LUGAR DE AMOR Livro Pássaros Livres Em todo indivíduo existe um recanto imaculado,  virgem, inexplorado, silencioso, profu...
EXALTAÇÃO Livro Pássaros Livres Senhor meu, meu Rei: eu vos amo, com a igual delicadeza com  que a  brisa rocia a  flor pe...
CANTO VI Livro Pássaros Livres Este é o meu canto, Senhor, que acompanho com o vibrar da cítara do coração: que eu permane...
CANTO VII Livro Estesia Quando ele chegou à minha casa eu nada possuía para oferecer. Sentou-se ao meu lado, e a sua belez...
CANTO  XIV Livro Estesia Só Tu és o meu Deus e o meu Senhor! Quando Te busco na pradaria ou nas constelações, na água do r...
CANTO XXII Livro Estesia Quem disse que “amar é sofrer”, jamais amou. O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme...
CANTO XL Livro Pássaros Livres Arrebenta as cordas do egoísmo que ata a  carruagem dos teus sentimentos às paixões devasta...
Rabindranath Tagore, poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu; nascido em Calcutá. Nasceu no dia 7 de Maio de 1...
A primeira vez que o médium Divaldo P. Franco viu, mediunicamente, o grande poeta indiano, Rabindranath Tagore foi no ano ...
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  1. 1. LUGAR DE AMOR Livro Pássaros Livres Em todo indivíduo existe um recanto imaculado, virgem, inexplorado, silencioso, profundo... Em toda criatura permanece um mundo, santo e ignorado, nunca dantes penetrado, aguardando, enriquecido de ternura... Há, no abismo de toda alma, um rochedo, um lugar, uma ilha, um paraíso, recanto de maravilha a ser descoberto... Em todo coração se demora um espaço aberto para a aurora, um campo imenso a ser trabalhado, terra de Deus, lugar de sonho, reduto para o futuro. Em toda vida há lugar para vidas, como em toda alegria paira uma suave melancolia prenunciadora de aflição. Há, porém, um lugar em mim, na ilha dos meus sentimentos não desvelados, um abismo de espera, um oceano de alegria, um cosmo de fantasia, para brindar-Te, meu Senhor! Vem, meu amado Rei e Senhor, dominar a minha ansiedade, conduzir-me pela estrada da redenção. E toma desse estranho e solitário país, reinando nele e o iluminando com as tuas claridades celestes, para que, feliz, eu avance, até o desfalecer das forças, no Teu serviço libertador. Vem, meu Rei, ao meu recanto e faze da minha vida um hino de serviço. E por Ti uma perene canção de amor. RABINDRANATH TAGORE
  2. 2. EXALTAÇÃO Livro Pássaros Livres Senhor meu, meu Rei: eu vos amo, com a igual delicadeza com que a brisa rocia a flor pela madrugada; eu vos adoro, com o mesmo entusiasmo da ave canora saudando o dia; eu vos respeito, com a ternura semelhante à da criança sorridente com o seu reflexo na água tranqüila da fonte; eu vos busco, com a força da fome devoradora do c oração em soledade; eu vos bendigo, com o ritmo da música silenciosa dos astros no zimbório, cantando a sonata de luz em plena noite; eu vos necessito, como o órfão ao pai; eu vos espero, como a noiva ansiosa aguarda o futuro nubente... Por isso, a minha prece é despida de atavios, de rogativas, de necessidades, e feita de sublime desejo, que expresso, dizendo: “ Rasga, rasga, com o Teu punhal de luz toda a sombra que me envolve, a fim de que Tu somente, em domínio total, no país do meu ser, Te tornes o Senhor que me domina e me agrada sem cessar.” RABINDRANATH TAGORE
  3. 3. CANTO VI Livro Pássaros Livres Este é o meu canto, Senhor, que acompanho com o vibrar da cítara do coração: que eu permaneça justo, no lugar em que impere a injustiça; corajoso, onde se estabeleça o medo; digno, no meio dos corrompidos; bom, sob o desafio da maldade; fiel, entre os que escarnecem da honra; pacífico e pacificador, ao lado dos combatentes e déspotas; puro e sadio, convivendo com os viciados; crente e humilde, ouvindo maldições e sofrendo azorragues... A minha é a oração devocional do pleno amor por Ti, pela vida e pelos meus irmãos ainda enganados pela ilusão do corpo. RABINDRANATH TAGORE
  4. 4. CANTO VII Livro Estesia Quando ele chegou à minha casa eu nada possuía para oferecer. Sentou-se ao meu lado, e a sua beleza deu-me dimensão da minha insignificância. Fiquei humilhado e quis fugir. Não lhe podia ouvir a voz, envergonhado pela minha pobreza. E ele que havia escolhido a minha pequenez, para engrandecer-me com a luz da sua compreensão! Quando partiu, é que verifiquei haver nas minhas necessidades a fortuna do orgulho que me compete vencer, a fim de que, de outra vez, ele me enriqueça de paz. RABINDRANATH TAGORE
