EDIÇÃO DE DEZEMBRO DE 1995                                                                       Preço: 20$00             ...
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N.º 00 o ideias dezembro 95 ano ii

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N.º 00 o ideias dezembro 95 ano ii

  1. 1. EDIÇÃO DE DEZEMBRO DE 1995 Preço: 20$00 EDITORIAL: Lá fora a noite brilha. E do recanto de cada casasobressaem sorrisos dourados envoltos em papel de fantasia, COPIMODELiluminados pelo som ondulante de velas multicores. Fotocópia - Modelismo e Serviços, Lda. À volta de um pinheiro decorado com alegrias passadas epresentes, partilham-se sonhos para um futuro á medida decada coração. Este é o Natal de todos os que o comemoram, e que FOTOCÓPIAS A PRETO E BRANCOnesta época formulam desejos para um mundo melhor, em que FOTOCÓPIAS A CORES (LASER)a luz da felicidade irradie os rostos cansados e sofridos de FOTOCÓPIAS DE GRANDES FORMATOStodos os seres, e que a espada da justiça saiba separar o bem FOTOCÓPIAS EM PAPEL ESPECIALdo mal, punindo o mal e compensando o bem. ENCADERNAÇÕES TÉRMICAS Depois chega a noite mais longa do ano, sai-se de ENCADERNAÇÕES COM ARGOLAScasa para a comemorar e regressa-se só no ano seguinte. E é PLASTIFICAÇÕESentão que, envolvidos na esperança de que o novo ano nos IMPRESSÃO EM T-SHIRTSpossa trazer a felicidade há muito desejada, uma súbita energia Rua Pedro de Santarém, Lj. 120aloja-se no interior da nossa alma e nos faz sentir determinados Tel. (043) 23401 - 2000 SANTARÉMa começar uma nova vida, neste "novo" mundo. No entanto, não passará muito tempo para nosvoltarmos a acomodar à rotina de sempre, aos mesmostropeções, aos mesmos erros... Enfim ao mesmo mundo, Geração Rascadonde um dia saímos atraídos pelo brilho e pela alegria da Pág. 3passagem de mais um ano da nossa vida, em que o ambientede festa, de fraternidade, de compaixão e de solidariedade nos Directo Com Mónica Mendonçaleva a desejar que este se prolongue indefinidamente até se Pág. 6tornar rotina. Falta depois a força de vontade, o apoio de todose a ambição de construir um mundo melhor, em que dar é tãoou mais importante que receber é cobardemente esquecida... Entrevista À Dr.ª Teresa CamposPelo menos, até ao próximo Natal e até à próxima passagem Pág. 8de Ano. Mas antes que este sentimento se aposse de mim, Falando de Rádiodeixem-me desejar-vos com toda a sinceridade um bom Natal e Pág. 10um feliz Ano Novo. Aproveitem bem o espírito natalício paradesenvolver acções com que se possam orgulhar durante todoo ano. E não deixem de lutar pelo que acham que têm direito,sabendo que os objectivos atingem-se com as pequenasvitórias do dia-a-dia. Lembrem-se que o mundo está cheio depessoas que procuram a suprema felicidade, e ao mesmotempo menosprezam a simples satisfação. Luzia Valentim SUMÁRIO
  2. 2. Pág. 2 O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ Foi Notícia... 17/11 Decorreu no Auditório da ESGS um colóquio, seguido com uma visita à empresa Compal, em Almeirim. Puderam participar nesta iniciativa, organizada pelo Professor Sérgio Rato em colaboração com a Comissão Instaladora e com o Instituto Português da Qualidade, todos os alunos e professores da nossa escola. 22/11 Teve lugar na sala de convívio da AE o Tribunal de Praxe, organizado este ano pela primeira vez, na nossa escola, onde desfilaram os caloiros acusados de incumprimento dos regulamentos de Praxe. A Dr.ª Teresa Campos foi nomeada Administradora dos Serviços de Acção Social Escolar do Instituo Politécnico de Santarém. 23/11 Realizou-se uma reunião de esclarecimento sobre a Acção Social Escolar, em que foram convidados a participar representantes das AE.s de todas as escolas do IPS. 28/11/95 A lista “A”, única candidata este ano á AE da nossa escola, organizou uma sessão de esclarecimento no auditório, para todos os alunos da ESGS. Prosseguem as reuniões entre a Comissão Instaladora, o Concelho Científico, Professores e Alunos para o CESE de Gestão Autárquica. 6/12/95 Realizou-se o referendo para a AE da nossa escola, cujo resultado se cifrou em: 70 votos a favor, 12 contra e 1 nulo. O prazo de candidatura ao programa ERASMOS terminou no dia 7/12/95. É Notícia... Estão abertas as inscrições para os alunos do penúltimo ano do curso que frequentam, para a realização de estágios (PJENE) remunerados, com duração mínima de 1 mês e máxima de 3 meses entre Julho e Outubro de 1996. As inscrições podem ser entregues até ao dia 19 de Abril de 1996. Para mais informações contactar a AE da nossa escola. Estão abertas as candidaturas para o VIII Concurso Europeu Para Jovens Cientistas, destinado a estudantes dos 15 aos 21 anos, e que se encontrem a frequentar o 1º ano do ensino superior. Os prémios podem ir até aos 350.000.$00 em material científico. Podem adquirir mais informações junto da AE da nossa escola. Luzia Valentim Nota de Redacção:A equipa de redacção deste jornal vem por este meio esclarecer todos os interessados que: 1. “O IDEIAS” não pretende ser um jornal de lavagem de “roupa suja”. 2. As respostas dadas nas entrevistas, salvo erros de interpretação, são da responsabilidade dos entrevistados. E atendendo ao direito de livre expressão, serão publicadas as suas respostas sem censura, mesmo que nos pareçam incorrectas ou falsas. 3. Reservamos para nós o direito de arbitrariedade de publicação de artigos, assente na oportunidade dos mesmos (incluindo também os que nos chegam como resposta a anteriores). 4. O objectivo principal deste jornal é informar, divulgar, e possibilitar o intercâmbio de ideias entre os diversos componentes deste estabelecimento de Ensino Superior. Por último gostaríamos de agradecer a todos os professores, funcionários e alunos que ao longo deste mês vieramter connosco com o intuito de oferecer a sua colaboração para o jornal; fazendo votos de poder continuar a contar com avossa disponibilidade para que estas doze páginas se tornem no jornal de toda a escola. A todos os nossos leitores desejamos um bom Natal, um próspero Ano Novo e sobretudo umas boas férias. Geração Rasca e Fúria Anti-sebentista///////////_________________________________________________________________________________________________
