente Parker. - Bom dia, Sargento.
  27. 27. 27 Ele, com um gesto sério, acrescentou: - Tenente, o Major Parker está no telefone e quer falar com você. Surpresa pela hora, Mel pegou o telefone que o homem lhe dava e afastando-se uns metros, saudou: - Bom dia, Major. - Tenente, como foi o vôo de ontem? Mel sorriu. Seu pai. O homem que muitos temiam por seu mau humor, com ela era um paizão e respondeu: - Bem. Tudo foi perfeito, como sempre. - Disseram que agora vai para Munique. - Sim. - Você já descansou o suficiente? Pensou na noite louca que tinha passado com Lodwud e afirmou: - Sim, papai. Eu descansei. Todos se preocupavam com ela e sua vida. Algo desnecessário. Mel tinha convencido de que podia com tudo o que propusesse e disse: - Papai, estive fora de casa doze dias e estou ansiosa para ver Sami e... - Basta – cortou-a - Eu entendo... Eu entendo. Mas fale com sua mãe. Me ligou duas vezes e você sabe que fica muito chata. Ao ouvir isso Mel sorriu. Seus pais tinham se separado há pouco mais de um ano. - Tranquilo. Farei. - Certo. Você já pensou sobre o Fort Worth? - Nã, papai... - Você deve pensar, Melanie. Quero ter você e a menina por perto. Sua irmã voltará no próximo ano e... - E a mamãe? - Sua mãe tem idade suficiente para saber o que ela quer fazer - ele respondeu secamente.
  28. 28. 28 Mel sorriu e se recusou a perguntar mais sobre isso, então ela disse: - Papai, deixemos esse assunto da transferência para outro momento. - Tudo bem, filha. Mas lembre-se, sua família está aqui. Na Alemanha, você não tem ninguém. Para Cedric Parker não era fácil viver tão longe de suas filhas e sua mulher. Especialmente Melanie, seu orgulho. Depois de vários minutos conversando com seu pai, ela desligou o celular e pegou um envelope que a oferecia o mesmo militar que havia levado o telefone. - Tenente, aqui está o que você solicitou. Mel pegou o envelope com força. Dentro estavam as chaves do helicóptero que a levaria junto de sua filha e, abrindo-o, perguntou: - Tudo bem aqui, sargento? O jovem confirmou e mais uma vez voltou a saudá-la com a mão se virou e marchou. Nesse momento chegaram Fraser e Neill. - Porra... dormiria um mês - Fraser murmurou coçando os olhos. - Eu também, cara. Estou exausto. A tenente Parker ao ouvir seus amigos sorriu. - Vamos, bonecas, entrem no helicóptero, eu quero ver a minha filha - zombou. Nesse mesmo dia, depois de uma hora de vôo, chegaram ao aeroporto de Munique cerca de nove da manhã. Lá, depois de deixar o helicóptero em um hangar particular, com suas mochilas a tiracolo pegaram um taxi. Primeiro deixaram Neill e continuaram para a casa de Mel. Quando chegaram, sua mãe abraçou-a. - Que alegria ter você aqui de novo, querida! Deixando-se abraçar, Mel fechou os olhos, feliz, murmurou: - Oi, mamãe. Segundos depois, Luján cumprimentou Mel e Fraser enquanto Mel soltava sua mochila e corria para ver sua filha.
  29. 29. 29 Com cuidado, abriu a porta e entrou no quarto. Com um sorriso, olhou para a pequena Samantha dormindo em seu berço. Era linda. A bebê mais bonita que eu já tinha visto e sem poder evitar, seus olhos encheram-se de lágrimas. Era exatamente como seu pai. Seu cabelo, seu sorriso... - Querida - Luján sussurrou entrando no quarto. - Vamos, eu preparei algo para comer para você e Fraser. Claro que vocês estão famintos. - Já vou mamãe. Me dê um segundo. Luján assentiu. Partia a alma ver o olhar triste de sua menina ao contemplar sua filha dormindo. Todos tinham tentado com afinco que Mel refizesse sua vida, mas não tinha dado resultado. Ela se recusava. Não podia esquecer-se de Mike. Quando ficou sozinha novamente no quarto com sua filha, aproximou-se dela, tocou os cachos loiros e sorriu. - Oi... - Fraser cochichou atrás dela. Ele a conhecia. Conhecia muito bem e sabia que atrás daquela aparência dura de tenente do exército dos Estados Unidos, sofria. Nunca se esqueceria de sua reação quando soube o que tinha acontecido com Mike. Seu desespero, suas lágrimas e sua impotência ao tomar conhecimento de sua morte e de coisas desagradáveis. Grávida de sete meses, Mel retirou-se para si mesma e não quis falar sobre ele com ninguém. Sozinha era feliz quando estava com a pequena Sami ou pilotando seu F-17. Mas, apesar da felicidade que a menina proporcionava, seus olhos nunca mais voltaram a brilhar como fizeram anteriormente. Desconfiava de todos os homens e isso só devia a Mike. O homem que quis e que a decepcionou. - Como você acha que está a princesa? - perguntou Mel, engolindo as lágrimas. Fraser sorriu. - Linda - Quantos anos ela tem? - Quase de vinte e cinco meses.
  30. 30. 30 Os dois entreolharam-se em silêncio e Mel murmurou: - Como o tempo passa, certo? Eles acenaram e Fraser, tentando desviar o assunto, brincou: - Essa menina vai quebrar muitos corações. E eu te digo, eu sei muito. Eles riram e Fraser, tomando-a pela cintura, ele sussurrou: - Falei com minha aeromoça. Chegará ao aeroporto esta tarde. - Perfeito. Com cuidado, saíram do quarto. Entraram na cozinha, onde Luján tinha preparado uma omelete de batatas e, enquanto comiam a mulher disse a sua filha que deveria retornar à Astúrias. Sua avó, Covadonga, tinha que ir ao médico e se recusava a ir com Scarlett, sua irmã. - Vovó e Scarlett – Mel riu - Não quero imaginá-las sozinhas. - Sua irmã às vezes é pior do que a sua avó - Luján disse. - Posso assegurar. Quando se aborrece, ameaça ir para Fort Worth e tenho que convencê-la de que não faça diante dos grunhidos de sua avó. - Mamãe, Scarlett acabará voltando. Você sabe que se mudou para Astúrias somente por um tempo. - Eu sei filha, eu sei. Fraser ouviu, mas nada disse. Há alguns anos atrás, Scarlett e ele tinham se envolvido e somente Mel sabia e, romperam quando Scarlett viu sua irmã sofrer com a perda de Mike. De um dia para o outro decidiu deixar Fraser e a ele não restou outro remédio senão aceitar. Em seu momento ficou muito mal, mas finalmente aceitou. Aquela era sua vida e entendia que ela não queria fazer parte. Uma hora mais tarde, o cansaço acumulado pela longa viagem se tornou aparente. Luján olhou para eles disse: - Fraser, Mel, vão descansar! - Mamãeee..... Fraser deu uma risada e olhando para a mãe de sua amiga, disse:
  31. 31. 31 - Obrigado pela comida, mas eu vou embora. Eu tenho planos com uma bela mulher. Luján sorriu e Fraser levantou-se e disse: - Agora vá dormir na caminha, meu tenente. Tem cara de quem não descansou bem na noite passada. Mel assentiu. Sua louca noite de sexo estava tomando seu espaço. Com cuidado, entrou na sala e sorriu para a pequena sentada no berço. A menina abriu os bracinhos e ele desenhou um sorriso de orelha a orelha. - Mamiiiiiiiii. Sem demora, a tenente Parker correu para abraçar sua filha. Ela respirou o cheiro de inocência e sorriu com prazer ao ouvi-la falar com a conversa de bebê. Feliz, puxou-a do berço e deixou-a na cama enquanto se despia e colocar o pijama. Uma vez terminado, ela foi para a cama com a pequena e começaram a brincar. A risada de Sami era a melhor. O mais bonito que tinha no mundo, e que, como sempre, cheio de felicidade. Como é maravilhoso estar com sua filha em casa! Depois de alguns minutos, a menina se aconchegou contra seu corpo e feliz por estar com a mãe, relaxou e dormiu. Com carinho, Mel observou o rosto tranqüilo de sua filha. Ela era linda, maravilhosa, divina, deu-lhe um beijo carinhoso na testa. Com cuidado para não acordá-la, pegou sua bolsa de onde puxou uma carta. Uma carta dolorosa, mas relia centenas de vezes. Com uma lanterna, iluminou e leu: Minha querida Mel. Se tens esta carta em suas mãos é porque o nosso bom amigo Conrad fez chegar a você e isso significa que eu estou morto. Eu quero que você saiba que você é a melhor coisa que eu já tive na minha vida, mesmo que às vezes eu agia como um idiota com você. Você sempre foi muito boa para mim, e você sabe né? O motivo desta carta é para pedir desculpas por tudo o que agora vai descobrir. Tenho vergonha de pensar, mas assim é minha
  32. 32. 32 vida e não ha nada que eu possa fazer a não ser pedir desculpas e espero que não me odeie para sempre. Desejo que conheça um homem especial. Um homem para cuidar de você, levá-la para a festa com ele, dançar com você, que queira a nossa filha e lhe dê uma família que eu sei que você sempre quis ter. Espero que este homem saiba te valorizar como eu não soube e que você seja a prioridade para ele. Você merece isso, Mel. Merece encontrar uma pessoa assim. Nem todos são como eu, e ainda que saiba, te quis da minha maneira, você também sabe que nunca fui o suficiente para você. Para o nosso bebê diga-lhe que seu pai a amava muito, mas deixe que aceite como pai esse homem que espero que algum dia chegue em sua vida. Você é forte, Mel, e eu sei que vai seguir em frente. Tem que reconstruir a sua vida. Prometa-me e rasgue esta carta depois. Como sempre que terminava de ler a carta, chorei e não a rasguei.
