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Sistema simples, que se apresenta na forma de uma sacola amarela, a SDA merece uma análise mais de perto, para compreender o princípio por trás dela e seu lugar dentro da atividade e da formação dos Sapadores-Bombeiros.

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SDA-Sacola De Altura

  1. 1. SDA-Sacola de Altura - 20/01/2014 - Página 1 de 5 - © ANSB - Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros ANSB SAPADORES-­‐BOMBEIROS DO BRASIL SDA -Sacola De Altura A ANSB postou, há pouco tempo, fotos de um sistema de salvamento em altura chamado SDA (Sacola De Altura). Um sistema simples, que se apresenta na forma de uma sacola amarela, a SDA merece uma análise mais de perto, para compreender o princípio por trás dela e o lugar da SDA dentro da atividade e da formação dos Sapadores- Bombeiros. Os especialistas Para entender a formação dos Sapadores-Bombeiros, o mais simples é analisar outras atividades. As competências de um cirurgião especialista, por exemplo, são muito grandes e muito limitadas, ao mesmo tempo. Muito limitadas, pois tratam apenas de uma parte pequena da atividade do médica, como por exemplo a cirurgia do aparelho digestivo. E muito grandes, pois o cirurgião conhece muitíssimo dessa área específica. Ele aprendeu, mas continua a pesquisar e melhorar, sempre nessa área. A limitação da área não é uma desvantagem, e sim a consequência obrigatória do aumento do conhecimento necessário. Assim, a especialização vem do simples fato que a capacidade de aprendizagem de um ser humano é muito inferior ao conjunto de conhecimentos disponíveis atualmente. Clínico geral: Sabe um pouco de tudo em medicina. Especialista em medicina nuclear : sabe quase tudo de uma área específica. Quando você entra num hospital para passar por uma cirurgia, você é direcionado ao especialista adequado. Ou seja, a medicina é um trabalho de especialistas. O que permite aos profissionais da medicina cobrir o conjunto dos problemas é o número e a complementaridade: o clínico geral é especialista "de nada" e assim pode identificar se trata-se de um problema simples ou se é necessário um especialista da cabeça, do aparelho digestivo, de nariz e ouvido, etc. O caso do socorro Na atividade dos Sapadores-Bombeiros a pessoa que chama pode pedir socorro para qualquer tipo de coisa, pois a variedade dos acidentes possíveis é quase infinita e é totalmente impossível prever de que tipo será o próximo. Tanto é, que dizemos "acidente", ou seja, um acontecimento imprevisto. O Sapador bombeiro vai ter que cortar um carro, pegar uma pessoa com membros fraturados, apagar fogo de combustível, atacar o fogo dentro de um cômodo, bombear a água em caso de inundação, abrir uma porta, etc. Cada vez, ele vai ter de trabalhar em equipe, o que significa combinar o seu próprio conhecimento com o dos outros. Ele vai precisar usar vários equipamentos e técnicas, e cuidar das condições do acidente.