  3. 3. O IDEIAS Pág. 3 ______________________________________________________________________________________////////////// Por: Engº Jorge Constantino (Assist. Área de Informática) Não duvido que todos os relatórios e estudos dimensão das turmas) não condicionam o tipo deelaborados pelos melhores especialistas mundiais apontem aprendizagem? Uma aposta mais agressiva na formaçãopara um ensino que não forme autómatos e recitadores de permanente (incluindo pedagógica) dos docentes seráfórmulas. Contudo, custou-me ver, num número anterior desnecessária? Uma cooperação mais visível da escoladO IDEIAS, invocadas as palavras desses melhores com o meio empresarial terá pouca importância naespecialistas para dizer mal das sebentas, sem acompanhar adequação dos programas das disciplinas? O conflito entreessas palavras dum levantamento dos motivos que terão os mundos do ensino e do emprego (o primeiro a nãolevado quem mais as contesta (os alunos - e foi como aluno querer formar autómatos recitadores de fórmulas e oque eu aprendi a contestá-las...) a querer tê-las agora de segundo a propôr cada vez mais empregos informatizadosvolta. para os quais se procuram autómatos recitadores de O problema é comparável a outros fenómenos fórmulas) já foi resolvido? A perspectiva de uma feroz(xenofobia e ultra-nacionalismos, droga e prostituição, competitividade no mercado de trabalho, com o inerenteviolência juvenil e criminalidade, etc): haverá sempre bons risco do desemprego, não leva ninguém a fazer nasespecialistas capazes de condenar esses fenómenos, sem sebentas a busca ilusória duma melhor formação? Aque essa condenação resolva por si só os problemas - criação de foruns de debate na Escola (louve-se ocritica-se por causa dos efeitos (aceito!), mas ignora-se ou pioneirismo de O IDEIAS) não ajudaria os mais vulneráveisfala-se com muito pouca convicção das suas causas (acho a resistir aos encantos do sebentismo, contribuindo para amal!). procura de formas alternativas de ensino? E a recente Tal como nesses casos (em que mais vale prevenir greve dos docentes não foi, afinal, um grito de protestodo que reprimir), preferia ver discutir novas formas de evitar contra os graves problemas que os afectam e, por inevitávelo sebentismo do que assistir à sua condenação pura e consequência, aos seus alunos?simples. Por isso, no início de cada ano lectivo, naquela Sebentas outra vez: porque será? Por merofatídica primeira aula que coroa os vencedores da corrida "rasquismo"? Acho que sim. Mas por um "rasquismo" queao Ensino Superior e em que sinto recair sobre mim todo o está menos nas pessoas e mais nas situações que aspeso da responsabilidade de não trair as suas enormes condicionam (alunos, docentes, funcionários, dirigentes, ...).expectativas, lá me vêm à cabeça, vezes sem conta, as Sou contra as sebentas, mas que a situação está negra, lámesmas perguntas. A percentagem de alunos que não está isso está. E quando isso acontece... salve-se quem puder.no seu curso preferido não tem nenhum efeito no processo Vem nas sebentas!educativo? As condições de ensino (nomeadamente a Sabias que ... No século XIV em Londres, os fiscais da cerveja, para além de exigirem o pagamento de taxas, tinham outra função:assegurarem-se de que a cerveja vendida era de boa qualidade. Para tal, vertiam um pouco de cerveja para um banco esentavam-se em cima durante cerca de meia hora. Se ao fim desse tempo não conseguissem levantar-se facilmente,siginificava que a cerveja tinha açúcar em excesso. O homem mais pequeno do mundo Djail Salih, algeriano, media aos 25 anos de idade, em 1990, 55 centímetros epesava apenas 5 quilos. Isabel de Castela morreu de uma úlcera que não quis mostrar. A extrema unção foi-lhe administrada debaixo doslençóis porque não quis mostrar os pés. Na Índia, durarnte a época das monções uma única chuvada pode cobrir o solo com a mesma porção de água quecai em França durante um ano.__________________________________________________________________________________________________////////////
  4. 4. Pág. 4 O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ FOMOS A TRIBUNAL... “Deuses, defendei-me do fogo, da fome das espadas, da fúria do mar, do raio do trovão e da violência do amor.” In Medeia, Eurípedes. Decerto, Eurípedes ainda não conhecia a garra académica! Isso mesmo, garra. Cumprir um dever académico: praxar. Mostrar quem faz afinal as regras. Ser reles e miserável caloiro, não tem nada de anormal, todos o fomos e hoje somos respeitáveis veteranos. E...quem não cumpre as regras aprende da maneira dura. Embora com uma aparente desorganização inicial, começou o Tribunal. Mas não sem antes, os reles e miseráveisvermes dos réus, terem aprendido a respeitar e ter boas maneiras para com o Tribunal... Em todos predominava umaesquisita e excitante sensação. Uma alegria e boa disposição fazia com que até os mais cépticos sentissem correr em si umespiritismo de prazer! Afinal, é essencial ao ser humano demonstrar a sua agressividade positiva. E... se a alguém chocou as cenas do Tribunal, desenrasquem-se com essa vossa moral, decerto não vão conseguirsobreviver na selva urbana onde estamos enfiados. Aos reles e miseráveis vermes dos réus, lembrem-se, só tiveram o que pediram!! A regra é a do mais forte. Sempre foi, qual é o espanto?! Sílvia Inácio Finalizando As Praxes No passado dia 23 de Outubro iniciaram-se na ESGS as exteriores à Comissão de Praxe incluindo caloiros e de lamentar anossas “belíssimas” e tradicionais praxes, das quais os caloiros parca colaboração da grande maioria dos veteranos e de muitos“gostaram” muito, e jamais esquecerão esta semana de contacto caloiros.com os magnânimos veteranos. Ao longo desta semana o caloiro Voltando à questão das “massas verdinhas”, obtivemosviu-se obrigado a pagar um total de 700$ pelos seguintes objectos: ainda dinheiro da parte dos veteranos através da compra dosfita, cartão de identificação, sapato e fotocópias com as canções e diplomas, 200$ cada, destinados aos «Reles e Miseráveisos mandamentos