  33. 33. 33 CAPITULO 3 Nos tribunais, naquele dia deu tudo certo para Björn. Ele havia ganhado dois julgamentos e isso o fazia estar satisfeito. - Vamos nos encontrar hoje à noite? – perguntou uma loira espetacular. Björn sorriu. Era a advogada da outra parte. Passou seus olhos azuis pelo corpo dela e abrindo uma agenda, pediu: - Me dê seu telefone. Se não ligar esta noite, ligarei em qualquer outra, que você acha? A mulher sorriu e depois de anotar seu telefone piscou, virou- se e saiu. Björn a seguiu até que ela desapareceu de vista. Depois olhou sua agenda e sorriu quando leu o número de telefone e o nome de Tamara. Depois que ele deixou o tribunal, foi direto para o Jokers, o restaurante de seu pai: - Papai, me dê uma cerveja bem gelada - ele pediu ao entrar. Com um grande sorriso, Klaus fez o que seu filho lhe pediu e colocou a jarra na sua frente. - Você teve um bom dia, meu filho? - se interessou. Björn tomou um grande gole e sussurou: - Muito bom. Ganhei o julgamento de Henry Drochen e Alf Bermeulen. Klaus aplaudiu. Ele estava muito orgulhoso dele. Além de ser um grande filho, ele era um grande advogado e um conquistador. Por um tempo, Björn explicou o que aconteceu no tribunal com seus casos, e o homem gostava de ouvir. Quando chegou a hora de comer, Klaus disse: - Seu irmão ligou esta manhã. Björn sorriu ao pensar em Josh, seu único irmão, e perguntou: - Como ele esta em Londres? - Bem filho, você já conhece - Klaus riu - Como sempre, fazendo o bem do seu jeito. Ah... pediu que ligue para ele. Aparentemente, amanhã vem a Munique com uma frota de carros e entre eles um que você queria.
  34. 34. 34 Com isso, Björn olhou para o pai e perguntou: - Ele vai trazer um Aston? - Não sei filho. Só pediu para que ligue. Sem hesitar, Björn ligou. Com dois toques Josh atendeu. - Não me diga que vai trazer o carro que eu quero, mas com o volante à esquerda. Josh soltou uma gargalhada e respondeu: - Estou dizendo... e confirmo. Um Vanquish bonito, cor de vinho, você está interessado? - Claro. Contanto que faça um bom preço e fique com o Aston que tenho agora. - Não tem problema, Björn. Seu Aston venderá facilmente e a um bom preço. Não duvide! Você é meu irmão, porra. Ambos riram e depois de conversar um pouco, despediram-se até o dia seguinte. Depois de comer com o pai, Björn saiu do Jokers e passou em seu escritório. Durante algum tempo concentrou-se em preparar os julgamentos que teria nos próximos dois dias até que seu celular tocou. Era seu amigo Eric. - Como esta babaca? Eric, ao ouvir essa saudação, deu uma gargalhada e concretizou: - Somente minha mulherzinha me chama assim. Não se acostume. – Ambos riram e Eric continuou: - Domingo Jud fará um almoço aqui em casa, você vem certo? - Irão belas mulheres? Eric gargalhou e respondeu: - Mais bonita que a minha esposa, impossível! Agora quem gargalhou foi Björn. Seu amigo tinha se casado com uma espanhola encantadora e louca e estava totalmente apaixonado por ela. Eram como o dia e a noite, mas eles se amavam. - Caso não venha, Jud vai te buscar e trazer pela da orelha. - Não duvido - disse Björn divertido.
  35. 35. 35 Se algo ficou claro é que Jud era fora de série. Ele amava sua personalidade, sua decisão e acima de tudo, a confiança que tinha depositado nele para tudo. - Eu vou. Diga que estarei lá. Devo levar o vinho? - Certo. Você vem acompanhado? - Faz falta levá-la? - Não. Só pra saber quantos seremos. Engraçado, Björn murmurou: - Levarei um vinho e uma companhia. - Tudo bem. Até mais, tenho uma reunião em dez minutos. Após desligar, Björn sorriu. Eric e Jud eram seus melhores amigos. Amigos que sempre estavam nos momentos bons ou ruins. Com um sorriso malicioso ao pensar na esposa de seu amigo, abriu seu celular e discou um número. - Oi linda - disse o tom meloso. A mulher, ao ouvi-lo, baixou o tom de voz e disse: - Olá Björn, estava pensando em você. - Pensamentos bons ou ruins? O riso cristalino dela o tocou e respondeu: - As duas coisas. Bons porque são agradáveis e ruins porque foram muito... muito mal. - Interessante - ele sussurrou para ouvi-la. Aquela mulher sexy e excitante era uma de suas conquistas. Chamava-se Agneta Turpin e era uma das apresentadoras mais belas e conhecidas do canal alemão CNN. Sua relação era excepcional. Sexo...sexo e mais sexo, sem exigências nem algemas. Uma combinação perfeita, porque era o que ambos procuravam. - O que você fará no domingo, Agneta? - Se desejar... me despir para você. Eles riram e Björn disse: - Nada me agradaria mais, mas meu amigo Eric acaba de ligar. No domingo, haverá um almoço em sua casa, gostaria que fosse minha acompanhante?
  36. 36. 36 - Almoço... plano familia. Ao entendê-la, Björn disse: - Somente o almoço e prometo que Jud não chegará perto de você. Agneta avaliou a proposta. Conhecia seus amigos e Judith, a esposa de Eric e ela nunca tinham sido boas amigas. Não gostava nada como ela a olhava. Mas comer com Björn significava noite de sexo em sua casa ou na dele. E sem pensar duas vezes respondeu: - Tudo bem. Acompanharei você. - Perfeito! Eles continuaram conversando até que ele perguntou: - Onde você está? - Neste momento, estou chegando em casa. Foi um dia cansativo. Então, agora vou me despir e entrar em um relaxante e maravilhoso jacuzzi cheio de espuma. - Sozinha? Agneta depois de soltar a bolsa sobre seu sofá caríssimo, respondeu: - Tudo depende de você. Björn olhou para o relógio, levantou-se, murmurou: - Fique nua e prepare-se. Em vinte minutos estou em sua casa com um amigo. Ele desligou o telefone. Agneta era quente e gostava disso. Colocou em sua pasta o notebook e alguns documentos. Como sua casa e o escritório estavam separados somente por uma porta, deixou a pasta no mesa de jantar e sem tirar o caríssimo terno Armani que vestia, desceu até a garagem, pegou seu carro esportivo e depois telefonou para seu amigo Roland. Quando chegou à porta da casa de Agneta, chamando pelo interfone. Subiu no elevador e ao chegar à cobertura do luxuoso edifício viu a porta aberta. Ao ouvir a música que vem do interior, sorriu. Sade cantava No ordinary Love. Sem demora, abriu a porta, entrou e fechou. Diante dele apareceu uma Agneta sensual vestida apenas com um robe de
  37. 37. 37 cetim vermelho. Olharam-se. Não falaram enquanto ela abria o robe e deslizava por seu corpo até cair no chão. Björn observou com prazer. Seus olhos devoraram o corpo bonito e magro daquela mulher, enquanto notava como sua ereção começava a crescer. Sem afastar os olhos dela, tirou o longo casaco de couro que vestia. Depois o blazer escuro e desatou o nó da gravata. - Aproxime-se e vire-se - pediu Björn. Agneta fez o que ele disse. Ele tirou sua camisa branca e deixou sobre uma cadeira. Em seguida, ele desfez o cinto, aproximou-se dela e passando por sua bunda nua, perguntou perto do ouvido: - Você tem sido boa? - Não. Hoje fui muito... muito má. A resposta o fez sorrir e com o cinto bateu em sua na bunda. Ela suspirou e implorou. - Outro. Ele repetiu a operação e ela sussurou novamente. Em seguida, Björn soltou o cinto, que caiu no chão ao mesmo tempo em que ele desabotoou as calças. Quando ficou nu com ela, colocou um preservativo que tinha pego e sussurrou: - Eu vou te foder como se fode garotas más. Não disse mais nada. Não fazia falta. Ela abriu suas pernas enfaticamente, se expôs para ele e com uma dura, certeira e precisa estocada a penetrou. Agneta gritou enquanto Björn procurava seu próprio prazer e ela encontrava o seu. Ambos eram egoístas com isso. Seu prazer prevalecia sobre o de qualquer outra pessoa e, enlouquecidos voltaram a meter, sem se importar com nada. Esse era o seu jogo. Um jogo procurado e acordado pelos dois. Uma vez atingiram o orgasmo, quando ele saiu dela, Agneta murmurou: - Tenho a banheira preparada. Nesse instante a campainha da casa tocou e Björn comentou: - Perfeito, Roland está aqui.