  2. 2. Ao mesmo tempo, a estrutura dos veículos evolui continuamente, e os métodos de corte (bem como os equipamentos) que eram eficazes há alguns anos, hoje apresentam mais e mais problemas, exigindo assim questionar o tempo todo o conhecimento passado. Assim, no seu nível e de sua unidade, vê-se que o Sapador é confrontado a vários problemas: - Falta de tempo, pela sua condição de voluntário - Necessidade de poder atender ocorrências muito diversificadas - Necessidade de gerenciar operações mais e mais complexas A isso juntam-se dois outros pontos, que por sua vez são problemáticos para a gestão dos recursos humanos, tanto locais como nacionais: a duração do engajamento dos Sapadores-Bombeiros sempre é curta. Considerando as estatísticas de Corpos de Sapadores-Bombeiros na Europa, pode-se estimar que um engajamento de 5 a 8 anos é o máximo para grande parte das pessoas. O tempo todo, é preciso recrutar e formar os novos. Por isso, distribuir a formação em 4 ou 5 anos é impossível. Além disso, o engajamento do pessoal para operações mais e mais complexas exige um equipamento complexo, caro e cuja vida útil é, para alguns elementos, muito curta. A solução ruim A solução ruim seria aumentar o tempo de formação. Mesmo ela parecendo lógica (quanto mais coisas a aprender, mais tempo), a experiência mostra que o resultado é catastrófico. De fato, a capacidade de memorização do indivíduo é limitada. Em aula, o formador pode entregar uma massa de informações, mas o que importa é a capacidade de memorizar e, principalmente, de utilizar depois as informações em condições de estresse, de medo, com pessoas que gritam ou mesmo xingam e são violentas. A constatação é que a quantidade de informação que podemos transmitir é, no fim das contas, bastante baixa e que ela deve ser transmitida em bem pouco tempo, por formadores de alto nível. O problema é que nós não podemos nos contentar com pouca informação, pois quem impõe as condições e as ações a realizar é a realidade, ou seja, os fatos. Então, como fazer? Dois tipos de formação Para responder a esse problema, a DNF (Direção Nacional de Formação da ANSB) gerencia dois grandes grupos de formação. No primeiro grupo, estão as chamadas "formações de tronco comum". Comparando com a medicina, é a clínica geral. Elas tratam de todo o conhecimento necessário para a maioria dos casos de socorro. Essa família é composta de vários cursos: socorrismo em equipe nível 1, socorrismo em equipe nível 2, resgate veicular, incêndio nível 1 e incêndio nível 2. Para tornar-se Sapador de 1o Galão, o recruta deve realizar os cursos de socorrismo nível 1 e incêndio nível 1. Participando dos cursos de socorrismo nível 2, incêndio 2 e resgate veicular, o Sapador obterá o grau de Sapador 2o Galão. Em seguida, ele poderá fazer o curso de Subchefe, em seguida o de Chefe e depois o de Oficial, sendo que esses últimos tratam principalmente da tática e comando, em diferentes níveis. Por esse princípio de tronco comum, um Chefe que se apresenta num socorro pode, só de ver o grau de um Sapador, saber exatamente o que ele sabe fazer, com qual material. Isso porque a ANSB padroniza o material. Todos os Sapadores têm o mesmo uniforme, o mesmo equipamento de proteção individual e todas as unidades têm o mesmo equipamento. Voltaremos neste ponto logo adiante, pois a SDA é o exemplo perfeito desse princípio. No segundo grupo, temos as formações de especialização: mergulho, pedagogia, salvamento em grande altura, etc. Somente alguns Sapadores fazem essas formações, que não estão disponíveis em todas as unidades. Como fazer a escolha? As formações de tronco comum são para todas as unidades. Mas as formações de especialização, não. Então, como saber se esta ou aquela unidade deve ter ou não uma equipe de mergulhadores, alpinistas, etc.? De fato, no território onde existe um grande rio com atividade turística, a necessidade de uma equipe de mergulho é evidente, mas uma outra unidade de Sapadores poderá não ter nenhuma necessidade de uma equipe assim. SDA-Sacola de Altura - 20/01/2014 - Página 2 de 5 - © ANSB - Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros
  3. 3. A escolha se faz por meio de uma análise do território de intervenção (área atendida pela unidade). Esta análise detalhada do território, da atividade econômica, humana, etc. compõe um documento chamado EZACRI (Esquema Zonal de Análise e Cobertura dos Riscos) que mostra a situação atual e prevê, para um período de 5 anos, as possíveis mudanças do serviço quanto a equipamento, recrutamento, formação, etc. Enquanto uma unidade não tem EZACRI, ela só pode fazer formações de tronco comum e investimentos básicos em pessoal e material. E a SDA? A SDA é o exemplo perfeito da formação de tronco comum. É uma sacola, cujas dimensões, cor e conteúdo são normalizados. Dentro dele temos 30 m de corda estática, 6 mosquetões, 1 conector em meia lua, 1 polia, 1 oito de descida, 3 anéis costurados de fita tubular medindo 80 cm, 3 medindo 1,20 m, um arnês e um triângulo de evacuação. Ele está associado ao material pedagógico (cenário, documento do formador e pôsteres) que permite ensinar 5 técnicas: progressão em altura (prevenção de queda), salvamento de uma pessoa a partir de um ponto elevado utilizando pontos fixos estruturais, salvamento de uma pessoa a partir de um ponto fixo elevado utilizando ponto fixo humano, salvamento em escavação (em poço, por exemplo) e exploração de um local pelo exterior. Essas técnicas são aprendidas primeiramente para utilização com o uniforme. Em seguida, durante os exercícios mensais de manutenção do conhecimento, os Sapadores aprendem a realizá-las com roupa de aproximação de incêndio e, progressivamente, em roupa de aproximação com equipamento de proteção respiratória. O objetivo é realizar salvamentos rápidos, eficazes, em condições degradadas, quando não dá para esperar. Por ser um curso de tronco comum, todos os Sapadores-Bombeiros, sem exceção, devem saber realizar essas técnicas. A formação SDA é incluída na formação Incêndio 1. Cada unidade de Sapadores-Bombeiros possui duas SDA, pois a técnica de salvamento em escavação precisa do conteúdo das duas sacolas. O fato de que a SDA é normalizada facilita sua manutenção, facilita a formação, padroniza os procedimentos. O fato de ser simples faz com que mesmo quem não é apaixonado por este tipo de técnica não tenha dificuldade de memorizá-las e saiba utilizá-las rapidamente quando necessário. Em termos de comando, a uniformidade de SDA-Sacola de Altura - 20/01/2014 - Página 3 de 5 - © ANSB - Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros
  4. 4. formação é uma vantagem sensacional: desde a chegada no local, o comandante pode analisar rapidamente a situação e dar as missões, sabendo perfeitamente que todo o seu pessoal consegue realizar as técnicas e que o veículo possui o material adequado. Finalmente, conhecer as técnicas e o material também é conhecer os seus limites. Quando a situação não pode ser resolvida com a SDA, a equipe então chama um outro grupo de Sapadores que, por sua vez, fizeram uma formação de especialização. Esse grupo pequeno de especialistas é chamado raramente. Ele tem material mais completo e geralmente é um grupo apaixonado por alpinismo, espeleologia, etc. A segurança Em termos de segurança, cada unidade de Sapadores-Bombeiros tem um responsável EPR-SDA, encarregado de encher os cilindros de ar dos EPRs e de verificar as SDA. A cada utilização da SDA, seja para exercício ou intervenção, o equipamento é verificado pelo responsável, que em seguida fecha a SDA com um lacre numerado que será quebrado na próxima utilização. Assim, quem utiliza a SDA sabe que ela não foi aberta depois da verificação, o que é uma medida de segurança. Colocar mais material O apaixonado pelo salvamento em altura, que adora fazer escalada, pode achar que o material da SDA não é completo o suficiente, e que seria bom colocar mais mosquetões, mais fitas, etc. O problema é que o apaixonado é...tcham, tcham, tcham, tcham!... um apaixonado. Então ele imagina um uso ditado por sua paixão. Ele vai tentar explicar, mas ele não é um bom "juiz" da questão. Acontece que várias dificuldades aparecem quando se acrescentam mais equipamentos: em termos de custo, há um impacto imediato para cada sacola. De fato, há 6 mosquetões, mas também há 6 anéis de