do caloiro. caloiros». Finalmente o dia da grande festa, a Festa do Caloiro, e A Comissão de Praxe exigiu este dinheiro aos caloiros de mais verdinhas a entrar para a caixa, nomeadamente quando semodo a conseguir verbas para os materiais que iriam ser utilizados verificou que o consumo de vinho foi muito inferior ao esperado,no desfile. Mas a angariação de verbas não se limitou a estas estes caloiros são mesmo reles e miseráveis.vendas, foram colocados caloiros «mascarados» em pontos Liquidadas as nossas compras, tendo pago o serviço dosestratégicos do centro da cidade a realizar um peditório. Embora bombeiros relativo ao baptismo, interrogámo-nos sobre comoas perspectivas relativamente ao peditório não fossem muito aplicar o montante restante. Colocámos de parte o dinheiro daoptimistas este revelou-se extremamente positivo através de um Festa da Horta da Fonte destinado à Comissão de Finalistas e feitassaldo de 44 contos em apenas 2 horas e meia. as contas sobraram 55 000$. Decidimos aplicar esta quantia em A compra de materiais teve início imediatamente após o actividades desenvolvidas nesta escola, nomeadamente Tunatérmino das praxes, com uma análise cuidada quanto à qualidade e Académica, equipa de Volei e futura equipa de Basquetebol,preço dos produtos já que o dinheiro nunca é demais. Chegada a certamente haverá críticas a esta decisão mas achámo-la a maishora do desfile tínhamos praticamente 100% dos fatos prontos, os correcta e a mais proveitosa. Quanto ao caso do corte de cabelo, abalões cheios e, felizmente para os caloiros, várias garrafas de Comissão de Praxe, não aconselhou a caloira a apresentar queixa,água, não esqueçamos que no ano passado foi um sufoco pois não disse-se, isso sim, que a apoiaríamos fosse qual fosse a suahavia água para ninguém. Pretendia-se, enquanto houvesse decisão. Para aqueles que sempre, ou quase sempre, duvidaramdinheiro, gastá-lo em favor dos caloiros pois era destes a da competência e até da honestidade da Comissão de Praxeproveniência do dinheiro. espero que a vitória no desfile, o facto de ainda ter sobrado dinheiro, Após a realização do desfile, concluído com uma brilhante a aplicação deste e o presente artigo venham colocar um ponto finalvitória, que bem que soube, não esquecendo que o primeiro lugar na questão.para a ESGS nunca esteve em questão, sentiu-se finalmente arecompensa pelo esforço desenvolvido ao longo de duas semanas Carla Santos (Xira) e Rui Costae meia. De realçar a excelente colaboração de alguns elementos/////////////_______________________________________________________________________________________________
  5. 5. O IDEIAS Pág. 5 ______________________________________________________________________________________////////////// QUAL O PAPEL DOS ALUNOS NO ENSINO SUPERIOR Esta é uma questão bastante premente, tanto Relativamente aos professores e aos órgãosmais que se vai dar início a um processo de definição directivos, subsiste o dogma da intocabilidade dadesse mesmo papel no microcosmos chamado Escola autonomia científica e na crença da pseudo-Superior de Gestão de Santarém, via elaboração de irresponsabilidade e da pseudo-imaturidade dos alunos, oestatutos próprios e revisão de regulamentos afins. que em última análise acarreta a marginalização destes, ou Este papel passa, a meu ver, pelo incremento de no mínimo, a sensação de que estes são ouvidos mas nãoresponsabilidades atribuídas aos alunos e por uma cada escutados, donde resulta que as suas propostas e os seusvez maior integração dos seus representantes nos pedidos de esclarecimento são liminarmente rejeitados pormeandros da gestão e orientação dos estabelecimentos de provirem donde provêm.ensino superior onde se inserem. Esta maior integração, Assim sendo, eu pergunto se não será possívelassente sobretudo num estreito diálogo entre a AE , os criar bases, quer estatutárias, quer orgânicas, queprofessores e os órgãos directivos (não esquecendo os permitam que os alunos e os seus representantesfuncionários), possibilitará o franco debate sobre problemas questionem, peçam esclarecimento ou mesmo apresentarreais, ideias possíveis e posturas correctas e a existência alternativas sobre as linhas gerais de orientação dode um maior número de actividades curriculares e estabelecimento de ensino onde se inserem ou sobreextracurriculares. Em suma, permitirá um esforço conjunto criação ou alterações curriculares?de trabalho e dedicação tendo em vista uma cada vez Pergunto se não será possível que essa propostamaior valorização do estabelecimento de ensino e dos seus provenha de quem de direito, (seja elemento directivo ouformados. professor), de uma forma simples directa, correcta e Contudo, vários problemas estruturais e fundamentada, ainda que muito crítica e negativa?conjunturais subsistem. Relativamente aos problemas Pergunto se é assim tão inconcebível a ideia daconjunturais, (e reporto-me apenas ao microcosmos criação de um ensino superior onde as entidadeschamado ESGS), estes prendem-se sobretudo com a directivas, professores e alunos, quando errem, assumemimpossibilidade dos alunos participarem, opinarem e que erraram (pois errar é humano) trabalhando-se emdizerem de sua justiça aquilo que pensam sobre tudo o que conjunto no sentido de se rectificarem esses erros.lhes diz respeito porque o regime de instalação ainda Pergunto se é assim tão monstruoso, acreditarsubsiste e o regulamento interno é penalizante nesse que os alunos são elementos responsáveis e que podemaspecto. Esta situação deverá ser ultrapassada pela dar um grande contributo para o engrandecimento doelaboração e consubstanciação dos estatutos escolares e estabelecimento de ensino onde se inserem.regulamentos afins, diplomas estes que devem consagrar Pergunto se é assim tão difícil que os alunos seum papel muito mais participante para os alunos e, capacitem que já não estão na Escola Secundária, que têmfinalmente, assegurar que estes sejam membros activos de direitos que não devem ser esquecidos, que têm muitopleno direito da nova estrutura interna da ESGS, com mais responsabilidades e deveres que não podem