  38. 38. 38 Naquela noite, quando Björn chegou em sua casa estava cansado e saciado de sexo. No dia seguinte, não muito longe da casa de Björn, a tenente Melanie Parker falava com sua mãe enquanto preparava sua mala para voltar à Astúrias. - Robert mandou lembranças para você. - Robert Smith? - Sim, mamãe. Ia tomar uma bebida com ele ontem, mas adiantaram a hora da decolagem e não pudemos. Luján, ao pensar que naquele rapaz amigo de sua filha a vida toda, sorriu. - Que simpático é Robert e que graça é Savannah. Ainda me lembro de seu casamento, o quão bem passamos! Ao lembrar aquele casamento um ano antes, Mel sorriu e sua mãe perguntou: - Conseguiram a transferência para Fort Worth? - Sim. E pelo jeito, o papai está ajudando muito com toda a papelada. Ouvir falar sobre o seu marido, fez Luján perder o sorriso. - Seu pai, quando quer é um amor e quando não, é um ogro! - Sussurrou. Mel soltou uma gargalhada e sua mãe continuou: - Como vai o curso de desenho que você está fazendo na internet? - Abandonado, mamãe. Assim que eu tiver tempo. Luján suspirou e acrescentou: - Coloquei comida para Peggy Sue. Certamente, esses ratos me dão asco. - Mãe, não é um rato é o hamster da Sami - Mel sorriu ao lembrar que Robert tinha comprado para a menina. - Você não dê muita comida, está tão gorda que quase não se pode mover - insistiu Luján observando o bicho branco. Mel olhou para Peggy Sue e sorriu. O hamster estava muito gordo, de fato. - Tudo bem, mamãe. Tentarei controlar Sami - disse.
  39. 39. 39 Luján sorriu, mas olhando para sua filha, ela murmurou: - Eu vou preocupada com você, só para saber. - Mãe, não precisa se preocupar. - Como não vou me preocupar Mel? - A mulher protestou. - Você é como seu pai. O exército corre em suas veias e não há nada que eu possa fazer. Mas você tem que pensar em sua filha. Ela precisa de você. Precisa de uma mãe que cuide, que a mime e, acima de tudo, que dure muitos anos! Mas não percebe que seu trabalho não é compatível com a sua vida? Sua mãe estava certa. Por sua situação de mãe solteira tudo era muito complicado. Toda vez que tinha que partir em alguma de suas viagens a olhava, não queria deixar a pequena. Ainda que com esforço e tensão sempre conseguia. Em Munique, Dora, uma vizinha da idade de sua mãe e, de total confiança, cuidava da menina quando ela fazia viagens curtas, mas, quando duravam mais de quatro dias, era Luján que viajava a Munique para cuidar de sua neta ou Mel a levava a Astúrias. - Escute mamãe, eu gosto do que faço e... - Eu sei que você gosta do que faz. Repito você é como seu pai. Ele colocou o exército na frente da família e veja o que aconteceu. Mel bufou e sua mãe continuou: - Não entendo como a sua irmã e você podem ser tão diferentes. Ela nunca quis saber de nada exército, mas você... - Mãe, Scarlett é Scarlett e eu sou eu. Quando você vai perceber isso? - Nunca - gritou a mulher, com raiva.- Eu quero uma filha que não corra perigo. Quero uma filha que seja feliz com uma família. Quero uma filha que se deixe cuidar por um bom marido. Por que não pensa no que digo? Irritada com a mesma ladainha toda vez que se encontraram, olhou para a mãe e disse:
  40. 40. 40 - Você tinha tudo isso. Uma vida sem perigos, uma família feliz e um homem que cuidava de você. Acredito que você é a pessoa menos indicada para falar assim. Ao ouvi-la, Luján fechou os olhos e sentou-se, respondeu: - Você está certa. Eu tive tudo isso. Mas não se esqueça que também vivia com a incerteza de saber se o seu pai iria retornaria de suas missões ou não. Também vivia com suas mudanças de drásticas de humor. Também vivia com seus pesadelos noturnos quando retornava de suas missões. Você quer que continue? Mel negou com a cabeça. Não tinha sido justa com a mãe, abraçando-a, murmurou: - Está bem mamãe, me perdoe. Você tem razão e eu não sou ninguém para dizer o que eu disse. - Ouça Mel, você sabe que eu adoro o seu pai. Quero pensar que ele me odeia por ter me separado. Mas o que não quero é que algum dia alguém te odeie porque colocou o exército a frente de sua família. - Mamãeeee... - Eu não quero que tenha pesadelos como ele. Não quero que sua vida seja apenas o exército. Quero que sua vida se normalize e possa ser feliz com um homem que... - Eu não tenho intenção de me casar com ninguém. - Mas por que, querida? Mike era um bom homem, porém eu tenho certeza que você poderá encontrar outro que complete seu coração. Luján não sabia a triste realidade do que descobriu sobre Mike e, tentando manter as lembranças que tinha dele, Mel acrescentou: - Eu não preciso de um homem, mamãe. Eu vivo muito bem como estou. Eu sou dona da minha vida e não preciso de ninguém que venha me comandar. - O que você chama de "comandar", eu chamo de "querer". Você não vai voltar a amar alguém? - Eu amo você, papai, Sami, Scarlett, a vovó... Desesperada pela a teimosia de sua filha, Luján insistiu:
  41. 41. 41 - Sami crescerá. - Espero que sim mãe. Fraldas são muito caras - zombou. - Como você acha que ela ficará quando você for e deixá-la sozinha? - Nunca estará sozinha. Por que eu tenho vocês. - Claro que você tem a nós querida, mas a pequena irá censurar você - Luján sussurrou olhando para a filha. - Já perdi seu pai e não posso perdê-la também. - Mamãeeeee... - Você esqueceu das coisas que disse ao seu pai quando era pequenina e andava? Você acha que Sami não dirá a você? - Mamãeeee... - Você esqueceu como chorava quando ele ia ou como se assustava quando retornava de alguma missão e tinha esses pesadelos horríveis? - Eu não tenho pesadelos, mãe. - Você terá! A jovem fechou os olhos. Sua mãe estava certa. Tinha começado a ter pesadelos. Mas nada, exceto a sua própria filha, a amarrava ao mundo, e tentando não pensar sobre isso, levantou-se e sussurrou: - Olha mamãe, no momento quero continuar com o que faço. Não há nenhum homem na minha vida e estou feliz. Tenho o que preciso e... - Como tem o que precisa? - Mamãeeee... - Você precisa de estabilidade emocional, filha. Um homem que te abrace, te ame, que te mime... - Tudo isso passou mamãe... passou... passou. Luján não desistia. - Desde que aconteceu com Mike, você voltou a ter algum encontro? - Ela insistiu. - Não. - Então, como pode ter tudo o que precisa?
