O Fim da Corrida A reforma do praticante desportivo
Uno cree que el fútbol no se termina nunca. Pero se termina, y cuando no se les puede dar más goles a los hijos, uno no sa...
Os praticantes desportivos vêem-se confrontados, no seu dia-a-dia, por um conjunto de situações de difícil interpretação e...
A reforma do praticante desportivo Constata-se que o envolvimento na prática desportiva tende a ser mais prolongado. De ac...
A reforma do praticante desportivo •  Prazer na prática Estudos sobre os factores psicológicos da prática desportiva compr...
A reforma do praticante desportivo •  Investimentos pessoais na prática desportiva O processo de treino/competição represe...
A reforma do praticante desportivo •  Oportunidades proporcionadas pela participação no sistema desportivo Há investimento...
A reforma do praticante desportivo •  Expectativas sociais relativas ao desportista A dimensão pública do desporto leva a ...
A reforma do praticante desportivo <ul><li>Equilíbrio entre a atracção para o desporto e a atracção para alternativas exte...
A reforma do praticante desportivo Stambulova, (1995):  A principal razão da satisfação numa carreira desportiva é a coord...
A reforma do praticante desportivo Modelo Teórico Simbólico da Carreira Desportiva   Este modelo baseia-se na análise do p...
A reforma do praticante desportivo <ul><li>Sidónio Serpa (2003) caracteriza a carreira do atleta em 4 fases: </li></ul><ul...
A reforma do praticante desportivo Transição de Carreira Desportiva:   Evento ou não evento, que resulta numa troca nas su...
A reforma do praticante desportivo As transições podem ser:  Positivas , quando existem pré-condições para o ajustamento, ...
A reforma do praticante desportivo A Recta Final Um tipo especial de transição, com a capacidade de ilustrar os padrões co...
A reforma do praticante desportivo A Recta Final <ul><li>Segundo Stambulova (1994), o fim da carreira desportiva leva a mu...
A reforma do praticante desportivo A Recta Final <ul><li>As causas do fim de uma carreira desportiva são vistas em função ...
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A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Para Coakley (1983), o abandono desportivo não causa nec...
A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Harris & Harris (1984) também referem que atletas que te...
A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva A razão pela qual alguns ex-atletas obtêm êxito e outros...
A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Para o autor, as pesquisas devem focar 4 tópicos: 1 - Am...
A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva 3 - Desenvolver uma metodologia específica para assuntos...
A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados neste campo: </l...
A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados neste campo: </l...
A reforma do praticante desportivo Estudos efectuados nesta área: Para Stambulova (1997), os resultados do seu estudo efec...
A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados nesta área: </li...
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O Fim Da Corrida

  1. 1. O Fim da Corrida A reforma do praticante desportivo
  2. 2. Uno cree que el fútbol no se termina nunca. Pero se termina, y cuando no se les puede dar más goles a los hijos, uno no sabe qué hacer. Diego Maradona, 7/12/99, Fiesta de Clarín
  3. 3. Os praticantes desportivos vêem-se confrontados, no seu dia-a-dia, por um conjunto de situações de difícil interpretação e difícil gestão, além de acontecimentos espontâneos, associados a novos interesses. Muitas vezes, nestes casos a solução adoptada reflecte-se no abandono ou na antecipação do final de carreira. O auge no desporto tem um período curto em relação à vida real do ser humano. Como é do conhecimento geral, a carreira desportiva de qualquer atleta é relativamente curta (Brito 1994), e desenvolve-se durante um período em que as sociedades investem na formação dos seus cidadãos para serem indivíduos produtivos. A reforma do praticante desportivo
  4. 4. A reforma do praticante desportivo Constata-se que o envolvimento na prática desportiva tende a ser mais prolongado. De acordo com alguns investigadores (Scanlan et col., 1993a,1993b, Lavallee, Wylemnan, 2000),várias razões são encontradas para explicar o envolvimento prolongado na prática desportiva.