serdireitos e deveres acrescidos. negligenciados e que têm oportunidades de participar e No que diz respeito aos problemas estruturais opinar, as quais devem ser aproveitadas.estes prendem-se sobretudo com a subsistência de Ciente, estou, de que os estabelecimentos dealgumas mentalidades arcaicas, que pululam entre os Ensino Superior nunca poderão, nem deverão, seralunos, entre os professores e entre os elementos “geridos” pelos alunos mas, acredito que estes têm de ter,directivos, mentalidades essas que foram exacerbadas doravante, um papel muito mais activo e integrado napelo arrastar da vigência do regime de instalação. estrutura interna das escolas. Por parte dos alunos, subsiste a mentalidade que Acredito que todos temos a ganhar se seo ensino superior não é mais do que um mero seguimento conseguir criar um clima de confiança apreço e respeitodo ensino secundário, onde o que interessa é "deixar mútuos. Acredito sobretudo na praticabilidade daquilo queandar", "não levantar ondas, pois os professores têm a faca defendo.e o queijo na mão", etc..., realidade esta que origina grande Armando Rodriguesindiferença e comodismo face a tudo quanto os rodeia,perdendo-se desta forma não só o espírito de iniciativa, decrítica e, quando necessário, de contestação mas tambéma oportunidade de crescerem, moldarem a suapersonalidade e prepararem-se para o mundo nãoestudantil.__________________________________________________________________________________________________////////////
  6. 6. Pág. 6 O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ EM DIRECTO COM MÓNICA MENDONÇA Visto que se encontra a decorrer o processo de eleição e tomada de posse de novos corpos directivos da Associaçãode Estudantes da ESGS, o IDEIAS decidiu entrevistar a candidata a Presidente da Direcção pela única lista concorrente,Mónica Mendonça, com o intuito de divulgar um pouco mais as suas ideias e projectos. ? O IDEIAS - Na tua opinião, qual deverá ser o papel dos alunos e seus representantes no ensino superior? Mónica Mendonça - Penso que deve ser um papel interventivo. Deve tentar promover o diálogo entre as partes poissó assim se pode alcançar consensos que permitam melhorar a educação. ? O IDEIAS - Consideras que, actualmente, os alunos muitas vezes são ouvidos mas não são escutados? MM - Julgo que esse problema não é de agora, pois houve, após o 25 Abril, uma liberalização dos costumes queoriginou excessos. Esses excessos provocaram uma certa imagem de descrédito e irresponsabilidade que prejudicou aimagem dos alunos. Actualmente, os alunos ainda sofrem consequências desses excessos. ? O IDEIAS - Achas que a integração dos alunos nas estruturas orgânicas das escolas deve ser feita somente aonível do conselho pedagógico? MM - Acho que esta participação deve ser feito num conselho pedagógico de âmbito alargado, onde entre outras sediscutam questões relacionadas com aspectos científicos e de orientação de uma cadeira ou de um curso que os alunossintam que está a ser dado de uma forma menos boa, questões relacionadas com a ligação escola-meio e questõesrelacionadas com o funcionamento organizativo da escola enquanto instituição. Os alunos podem ter opiniões diferentesnestas matérias que devem ser escutadas. ? O IDEIAS - Então a autonomia científica não é intocável? MM - Não o deve ser, os alunos devem participar também nesta área. ? O IDEIAS - No teu entender, quais são os reais problemas que afectam a ESGS e a sua AE? MM - No meu entender, existe um afastamento entre as pessoas que decidem e a realidade. Os próprios alunos,quando têm problemas, não tentam resolvê-los, limitam-se a tentar superá-los individualmente ou somente com a ajuda doparceiro do lado. Nem sequer tentam superar os seus problemas em conjunto. Ao nível da AE, esta não tem defendido osalunos, limitando-se somente a desenvolver alguns projectos que, sendo importantes, não demonstram o que é maisessencial, que é a realidade, aquilo que se vai passando. ? O IDEIAS - Achas que na ESGS existe aquele sentimento que os alunos são ouvidos mas não são escutados? MM- Até certo ponto isso acontece. Talvez isso aconteça porque aqui ainda não houve uma demonstração do realpeso dos alunos. Os esforços que existiram foram isolados e desorganizados,. ? O IDEIAS - Subsiste entre os alunos uma mentalidade estilo “escola secundária”? MM - Sim, verifico isso, pois os alunos sabem que os problemas existem mas não agem porque acham que não vãoconseguir fazer nada que altere a situação. ? O IDEIAS - Qual irá ser a grande aposta desta nova AE? MM - A nossa grande aposta será incrementar o diálogo entre as partes. Como forma de melhorar o diálogo com osalunos, pretendemos fazer funcionar as RGA, pôr à disposição dos alunos uma caixa de sugestões, promover inquéritos elançar debates sobre temas actuais com objectivo de ter mais dados sobre as ideias e problemas dos alunos. Relativamenteà Comissão Instaladora e professores pretendemos levar a cabo reuniões periódicas informais. Reuniões formais só poderãoexistir quando os estatutos forem aprovados. ? O IDEIAS - Qual será a posição e o modo de actuar da AE no processo de elaboração de estatutos eregulamentos afins? MM - Visto que já existe um elemento da antiga AE a trabalhar na elaboração de uma base de trabalho deestatutos, pretendemos “apenas” apresentá-la em RGA aos alunos explanando quais são as hipóteses de escolha e suasconsequências. Acompanhando todo este processo estará uma pessoa com experiência em estatutos capaz de avaliar alegalidade das propostas. Tudo isto será feito com o intuito de reforçar a opinião dos representantes dos alunos naAssembleia Geral de criação de estatutos. ? O IDEIAS - Que outras iniciativas irão ser levadas a cabo? MM - Serão desenvolvidas acções em várias áreas, tais como o desporto, reprografia, cultura e área científica.Dentro do Desporto, haverá duas vertentes: a da saúde e a do intercâmbio estudantil. Dentro da Reprografia, pretendemostorna-la mais eficiente e mais organizada, continuando a preferir que sejam estudantes necessitados a trabalhar nela. Dentroda Cultura, teremos várias “secções” com o jornal, que será apoiado mantendo-se no entanto autónomo; a rádio, onde seráestendida a ligação a todo o Complexo Andaluz (tentando-se talvez expandi-la às outras escolas) e onde tentar-se-á melhorara qualidade dos programas; e a tuna, onde existirá um apoio organizativo forte por parte de AE (para que esta secção nãopare), com regras definidas e um pouco mais de disciplina e organização. Tencionamos igualmente promover visitas de lazer(dar a conhecer Portugal), pôr à disposição uma banca de jornais e revistas técnicas e lançar seminários sobre temas gerais/////////////_______________________________________________________________________________________________
