SELEÇÃO SIMULTÂNEA PARA TEORES PROTEICOS E DE CARBOIDRATO EM 1 UMA POPULAÇÃO NATURAL DE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex...
de acordo com sua solubilidade (STURGIS et al, 1952; GARCIA AUGUSTIN; PRIMO-MILLO, 35 1989); e no teor de carboidratos, ob...
Dentre as palmeiras matrizes selecionadas, as que apresentaram os maiores teores foram: 70 albumina (matriz 10 com 26,51 m...
PIMENTEL-GOMES, F.; GARCIA, C.H. Estatística aplicada a experimentos agronômicos e 105 florestais: exposição com exemplos ...
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Seleção simultânea para teores proteicos e de carboidrato em uma população natural de acrocomia aculeata silvelise pupin final

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Artigo publicado nos anais do Congresso Brasileiro de Macaúba, em 2013.

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Seleção simultânea para teores proteicos e de carboidrato em uma população natural de acrocomia aculeata silvelise pupin final

  1. 1. SELEÇÃO SIMULTÂNEA PARA TEORES PROTEICOS E DE CARBOIDRATO EM 1 UMA POPULAÇÃO NATURAL DE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex Mart. 2 3 SILVELISE PUPIN1; MARCELO AUGUSTO MENDES ALCANTARA1; MARCELA 4 APARECIDA DE MORAES1; ANGÉLICA COLETO LEONEL1; CELSO MACHADO1; 5 DANIELA ARAUJO1; JANAÍNA RODRIGUES DA SILVA1; KASSIA KAROLINE VIEIRA1; 6 DIEGO GENUÁRIO GOMES1; MARIO LUIZ TEIXEIRA DE MORAES1 7 8 INTRODUÇÃO 9 Amplamente distribuída no Cerrado e no Pantanal, a A. aculeata (Arecaceae), 10 popularmente conhecida macaúba, é uma palmeira arbórea, monoestipada, espinhosa e que atinge 11 até 16 metros de altura (ABREU et al, 2012). Esta espécie faz parte de um grupo de inúmeras 12 espécies frutíferas do Cerrado que possuem alto potencial para serem exploradas no mercado de 13 polpa de frutas e nozes, a exemplo do pequi, baru, cagaita, buriti, jatobá-do-cerrado, entre outras. 14 A macaúba pode ser utilizada para diversas finalidades. Suas folhas podem ser utilizadas 15 na alimentação animal; os frutos e a polpa podem ser empregados na culinária ou consumidos in 16 natura; a semente comestível também pode ser consumida fresca ou moída junto de doces de 17 amendoim ou coco; ainda é possível a extração de óleo da polpa ou da amêndoa, que pode ser 18 utilizado tanto na cozedura de alimentos, como para matéria-prima nas indústrias de cosméticos ou 19 na produção de biocombustível (CICONINI et al, 2013). 20 No Brasil, os ecossistemas naturais, a exemplo do Cerrado e do Pantanal, vêm sofrendo 21 elevados níveis de perturbação antrópica, resultando em consequências ambientais sérias, como a 22 perda de variabilidade genética de várias espécies florestais. Dessa forma, pode-se considerar como 23 prioridade, o desenvolvimento de estudos genéticos, visando não apenas conservá-los, mas também 24 melhorá-los. (SILVA et al., 2007). 25 Assim, o objetivo deste trabalho foi selecionar as melhores matrizes de uma população 26 natural de A. aculeata, com base nos teores proteicos e de carboidratos das sementes, utilizando a 27 seleção simultânea por meio do índice com base em soma de postos (ou ranks). 28 29 MATERIAL E MÉTODOS 30 Foram coletadas sementes em 12 palmeiras matrizes de polinização livre, em uma 31 população natural de A. aculeata, localizada na região do Pontal do Paranapanema, no município de 32 Rosana-SP. Em cada uma dessas palmeiras foram moídas 20 sementes e então se procedeu à análise 33 com base no teor de suas proteínas de reserva: albumina, globulina, prolamina e glutelina, extraídas 34 1 Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – FEIS/UNESP, Ilha Solteira – SP, Avenida Brasil n° 56, Centro, CEP: 15.385-000, Caixa Postal 31. Email: silvelise.pupin@gmail.com 1