fita, e uma análise das técnicas mostra que não adianta acrescentar um mosquetão. Seria necessário acrescentar 2 ou 4. E neste caso, acrescentar igualmente 2 ou 4 fitas, provocando assim um forte aumento do preço de uma SDA. Ora, existem 2 SDA em cada unidade. Vemos que o impacto será enorme pois os equipamentos devem ser normalizados, e portanto, idênticos. Além disso, se com o material acrescentado continuamos a realizar as mesmas 5 técnicas, então não é uma grande vantagem. Para valer a pena, seria preciso aumentar o número de técnicas, o que exigiria um aumento do tempo de formação, documentos dos formadores mais complexos, formações de formadores mais longas, tudo isso para finalmente tentar encher a cabeça dos alunos com informações que não lhes despertam paixão e que, principalmente, não vão servir em intervenção. Pois acontece que o conteúdo da SDA e as técnicas foram estudadas em função do uso. Fazer "mais" do que a SDA é missão das equipes de especialização, e não deve motivar um aumento da complexidade da SDA. A SDA é um equipamento de tronco comum. Se deixamos que ela torne-se mais e mais complexa sob a direção de um apaixonado do alpinismo, o apaixonado de produtos químicos também vai querer aumentar a formação de tronco comum em emergências químicas. E isso vai acontecer em todas as áreas. E se isso acontecesse, nós iríamos ter formações ditas de altíssimo nível, levando a uma ilusão de competência: pseudo especialistas de tudo, especialistas de nada. SDA-Sacola de Altura - 20/01/2014 - Página 4 de 5 - © ANSB - Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros Sacola de altura (SDA): todo Sapador sabe usar rapidamente quando necessário. Grimp francês: Sapadores-Bombeiros especialistas em salvamentos complicados, em grande altura, com uso de muitos equipamentos
  5. 5. A SDA é "engessada"? A DNF trabalha o tempo todo para a melhoria das formações. O ciclo de melhoria é realizado num intervalo de 5 anos. Esse ciclo de melhoria trata do socorrismo, do incêndio, do comando e das especializações. Esse ciclo começa pelo socorrismo, em 2016, para estar sincronizado com o do ILCOR (International Liaison Comittee on Ressuscitation - Comitê Internacional de Ligação em Ressuscitação); em 2017 será a atualização dos cursos de incêndio 1 e 2 e socorro automobilístico. Mas em termos de material, há poucas chances de que a SDA evolua. De fato, o material não pode ser complicado demais, pois quando você fala de material complicado, precisa falar também de formação mais complicada, de mais tempo e de mais chances de esquecer elementos. E como sempre há Sapadores novos, não dá para imaginar que o grupo seja "experiente" e possa passar a outro patamar. Não. De certo modo, sempre estamos começando do zero. A dificuldade então consiste em seguir a evolução dos riscos, sem esquecer jamais que o pessoal fica poucos anos no serviço, que há um grande número de cursos além da SDA e que é preciso cuidar para que os conteúdos continuem em sintonia com as necessidades. Na situação atual, há grandes chances de que as evoluções maiores sejam na área do socorro automobilístico e do incêndio em veículo, pela evolução rápida dos elementos de estrutura dos veículos e também dos combustíveis utilizados. Mas a isso junta-se a dificuldade de manutenção o conhecimento adquirido. A cada plantão, a equipe realiza uma manutenção do conhecimento em socorrismo e em incêndio. Ora, a DNF constata que, para revisar todas as informações de tronco comum, são necessários dois anos. Aumentar o tempo de formação obrigaria a aumentar a manutenção do conhecimento para passar, por exemplo, a um ciclo de 3 anos, longo demais para uma boa manutenção da competência. Conclusão A SDA, equipamento simples associado a técnicas simples, está inserida numa lógica operacional global, lógica esta conforme a uma estratégia definida ao nível nacional. Em termos de formação, o princípio de tronco comum e de especialização permite assegurar rapidamente um socorro de qualidade. SDA-Sacola de Altura - 20/01/2014 - Página 5 de 5 - © ANSB - Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros

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