  42. 42. 42 Sem querer revelar sua vida pessoal, olhou para a mãe e sussurrou: - Se você se refere a dormir com um homem, a resposta é sim. Esse terreno tenho muito bem coberto. Boquiaberta, Luján olhou e sussurrou: - Oh... que sem-vergonha. Esse comentário fez as duas rirem, abraçando sua mãe, Mel murmurou: - Fique sossegada mamãe. Até o momento minha vida vai bem. Tenho um trabalho que gosto, uma família que cuida de mim, uma linda filha e uma ampla gama de homens que me dão o que eu preciso quando eu quero e como eu quero. - Eu não quero ouvir mais. - Mas foi você quem me pediu... - Mel respondeu. - Melanie Parker Muñiz eu disse que eu não quero ouvir mais. Ela sorriu. Sempre que estava com raiva, sua mãe dizia seu nome e sobrenome completo. Luján, horrorizada com o que sua filha deu a entender, fechou a mala e acrescentou: - Você e eu voltaremos a falar sobre isso jovenzinha. Não gosto que vá de flor em flor, como certamente faz seu pai. - Mamãeeeee... - Agora, vamos lá, leve-me ao aeroporto ou perderei meu avião de volta a Espanha. Meia hora mais tarde, avó, filha e neta estavam indo para o aeroporto. Ao sair, deu-lhe um mimo, um pequeno adesivo com uma carinha sorridente. Mel sorriu e pensou que era um bom sinal. Tinha que sorrir mais!
  43. 43. 43 CAPITULO 4 Na concessionária, um enorme reboque descarregava os carros, enquanto Josh Hoffmann, um alto diretor da Aston Martin, indicava aos trabalhadores o lugar onde colocar os caros e elegantes veículos. Naquele dia tinha chegado um número grande e os clientes mais ricos, avisados por ele, tinham ido para dar uma olhada. Enquanto os homens observavam boquiabertos os carros, Josh se desfazia em atenções com suas esposas. Assim como seu irmão Björn, se visto na rua, era raro que uma mulher não se fixasse nele. Mas ao contrário de Björn, tinha os olhos e o cabelo castanho e um rosto inocente, que nada tinha a ver com o que realmente era. Graças ao seu magnetismo, com apenas vinte e sete anos era um executivo sênior da marca Aston Martin e um homem que viajava pelo mundo. Quando a porta da concessionária se abriu e entrou Björn, para Josh ninguém mais existia. Ele adorava o seu irmão e este o adorava. Com um sorriso divertido, Josh caminhou até ele e o abraçou, sob o olhar atento de várias mulheres que suspiravam com a visão. Eram dois jovens bonitos e bem sucedidos e a fama de cavalheiros os acompanhava. Depois de dar um abraço caloroso, o mais jovem dos irmãos Hoffmann disse: - Vem, vamos ver o seu carro. Sem demora, caminharam até a lateral da concessionária, e quando chegaram ao impressionante carro, Björn assobiou e Josh disse: - Aqui está, irmãozinho. Aston Martin Vanquish Coupe. Velocidade máxima de aceleração 295 km/h. Aceleração de 0 a 100 em 4,1 segundos. Motor doze cilindros em V. Cabeça de alumínio. Injeção. Tração traseira. Automático. Seis velocidades. - É meu. - Björn disse, tocando-o com prazer. Desde que viu esse carro em uma revista há mais de um ano atrás, sabia que tinha que ser seu e, finalmente, estava diante dele.
  44. 44. 44 Josh sorriu. Ele adorava o olhar de prazer de seu irmão e, abrindo uma das duas portas do veículo, encorajou-o: - Vamos dar uma volta. Björn concordou. Ele embarcou com seu irmão e tirou o carro para fora da concessionária. Cuidadosamente, dirigiu pelas ruas de Munique. Aquela máquina era impressionante e quando saíram para a estrada simplesmente voou. Uma hora mais tarde, quando voltaram para a concessionária, Björn tinha ainda mais claro. Aquele carro impressionante deveria ser seu, e ante o sorriso de seu irmão, disse: - Eu quero ele amanhã. - Amanhã? - Sim. Amanhã. - Björn, eu tenho que providenciar os papéis e... Ele olhou para Josh com a exigência e, cortando, disse: - Amanhã te deixo o meu velho Aston para levar este. E agora vamos começar a mexer nos papéis para que eu possa desfrutar. Quanto ao seguro não se preocupe, ligo para Corina e ela passa do outro Aston para este. Com quem mais tem que falar? Josh sorriu e, olhando para ele, disse: - Venha comigo. Vamos ter que fazer várias ligações, mas vamos resolver. Se algo os irmãos Hoffmann tinham claro era que sempre conseguiam o que queriam. Naquela tarde, Mel passeava com sua filha por uma rua movimentada em Munique. Estava frio. Em janeiro sempre faz um frio siberiano naquela cidade. Acompanhada de sua pequena, estavam diante de centenas de barracas para comprar mil presentes e a menina aplaudia entusiasmada. Isto fez Mel sorrir. Sua filha era a sua felicidade. Seu melhor presente. Quando entrou numa cafeteria para tomar algo, seu celular tocou. Ao ver que era um número especial, disse: - Tenente Parker falando. - Tudo bem tenente.
  45. 45. 45 Mel sorriu. Era seu bom amigo Fraser e, sentando em uma cadeira, perguntou: - Por que você está me chamando deste número? - Porque eu sabia que atenderia. Torcendo o gesto, ela protestou e murmurou: - Você sabe que fora da base sou Melanie, nada de tenente Parker. - Eu sei... eu sei... Eles riram e, finalmente Mel perguntou: - Como estão as coisas com a aeromoça da Air Europa? - Bem... muito bem. Sua mãe já foi? - Sim. Ontem à noite eu a levei ao aeroporto e já está em Astúrias com a família. - Perfeito. Um estranho silêncio caiu entre eles e Mel perguntou: - O que aconteceu Fraser? Depois de rosnar em um americano muito de Kansas, ele disse: - É sério que sua irmã está voltando para Fort Worth? Mel suspirou e respondeu: - Parece que sim. Você sabe que ela foi para a Espanha por um tempo após a separação dos meus pais, mas cedo ou tarde Scarlett terá que refazer sua vida. - Você está certa. - E tentando pensar em outra coisa, ele respondeu: - Onde você está? - Comprando presentes para Sami. Eu amo estragá-la. E você? - Com Monica, em sua casa. - Uau, isso soa bem! Fraser sorriu, e tentando esquecer a irmã dela, disse: - Só vou dizer que desde ontem não saímos da cama. - Está passando bem então?
  46. 46. 46 - E vou continuar passando. Só liguei para ver se você precisa de alguma coisa, mas quando você desligar voltarei para a cama com Monica. Eu estou muito carente. Ambos riram e Mel murmurou: - Volte para a cama sargento, esqueça as outras mulheres e desfrute de sua necessidade. Depois que ele desligou, olhou para sua pequena de olhos azuis e disse: - Tio Fraser manda beijos Sami. Quer um lanche? A menina aplaudiu e alguns senhores ao lado sorriram. Samantha era uma menina linda, muito simpática, e onde quer que fosse sempre chamava a atenção com a sua coroa de princesa. Ela gostava das pessoas e demonstrava sorrindo e se aproximando de todo mundo. Ao contrário de sua mãe, ela era loira, mas as duas tinham um traço em comum: seus olhos azuis claros. Mel apreciou as graças de sua filha e os comentários das pessoas ao redor dela enquanto ela desenhava em um guardanapo. Essa tranquilidade, naquele lugar lhe encantava. Não tinha nada a ver com a agitação que vivia quando estava em missão. Enquanto assistia uma senhora brincando com a sua pequena, sorriu. Mas seu sorriso desapareceu quando ela se lembrou das palavras de sua mãe quando se referia que ela perderia Samantha quando crescesse. Ela sabia que estava certa. Mas esse era o seu trabalho. Depois de pedir um café e alguns sanduíches, mãe e filha lancharam. Horas mais tarde, quando voltou para casa, Dora, a mulher que cuidava de Sami quando ela estava fora, foi ver a menina. Depois de conversar com ela por um tempo, Mel perguntou: - Dora, você poderia ficar com Sami cerca de três ou quatro horas esta noite? A mulher disse: - Você tem um encontro? Ela assentiu com a cabeça. Depois da conversa com Fraser, ela sabia que precisava sair naquela noite e, olhando-a respondeu:
  47. 47. 47 - Sim. Tenho um encontro.
  48. 48. 48 CAPITULO 5 Melanie decidiu ir ao Sensations, um lugar que ela tinha ido apenas algumas vezes, mas onde tinha passado muito bem. Desde que Mike morreu, ela não queria reconstruir sua vida, mas decidiu continuar jogando os jogos que praticada desde antes de conhecê-lo. Embora desta vez sozinha. Ela sabia o que queria e sabia que ali encontraria. Não temia nada, ela passou pela porta do local, foi até o vestiário e deixou seu longo casaco. Os homens que passavam ao seu lado observavam. Alta, sexy, morena e com proporções mais que aceitáveis, graças a toda a academia que fazia para o seu trabalho. Vestida com um belo vestido de couro preto curto, um lenço de seda no pescoço e em cima de impressionantes sapatos de salto, passou com decisão para à segunda sala e foi direto para o bar. Ali pediu um Bacardi com Coca-Cola e, antes que o garçom servisse a bebida, já tinha dois homens ao seu redor. Mel olhou para eles, um deles achou interessante e o outro diretamente já descartou. Focando o loiro de olhos claros que ela havia gostado, perguntou: - Qual é o seu nome? - Carl, e o seu? - Melanie. Quando o garçom serviu sua bebida, Mel tomou um gole e o chamado Carl perguntou: - Você está sozinha? Ela não respondeu e ele insistiu: - O que uma garota como você procura num lugar como este? Mel sorriu e respondeu honestamente: - O mesmo que você. Ele se aproximou um pouco mais. Mel não se mexeu e perguntou: - Você quer me tocar? - Sim.