  5. 5. A reforma do praticante desportivo • Prazer na prática Estudos sobre os factores psicológicos da prática desportiva comprovam a importância decisiva da motivação intrínseca no envolvimento continuado e empenhado no desporto. Pelo contrário, a prevalência de factores extrínsecos, materiais (dinheiro) ou sociais (prestígio), são responsáveis por percentagens significativas de abandono.
  6. 6. A reforma do praticante desportivo • Investimentos pessoais na prática desportiva O processo de treino/competição representa muito para o atleta que nele investe muito tempo e energia retirados a outras actividades, eventualmente com retorno de prazer mais breve. Há também um significativo investimento de recursos materiais e financeiros, muitas vezes associado ao longo caminho do rendimento desportivo.
  7. 7. A reforma do praticante desportivo • Oportunidades proporcionadas pela participação no sistema desportivo Há investimentos na prática, porém também surgem benefícios que prendem os desportistas à sua condição de atleta, tais como a diferenciação social, maior ou menor exposição pública, recompensas materiais, viagens, acesso a outros estratos sociais, entre outros.
  8. 8. A reforma do praticante desportivo • Expectativas sociais relativas ao desportista A dimensão pública do desporto leva a que o atleta corra o risco de perder o controle de algumas dimensões do seu comportamento. Muitas vezes surgem pressões do envolvimento desportivo que dificultam a decisão de mudar o rumo da própria vida. De igual forma, a percepção do atleta sobre o que os outros esperam dele pode ser um factor motivacional decisivo para manter o empenho.
  9. 9. A reforma do praticante desportivo <ul><li>Equilíbrio entre a atracção para o desporto e a atracção para alternativas externas </li></ul><ul><li>Os indivíduos sentem-se atraídos pela prática desportiva, mas entram em conflito com as exigências de tempo, empenho e outras condições para a prática desportiva. Os desportistas tenderão a manter-se no processo de treino, enquanto nele encontrarem factores de gratificação pessoal superiores às ofertas do exterior, ou forem capazes de harmonizar as alternativas. </li></ul>
  10. 10. A reforma do praticante desportivo Stambulova, (1995): A principal razão da satisfação numa carreira desportiva é a coordenação entre o nível de objectivos do atleta e o seu nível de alcance. Se o nível alcançado é igual ou superior ao nível de objectivos traçados, então existem razões para saírem satisfeitos. crises (Stambulova,1993; 1994;1995). Modelo Teórico Simbólico da Carreira Desportiva
  11. 11. A reforma do praticante desportivo Modelo Teórico Simbólico da Carreira Desportiva Este modelo baseia-se na análise do percurso da carreira desportiva no qual é expresso pela predição de patamares de desenvolvimento. A lógica temporal da carreira desportiva é representada por períodos de actividades plurianuais: a preparação, o início, a culminação e o fim. As fases de transição entre cada um dos períodos da carreira desportiva podem gerar crises. (Stambulova, 1993)
  12. 12. A reforma do praticante desportivo <ul><li>Sidónio Serpa (2003) caracteriza a carreira do atleta em 4 fases: </li></ul><ul><li>Iniciação: primeiros contactos com o desporto, por meio de uma abordagem essencialmente lúdica, na qual o divertimento deriva de um correcto envolvimento na tarefa e de uma não-valorização do resultado desportivo. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento: o jovem atleta é inserido em programas mais estruturados de treino e sujeito a um novo tipo de aprendizagem e disciplina. </li></ul><ul><li>Especialização : o praticante está já envolvido num sistema que visa claramente à excelência na realização da prestação desportiva, o que implica a consagração de enormes recursos de tempo e energia com vista a alcançar objectivos de médio e longo prazos. </li></ul><ul><li>Retirada ou reforma desportiva: implica um novo tipo de adaptação a uma realidade diferente daquela que constituiu a vida do praticante ao longo de muitos anos. </li></ul>
  13. 13. A reforma do praticante desportivo Transição de Carreira Desportiva: Evento ou não evento, que resulta numa troca nas suposições sobre si mesmo e sobre o mundo e assim exige uma mudança correspondente nos relacionamentos e comportamentos (Scholssberg, Wylemnan et al, 1999). O atleta durante a sua carreira desportiva, e depois dela, deverá passar por vários estágios, cada um deles com exigências específicas que requerem ajustamentos nas esferas da vida ocupacional, financeira, social e psicológica.
