UM MERGULHO NO MISTÉRIO DESTA TERRA EDUARDO CONDE
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<ul><li>Texto:Eduardo Conde </li></ul><ul><li>Adaptação e formatação: </li></ul><ul><li>Maria Inês Aroeira Braga </li></ul...
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UM MERGULHO NO MISTERIO DESTA TERRA

  1. 1. UM MERGULHO NO MISTÉRIO DESTA TERRA EDUARDO CONDE
  2. 2. <ul><li>Ser mineiro,como dizia o </li></ul><ul><li>o outro,é um estado de espírito dos mais </li></ul><ul><li>interessantes... </li></ul><ul><li>Era esse mistério assim </li></ul><ul><li>tão doce que me </li></ul><ul><li>faria como que parar </li></ul><ul><li>diante de uma obra </li></ul><ul><li>soberba,e exclamar: </li></ul><ul><li>“ -Vai,então era isso isto?” </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Era assim o porque tão difícil de decifrar ante a beleza insuperável de </li></ul><ul><li>Minas e a eterna luz da Iara mineira? aquela que se banha nos córregos do interior </li></ul><ul><li>ao som das lavadeiras? </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Ser mineiro nos concede esses momentos de </li></ul><ul><li>delírio,mais que </li></ul><ul><li>ambulatório,um torpor,mais que uma licença poética,um mergulho no vácuo,um dom,um direito adquirido de pairar,um estado de heresia sublime. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Ser mineiro é engraçado.Assim ele vai até o fim dos tempos,infectado pelo vírus da mineiridade.E não adianta viajar o mundo inteiro,querer ser “up to date”quando se traz na alma </li></ul><ul><li>- principalmente nela- </li></ul><ul><li>a marca indelével dos fogões de lenha,dos galinheiros,dos bondes e do cheiro de flor dos jardins. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Hoje eu volto a Belo Horizonte e revejo minha família com olhos de passado, presente e futuro,numa festa em que mortos e vivos se encontram. </li></ul><ul><li>Se eu entrasse no casarão pela porta da cozinha, </li></ul><ul><li>me veria tomando mingau de fubá com pão cortado. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>E do pátio,onde minha tia cria preciosos antúrios,vem um som agudo como clarim de apocalípse,gritos de euforia,de dor,sei lá.O som do louco-”Olha o louco!Pega ele,gente!” </li></ul><ul><li>O louco soprou seu canto pelo buraco do muro e saiu se rindo pela rua. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Hoje eu quero voltar para eles,meus vivos,meus fantasmas.quero assistir cine-gratis,debruçar no alpendre e ver o bonde descendo a rua.Correr pelo jardim em volta das roseiras,gérberas e dálias. </li></ul><ul><li>-“Cuidado,menino!As rosas da tua avó!” </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Hoje eu volto a Beagá, tão “New Savassi”quanto “Old Park Municipal” e encontro novos amigos,depois de tudo feito,tudo arrumado.Eles cresceram aqui e fizeram sua caminhada aqui mesmo. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>E me recebem como um irmão que volta do mundo,do seminário,de um hospital,da guerra,não sei...mas me têm como a um irmão que conhece o que é ser mineiro com tantos anos de mistério... </li></ul><ul><li>Ser mineiro,já dizia o outro,é um estado de espírito dos mais interessantes!... </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Texto:Eduardo Conde </li></ul><ul><li>Adaptação e formatação: </li></ul><ul><li>Maria Inês Aroeira Braga </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>Imagens:Google </li></ul><ul><li>Miniatura de Eduardo Cangiani </li></ul><ul><li>Música:Beethoven- </li></ul><ul><li>Sonata para violino e piano </li></ul><ul><li>Para receber slides,enviar </li></ul><ul><li>e-mail em branco para: </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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