  2. 2. de acordo com sua solubilidade (STURGIS et al, 1952; GARCIA AUGUSTIN; PRIMO-MILLO, 35 1989); e no teor de carboidratos, obtido pelo método fenol-sulfúrico, utilizando-se uma curva 36 padrão de glicose. A extração e determinação do teor de proteínas e de carboidratos foram 37 realizadas no Laboratório de Genética de Populações e Silvicultura, da Faculdade de Engenharia de 38 Ilha Solteira – FEIS/UNESP. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos inteiramente 39 casualizados, com 12 tratamentos (palmeiras matrizes) e quatro repetições (cada matriz). Os 40 parâmetros genéticos e em especial o índice baseado na soma de postos ou ranks (MULAMBA; 41 MOCK, 1978), considerando o peso econômico de um, foram estimados com base em Cruz e 42 Regazzi (1994), utilizando-se do programa GENES (CRUZ, 2001). 43 44 RESULTADOS E DISCUSSÃO 45 Pela análise de variância dos dados (Tabela 1) verifica-se que as médias para os teores de 46 proteínas foram: 15,75 mg.g-1 (albumina), 43,46 mg.g-1 (globulina), 21,82 mg.g-1 (prolamina) e 5,30 47 mg.g-1 (glutelina); para o teor de carboidratos a média foi de 7,49 mg.g-1. O coeficiente de variação 48 experimental (CVe) variou de 4,59% (albumina) a 7,98% (carboidrato), sendo considerado de 49 acordo com Pimentel Gomes e Garcia (2002) como de baixa magnitude, o que evidencia a boa 50 precisão experimental na obtenção dos dados. 51 Por meio do teste F (retirado da própria tabela da ANOVA do programa GENES) foi 52 possível detectar a presença de diferenças significativas entre as palmeiras matrizes em relação aos 53 teores de proteínas e carboidratos. A variação entre as matrizes ficou evidente por meio do 54 coeficiente de variação genético (CVg). O destaque ficou para o teor de carboidrato (32,14%), mas 55 ainda assim, todos os caracteres avaliados apresentaram um CVg alto, fato que converge a 56 possibilidade de exploração dessas matrizes, por meio da seleção e melhoramento genético, para os 57 caracteres estudados. As estimativas de herdabilidade, no sentido amplo, foram de alta magnitude e 58 variaram de 0,95 (albumina) a 0,99 (globulina). Esses valores de herdabilidade exprimem a 59 possibilidade de ganhos reais com a prática de seleção. O quociente de seleção (bˆ), razão entre o 60 coeficiente de variação genética e o coeficiente de variação experimental, variou de 2,20 (albumina) 61 a 5,53 (globulina). Utilizando o índice de seleção com base na soma de postos ou ranks, foram 62 selecionados 50% das palmeiras matrizes avaliadas, ou seja, 6 palmeiras matrizes, que estão 63 organizadas de ordem decrescente na Tabela 2. As estimativas de ganho genético variaram de 64 -36,25% (albumina) a 184,17% (glutelina). A média das palmeiras selecionadas foram 6,01 mg.g-1 65 (albumina), 29,59 mg.g-1 (globulina) e 2,06 mg.g-1 (prolamina) inferior em relação as médias 66 originais. Já para os teores de glutelina e carboidrato, as médias foram 9,96 mg.g-1 e 6,86 mg.g-1 67 superior as médias originais, respectivamente. Isso é devido à presença de correlação negativa entre 68 os caracteres. 69 2
  3. 3. Dentre as palmeiras matrizes selecionadas, as que apresentaram os maiores teores foram: 70 albumina (matriz 10 com 26,51 mg.g-1), globulina (matriz 7 com 31,32 mg.g-1), prolamina (matriz 4 71 com 52,35 mg.g-1), glutelina (matriz 8 com 27,87 mg.g-1) e carboidrato (matriz 5 com 72 51,90 mg.g-1). Analisando os cinco caracteres simultaneamente, a matriz de melhor desempenho foi 73 a 7, apresentando médias de 14,61 mg.g-1 (albumina), 31,32 mg.g-1 (globulina), 17,23 mg.g-1 74 (prolamina), 4,43 mg.g-1 (glutelina) e 5,92 mg.g-1 (carboidrato). Como a seleção é simultânea e não 75 para apenas um caráter, e por isso não existe uma classificação separada por progênie, alguns dos 76 ganhos genéticos apresentados mostraram-se negativos. 