  14. 14. A reforma do praticante desportivo As transições podem ser: Positivas , quando existem pré-condições para o ajustamento, permitindo um rápido desenlace; Negativas , quando há muito esforço para se adaptar às novas exigências ou falta de habilidade de ajustamento, criando sintomas e configurando uma situação de declínio ou estagnação no desporto (Brandão et al, 2000).
  15. 15. A reforma do praticante desportivo A Recta Final Um tipo especial de transição, com a capacidade de ilustrar os padrões complexos de mudança e estabilidade, é o abandono ou retirada do desporto. Uma carreira em desporto, como já foi referido, é muito mais curta do que muitas outras carreiras ou ocupações. Isto levanta mais problemas.
  16. 16. A reforma do praticante desportivo A Recta Final <ul><li>Segundo Stambulova (1994), o fim da carreira desportiva leva a mudanças na situação da vida social do atleta: </li></ul><ul><li>Necessidade de se adaptar a um novo estatuto, a um novo modo de vida e círculo de relacionamento; </li></ul><ul><li>Necessidade de partir para uma nova carreira profissional e a constituição da sua própria família. </li></ul>
  17. 17. A reforma do praticante desportivo A Recta Final <ul><li>As causas do fim de uma carreira desportiva são vistas em função dos seguintes factores: </li></ul><ul><li>Idade cronológica; </li></ul><ul><li>Processo de selecção (convocatória); </li></ul><ul><li>Lesões; </li></ul><ul><li>Escolha livre. </li></ul><ul><li>(Mihovilovic, 1968; Svoboda & Vanek, 1983; Ogilvie & Howe, 1986; Werthner & Orlick, 1986; Taylor & Ogilvie, 1994; Murphy, 1995; Blinde & Greendorfer, 1985) </li></ul>
  18. 18. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva &quot;Alguns antigos praticantes têm dificuldades durante o processo de transição da sua carreira desportiva para uma outra forma de vida. Essa transição geralmente acontece numa idade ainda relativamente jovem e alguns deles não estão preparados para se confrontarem com este processo. No entanto, também é importante saber que, para outros, sair do desporto de alto nível é uma forma de alívio - um escape&quot; (Miller, 1999)
  19. 19. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Para Coakley (1983), o abandono desportivo não causa necessariamente uma reacção de stress em todos os atletas. A qualidade de adaptação ao abandono dependerá dos passos prévios do processo de abandono, existindo uma variedade de factores psicológicos, sociais e ambientais que determinarão a natureza da resposta. Estudos de Mihovilovic (1968) reportaram incidentes de abuso de álcool e drogas, participação em actividades criminais e ansiedade significativa, depressão aguda e outros problemas emocionais a seguir ao abandono.
  20. 20. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Harris & Harris (1984) também referem que atletas que tenham problemas com as suas carreiras desportivas, tendo que as interromper sem antecipadamente planear soluções, tendem para o abuso de álcool, de drogas, sofrem depressões, são hostis, e apresentam outros factores comportamentais indesejáveis. Provavelmente, a causa de tais condutas poderá estar no investimento significativo de grande parte das suas vidas às suas modalidades (Schmid & Schilling, 1997).
  21. 21. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva A razão pela qual alguns ex-atletas obtêm êxito e outros falham na tentativa de reintegração numa nova vida, ainda não foi profundamente estudada. Wyleman (1999) afirma que, de entre as pesquisas realizadas com o objectivo de avaliar os aspectos problemáticos a serem enfrentados pelos atletas durante os períodos de transição de carreira desportiva, o principal objectivo está no desenvolvimento de uma abordagem psicológica específica. Esta será de grande valia na ajuda da solução de problemas enfrentados por ex-atletas que necessitam de uma readaptação à sua nova vida.