  7. 7. O IDEIAS Pág. 7 ______________________________________________________________________________________//////////////relacionados com a juventude (racismo SIDA,. etc..). Relativamente à área científica pretendemos fomentar o UNIVA(principalmente a vertente de estágios), realizar visitas de estudo e exposições técnicas. Pretendemos ainda lançar umprojecto de assistência técnica de software e hardware informático, destinado principalmente aos alunos que tenham poucasbases em informática e criação de um posto ligado à Internet. ? O IDEIAS - Haverá distinção entre alunos e sócios? MM - Todas as iniciativas são voltadas para os sócios, que serão beneficiados monetariamente. Contudo, todos osalunos serão defendidos e poderão usufruir dos serviços prestados pela AE. ? O IDEIAS - Qual será a posição da AE face a movimentos autónomos dos alunos? A AE irá tutelá-los ousupervisiona-los? MM - Não deverá fazer nem uma coisa nem outra, deverá orientá-los. Se essas estruturas não existem, a AE devetentar criá-las; se já existem mas não conseguem subsistir sozinhas, a AE irá apoiá-las fortemente e deverá tutelá-las,qualquer que seja essa estrutura; se essas estruturas tiverem “pernas para andar”, ser-lhe-á dado o apoio que necessitarem. ? O IDEIAS - Quais deverão ser os objectivos da FAS? MM - A FAS deverá defender os alunos de Santarém quer a nível regional quer a nível nacional. Deverá (e isso nãoestá a ser feito), pensar em dar mais voz aos estudantes desta cidade do que propriamente recriá-los. ? O IDEIAS - O que poderá ser feito em matéria de Acção Social Escolar? MM - Deverá haver uma participação mais activa dos alunos, quer através das AE, quer (e principalmente) atravésda FAS na recém criada Comissão para a Acção Social Escolar, em matérias tão diversas como a questão dos montantes dasbolsas, das residências e da problemática do financiamento da própria Acção Social Escolar, por exemplo. ? O IDEIAS - Diga-nos uma frase que defina o espírito desta nova AE. MM - “ Vem e participa, pois não estás só na escola.” ? O IDEIAS - Se quiseres transmitir alguma mensagem, força. MM - O que eu tenho a dizer é que estamos cá e existimos. Queremos falar com toda a gente no sentido de seconseguir criar um ambiente muito mais familiar e agradável dentro desta escola. É esse o nosso propósito. Armando Rodrigues__________________________________________________________________________________________________////////////
  8. 8. Pág. 8 O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ ENTREVISTA À DR.ª TERESA CAMPOS Sendo do conhecimento geral que a residência do Complexo Andaluz já deveria estar a servir os alunos, o que nãose verifica ainda, a direcção do jornal resolveu entrevistar a Dr.ª Teresa Campos, administradora da acção social escolardesde o passado dia 2 de Novembro. A entrevista decorreu no seu gabinete na passada quarta-feira dia 6 de Dezembro pelas14h30m. Aqui fica o essencial dessa entrevista que se prolongou um pouco mais do que estava previsto e que assumiu mais aforma de conversa, dada a extraordinária capacidade de comunicação da Dr.ª Teresa Campos. ? O IDEIAS - Em termos de estruturas físicas a residência do Complexo Andaluz está pronta para ser ocupada.Confirma? Dr.ª Teresa Campos - Sim, de facto a residência do Complexo Andaluz está pronta a servir os estudantes, faltaapenas fazer a ligação do gás ao equipamento, mas isso é rápido, faz-se praticamente de um dia para o outro. Aliás só aindanão foi feito porque será melhor, do ponto de vista técnico proceder-se a essa ligação pouco antes da ocupação dasresidências... ? O IDEIAS - Então porque é que os alunos ainda não podem beneficiar desta nova estrutura? TC - O que se passa é que falta o equipamento necessário para que o interior das residências possa satisfazer asnecessidades dos alunos. E porque é que falta esse equipamento? Simplesmente porque ainda não recebemos o visto doTribunal de Contas, pois é com dinheiros públicos que esse equipamento é adquirido. De qualquer das formas este processodeve ser resolvido até Janeiro de 1996. ? O IDEIAS - Uma das críticas mais comuns dos estudantes tem sido a falta de homogeneidade de critérios entreas escolas no âmbito da acção social; pode garantir-nos que haverá homogeneidade de critérios aquando da apreciação dascandidaturas? TC - A ocupação das residências (tal como para as bolsas de estudo) não é um processo linear; não é fácildeterminar o montante a receber pelos bolseiros, isto não é uma questão objectiva, mas tentarei sempre, no que me dizrespeito, fazer com que haja uma convergência e uma homogeneidade na aplicação dos critérios estabelecidos tanto quantofôr possível. Mas creio que esse problema está a ser progressivamente ultrapassado, pelo menos é o que posso constatarpelo nº de reclamações que tenho recebido. ? O IDEIAS - Quais os critérios que serão tidos em conta para a ocupação das residências? TC - Bem, neste preciso momento não posso dizer quais são os critérios que vão ser aplicados porque essescritérios têm que ser definidos pelo Conselho de Acção Social que, tal como prevê o nº2 do artigo 10º do decreto-lei nº129/93de 22 de Abril, será constituído pelo reitor ou presidente da instituição de ensino superior, pelo administrador para a acçãosocial e por dois representantes da associação de estudantes, um dos quais bolseiro.No passado dia 23 de Novembro houve uma reunião com as associações de estudantes, mas só