  5. 5. CANTO XIV Livro Estesia Só Tu és o meu Deus e o meu Senhor! Quando Te busco na pradaria ou nas constelações, na água do rio ou no vento dos espaços, na corça assustada ou no elefante lento, onde quer que seja fora de mim, eis que lá estás, sem que tenhas saído de dentro do meu coração. Tu és o meu alento de vida e a força universal, o pulsar das galáxias e o coaxar dos sapos, o Amor, o Amante e o Amado... Tu me bastas, meu Rei, e me inundas de alegria, ante o singelo fato de recordar-me de Ti. Porque estás em mim, eu me respeito e me amo, tornando-me pousada tranqüila para o repouso dos Teus pés viajeiros. Para que me preocupar com os nomes que te dão? Só Tu és o meu Deus e o meu Senhor! E o és porque me conheces e eu Te conheço também. RABINDRANATH TAGORE
  6. 6. CANTO XXII Livro Estesia Quem disse que “amar é sofrer”, jamais amou. O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme. O sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras. A carícia do sol vitaliza todas as coisas. E a chuva que lava a terra, e reverdece o chão, e abençoa o mundo,correndo no rio, esvoaçando na nuvem esgarçada, são as tuas expressões de amor. Construtor real, demonstrando o teu poder, a tua grandeza e a minha pequenez. Quem ama, sempre doa, e não sofre, porque ama. O amor é luz e pão, é ar e paz. Quem diz que amar é sofrer ainda está esperando pelo amor e jamais amou. RABINDRANATH TAGORE
  7. 7. CANTO XL Livro Pássaros Livres Arrebenta as cordas do egoísmo que ata a carruagem dos teus sentimentos às paixões devastadoras. Deixa-te voar nos rios da ventura superior, elevando-te acima do chavascal. Vê o lótus branco, boiando acima do pântano e, fragilmente, embelezando a paisagem. O coração é um veículo carregado de amor, que se deve derramar pela estrada, abençoando os famintos de ternura. Não te encarceres na pequenez do teu sofrimento. Desatrela os ideais e corre pelos espaços infinitos com a carruagem do teu coração aberta ao poema de luz do bem. RABINDRANATH TAGORE
  8. 8. Rabindranath Tagore, poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu; nascido em Calcutá. Nasceu no dia 7 de Maio de 1861. Ele foi o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana. Além de poesia, Tagore escreveu canções (letras e melodias), contos, novelas, peças de teatro (em prosa e verso), ensaios sobre diversos temas incluindo críticas literárias, textos polêmicos, narrativas de viagens, memórias e histórias infantis: O Jardineiro, O Carteiro do Rei, e Pássaros Perdidos. Grande parte de sua obra está escrita em Bengali. Gitanjali (1912), uma tradução e interpretação de uma obra poética em Bengali do original de 1910 fez com que Tagore ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura em 1913. Seu pensamento abriu novos caminhos para a interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais. Colaborou em revistas americanas, tendo obras publicadas em francês, inglês e espanhol . Realizou conferências no Uruguai, Argentina, França, Estados Unidos. Recebeu o título de "Doutor Honoris Causa e Membro Honoris Causa" de universidades e associações do Brasil e outros países, e de Oficial da Legião de Honra da França e da Ordem do Leão Branco da Tcheco-Eslováquia. Morreu em 7 de agosto de 1941 na casa onde nasceu, em Calcutá. RABINDRANATH TAGORE
  9. 9. A primeira vez que o médium Divaldo P. Franco viu, mediunicamente, o grande poeta indiano, Rabindranath Tagore foi no ano de 1949. Ele próprio relata como ocorreu esse fato: -“Certa noite eu estava deitado, quando ouvi uma música de uma beleza indefinível, tocada numa espécie de cítara. Ao som dessa música, muito plangente e muito profunda, tive uma visão belíssima de jardins verdejantes e floridos, cortados por um riacho de águas claras no qual deslizava uma barca. Nesta uma Entidade venerável, de túnica alva, de tez bem escura, em cuja fisionomia, de serena beleza, sobressaíam os olhos negros, enormes e brilhantes, e a barba alvinitente, cujos fios pareciam ter cambiantes prateados. “ - Eu sou Rabindranath Tagore, poeta da Índia, e desejo que me grafes alguns pensamentos – disse-me o Espírito.” Providenciando o material necessário, Divaldo entrou em transe mediúnico logo em seguida. Narra ele que “enquanto psicografava continuei a ouvir a melodia, penetrante e bela.” A partir dessa noite, Divaldo que nunca ouvira falar nesse nome e nem lera nada a seu respeito, recebeu de Tagore várias mensagens que constituiriam seu primeiro livro, FILIGRANAS DE LUZ, que no entanto só veio a ser publicado bem mais tarde, em 1965. O SEMEADOR DE ESTRELAS DIVALDO FRANCO
  10. 10. Conheça a Obra de Divaldo Franco www.mansaodocaminho.com.br www.divaldofranco.com www.divaldofrancofotos.com.br Rua Jayme Vieira Lima, 104 Pau da Lima - Salvador - BA. CEP: 41235-500 Tel:. 3409-8310 3409 8311 Música - Schicco Salles - Heavenly Prayer Suely Schubert & lulu@sinos.net

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