Afetividade na educação infantil

18.989 visualizações

Publicada em

0 comentários
7 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
18.989
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
280
Comentários
0
Gostaram
7
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Afetividade na educação infantil

  1. 1. VISITE E CONHEÇA MEU BLOGWWW.GEOGRAFIADOBEM.BLOGSPOT.COM
  2. 2. AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL• Para que se possa compreender de forma mais ampla o tema da afetividade na educação infantil, entendemos que primeiramente faz-se necessário tratar rapidamente da Psicologia do Desenvolvimento Infantil, especialmente o desenvolvimento cognitivo estudado por Jean Piaget.
  3. 3. PSICÓLOGO Jean Piaget• A infância é uma etapa biologicamente útil, que se caracteriza como sendo o período de adaptação progressiva ao meio físico e social. A adaptação, aqui, é “equilíbrio”, cuja conquista dura toda a infância e adolescência e define a estruturação própria destes períodos existenciais. E, conforme ensina o psicólogo Jean Piaget (1985), “educar é adaptar o indivíduo ao meio social ambiente”.
  4. 4. • Quando, então, se trata de educação infantil no contexto da educação moderna é preciso considerar quatro pontos fundamentais: a significação da infância; a estrutura do pensamento da criança; as leis de desenvolvimento; e mecanismo da vida social infantil.
  5. 5. O PAPEL DA PSICOLOGIA NA EDUCAÇÃO. PARA PIAGET• [...] a pedagogia moderna não saiu de forma alguma da psicologia da criança, da mesma maneira que os progressos da técnica industrial surgiram, passo a passo, das descobertas das ciências exatas. Foram muito mais o espírito geral das pesquisas psicológicas e, muitas vezes também, os próprios métodos de observação que, passando do campo da ciência pura ao da experimentação, vivificaram a pedagogia (PIAGET, 1985, p. 148).
  6. 6. • Piaget foi um dos grandes estudiosos da Psicologia do Desenvolvimento; dedicou-se exclusivamente ao estudo do desenvolvi- mento cognitivo, quer dizer, à gênese da inteligência e da lógica. Ele concluiu pela existência de quatro estágios ou fases do desenvolvimento da inteligência. Em cada estágio há um estilo característico através do qual a criança constrói seu conhecimento. Vejamos:
  7. 7. Primeiro estágio• Sensório motor (ou prático) 0 – 2 anos: trabalho mental: estabelecer relações entre as ações e as modificações que elas provocam no ambiente físico; exercício dos reflexos; manipulação do mundo por meio da ação. Ao final, constância/permanência do objeto.
  8. 8. Segundo estágio• Pré-operatório (ou intuitivo) 2 – 6 anos: desenvolvimento da capacidade simbólica (símbolos mentais: imagens e palavras que representam objetos ausentes); explosão lingüística; características do pensamento (egocentrismo, intuição, variância); pensamento dependente das ações externas.
  9. 9. Terceiro estágio• Operatório-concreto – 7 – 11 anos: capacidade de ação interna: operação. Características da operação: reversibilidade /invariância – conservação (quantidade, constância, peso, volume); descentração /capacidade de seriação/capacidade de classificação.
  10. 10. Quarto estágio• Operacional-formal (abstrato) – 11 anos... A operação se realiza através da linguagem (conceitos). O raciocínio é hipotético-dedutivo (levantamento de hipóteses; realização de deduções). Essa capacidade de sair-se bem com as palavras e essa independência em relação ao recurso concreto permite: ganho de tempo; aprofundamento do conhecimento; domínio da ciência da filosofia.
  11. 11. Seu papel• Portanto, a afetividade exerce um papel fundamental nas correlações psicossomáticas básicas, além de influenciar decisivamente a percepção, a memória, o pensamento, a vontade e as ações, e ser, assim, um componente essencial da harmonia e do equilíbrio da personalidade humana.
  12. 12. AFETIVIDADE, APRENDIZAGEMMuitos educadores enfatizam que a afetividadeestá nas interações sociais, influenciando noaspecto cognitivo do educando, e as decisõesrelacionadas ao ensino têm várias implicaçõesafetivas no desenvolvimento do comportamentodo aluno, impactando na sua aprendizagem.Segundo Wallon (1978), para construir a pessoaou o seu conhecimento, o aspecto afetivo é o focoprincipal, pois a atividade emocional é ao mesmotempo social e biológica.O seu vínculo com o ambiente social garante oacesso ao universo de sua cultura, acumulado peloser humano ao longo dos tempos.