estiveram presentes aE.S.G.S. e a E.S.E.S. Por outro lado estou também à espera que a lista candidata à A.E. da E.S.G.S. seja eleita para quepossamos avançar com uma nova reunião com vista a discutir as propostas que forem apresentadas, portanto assim que osestudantes estiverem disponíveis o processo pode avançar, até porque eu já tenho uma proposta. ? O IDEIAS - De facto os estudantes às vezes querem ter acesso a determinadas coisas, mas quando sãosolicitados a participar, simplesmente cruzam os braços. Teme que isso aconteça neste caso concreto? TC - É óbvio que temo que isso aconteça, mas creio que isso não vai acontecer. Note-se que são os estudantes osprincipais beneficiários das residências. ? O IDEIAS - Pode adiantar-me quais é que serão as pessoas responsáveis pela apreciação das candidaturas? TC - Uma vez que o Conselho de Acção Social ainda não foi criado também ainda não posso dizer quem é que vaiser responsável por esse processo. ? O IDEIAS - E relativamente a projectos para construir novas residências? TC - Bem, já construímos a residência de Tomar, esta começará a funcionar em breve, mas temos ainda umprojecto para construir uma residência em S. Pedro, depois avançamos com uma 2ª residência aqui no Andaluz, que narealidade não será uma 2ª residência será um prolongamento desta, pois é mais barato. Além disso pretendemos depoisavançar também com uma 2ª fase em Tomar e estes são os principais. Cada residência construída ou a construir terácapacidade para acolher 100 alunos. ? O IDEIAS - Já foi contratado o pessoal que vai trabalhar na residência?/////////////_______________________________________________________________________________________________
  9. 9. O IDEIAS Pág. 9 ______________________________________________________________________________________////////////// TC - Não, mas isso não vai atrasar em nada o processo porque como esse pessoal é auxiliar não pertence aoquadro é mais rápida a sua contratação. Além disso há ainda a questão da vigilância sobre a qual também ainda não posso adiantar quase nada porque nãodepende só de mim. De qualquer das formas a minha proposta é a contratação duma empresa especializada quedesempenhará as funções durante 24 horas por dia. Isso pode ser muito vantajoso em termos económicos se a empresafizesse também a vigilância em Tomar. Por outro lado se pudéssemos contar com os serviços dessa empresa 24 horas pordia os alunos escusavam de ter a chave, o que aumentava a segurança dos alunos, pois também não tinham possibilidade dea emprestar a pessoas estranhas à residência. ? O IDEIAS - Para terminar podia adiantar as verbas já gastas na residência? TC - Bem, já foi gasto à volta de 210 mil contos nesta residência e ainda falta gastar com o equipamento à volta de19 mil contos José Luís Carvalho “ Mau feitio “ Mau feitio, é uma expressão por mim utilizada no rol dos meus amigos e conhecidos, que caracteriza a sua atitudeem não adoptarem atitudes e pensamentos progressistas. Perante isto, e informaticamente falando, olhei para o meu computador e verifiquei que a minha drive sofre de maufeitio. Após 3 gerações de computadores de que fui proprietário, respectivamente 286, 386 e 486, foram e vieram as placasde vídeo, monitores, teclados, discos cuja memória aumentou e o preço diminuiu, uma peça continua de origem e cumprindofielmente a sua missão. A minha drive...! No dia a dia, novos produtos se inventam e outros se melhoram; o Pentium subiu patamares em relação ao 486 e oP6 já mora andares acima. O Windows 95 melhorou substancialmente o visual e o funcionamento do Windows 3.1. As placasde vídeo mostram-nos agora imagens a cores reais (“true color”) e o bus PCI rebentou com as portas do velhinho bus ISA. Noentanto, a minha floppy disk drive é um componente que não viu melhoramentos no tempo. Encaremos a realidade. A disquete está obsoleta e a minha drive sofre de mau feitio. Carlos A. Pombo Diz-se que...- Há mais festas que alunos em Santarém.- A tuna da ESGS está a arrancar.- A nova associação de estudantes antes de estar eleita, já “geria” a mesma.- Houve um elemento da actual associação que disse para um colega nosso que este não contava para nada.- A rádio pode ter o dias contados.- A Federação Académica não tem tido apoio da ESGS ultimamente.- Nas festas há pouca gente a colaborar na sua organização.- Os Ena Pá 2000 estarão em Santarém na semana académica.- Vai-se acabar com os jogos de cartas nas universidades. Tanta coisa se diz que alguma será verdade.__________________________________________________________________________________________________////////////
  10. 10. Pág. 10 O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ Falando de Rádio Quando em 94 surgiu a “Rádio Gest” fiquei Mas, contrariamente ao que se passou no anoestupidamente feliz. Juro que fiquei ! transacto, não se trata simplesmente de ter um programa Uma rádio pode servir de base ao para cada tipo de música, mas sim de tentar quebrar essadesenvolvimento da A.E. e no mesmo contexto ajudar a rigidez e intercalar subtilmente estilos diferentes em cadadesenvolver a Escola. programa. O projecto original apontava para uma progressão Não é comercialmente correcto ocupar horários dequalitativa que, pouco a pouco, daria lugar a uma rádio grande audiência com programas para minorias.amadora mas com qualidade semi-profissional. Quantas boas rádios se poderão dar ao “luxo” de Prevendo dificuldades na gestão dos recursos suportar programas “heavy”, de música clássica ou mesmomateriais e humanos propus à direcção da A.E. a criação de outro tipo minoritário em horário nobre ?de uma Direcção de Programação que se revelou de Se pretendermos alcançar (porque não ?!) aenorme importância para a Gest, coordenando os difusão para o exterior em FM, devemos antes de maisprogramas em termos de horários e intervindo, nalguns nada incrementar a qualidade dos nossos programas.casos, no conteúdo dos mesmos de forma a atenuar Por outro lado, grande parte da rede de difusão dapossíveis “atentados ao bom gosto”. Gest está implantada a nível de gabinetes de trabalho, e O que começou por ser um galope