  49. 49. 49 - Toque-me então. A mão dele começou a subir até as coxas. Ao sentir o toque, Mel sentiu os cabelos em pé e, sem cortá-lo, disse: - Procuro dois homens. Já encontrei um. Agora chegará o outro. Carl sorriu. Não entendia o que ela queria dizer, mas não se importava. Era uma mulher bonita e sensual e sabia que ia passar bem. Por algum tempo eles conversaram sobre sexo. Falar sobre isso naquele lugar era o mais normal do mundo e quando tudo estava claro, Carl propôs: - Vamos para a pista de dança. - Não. Melhor o quarto escuro. - Perfeito - disse o homem. Mel tomou outro gole de sua bebida, deslizou para fora do banco e caminhou na direção que sabia onde estava aquela sala. Ao entrar, ela ouviu música mexicana. Durante vários minutos, as mãos de Carl voaram pelo seu corpo, enquanto ela fechava os olhos e se deixava fazer. Gostava de imaginar que Mike a observava e logo suas mãos fortes iria se juntar ao homem que ela tinha escolhido. E assim foi. Segundos depois, ela sentiu outro par de mãos nas costas que a tocavam. Mike. Excitada pelo momento e o escuro, não conseguia ver o rosto de nenhum dos dois, mas gostava. As mãos deles voavam pela sua cintura, seus seios, sua bunda e quando ela não podia mais, disse voltando-se para o homem cujo rosto não tinha visto: - Não fale e não me deixe ver o seu rosto, se você quiser jogar comigo. Ele concordou e com decisão acrescentou: - Vamos para um quarto. Eles seguiram. Mel não olhou o rosto do segundo homem, em nenhum momento, nem ele deixou ser visto. Ela não queria. Só queria pensar que era Mike. Ela precisava fantasiar com ele, ainda que às vezes odiasse. Quando eles entraram no quarto, Mel colocou a música e a voz de Bon Jovi
  50. 50. 50 encheu a sala. O desconhecido, depois do convite, abriu o zíper de seu vestido de couro e quando este caiu, Mel saiu dele. Carl se despiu e aproximando-se perguntou: - Eu posso deitar-lhe na cama? - Não. - E pegando-o com decisão, ordenou, olhando em seus olhos: - Ajoelhe-se ante a cama e espere por mim. Carl não hesitou. Estava claro que a esta mulher ninguém dizia o que fazer. Uma vez que estava ajoelhado na frente da cama, com um jarro de água e um pano limpo, a olhou e viu que sem olhar para o cara que estava atrás dela, disse: - Tire minha calcinha e me toque como se eu fosse sua. Não pergunte. Basta fazer o que quiser, sem perguntar. Sentindo que ele estava fazendo o que ela pediu, Mel fechou os olhos e cantarolava “Have a Nice Day” de Bon Jovi. Esta música a transportava a tempos passados, aos que Mike e ela jogavam com outros e se divertiam. O estranho fez o que ela pediu e, depois de retirar a calcinha e deixar em uma cadeira, ele colocou um dedo na vagina com segurança e ela suspirou. Durante vários minutos, o homem continuou o seu jogo, enquanto Mel se deixava masturbar por ele. - Vou sentar na cama - de repente anunciou. - Tire o lenço que eu tenho no pescoço e amarre sobre os meus olhos. Eu não quero ver você, mas quero que você continue jogando comigo, entendido? Sem outra palavra, a jovem caminhou até a cama. Sentou-se ante Carl e, olhando para cima, viu que o estranho tinha desaparecido, até que o sentiu atrás dela. Notou como ele tirava o lenço de seda preto do pescoço e o amarrava ao redor de sua cabeça, cobrindo os olhos. Excitada, ela se deitou na cama e abriu as pernas para Carl. Totalmente exposta para ele, que sabia o que tinha que fazer. Ele a lavou. Uma vez seca, colocou as pernas dela em seus ombros e, sem demora, devorou. Ele colocou a boca na deliciosa e depilada vagina que ela oferecia gostosa e com vontade, se deleitou. Os suspiros de Mel enchiam o espaço. Isso era maravilhoso.
  51. 51. 51 Sexo! Como dizia Fraser, era necessário e decidiu aproveitar ao máximo. Carl, encantado com aquela entrega, colocou as pernas sobre a cama e fez abrir suas coxas. Ela obedeceu. Ante ele, ficou ainda mais exposto o seu centro de prazer. Aquele púbis depilado em forma de coração era maravilhoso e tentador, e com os dedos lhe abriu os lábios para melhor acesso. Chupava... Sugava... E quando a sua língua, após um tempo de jogo, se enrolou em seu clitóris, Mel arqueou. Agarrando-a pela cintura, ele encaixou-a mais em sua boca e ela estremeceu até que se deixou ir. Enlouquecida pelo prazer que sentia, levantou-se e exigiu, tomando as rédeas do momento: - Deite- se na cama. Eu quero foder. Carl, levantando-se do chão, voltou a conectar com o que ela pedia. Depois se deitou na cama, colocou um preservativo e, rapidamente Mel se sentou montada sobre ele e se empalou. Excitada, mexeu os quadris em busca de prazer. Ela precisava. Por vários minutos, seus suspiros, acompanhado pelos de Carl, ressoaram no quarto, até que o estranho, que tinha ficado em segundo plano, subiu na cama e, depois de colocar um preservativo, fez o que ela tinha pedido e participou sem pedir. Carl, ao ver as intenções do outro homem, a deitou sobre ele. Mel sentiu que espalhavam gel em seu ânus e, para dilatá-lo, eles enfiaram um dedo, dois, até que momentos depois gritava de prazer ao se sentir penetrada. Homens nunca lhe faltavam. Felizmente, sua genética a deixava escolher, e eles nunca se recusavam. Porém, nesse instante, nesse momento, sentir-se preenchida e desejada foi espetacular. - Mike... mais ... mais - implorou.
  52. 52. 52 O estranho soube que o tal de Mike estava indo por ele e, agarrando-lhe os seios por trás, a empalou uma e outra vez com golpes secos, enquanto Carl penetrava pela vagina, sem parar. Naquela noite, por volta das onze, Björn chegou ao Sensations acompanhado por uma bela ruiva. Maya era maravilhosa e, como ele, exigia apenas sexo quente. Tomaram alguma coisa no bar e ali rapidamente contataram com outro casal. Depois de um primeiro copo chegaram outros mais, e antes de entrar em um dos quartos, Björn foi ao banheiro. Ao passar por um dos quartos privados, a música mexicana que saía de lá chamou sua atenção. Ele levantou a cortina e viu dois homens e uma mulher em uma cama. - Beijos não... - Ela sussurrou. Esta negação, que sempre tinha ouvido da sua amiga Judith, chamou a atenção e parou para observar. Com prazer, viu a curvatura de suas costas e seus olhos se fixaram sobre uma tatuagem que tinha. Não via claramente pela luz fraca, mas parecia um pegador de sonhos. Impulsionado pela curiosidade e a música, entrou no quarto e silenciosamente se aproximou e pode ver com clareza a tatuagem. Realmente era um pegador de sonhos. Sem dizer nada, assistiu ao jogo daqueles três. Era o tipo de sexo que o enlouquecia. Dois homens e uma mulher desfrutando sem inibições. Ela o encantou, deliciosa e saborosa. Seus gemidos, como poucos, eram delirantes e sua entrega maravilhosa. Não soube quanto tempo esteve observando, até que se lembrou da bela ruiva que lhe havia acompanhado e decidiu sair, ir ao banheiro e voltar para onde ele a tinha deixado. Vinte minutos depois, enquanto Björn e sua ruiva conversavam sentados no bar, a cortina do quarto se abriu. Ele viu uma garota de cabelo curto e escuro, mas não viu o rosto. Rapidamente a identificou como a mulher do quarto. Ele nunca a tinha visto por ali e isto chamou a sua atenção, enquanto corria com seu olhar azulado aquele corpo e admirava como lhe ficava bem o vestido de couro preto. Sem sair do seu
  53. 53. 53 lugar, Björn a observou e quando ela desapareceu do local, a ruiva, desejosa de sexo, propôs em seu ouvido: - Vamos a um quarto? Björn, esquecendo a morena sorriu e murmurou: - É claro, linda. Não vejo a hora de tirar sua roupa. Quando Mel chegou em casa de madrugada, Dora sorriu ao vê-la e perguntou: - Como foi o encontro? Ela, tirando o salto alto, sorriu e respondeu: - Bem. Muito bem. Quando Dora foi para casa, Mel foi ver sua filha. Ela estava dormindo. Em seguida, ela despiu-se e entrou no chuveiro, onde as gotas de água misturada com suas lágrimas ao pensar, como sempre em Mike. Por que não podia esquecê-lo?