  13. 13. Comportamento afetivo• Podemos notar que os relacionamentos de todos os envolvidos no cotidiano escolar reve- lam diferentes conhecimentos, habilidades de relacionamento interpessoal, conteúdos da cultura que são temporais, múltiplos e heterogêneos. Esses saberes são construídos no tempo, na socialização familiar, escolar, numa integração cognitiva e afetiva.
  14. 14. PARA BENATO• Devemos estabelecer relações de empatias com o outro ser humano, procurando entender e perceber seus sentimentos, intenções e mensagens.• Tais características nos dão a possibilidade de um relacionamento pleno com os demais e melhor qualidade de vida. Para Benato (2001, p. 13), falar de afetividade é, “falar da essência da vida humana no sentido em que o ser humano, social por natureza, se relaciona e se vincula a outras pessoas desde sempre, sendo feliz e sofrendo em decorrência dessas interrelações.”
  15. 15. • Nas escolas tradicionais a relação professor- aluno era vertical, na qual o professor detinha todo o saber e o educando apenas recebia este conhe-cimento pronto. O professor não fazia a menor questão de vivenciar com os seus alunos a aprendizagem, atuava sem qualquer tipo de expressão humana em relação ao aluno, prejudi- cando sua qualidade afetiva e produtiva em sala de aula. Com isto, o papel do educador fica comprometido com a construção do conhecimento dos educandos.
  16. 16. • O professor precisa saber viabilizar exercícios de cooperação que sustentarão os próprios desenvolvimentos cognitivos, moral, social e afetivo dos discentes. Ele deve facilitar a veiculação de idéias, valores e princípios de vida ajudando a formar a personalidade de cada aluno. Conforme Paulo Freire (1996, p. 47): “às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar, na vida de um aluno, um simples gesto do professor”.
  17. 17. • A afetividade comporta um conceito bem amplo, envolvendo vivênciase expressões humanas mais complexas, com a apropriação dos sistemas culturais pelo indivíduo, mas tendo como origem as emoções. O educador deve transformar sua ação em objeto de reflexão, buscando assim, não só o avanço cognitivo, mas criando condições afetivas para o aluno estabelecer vínculos positivos com os conteúdos ensinados.
  18. 18. • Os estudos marcados pelos determinantes sócio- culturais do educando têm possibilitado uma nova leitura de suas áreas afetivas e cognitivas, onde a interpretação de que o pensamento e sentimento se fundem, impede a análise isolada destas dimensões. Piaget (1978) questionou as teorias que tratavam a afetividade e a cognição de forma separada. Segundo ele, apesar de diferentes em sua natureza, eles são aspectos inseparáveis. Destacou que toda ação e pensamento comportam aspectos cognitivos, representados pelas estruturas mentais, aliados a aspectos afetivos representados pela afetividade.
  19. 19. ARANTES, 2008• Para estudiosos, o papel afetivo funciona como fonte de energia que a cognição utiliza para o funcionamento do intelecto. Todos os objetos de conhecimento são simultanea- mente cognitivos e afetivos, e as pessoas são ao mesmo tempo objetos de conhecimento e de afeto.
  20. 20. Vygotsky• Também estudou como as emoções se integravam ao funcionamento da mente, com participação ativa em sua configuração.• “Reconhecendo as bases orgânicas sobre as quais as emoções humanas se desenvolvem, Vygotsky buscou no desenvolvimento da linguagem – sistema simbólico básico de todos os grupos humanos -, os elementos fundamentais para compreender as origens do psiquismo”. (Idem, 2008, s. p.)
  21. 21. Goleman (1996)• já destacava a importância da motivação e da afetividade na aprendizagem dos alunos, mostrando como a vida mental é diretamente afetada pelos distúrbios mocionais, chamando “a atenção para a idéia bem conhecida de que alunos deprimidos, mal- humorados e ansiosos encontram maior dificuldade em aprender”. (JAQUES e VICARI, 2005, p. 6)
  22. 22. • Os estados afetivos fundamentais são as emoções, os sentimentos, as inclinações e as paixões. A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a intensidade máxima do afeto.
  23. 23. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS• ARANTES, Valéria Amorim. Afetividade e Cognição. Disponível em: http://www.hottopos.com/videtur23/valeria.htm.• BENATO, Adrianna Fabiani. Afetividade no processo de aprendizagem. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC, 2001.

×