desenfreado, não me parece muito viável trabalhar horas a fio ao somdepressa se tornou um trote ligeiro. ensurdecedor de “heavy“ e outras batidas do género forte, Programas houve que alcançaram grande embora esporadicamente se possa passar uma ou outraaudiência não só entre a população estudantil, mas faixa desse género.também entre os corpos docente e discente da ESGS, mas Certo programa, cujo nome não quero recordar,a maioria acabou por se tornar intermitente e mais tarde alcançou fama entre os funcionários e acabou por ser“morrer”. apelidado de “A trovoada”, visto que quando começava No entanto, não pretendo falar-vos desses toda a gente corria a desligar o som até que o mesmoprogramas, mas sim alertar-vos noutro sentido. terminasse. A realização de um programa de rádio, ainda que Pelo contrário, faixas de programação do tipodirigido a um número mais ou menos restrito de ouvintes, suave (“Janela indiscreta”, “Meia Hora”) e polémicodeve ter em conta, acima de tudo, critérios de bom gosto (“Cantigas de escárnio e maldizer”) deixaram saudades.ao nível da apresentação vocal e musical. Em termos objectivos, houve grande força de Não basta querer fazer rádio, é preciso antes que vontade para levar avante um projecto de vulto, mas nãotudo saber ouvir rádio. houve recepção ao “feedback “ da audiência, que servisse Será por mero acaso que a RFM ou a Antena 3 de “filtro” à programação.chegaram onde chegaram ? A necessidade de inquéritos periódicos à A aposta na diversidade é um trunfo audiência é mais que evidente.indispensável! Componente fulcral desta nova etapa da Gest é a Fazer rádio não se deve confundir com ouvirmos opinião pública e a sua repercussão em termos demúsica em casa ou nos “headphones”. alterações na programação. Mais que nunca temos o dever Gostarmos de um determinado tipo de música é não só de cumprir os horários que nos comprometemosnatural, mas será que devemos bombardear os ouvintes fazer como de procurar estabelecer comunicação com ocom horas seguidas de ritmos idênticos? maior número possível de ouvintes, moldando a Será preferível fidelizar uma percentagem ínfima estruturação dos programas de acordo com a sua vontadeda audiência passando apenas um género de música ou explícita.pelo contrário alcançar uma audiência muito mais vastadando a cada um, de vez em quando, aquilo que prefere? Joaquim Cardoso Ouvindo as rádios que são líderes de audiência, aresposta é óbvia: variedade é a palavra chave./////////////_______________________________________________________________________________________________
  11. 11. O IDEIAS Pág. 11 ______________________________________________________________________________________////////////// Comunicado A direcção da Comissão de Finalistas 92/95 de gestão à referida data nenhum avanço. Logo sem preocupação dede empresas e membros da Associação de Estudantes negociar o subsídio, a Associação estava sem fundos.cessante (Nuno Galego, Rui Pereira e Leonel Sérgio), vêm Desta forma os responsáveis da Comissão de Finalistaspor este meio fazer algumas considerações relativas à referiram que poderiam, caso tivessem o dinheiro, contribuirentrevista publicada na secção “Associação em Actividade” para os custos dos ciclos de conferências. Uma vez que ana anterior edição de “O Ideias” na qual o entrevistado, referida verba só foi disponibilizada no início de Junho, aFrederico Reis, presidente cessante da A.E., decidiu atacar Comissão de Finalistas não iria patrocinar um evento jáos elementos referidos. realizado e com os custos cobertos. Apelidamos de totalmente falsas algumas das - Definitivamente não compreendemos o facto dedeclarações proferidas nomeadamente as que visam estes sermos criticados pelo dinheiro recebido, afinal se oelementos, como o facto do aproveitamento financeiro da gastámos no Gerês, foi por comum acordo dos elementosA.E. para obter patrocínios de entidades oficiais. que foram à viagem. Apesar de não ter sido empregue na - A Comissão de Finalistas 92/95, solicitou no passado viagem à Tunísia, serviu para reembolsar algum dinheiromês de Fevereiro um apoio financeiro ao Governo Civil de dado pelos finalistas para o pagamento integral da viagem.Santarém para a viagem de finalistas a realizar em Abril, O facto de a viatura da A.E. ter ido ao Gerês não tem nadacujo destino foi a Tunísia. À referida data o déficite a haver à Comissão de Finalistas, mas sim com os 5financeiro orçava em 150000$00, verba essa pedida à membros da Associação que se responsabilizaram pela suarespectiva entidade. utilização. Embora refira que não, o presidente (em título) - O pedido foi feito em nome da Comissão de sabia, tendo inclusivé ameaçado um dos membros, casoFinalistas 92/95 de Gestão de empresas e assinado pela realizassem a viagem, uma atitude um tanto hipócrita, paradirecção da Comissão de Finalistas, não havendo qualquer quem a utilizava com os mesmos fins.menção à A.E. Foi pedido ao secretário da E.S.G.S., Dr. - Relativamente à Associação de Estudantes nãoBeirante, autorização para usarmos neste pedido envelopes gostaríamos de deixar de referir a falta de legitimidade comtimbrados da E.S.G.S., para confirmar a origem e que o presidente da Associação de Estudantes se refere aocredibilidade do pedido, tendo-nos sido aconselhado enviar trabalho neste ano na A.E.por meio da A.E., uma vez, que um Instituto Público não - O presidente não foi “queimado” pelos outrospoderia representar o nosso pedido. Dessa forma o pedido membros, nomeadamente os visados neste artigo, estesfoi feito em papel timbrado e envelope da A.E., com o intuito elementos procuraram recuperar um cargo que desdede endereçar e credibilizar o pedido, não havendo qualquer Fevereiro não funcionava na A.E., o de presidente. Se foimenção no pedido à A.E. feito muito trabalho na A.E., foi devido aos projectos que os - Por outro lado, a Associação de Estudantes é no tais elementos em que o presidente apostou e que agorafundo uma representação dos alunos de uma entidade, logo critica levaram a cabo, sendo que a única incompatibilidadedeverá ser a primeira a expressar apoio aos núcleos de era a