  54. 54. 54 CAPITULO 6 No domingo, quando Björn veio para a casa de seus amigos Eric e Judith em seu novo Aston Martin e na companhia de Agneta, teve que fazer um esforço para não rir da cara de sua amiga Judith. Estava mais do que claro que ela e sua acompanhante não estavam em sintonia. Após cumprimentar e mostrar-lhes o novo carro, Eric convidou Agneta para entrar na sala e Judith, agarrando ele pelo braço, sussurrou: - Eu não entendo o que você vê na Fosqui. Björn riu ao ouvir o apelido que ela chamava e disse: - Ela é engraçada e me divirto com ela. Por certo, eu prometi que não a incomodaria, portanto, comporte-se linda, certo? Judith revirou os olhos e, sorrindo, disse: - Ela é tonta... mas tonta por natureza. - Jud..., não comece. - Por deus Björn, como você pode se divertir com esse poodle constipado? É a tia mais sem sal que conheci na minha vida. Ele soltou uma risada. Judith era única. Estava claro que ela e Agneta nunca seriam amigas e, respondeu: - Na cama ela é tudo, menos sem sal. Judith franziu a testa e respondeu: - Claro, que básicos que são os caras às vezes. A tia é uma tonta de matar, e porque é uma fera na cama continua com ela? - Comigo não é uma tonta. - Normal contigo - ela riu. Mas, com o resto da humanidade é uma estúpida que nem te conto. Agora você pode controlá-la ou esta noite vai sair quentinha daqui. Lembra a última vez que nos encontramos, a tia idiota teve o luxo de me chamar de assassina porque eu gosto de filés de gado, e conste que não lhe disse o que pensava dela, porque era sua acompanhante. - Agneta é vegetariana. Não leve em conta. - Mas foda-se Björn, por que tem que trazê-la aqui? Morreu de rir, ele abraçou a amiga e disse:
  55. 55. 55 - Eu a trouxe para te deixar com raiva, sua boba! Mas fique calma, ela vai se comportar se você fizer o mesmo. Com isso, Judith sorriu e sussurrou com cumplicidade: - Está sendo um babaca... Rindo entraram na sala, onde havia mais convidados. Eric e Jud os apresentaram a todos e quando eles chegaram a uma jovem que segurava nos braços o pequeno Eric, bricando, Jud perguntou: - Lembra-se de Melanie? Björn olhou para o jovem vestida com jeans e camisa de gola alta preta e negou com a cabeça. Judith continuou: - É uma amiga espanhola. Será que ele conhecia aquela linda mulher espanhola e não tinha o seu telefone? Impossível! Aquela morenaça com cabelo curto e preto como um jato não teria passado desapercebida. Com curiosidade, passou o olhar em torno de seu corpo. O jeans se encaixava tão bem e a camisa preta marcava uns bonitos e tentadores seios que desejou tocar. Estava observando distraído quando de repente ouviu: - Cara, mas sim é o próprio James Bond! Ao ouvir isto, Björn rapidamente mudou o gesto e sabia quem era aquela mulher. Sua mente foi reativada em frações de segundo e a identificou como a bruta que há meses atrás ajudou Judith a sair do elevador e a levou para o hospital no dia de seu parto. Porém, sem muita vontade de confraternizar com ela, sussurrou: - Claro... claro... mas sim é a Superwoman. Mel, ao contrário dele, ao ouvir abriu a boca e, surpresa, respondeu: - Puxa, como você me reconheceu? Björn, desconcertado com a brincadeira no rosto da jovem perguntou: - Onde você deixou o seu disfarce, bonita?
  56. 56. 56 Mel cruzou um olhar divertido com Judith e, cravando seus grandes olhos azuis nos dele, respondeu, aproximando-se: - No Batmóvel, bobo. Mas chis... não diga nada. Eu deixo lá, pois vai que tenha que salvar o mundo de qualquer espiã que esteja a serviço da inteligência britânica. Judith soltou uma gargalhada. Com razão ao ver a expressão de Björn. Não entendia o que estava acontecendo entre seu bom amigo e essa garota, mas a divertia. Björn era um tipo com um excelente humor e, pelo que via, Mel também, mas ele se recusava a entrar em seu jogo. Finalmente, sem muita vontade de falar, o viu virar e ir conversar com Eric. Mel deixou o pequeno Eric na cadeira e, olhando para Jud, perguntou: - Você acredita que ele ainda me odeia por não tê-la levado para o hospital naquele dia? Judith deu de ombros e, certa do que dizia, respondeu: - Só vou dizer que é o melhor cara que eu conheço depois do meu marido, e que não entendo por que reage assim com você. Naquele momento, eles ouviram o som de cristais caindo no chão. A Agneta tinha deixado cair um copo e este tinha virado caquinhos. Rapidamente, Mel procurou sua filha. Ela encontrou bem ao lado da bagunça, chorando, e correu para ela. Mesmo antes de chegar, viu como a pequena se agarrava ao vestido de Agneta e esta, com um puxão se afastava do seu lado, o que fez a menina cair. Björn tentou pegar a pequena no ar, mas finalmente acabou sentada no chão. Ao vê-la chorar, ele se inclinou, plantou uma mão no chão e a pegou. - Está bem querida... não aconteceu nada - Melanie sussurrou, tirando a menina dos seus braços, enquanto pensava que esta mulher, a tal Agneta, era um idiota. A pequena, assustada, continuava chorando e a coroa rosa de princesa que tinha na cabeça caiu no chão e Björn a pegou.
  57. 57. 57 Todos a olhavam e Mel, esquecendo-se de tudo, a embalava até que passou. O importante era a sua filha, o resto não importava. Quando Sami se acalmou, ela mostrou um de seus minúsculos dedos e sussurrou: - Tenho uma ferida. Quando viu sangue, Mel agiu rapidamente. Ela pegou um guardanapo e limpou com cuidado. Não era nada sério. Apenas um pequeno corte, mas olhando para sua pequena, disse caminhando para a sua enorme bolsa: - Vamos querida, mamãe vai curar. Eric, que estava com sua esposa, disse-lhe para passar rapidamente para a cozinha e lá tirou do armário um pequeno kit. Com carinho, Mel e Judith atenderam a pequena, lhe deram um pingo de chocolate e colocaram um curativo de Princesas da Disney no dedo. Mas ela queria que sua mãe falasse as palavras mágicas, então quando ela mostrou o dedo, Mel sorriu e disse: - A Bela Adormecida vai curar, e magicamente a dor desaparecerá, tachán... chán... chán! para nunca mais voltar. Sami soltou uma gargalhada e Mel comentou, olhando para a amiga: - Se me dissessem que eu ia fazer essas bobagens para a minha filha, eu nunca teria acreditado. Ambas riram e, quando elas voltaram para a sala de estar, todos a observavam. Mel tinha a pequena nos braços: - Sami, diga a todos que você está bem – incentivou olhando. Enquanto a deixou no chão, a loirinha de olhos azuis, com um enorme sorriso, mostrou o dedo com o curativo e sussurrou: - Estou bem. Todo mundo sorriu e Björn, aproximando-se dela, abaixou-se e perguntou: - Qual é o seu nome? Ela piscou e respondeu graciosamente, agarrando-se às pernas de sua mãe: - Pincesa Sami. Mel acrescentou, protegendo com carinho:
  58. 58. 58 - Ela se chama Samantha. E carinhosamente chamamos de Sami e ela se concedeu o título de princesa. Björn, divertindo-se com a desenvoltura da pequena, acenou com a cabeça e, mostrando a coroa que tinha caído, perguntou: - Isto com certeza é seu, certo? A menina, encantada, assentiu. Ela pegou da sua mão, colocou sobre a cabeça e disse: - Eu sou uma pincesa. Ele sorriu e ela aproximou-se, fazendo biquinho e, sem hesitar, lhe deu um beijo estalado no rosto que fez todos rirem. Björn foi o primeiro. Tocada pelo beijo, Mel sorriu quando a menina saiu correndo, pegou um guardanapo, limpou o rosto de Björn sujo de chocolate e, ante o gesto de surpresa deste, ela pediu: - Mostre-me sua mão. - Para quê? - Me dê a mão - disse Mel. Björn, vendo que todos o olhavam, desistiu e mostrou. Ela, virando cuidadosamente observou a palma da mão e disse: - Você cravou um pequeno cristal. Não se mexa e eu tirarei. Divertindo-se com aquilo, ele zombou: - Isto é como a coisa do espinho. Se tirar seremos amigos para sempre? Mel olhou para ele e disse: - Duvido. Sem se mexer, a observou e viu como ela limpava e retirava um pequeno cristal cravado na pele. Uma pequena gota de sangue saiu e Mel, sem pensar, pegou um curativo de Princesas da Disney, como o que tinha colocado em sua filha, e colocou. - Pinsesassssssssssss - aplaudiu a menina se aproximando. Quando Mel terminou, olhou e divertida, disse enquanto sua filha observava: - Saiba que a Bela Adormecida vai curar e magicamente a dor irá desaparecer, tachán... chán...chán!, para nunca mais voltar.
