Kuhn-11º C (2009)

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Kuhn-11º C (2009)

  1. 1. Escola Secundária Artística António Arroio Filosofia Prof. Joaquim Melro A perspectiva de Thomas Kuhn Trabalha de Projecto – Etapa 2 Lúcio Silva, João Timóteo, Guilherme Rua, Sara Paulo, Teresa Martins, Ana Rita Costa Alunos do 11ºC (2009)
  2. 2.  “Quase nenhuma das investigações empreendidas, mesmo pelos maiores cientistas, está projectada para ser revolucionária e muito poucas têm quaisquer consequências” (Kuhn, 1989, p. 277)
  3. 3.  “Que elementos partilhados explicam o carácter relativamente não problemático da comunicação profissional e a unanimidade relativa do juízo profissional? A esta questão, A Estrutura das Revoluções Científicas responde: <<um paradigma>> ou <<um conjunto de paradigmas>>“ (Kuhn, 1989, p. 357, aspas e itálico no original) “Poderia agora adoptar (…) a notação <<paradigma>>, mas resulta menos confuso denota-lo com a expressão <<matriz disciplinar>> - <<matriz>>, porque se compõe de elementos ordenados de vários géneros, cada um exigindo especificações ulteriores; e <<disciplinar>>, porque é possessão comum dos praticantes de uma disciplina profissional” (Kuhn, 1989, p. 358, aspas e itálico no original) “Um paradigma, para Kuhn é “um resultado científico fundamental, que inclui ao mesmo tempo uma teoria e algumas aplicações tipo aos resultados das experiências e da observação”. É, portanto, uma determinada maneira de ver o mundo (…)”  (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p. 172, aspas no original)
  4. 4.  “ (...) nesta concepção, uma comunidade científica consiste nos praticantes de uma especialidade científica. Unidos por elementos comuns da respectiva educação e aprendizagem, vêm-se a si mesmos e são vistos pelos outros como os responsáveis pela prossecução de um conjunto de objectivos partilhados, incluindo a formação dos sucessores.” (Kuhn, 1989, p. 356)
  5. 5.  “[Para Kuhn]A ciência não é história da natureza nem acumulação de factos; é a arquitectura de um quadro do mundo. Trata-se de um empreendimento intelectual que vise entender o que nos cerca. ” (Harré, 1982 pp. 36 -37) “Kuhn entende a ciência como um discurso. (…) Assim, o seu enfoque epistemológico mostra, descritivamente, a estrutura de uma ruptura na ideia da concepção do progresso contínuo da ciência.”( Cunha, 2008, s/p. grafia original) “A ciência é um método de abordagem do mundo, que é suscetível de ser experimentado pelo homem. Não visa à persuasão, a alcançar a “verdade última”, ou a convencer. É somente um modo de analisar que permite ao cientista apresentar proposições (…). O único propósito da ciência é o de compreender o mundo empírico no qual o homem vive.” (Gobbo, s/d, s/p, aspas no original)
  6. 6.  “Uma Teoria científica é uma hipótese sobre esse conhecimento, hipótese que acontecimentos posteriores confirmam ou desmentem.” (Collingwood, 1986, pp. 93 e 94)  “Kuhn selecciona cinco critérios ou cinco quot;valoresquot;, como ele os chama, de uma boa teoria científica: exactidão, consistência, alcance, simplicidade e fecundidade.”(Gewandsznajder, 2005, s/p)
  7. 7.  “(…) a investigação normal, mesmo a melhor, é uma actividade altamente convergente baseada firmemente num consenso estabelecido, adquirido na educação científica e reforçado pela vida subsequente na profissão.” (Kuhn, 1989, p. 288) “Aquilo a que Kuhn chama ciência normal é (...) o trabalho do cientista que tem como objectivo confirmar as teorias a que a comunidade dos cientistas chegou, trabalhar para que elas sejam aceites por todos, procurando torná-las mais precisas.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p. 174) “[A ciência normal visa] melhorar o acordo num campo onde se demonstrou já existir um certo acordo aproximado.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p. 176)
  8. 8.  “Teoria da epistemologia da ciência segundo a qual a pretensão de verdade de uma hipótese é sustentada pela verificação “ (wikipedia.pt /s.d./s.p.) “Tese central do positivismo lógico segundo a qual o significado de uma frase é o seu método de verificação. (...) Por quot;verificaçãoquot; entende-se em geral quot;verificação empírica” (...). (Almeida, Murcho, Costa, Teixeira, Galvão, Nunes, Sameiro Rodrigues & Santos, s/d, s/p) • “Qualquer hipótese, para ser científica, tinha de ser considerada “verificável”(...) [o verificacionismo] tem como princípio básico a idéia de verdade, portanto algo que se estabiliza em determinado momento.” (Kuhn, 1962, s/p)
  9. 9.  “(…) quando a solidez de um determinado paradigma baqueia face a um excessivo número de factos rebeldes, de anomalias. Uma anomalia é um enigma, teórico ou experimental, que não encontra solução no âmbito do paradigma vigente” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p. 173) “Quando surge uma anomalia, não se consegue ajustar devidamente a natureza ao paradigma (…).” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, Galvão, 2004, p. 174)
