Inclusão Digital: TICs em sala de aula

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Palestra Inclusão Digital: As tecnologias da informação e da comunicação em sala de aula

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Inclusão Digital: TICs em sala de aula

  1. 1. Angela Francisca Mendez de Oliveira
  2. 2. CULTURA ORAL CULTURA ESCRITA CULTURA IMPRESSA CULTURA DE MASSAS CULTURA DAS MÍDIAS CULTURA DIGITAL
  3. 3. ... portanto para secompreender a escolacontemporânea, faz-senecessário entender o sujeitopós-moderno em seu habitatsocial. “A sociedade é o meioambiente do indivíduoe, portanto, perturba e é porele perturbada”.
  4. 4. Lúcia Santaella, em seu livro "Linguagens Líquidas na Erada Mobilidade" (2007), apresenta as cinco erastecnologicas comunicacionais que, conforme explica aautora, coexistem e entretecem uma rede cerrada derelações em que nenhuma delas é causa dasdemais, todas se configuram como adjacênciashistóricas fortemente articuladas (p.194).
  5. 5. A era da reprodutibilidade técnica é a época doadvento do jornal, da fotografia e do cinema. Santaelleafirma que é a era que "lançou as sementes da cultura demassa". Nasce aqui a estética do choque e se introduz oautomatismo e a mecanização da vida sob a luz das redesde energia elétrica recém-inauguradas. Já se anunciava osnovos tempos: tempos dos prazeres fugazes do consumo(p.195).
  6. 6. Santaella atribui ao leitor dessa era o caráter da movência- um leitor movente que folheia o jornal com o mesmoolhar alerta e descontínuo que lhe é exigido para aorientação entre sinais, luzes e movimentos da grandecidade.
  7. 7. Santaella conclui que as linguagens, "longe defuncionarem como reflexos da realidade, agregam-se aela, constituem-se elas mesmas em partes darealidade, aumentando sua densidade e complexidade.Por isso mesmo, quanto mais as linguagenscrescem, junto com elas crescem a complexidade do real" (p.213).
  8. 8. Gerada pelas tecnologias da imagem – da foto a TV -, trata da ideia do reflexo. As formas de representação(teatro, jornal, literatura, cinema), do século XIX até boaparte do século XX, estavam marcadas pela ideia doespelhamento: “A linguagem como espelho da realidade”. A metáfora do espelho, exemplifica Santaella, está portrás da teoria da ideologia e da ideia de verdadejornalística, essa pautada na convicção de que a verdadeestá nos fatos. A linguagem para estes que bebem nafonte da metáfora do espelho, são alimentadas pelaconvicção de que a linguagem é mais ou menosverdadeira quanto mais ou menos cumprir a funçãoespecular.
  9. 9. Entram no mercado da indústria cultural o rádio e atelevisão que logo se expandem devido ao seu poder dedifusão - responsável pela ascensão da cultura de massas.Santaella apresenta três etapas do cultivo das mídiastelevisivas: primeiro eram canais únicos, depois chegaramemissoras como a CNN e a MTV, e em sequência os realityshows.
  10. 10. Controle remoto, videocassete, tv a cabo, enfim, umasérie de equipamentos foram surgindo, introduzindo umtipo de mediação distinta daquela que está na base dacultura de massa.
  11. 11. Tecnologias de pequeno porte, ou mesmogadget, equipamentos feitos para atender a um tipo decultura "muito misturada" que Santaella chama de"Cultura das Mídias" - que se distingue da lógica quecomanda a comunicação de massa, se diferencia dacomunicação via digital e do seu segmento chamado"cultura da mobilidade".
  12. 12. "Essas tecnologias, equipamentos e as linguagens criadaspara circularem neles têm como principal característicapropiciar a escolha e o ‘individualizado’, em oposição aoconsumo massivo. São esses processos comunicativosque considero como construtivos de uma cultura dasmídias. Foram eles que nos arrancaram da inércia darecepção das mensagens impostas de fora e nostreinaram para a busca da informação e doentretenimento que desejamos encontrar”. (SANTAELLA, 2003)
  13. 13. Advento da internet, o universo de informações aoalcance das pontas dos dedos. O espaço virtual -ciberespaço - ganha força a partir da tecnologiada telecomunicação: "um espaço que está em todo lugare em lugar nenhum" (p.198).
  14. 14. Um espaço, explica ainda a autora, que nos traz um fluxode linguagem multimídia, cujas características principaissão a mutação e a multiplicidade. As tecnologias deacesso são tecnologias da inteligência que modificam osmodos de armazenamento, manipulação e diálogo comas informações (p.199).
  15. 15. Vivemos uma outra era, baseada nas propriedades dasondas eletromagnéticas. Santaella coloca que, com ociberespaço, a metáfora passa a ser a do universoparalelos: "de um lado o mundo real; de outro, o mundovirtual"(p.214). O computador e a rede não podem maisser vistos como mera extensão do nosso corpo, explica aautora, mas como um espaço, um ambiente com novasformas de pensar, de interagir e de viver nesse espaçoque se amplia para além do mundo físico (p.215).
  16. 16. As gerações tecnológicas, diz Santaella, não ocorrem porsalto. A medida que a comunicação entre as pessoas e oacesso à internet e à informação desprenderam-se dosfilamentos, todo o ambiente urbano foi adquirindo umnovo desenho resultante da interferência e intromissãodo virtual na vida real (p.199).
  17. 17. As tecnologias móveis foram sendo incorporadas pelaspessoas, numa interface de linguagens tão amigáveis queanalfabetos e crianças conseguem interagir com elas...
  18. 18. Essa geração de tecnologias é constituída por "uma redemóvel de pessoas e tecnologias nômades que operam emespaços físicos não contíguos". Para fazer parte desseespaço, uma pessoa (um nó) não precisa compartilhar omesmo espaço geográfico com o outro , pois trata-se deum espaço híbrido, criado justamente pela fusão delugares diferentes e desconectados.
  19. 19. “Ferramentas de adaptação a um universo urbano defluxo intenso, onde o leitor/interador está sempreenvolvido em mais de uma atividade, relacionando-secom mais de um dispositivo e desempenhando tarefasmúltiplas e não correlatas”. (SANTAELLA, p.200)
  20. 20. Os espaços intersticiais, conforme explica Santaella, surgeda interseção do físico com o virtual e a metáfora dosespaços intersticiais representa essas mudanças maisrecentes no mundo da comunicação e sua cultura.As novas práticas de acesso virtuais (tecnologiasportáteis) estão construindo um espaço de misturainextricável entre o virtual (o ciberespaço) e o físico, e ocontexto urbano é onde ocorrem essas interseções.Mas, diz a autora, o espaço virtual não veio parasubstituir o físico, mas para adicionar funcionalidade a ele (p.218).

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