  22. 22. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva Para o autor, as pesquisas devem focar 4 tópicos: 1 - Ampliar a visão dos psicólogos do desporto sobre a transição de carreira, principalmente nas transições pós-atléticas, as quais podem afectar o ex-atleta na sua nova situação psicossocial; 2 – Realizar pesquisas cross-culturais, bem como dentro de uma mesma população de atletas;
  23. 23. A reforma do praticante desportivo Adaptação à Reforma Desportiva 3 - Desenvolver uma metodologia específica para assuntos de transição de carreira no desporto. Avaliar os determinantes e as consequências dos períodos de transição pode permitir um processo de análise que levará os pesquisadores a encontrar diferenças intra e inter-individuais, assim como determinantes psicológicos e sociais; 4 - Utilizar uma abordagem multi-metodológica para um maior entendimento sobre o processo de retirada desportiva, proporcionando uma base empírica para a estrutura de novos programas de transição de carreira.
  24. 24. A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados neste campo: </li></ul><ul><li>Werthner & Orlick (1986): Atletas que receberam apoio da família e amigos têm uma reforma fácil e aqueles que tinham grandes dificuldades e se sentiam sós no final das suas carreiras, expressando o desejo de apoio durante esse período. </li></ul>
  25. 25. A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados neste campo: </li></ul><ul><li>Svoboda & Vanek (1983) e CrooK & Robertson (1991): Atletas necessitam de apoio institucional durante o processo de reforma, estabelecido através de programas de aconselhamento de pré-retirada. Aqueles atletas que foram capazes de perspectivar as suas vidas a longo prazo estão melhor preparados para o processo de retirada. </li></ul>
  26. 26. A reforma do praticante desportivo Estudos efectuados nesta área: Para Stambulova (1997), os resultados do seu estudo efectuado com atletas russos, evidenciaram que a maioria optou por colocar um final à sua carreira desportiva na &quot;altura certa&quot;, tendo sido um processo gradual e voluntário. Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta
  27. 27. A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Estudos efectuados nesta área: </li></ul><ul><li>Sinclair & Orlick (1994): Factores associados a uma adaptação positiva: </li></ul><ul><li>Criar um plano de transição; </li></ul><ul><li>Lutar por um abandono voluntário; </li></ul><ul><li>Alcançar os objectivos pessoais; </li></ul><ul><li>Equilibrar as opções (enquanto competidor, encaminhar a sua vida); </li></ul><ul><li>Possuir recursos (apoio social: família, amigos, colegas; apoio financeiro: instituições). </li></ul>
  28. 28. A reforma do praticante desportivo Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta <ul><li>Oportunidades interessantes para os atletas planearem um trabalho e uma vida com significado depois da reforma: </li></ul><ul><li>Um plano de pré-abandono estruturado que envolva conferências, &quot;workshops“, ingresso em organizações de paz, de saúde, através de associações nacionais e internacionais. </li></ul><ul><li>Entrada na vida política; </li></ul><ul><li>Aprender a gerir as suas economias, realizar investimentos seguros, tendo a assessorá-los pessoas da sua confiança. </li></ul>
  29. 29. A reforma do praticante desportivo Em suma: “ Reuniões de aconselhamento estruturadas de forma a consciencializar o atleta para a realidade futura que o aguarda; identificação e interpretação do nível de apoio e suporte social externo e interno que o atleta dispõe para suportar o seu abandono desportivo; mostrar aos atletas que têm certas características, experiências e perspectivas, que podem ser apreciadas por potenciais empregadores e amigos; ensinar aos atletas que a sua nova actividade também requer o uso das suas capacidades mentais.” (Miller,1999). Medidas para uma Boa Adaptação do Ex-atleta

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