  10. 10.  “Uma crise é um período de insegurança evidente durante o qual a confiança num paradigma é abalada por sérias anomalias. Um grande número de anomalias sérias será obviamente um passo para a instauração de uma crise” (Alves, Arêdes & Carvalho, 1991, p. 112) “A crise é uma condição fundamental da emergência de uma nova teoria.” (Alves, Arêdes, Carvalho, 1991, p. 112) “Tudo isto são sintomas de uma transição de uma investigação normal para uma não ordinária.” (Kuhn, 1989, p.344)
  11. 11. Ciência extraordinária “(…) a acumulação de anomalias , isto é, de casos problemáticos que o paradigma não resolve, acaba por dar origem a períodos de crise:”as anomalias”, ameaçando o paradigma nos seus próprios fundamentos, são momentos críticos, porque o consenso dá lugar à divisão, à formação de grupos que procuram outras teorias e outros fundamentos. A este período crítico dá Kuhn o nome de ciência extraordinária.”(Rodrigues, Sameiro & Nunes, 2004, p.250, aspas no original) “(...)a ciência normal dá lugar à ciência extraordinária que, ou conduzirá a ciência à sua normalidade anterior, ou dará origem à emergência de uma nova teoria com pretensões paradigmáticas.” (Alves, Arêdes & Carvalho, 1991, p. 112) “(..) [a] insegurança é gerada pelo fracasso constante dos quebra-cabeças da ciência normal em produzir os resultados esperados. O fracasso das regras existentes é o prelúdio para uma busca de novas regras.” (Kuhn, 1990, p.95)
  12. 12.  “É típico que esta investigação convergente ou de consenso limitado desemboque, por fim, na revolução. Então, as técnicas e crenças tradicionais são abandonadas e substituídas por outras novas.” (Kuhn, 1989, p. 277-278) “Mudanças de paradigmas revolucionam a ciência, o que implica questionar conceitos até então consagrados, emergindo assim a necessidade de substituição de alguns deles por outros até então totalmente desconsiderados.” (Sousa, s/d, s/p) “[A revolução científica] Não surge no desenrolar de um processo cumulativo, cuja origem se encontra no paradigma anterior, mas como algo de radicalmente novo, que Kuhn propõe que se compreenda à imagem do que se passa com a mutação de formas, em que, onde antes se via uma ave se passa, bruscamente, a ver um antílope. É nisto que consistem as revoluções cientificas” (Marnoto, Ribeiro Ferreira & Garrão, 1988, p. 35)
  13. 13.  “A experiência mostra que, em quase todos os casos, os esforços repetidos, quer do indivíduo quer do grupo profissional, acabam finalmente por produzir, dentro do âmbito do paradigma, uma solução, mesmo para os problemas mais difíceis.” (Vicente, 2004, p. 223) “Os paradigmas são com frequência postos de lado e substituídos por outros bastante incompatíveis com eles. Não podemos recorrer a noções como “verdade” ou “validade” a propósito dos paradigmas para compreender a especial eficácia da investigação que a sua aceitação permite.” (Vicente, 2004, p. 223, aspas no original) “A transição de um paradigma em crise para um novo, no qual pode surgir uma nova tradição de ciência normal [ou seja, uma revolução], está longe de ser um processo cumulativo obtido através de uma articulação do velho paradigma.” (Kuhn, 1991, p. 257)
  14. 14. “A que se deve o triunfo de um novo paradigma? O triunfo de um novo paradigma pode dever-se a uma grande variedade de factores: a sua capacidade para explicar factos polémicos persistentes, a sua unidade na resolução de problemas e realização de previsões adequadas e, em não menor medida, a aura e o prestígio dos cientistas que inventaram uma nova teoria e a defendem. “(Blackwell, 1998, pp.146) “Kuhn abandonou de vez o terreno da epistemologia tradicional e a sua pacífica imagem da ciência herdada do iluminismo e reforçada pelo positivismo, lançando uma poderosa interrogação sobre a actividade científica, os seus efectivos procedimentos intelectuais e institucionais, as características das suas situações de sucesso e de crise, operando uma funda ruptura na filosofia das ciências pelo destaque que assim é dado à matriz histórica na compreensão de tais processos e fenómenosquot;. (Rodrigues, Sameiro, & Nunes, 2004, pág.250)
  15. 15.  “Olhar a realidade e depurá-la são ações que sempre fizeram parte da atividade humana. O que é a pesquisa, senão a perplexidade intrigante, que motiva o sujeito a desvendar e entender fenômenos, ações e características decorrentes da depuração? (Benfatti, s/d, p. 5, grafia original)
  16. 16.  Almeida, A., Teixeira, C., Murcho, D., Mateus & P. Galvão, (2004). A ar te de Pensar . Lisboa: Didáctica Editora.  Alves, F., Arêdes, J. & Car valho, J. (1991) Filosofia – 11º ano , Viseu, Texto Editora.  Blackwell ( 1998). Philosophy: a Beginner´s Guide . Londres:  Marnoto, I., Ferreira, L., & Garrão, M. (1988). Filosofia – 11º ano . Viseu: Texto Editora.  Kuhn, T.S. (1978) A estrutura das revoluções científicas . São Paulo, Perspectiva.  Kuhn, T.S. (1989), Tensão Essencial. Lisboa: Edições 70.  Vicente, J., N., (2004). Razão e Diálogo. Por to: Por to Editora.

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