  59. 59. 59 Espantado com essas palavras tolas, Björn a olhou, e piscando, disse: - Você está brincando, certo? Mel, ao ver que sua filha assistia de perto, sussurrou: - Disfarça e sorri. Sami está assistindo e acredita no poder dessas palavras. Ele, ao ver a pequena com a sua coroa rosa de plumas ao seu lado, sorriu e centrando de novo sua atenção na mãe da criança, sussurrou: - E se a Bela Adormecida me curasse outra coisa? - O cérebro talvez? Ambos se olharam e com um sorriso torto, Björn disse: - Se você quiser chamá-lo assim, eu não me importo, e ele tampouco. Mel riu e, abaixando-se para olhar para sua filha, ela sussurrou: - Bobo. Björn, divertindo-se com o acontecido, sorriu, enquanto Mel brincava com sua pequena, quando Agneta ao seu lado, se lamentou: - Maldita menina! Por sua culpa me manchou o vestido. Mel, ao ouvir esse comentário, ficou nervosa. Quem disse isso? Ao olhar para cima, viu que se tratava da acompanhante de James Bond, e antes que pudesse responder, Judith, que tinha ouvido também, respondeu com a voz rebelde: - O importante é que a menina está bem, e não o seu vestido, Agneta. Ela suspirou quando viu que Judith se afastou, olhou para Björn, que estava ao lado dela, e protestou: - Sua amiguinha, a simpática, como sempre defendendo todos, menos a mim. Esta pirralha manchou o vestido com o seu sangue e agora eu não posso reclamar. Mel não poderia ficar em silêncio e, olhando-a, disse:
  60. 60. 60 - Eu sinto que minha filha tenha manchado o seu lindo vestido, mas em sua defesa eu vou dizer que foi sem querer. Por outro lado, cuidado com o que você diz, porque eu sou a mãe dela e eu posso me ofender se você voltar a chama-á-la de "pirralha". E antes que diga qualquer outra coisa, eu vou dizer que a minha filha tem dois anos e meio, e ainda é um bebê, e você tem pelo menos quarenta anos e a mentalidade para raciocinar e entender as coisas. Esse comentário fez Björn sorrir, mas dissimulou. Estava claro que a nova amiga de Jud não perdia uma calada. - Eu tenho trinta e dois anos! – saltou Agneta, extremamente ofendida. - Sério? - Mel perguntou secamente. - Sim - disse a outra, franzindo a testa. - Não me engane? - Insistiu a jovem. Agneta, soltando fumaças pelas orelhas, porque todos a olhavam questionando sua idade esclareceu com gesto chateado: - Trinta e dois. Nem um mais. Mel, engraçada, maliciosamente acenou com a cabeça e murmurou enquanto se afastava: - Vamos... por que você se conserva tão mal? Inconscientemente, Björn sorriu novamente. Goste ou não, aquela mulher era divertida e acabava de mostrar. Com dissimulação, ele a seguiu com os olhos e correu lentamente seu corpo. Ele parou em seu traseiro. Era tão tentador. Agneta, ao seu lado, continuou dando explicações sobre sua idade. Quando todos saíram, olhou para Björn e irritada, murmurou: - Essa mulher é uma bruta. - Quem? - Ele perguntou, sabendo a resposta. - A morena. A mãe da pirralha. Björn, ao ver o sorrisinho no rosto de sua amiga Judith, lhe mostrou o curativo das princesas e esta sorriu. Depois agarrou Agneta agarrou pela cintura e disse: - Venha, vamos beber alguma coisa.
  61. 61. 61 Um bom tempo depois, todos relaxaram e foram para o grande salão para apreciar a comida. Como sempre Simona preparou requintadas iguarias que todos provaram com prazer. Sem poder evitar, o olhar de Björn voou até Mel, mas seus olhos nunca conseguiram contato. Isto o incomodou. A mulher parecia ter olhos apenas para a sua filha. Uma vez terminado o almoço, os convidados começaram a falar e Judith, após dar um carinhoso beijo em seu marido, se levantou da mesa e foi para outra sala para ver o filho. Antes de entrar, viu através da janela da porta Mel sozinha cozinha. Ao entrar, um cheiro chamou sua atenção e perguntou: - Você está fumando? Com a janela aberta, Mel olhou para ela e antes que pudesse responder, Judith se aproximou e ela sussurrou: - Você fuma? Jud sorriu. - Só de vez em quando, ou quando quero irritar Eric. Rindo, sentaram-se à mesa da cozinha. - Sami dormiu? - Sim, e seu filho também. - Ambas sorriram e Mel acrescentou com a coroa de penas de sua filha na mão: - Simona me disse para não nos preocuparmos com nada. Ela vai estar na sala, no caso de acordarem. - Oh, minha Simona - Judith suspirou, ao pensar naquela mulher que ela tanto adorava. - Sem ela minha vida não seria a mesma. Simona e seu marido, Norbert, moravam na casa e se ocupavam para que tudo estivesse bem, era maravilhosa. Jud se levantou. - O que você quer beber? Eu morro por uma Coca-Cola. - Perguntou a Mel, abrindo a geladeira. - Outra Coca -Cola, como você. Judith as serviu e Mel deixou a coroa em cima da mesa e ofereceu-lhe um cigarro. Judith aceitou sem hesitação.
  62. 62. 62 - Seu trabalho como aeromoça deve ser incrível - disse ela. – Isto de viajar tanto e conhecer os países tem o seu ponto. Mel sorriu. Meses atrás, quando Judith perguntou o que ela fazia, ela disse-lhe que ela era uma aeromoça. Mas depois de ver que Judith era uma boa amiga que não devia enganá-la, se aproximou dela e sussurrou: - Se eu te contar um segredo, você guardaria? - Claro Mel. - Para mim é muito importante que você guarde Judith, você promete? - Claro mulher... Que sim. Ela puxou a franja do rosto e inclinou-se para a amiga. - Eu não sou aeromoça, sou piloto - confessou. Boquiaberta, Judith olhou para ela. - Sério? Foda-se... estou passada. Divertida ao ver sua surpresa, Mel respondeu brincando: - Eu sou a Superwoman, o que você esperava? Ambas riram. - Qual a companhia que você trabalha? - Perguntou Judith. Essa pergunta fez Mel soltar uma gargalhada e respondeu: - Realmente você vai manter o segredo? - Sim vamos lá, como que eu tenho que dizer que sim? Então Mel sussurrou: - Para o Tio Sam. Judith piscou. E quando ele entendeu o que aquilo significava, ela disse surpresa: - Como? - Eu sou piloto do exército americano. - Você é militar? Mel acenou com a cabeça e acrescentou: - Piloto de um C-17 Globemaster. Vamos, para que me entenda, um enorme avião que por certo já viu no noticiário, aqueles que abrem na parte de trás e são responsáveis pelo transporte de suprimentos e operações de certa...