77 78 CONCLUSÕES 79 Existe variação genética para os teores de proteínas de reserva e de carboidratos entre as 80 palmeiras matrizes desta população natural de Acrocomia aculeata. Por meio da seleção simultânea 81 é possível selecionar e identificar as seis palmeiras matrizes que apresentam altos teores de 82 proteínas e de carboidratos concomitantemente. Existe possibilidade para traçar estratégias de 83 seleção em um futuro programa de melhoramento genético para esta população. 84 85 REFERÊNCIAS 86 ABREU, A.G.; PRIOLLI, R.H.G.; AZEVEDO-FILHO, J.A.; NUCCI, S.M.; ZUCCHI, M.I.; 87 COELHO, R.M.; COLOMBO, C.A. The genetic structure and mating system of Acrocomia 88 aculeata (Arecaceae). Genetics and Molecular Biology. Ribeirão Preto, v.35, n.1, p.119-121, 89 2012. 90 CICONINI, G.; FAVARO, S.P.; ROSCOE, R.; MIRANDA, C.H.B.; TAPETI, C.F.; MIYAHIRA, 91 M.A.M.; BEARARI, L.; GALVANI, F.; BORSATO, A.V.; COLNAGO, L.A.; NAKA, M.H. 92 Biometry and oil contentes of Acrocomia aculeata fruits from the cerrados and pantanal biomes in 93 Mato Grosso do Sul, Brazil. Industrial Crops and Products, Amsterdã, v.45, p.208-214, 2013. 94 CRUZ, C.D. Programa Genes: versão Windows; aplicativo computacional em genética e 95 estatística. Viçosa: UFV, 2001. 648p. 96 CRUZ, C.D.; REGAZZI, A.J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 97 Viçosa: UFV, 1994, 390p. 98 GARCIA-AGUSTIN, P.; PRIMO-MILLO, E. Ultrastructural and biochemical changes in cotyledon 99 reserve tissues during germination of citrus seeds. Journal of Experimental Botany, Oxford, v.40, 100 p.383-90, 1989. 101 MULAMBA, N.N.; MOCK, J.J. Improvement of yield potential of the Eto Blanco maize (Zea mays 102 L.) population by breeding for plant traits. Egypt Journal Genetic Cytology, Alexandria, v.7, 103 p.40-51, 1978. 104 3
  4. 4. PIMENTEL-GOMES, F.; GARCIA, C.H. Estatística aplicada a experimentos agronômicos e 105 florestais: exposição com exemplos e orientações para uso de aplicativos. Piracicaba: FEALQ, 106 2002. 309p. 107 SILVA, C.L.S.P. Seleção simultânea para compostos bioquímicos em uma população natural de 108 Hymenea stigonocarpa. In: Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas, 4, 2007, São 109 Lourenço. Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas, 2007. CD-ROM. 110 STURGIS, F.E.; MIEARS, R.J.; WALKER, R.K. Protein in rice as influenced by variety and 111 fertilizer levels. Lousiana Experimental Station Technical Bulletin, 1952, 466p. 112 113 114 Tabela 1. Estimativa da média (mˆ), do teste-F, do coeficiente de variação experimental (CVe), da 115 razão egCVCVb/ˆ=, do coeficiente de variação genética (CVg), e da herdabilidade, no sentido 116 amplo (2ˆh) para os teores das proteínas: albumina (ALB), globulina (GLO), prolamina (PRO) e 117 glutelina (GLU) e carboidratos (CHO) em sementes de uma população natural de Acrocomia 118 aculeata. 119 120 Caracteres mˆ Teste F Pr>Fc CVe (%) bˆ CVg (%) 2ˆh ALB (mg.g-1) 15,75 20,28 >0,0001 4,59 2,20 10,07 0,95 GLO (mg.g-1) 43,46 123,33 >0,0001 5,02 5,53 27,78 0,99 PRO (mg.g-1) 21,82 60,34 >0,0001 6,12 3,85 23,57 0,98 GLU (mg.g-1) 5,30 61,87 >0,0001 6,01 3,90 23,46 0,98 CHO (mg.g-1) 7,49 65,90 >0,0001 7,98 4,03 32,14 0,98 121 Tabela 2. Posição das 6 melhores árvores matrizes, com base no Índice da Soma de Postos (ou 122 Ranks) e estimativa do ganho da seleção (Gs) para os teores de proteínas: albumina, globulina, 123 prolamina e glutelina e carboidratos (CHO) em sementes de uma população natural de Acrocomia 124 aculeata. 125 126 Matrizes ALB GLO PRO GLU CHO 7 14,61 31,32 17,23 4,43 5,92 11 4,00 15,53 25,48 20,57 5,21 4 3,00 15,33 52,35 15,95 3,39 5 8,34 1,00 4,00 17,03 51,90 10 26,51 18,02 4,87 5,70 2,00 8 2,00 2,00 14,6 27,87 17,69 μ 9,74 13,87 19,76 15,26 14,35 Gs (%) -36,25 -67,40 -9,25 184,17 89,76 4
  5. 5. μ: média das palmeiras matrizes selecionadas. 127 5

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