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Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020 Matriz energética terá aumento de participação das renováveis nesta década

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Plano decenal de expansão de energia – PDE 2020

  1. 1. INFORME À IMPRENSA Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020 Matriz energética terá aumento de participação das renováveis nesta década De acordo com o Plano Decenal, fontes alternativas (eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas) dobrarão de tamanho no setor elétrico até 2020 Rio de Janeiro, 06/06/2011 O percentual de participação do conjunto das fontes renováveis de energia (hidráulica,eólica, etanol, biomassa, entre outras) vai aumentar na matriz energética brasileira nospróximos dez anos. A presença destes recursos, que somou 44,8% em 2010, chegará a46,3% em 2020, de acordo com o mais recente ciclo do Plano Decenal de Expansão deEnergia – PDE, estudo produzido pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE e queficará em Consulta Pública no Ministério de Minas e Energia até o próximo dia 1º de julho. Segundo o novo planejamento energético de médio prazo do país, haverá uma levequeda da participação da hidreletricidade nesta década, bem como da lenha e carvãovegetal. Esta redução, conforme indica o gráfico da página seguinte, é compensada peloaumento da presença dos derivados da cana-de-açúcar, em especial do etanol. No caso do petróleo e derivados, em que pese o significativo aumento da produção nospróximos anos, verifica-se uma diminuição da sua fatia na composição da matriz, visto quea maior parte da oferta adicional será voltada para o mercado externo (exportação). Nomercado interno, a gasolina continuará a ser gradativamente substituída pelo álcoolhidratado. O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, destaca que, graças às fontes renováveis– como a hidráulica, o etanol e a eólica –, o Brasil se manterá como o país de matriz maislimpa no mundo. “Devido ao potencial de exportação de petróleo e à estabilidade de suasinstituições, o país será cada vez mais cotejado pelas maiores economias mundiais comoum parceiro estratégico para suprimento energético”, observa Tolmasquim. 1
  2. 2. INFORME À IMPRENSA Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020 DEMANDA Nos próximos dez anos, a demanda total de energia do país deverá crescer em mais de60%. Em 2020, ⅔ do consumo total virão dos setores industrial e de transportes. O PDE prevê importantes ganhos com eficiência energética. O estudo considera que oprogresso técnico e as ações de política energética permitirão ao país evitar, em 2020, oconsumo equivalente a 440 mil barris de petróleo por dia (cerca de ¼ da atual demandanacional). Mais de 60% destes ganhos são devidos ao aumento da eficiência do uso daenergia na indústria. No que diz respeito especificamente à energia elétrica, o Plano Decenal considera quea eletricidade economizada nos próximos 10 anos será equivalente à produção de umahidrelétrica de 7.000 MW (capacidade superior a das usinas do Complexo do Rio Madeira). GERAÇÃO 2
  3. 3. INFORME À IMPRENSA Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020 A capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional deverá evoluir dos cerca de110.000 MW em dezembro de 2010 para 171.000 MW em dezembro de 2020, com apriorização das fontes renováveis (hidráulica, eólica e biomassa). Se por um lado aparticipação das hidrelétricas cairá de 76% para 67%, a geração oriunda de fontesalternativas, como a de usinas eólicas, de térmicas à biomassa e de PCHs, vai dobrar emdez anos, de 8% para 16%. A geração eólica será destaque, aumentando de 1% para 7%.Com isso, a fatia de fontes renováveis se manterá em torno de 83% ao final do decênio. Esta expansão demandará investimentos da ordem de R$ 190 bilhões. Cabe ressaltarque grande parte destes investimentos refere-se a empreendimentos já autorizados,incluindo as usinas com contratos assinados nos leilões de energia nova. O montante ainvestir em novas usinas – ainda não contratadas ou autorizadas – é da ordem de R$ 100bilhões, sendo 55% em hidrelétricas e 45% no conjunto de outras fontes renováveis. A priorização das usinas hidrelétricas e das fontes alternativas no horizonte deplanejamento depende principalmente da obtenção de Licenças Ambientais Prévias, umdos documentos exigidos em lei para que usinas indicadas possam participar dos leilõesde energia nova. Caso contrário, a expansão através de projetos termelétricos,preferencialmente aqueles movidos a gás natural, poderá constituir alternativa deatendimento à demanda frente a eventuais atrasos dos projetos indicados. TRANSMISSÃO A extensão do sistema de transmissão interligado, da ordem de 100.000 km em 2010,irá evoluir para cerca de 142.000 km em 2020. Ou seja, o equivalente a quase a metade dosistema hoje existente será construído nos próximos dez anos. Grande parte dessaexpansão virá com os grandes troncos de transmissão associados às interligações dasusinas da região Norte – entre as quais Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e BeloMonte – com o resto do país. 3
  4. 4. INFORME À IMPRENSA Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020 A estimativa total de investimentos no período decenal atinge cerca de R$ 46,4 bilhões,sendo R$ 30 bilhões em linhas de transmissão e R$ 16,4 bilhões em subestações,incluindo as instalações de fronteira. PETRÓLEO E GÁS NATURAL O Brasil experimentará, nos próximos 10 anos, uma extraordinária expansão daprodução de petróleo. Graças ao pré-sal, o país praticamente triplicará sua produção, quepassará dos 2,1 milhões de barris diários em 2010 para 6,1 milhões de barris por dia em2020. Este aumento se dará não apenas pelos investimentos da Petrobras, mas tambémpelas outras empresas que hoje detém participação nos blocos do pré-sal. Além de produtor relevante, o Brasil se tornará um grande ator no cenário internacionalde petróleo. Em 2020, cerca de 50% da produção brasileira será destinada ao mercadoexterno, possibilitando ao país, por um lado, auferir o bônus da grande renda oriunda daexportação de petróleo, e, por outro, evitar o ônus do aumento de emissões de gasespoluentes decorrente do consumo de seus derivados. Em relação ao gás natural, projeta-se uma forte ampliação da oferta nacional, saindode um patamar de 58 milhões de m³/dia em 2011 para 142 milhões de m³/dia em 2020.Esta oferta interna, acrescida das importações – 30 milhões de m³/dia de gás boliviano e21 milhões de m³/dia de GNL –, irá ampliar a oferta total de cerca de 109 milhões de m³/diaem 2011 para 193 milhões de m³/dia em 2020. Prevê-se cerca de R$ 510 bilhões em investimentos para as atividades de E&P(petróleo e gás natural) no Brasil para o período 2011-2020. BIOCOMBUSTÍVEIS Em relação aos biocombustíveis, projeta-se para o período decenal a manutenção daforte expansão da demanda de etanol no mercado brasileiro, devido ao aumento 4
  5. 5. INFORME À IMPRENSA Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2020expressivo da frota de veículos flex-fuel e à competitividade do preço do etanol hidratadoem relação à gasolina (embora exista restrição de oferta no curto prazo). Em consequênciadisso, a demanda de etanol deverá triplicar nesta década, passando de 27 bilhões de litrosem 2010 para 73 bilhões em 2020 – incluindo 6,8 bilhões de litros para exportação. Os investimentos totais previstos na área de biocombustíveis somam R$ 97 bilhões atéo final desta década, concentrados quase que integralmente na oferta de etanol. INVESTIMENTOS TOTAISPara mais informações:Oldon MachadoAssessor de Comunicação e ImprensaEmpresa de Pesquisa Energética – EPE(21) 3512-3157 / (21) 9943-9394oldon.machado@epe.gov.brtwitter.com/EPE_Brasilwww.epe.gov.br 5

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