  63. 63. 63 - Você está falando sério? - Totalmente sério. Ante você está a Tenente Parker da Força Aérea dos EUA. Eu sou o cara que meu pai sempre quis e, infelizmente, não teve. Por rebeldia me alistei no exército com a intenção de mostrar que não precisa de algo pendurado entre as pernas para ser corajoso e ter voz de comando. - Ambas riram. - E apesar de eu admitir que eu gosto do que faço, desde que eu tive a Sami não sei se faço certo. - Por quê? Mel deu uma tragada em seu cigarro e respondeu: - Porque eu odeio deixá-la sozinha. Odeio ver como ela chora quando me separo dela e odeio pensar que um dia ela possa me reprovar. Então, faz um tempo que tento fazer um curso à distância de desenho gráfico, mas nada, é impossível me concentrar nele! Embora eu tenha que fazer. Talvez um dia termine e possa mudar de profissão. Judith entendeu sua amiga e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Mel acrescentou: - Por favor, é muito importante que mantenha o segredo. Quando estou fora da base, costumo usar o nome espanhol de minha mãe, Muñiz. Isso evita muitas perguntas. - Mas garota, você é uma bomba! Foda-se, você é piloto norte-americana! Olé você. Mel sorriu e Judith, sem entender muito bem por que queria manter isso em segredo, perguntou: - Não direi a ninguém, mas me diga por quê? - Porque eu não gosto que os outros saibam da minha vida. Além disso, para muitas pessoas os militares americanos não caem bem. Portanto, eu quero continuar ser para você e para todos, somente Melanie Muñiz, certo? Judith concordou com a cabeça. Nunca teria esperado. Ansiosa para saber mais, perguntou: - E o seu marido também é militar? Mel tomou um gole de sua bebida e uma vez ingerido, assentiu.
  64. 64. 64 - Sim. - Está em missão é por isso que eu nunca o conheci? A dor apareceu nos olhos de Mel e Judith viu. Mas antes que pudesse se desculpar pela pergunta, sua amiga disse: - Mike morreu no Afeganistão e não era meu marido... Horrorizada, Jud colocou a mão sobre a dela. - Desculpe Mel. Eu não queria... - Está tudo bem - ela murmurou, olhando-a. - Você não sabia de nada e é normal que tenha me perguntado de Mike. - E depois de um tenso silêncio, ela acrescentou: - Ele morreu quando eu estava grávida de sete meses, em uma missão. - Deus Mel... Eu sinto... Silêncio e Jud perguntou para mudar de assunto: - E como você faz com o seu trabalho e Sami? - Dora, uma vizinha maravilhosa que fica com ela, ou Romina, esposa do Neill, são as pessoas que eu posso contar. Também a minha mãe vem de Asturias ou eu levo Sami lá. - Pois, a partir de agora você tem a mim também, certo? - Mel concordou e Judith acrescentou: - Considere-se como alguém da minha família para pedir ajuda quando você precisar. Agradecida, ela apertou a sua mão. - Obrigada Judith. - E ao ver a tristeza em seus olhos, sussurrou: - Foi terrível perder Mike. A pior experiência da minha vida. Porém Sami e seu sorriso me fazem saber que ele vive nela e por isso eu tenho que ser feliz. Oprimida, Judith ouviu. Ela não poderia imaginar a dor que tinha no coração. Se ela tivesse passado por algo assim, diretamente teria morrido com Eric, mas Mel estava demonstrando uma integridade incrível e que era de se admirar. - Eu não conheci Mike, mas eu tenho certeza que ele gostaria que retomasse sua vida e fosse feliz, certo? Mel acenou com a cabeça.
  65. 65. 65 - É sério Mel - ela insistiu – Estou aqui para tudo o que você precisar e... Naquele momento, a porta da cozinha se abriu. Björn apareceu diante delas e ao vê-las sentadas ali, perguntou: - Que cheiro é esse aqui? Björn, que de tonto não tinha um cabelo, ao ver que se olhavam, disse: - Bem. Esquecerei o cheiro aqui e não perguntarei mais. Ele caminhou até a geladeira, pegou uma cerveja e, após abrir e tomar um gole, perguntou: - Conspiração de super-heroínas espanholas? Ambas riram e Judith perguntou: - Como está? A princesa curou a ferida? Ele, olhando para o curativo rosa, zombou: - Minha ferida está perfeita, certo? - E, aproximando-se delas, perguntou ao ver o que tinham nas mãos: - Vocês duas não sabem que fumar é prejudicial à saúde? - De alguma coisa deve morrer, certo? - Mel respondeu, e vendo seu rosto, perguntou: - Você não fuma, James Bond? - Não. - Nem mesmo um tapinha de vez em quando para relaxar? Espantado por seu descaramento, Björn disse: - Bem, não. Eu não faço essa merda, e vou lhe pedir para parar de me chamar desse ridíc... - Por favorrrr..., você é como sua namorada. Que pouco senso de humor que você tem, bobinho! - Minha namorada? - E ao ver que ela sorria esclareceu: - Olha bonita, Agneta não é minha namorada, só uma amiga e se voltar a me chamar de bobo... Eu juro... - Eh... eh... eh... eh... - Mel gritou, fazendo-o calar. - Não me interessa a sua vida pessoal nem me interessa você. Portanto pode se reservar. Surpreendido pela desenvoltura dela para fazê-lo calar, foi dizer algo quando Jud disse: - Nunca diga a Eric que me viu fumando, certo?
  66. 66. 66 Ao ouvi-la, Mel olhou para a amiga e perguntou em tom brincalhão: - Além de não ter senso de humor, o bonequinho é um maricas delator? Boquiaberto, Björn rosnou: - O bonequinho pode economizar. O maricas acaba de me ofender e quanto ao delator, deixe-me dizer-lhe... - Eh... eh... eh... - Mel gritou novamente. Esse método nunca falhou. – Não me interessa o que você pensa. Incrédulo pelo ridículo que estava diante dela, protestou: - Quer parar de me tratar como um idiota? - Você não é um idiota? - Perguntou Mel. Björn, irritado e querendo estrangulá-la, sussurrou: - É claro que eu não sou. - Não Mel... isto eu garanto - disse Judith. - Björn é um cara muito legal quando quer, ainda que não acredite no poder das Princesas da Disney. As duas mulheres se entreolharam com cumplicidade e Mel disse, em voz baixa, enquanto colocava a coroa de plumas rosa de sua filha: - Vamos James... Não posso acreditar. Divertida, Jud ia responder quando Björn rosnou: - Olha, espertinha... - Princesa, por favor - Mel disse ironicamente, apontando a coroa. Judith soltou uma gargalhada sem poder ajudar. Mel era divertidíssima e Björn, olhando para a atrevida de coroa rosa, sussurrou: - Você está me dando nos nervos como poucas pessoas conseguem neste mundo. Em menos de cinco minutos você me chamou de bonequinho, bobo, delator e maricas, e só vou lhe dizer uma vez antes de ir, meu nome é Björn, não James ou qualquer outro nome absurdo que tem colocado. Entendido, princesinha? Mel sorriu. Ela gostava de irritar os homens, e sem mudar seu gesto, pediu:
  67. 67. 67 - Você tem certeza? - Certeza de quê? - Ele gritou, fora de si. - Tem certeza que seu nome não é James, bonequinho? Björn amaldiçoou. A mulher era insuportável e decidiu virar e sair, mas Mel chamou: - James... James... , tem o seu zíper da calça aberto. Ele rapidamente fez um movimento para fechar e percebeu que era uma mentira, a olhou e ela soltou com graça: - Peguei você bobinho! Quando ele viu que ia voltar para seu jogo absurdo, Björn virou-se e, com a sua cerveja na mão, saiu da sala com passos largos. Uma vez que elas estavam sozinhas, ambas começaram a rir e Jud disse, enquanto Mel tirava a coroa da cabeça: - Por que você é tão má com ele? - Euuuuuuuuu...? - Pobrezinho. Björn é um encanto de homem. Mel, divertida, tomou um gole de sua Coca-Cola e respondeu: - Judith, eu me viro em um mundo cheio de homens que ou te derrubam ou te derrubam. Assim, eu decidi me derrubar e ser eu quem brinque com eles. Você viu como está furioso? - E digo mais Mel. Eu acho que é a primeira vez que o vejo irritado com uma mulher. Acho que você o surpreendeu. - Sério? - Sim - disse Judith. Mel, divertida pelo que conseguiu, deu de ombros e murmurou: - Me encanta surpreendê-los. Judith sorriu. Ela tinha certeza de que aquela surpresa, no fundo, também tinha agradado a seu amigo, ainda que se empenhasse em negar. Naquela noite, perto de dez horas, todos os convidados foram para casa. Com carinho, Mel pegou sua pequena e colocou em seu carro. Depois de se certificar-se que estava segura em sua
  68. 68. 68 cadeirinha, cobriu-a com um cobertor. Uma vez fechada a porta do carro, ela virou-se para Judith e abraçando-a, disse: - Obrigada pelo convite. Eu passei muito bem. - Obrigada por ter vindo. Eu ligo para você depois de amanhã para sair e comer, certo? - Tudo bem. Uma vez dentro de seu carro, quando foi arrancar, ao seu lado parou um impressionante esportivo bordô. Mel olhou para o motorista e se encontrou com os impressionantes olhos de Björn que a desafiavam. Ela sorriu, e sem poder evitar, piscou e articulou para que ele entendesse: - Sayonara, bobo. Dito isto, arrancou seu carro e foi deixando de novo Björn sem palavras.

×