atitude com que elas estavam na Associação deestudantes formados, apoio esse que enquadro no âmbito Estudantes.referido. Quanto ao desconhecimento do pedido prendeu-se - Promoção pessoal, contra os que procuravamcom o afastamento de alguns membros da A.E., logo não dinamizar a A.E. através de trabalho e projectos pessoais.havia muita comunicação com quem não estava. Não - É pena que para recuperar um protagonismo perdido,compreendemos de que modo o presidente da A.E. vem o nosso presidente venha agora questionar a actuação doscriticar o referido pedido, uma vez que o patrocínio foi seus colegas na Associação, o facto é que com ou semconcedido na sua totalidade à Comissão de Finalistas, presidente, o trabalho da Associação foi deveras positivo.sendo o recibo assinado pelo seu responsável e autenticadocom um carimbo da Comissão de Finalistas, desta formaestá totalmente posta fora de causa a hipótese do pedido A melhor das felicidades para os elementos da Associaçãoter sido deferido para a Associação de Estudantes, com o seguinte.objectivo de ser gasto nessa viagem. - A Comissão de Finalistas não é uma subsidiária da O Presidente do Conselho FiscalSanta Casa da Misericórdia, não tendo que repartir a verba Nuno Galegodo patrocínio com a A.E., pelo contrário a verba referiu-se a O Vice-Presidenteum défice real, colmatado pela entrada de dinheiro dos seusmembros. A questão do comprometimento desta direcção Rui Pereiracom a A.E. prendeu-se com o facto da A.E. estar a entrarem colapso financeiro, devido aos gastos com o ciclo deconferências e devido ao facto do processo de pedido desubsídio, ao encargo do presidente da A.E. não ter tido até_______________________________________________________________________________________________//////////////
  12. 12. O IDEIAS/////////////______________________________________________________________________________________ BUROCRACIAS Talvez a maior parte dos estudantes ainda não saiba, mas a as fotocópias dos cartões de estudante porque acham que nãoverdade é que, em termos legais, para provar que um aluno está provam nada. Assim nós não temos outro remédio a não sera estudar num determinado estabelecimento de ensino basta pedir sucessivamente no início de cada ano lectivo certificados deentregar uma fotocópia do seu cartão de estudante ou do boletim matrícula para tudo e mais alguma coisa, desembolsando maisde matrícula. Neste sentido basta que o cartão de estudante ou o uns trocos sem necessidade. E o que é mais absurdo é que aboletim de matrícula contenham o nome completo do aluno, o esmagadora maior parte das vezes são as próprias instituiçõesgrau de ensino e o ano lectivo da matrícula. É precisamente disto da Administração Pública que recusam a apresentação do cartãoque trata o decreto-lei nº 416/93 de 24 de Dezembro. de estudante, enquanto que pelo contrário há entidades privadas Os certificados de matrícula dos cerca de 500 mil alunos para as quais basta uma simples fotocópia do cartão dedos ensinos secundário, profissional, artístico e superior são estudante para os alunos obterem as regalias a que têm direito.exigidos para uma quantidade enorme de processos, tais como o Mas o absurdo transforma-se em ridículo quando temos emabono de família, adiamento ao serviço militar obrigatório, bolsas linha de conta os custos inerentes aos certificados de matrícula.de estudo, etc. Daí que a aplicação deste decreto traga muitas Se o decreto-lei nº 416/93 fosse de facto aplicado a comunidadevantagens, nomeadamente, o desaparecimento de milhares de chegaria a poupar mais de um milhão e trezentos mil contos porpapéis que se preenchem aquando do acto de matrícula, a ano.diminuição dos custos administrativos do Estado, menores custos É por isso que, ao contrário de alguns colegas meus, eufinanceiros para os alunos e ainda ganhos em termos de tempo, não fico nada admirado pelo facto de haver alunos nesta escolana medida em que se pode obter uma fotocópia do cartão de que nem sequer requereram o seu cartão de estudante junto doestudante dum momento para o outro, enquanto que um representante da C.G.D. que se deslocou propositadamente aquicertificado de matrícula não se obtém muitas vezes nem dum dia para esse efeito. De facto, para quê perder tempo a requerer umpara o outro. cartão que na prática não serve para nada ? Mas o problema é que as instituições que costumam pediros certificados de matrícula desconhecem este decreto . E as José Luís Carvalhoinstituições que conhecem o decreto simplesmente não aceitam As palavras do Zé... Aproveito este espaço para convidar, e desculpem-me todos os alunos, todos os membros do Instituto Politécnico,Comissões Instaladoras das diversas escolas, professores e auxiliares de acção educativa, a almoçar e jantar, nãoesporadicamente, mas diariamente, no refeitório, digo, cantina do IPS. Lamentável é ser eu, Zé do Telhado, o portador deste convite e não serem vocês, caros docentes a tomarem ainiciativa. Estou, penso eu, nos tempos que correm, a ser vosso amigo. Isto porque tenho dúvidas que encontrem um local nacidade onde possam, pelos preços praticados, tomar uma refeição. No fundo, é tudo uma questão de poupança. Mas se estaquestão de poupança fôr uma falsa questão, então porque não almoçam lá? Será devido à qualidade, quantidade ou higiene dos bens confeccionados? Na minha modesta opinião, isso é uma questão absurda; as empregadas raramente usam touca no cabelo, váriasvezes as ementas não são cumpridas , as batatas, ou estão mal cozidas, ou quando fritas estão frias, a carne de vaca parece“sola de sapato”, a sopa é confeccionada à base de água e massa, o arroz (branco ou de legumes) sabe mal, oshambúrgueres não têm qualidade, nas saladas é normal aparecerem pequenos caracóis (que luxo!), espera-se meia hora nafila, mas isso não tem a mínima importância. É tudo tão natural para nós, alunos, e o que é natural é benéfico para a saúde eaté terá qualidades medicinais.... Zé do Telhado/////////////_______________________________________________________________________________________________

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