Fazer amor By Verinh@
Sou da época em que falar a palavra transar era um horror.  Transar não era coisa que mulher decente falasse ou fizesse.  ...
A geração de agora então, nem se fala.  Mas sobre isso falo em outro artigo.  Ao invés de aumentarmos o padrão da palavra ...
As mulheres, após uma noite de sexo efêmero com alguém, adoram dizer: “então nós fizemos amor.” Eu digo: “sexo”.  Elas diz...
Ou de estar sendo bem amada ou bem amado.  Ilude-se achando que foi amado aquele homem que, como dizem, “papou” várias mul...
É diferente, é outra coisa, mesmo que continue sendo a mesma coisa.  Muitas mulheres ficam furiosas quando seus parceiros ...
Arnaldo Jabor afirma: “sexo é animal, amor é poesia”, tentando diferenciar as coisas.  Sexo também é humano, bom, prazeros...
Quanto mais sabemos que sexo é sexo e, portanto, está a mercê de ser curtido, explorado, vivido e aproveitado, menos chanc...
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  1. 1. Fazer amor By Verinh@
  2. 2. Sou da época em que falar a palavra transar era um horror. Transar não era coisa que mulher decente falasse ou fizesse. Para os homens era muito diferente. Eles podiam falar em papar, comer, f., traçar, deixar de quatro e assim por diante. Mas para uma mulher da minha geração falar em transar era muito constrangedor. A meu ver, a minha geração e anterior a ela são as culpadas por deturparem muito o significado de algumas palavras, incluindo o transar.
  3. 3. A geração de agora então, nem se fala. Mas sobre isso falo em outro artigo. Ao invés de aumentarmos o padrão da palavra amor, acabamos rebaixando-o. Usamos a palavra amor para muitas coisas. Usamos a palavra amor em vão. Utilizamos esta palavra de imensa importância em situações banais e até inadequadas. Noites avulsas de sexo, como afirma o sociólogo Bauman, são chamadas de fazer amor. O termo fica mais bonito.
  4. 4. As mulheres, após uma noite de sexo efêmero com alguém, adoram dizer: “então nós fizemos amor.” Eu digo: “sexo”. Elas dizem, muito bravas comigo,“amor”. Eu volto a dizer “sexo”. Não há problema algum em se fazer sexo, mesmo que seja efêmero, fugaz ou descartável. É um direito de cada um. O que não dá é querermos mudar a nomenclatura das coisas. A prática frenética do sexo, a busca da quantidade desenfreada, nunca vai poder ser chamada de “fazer amor”.
  5. 5. Ou de estar sendo bem amada ou bem amado. Ilude-se achando que foi amado aquele homem que, como dizem, “papou” várias mulheres. Ser amado e ter feito amor são coisas muito diferentes. Ocorre que, como ficava muito “feio” assumir o gosto pelo sexo e vê-lo simplesmente como tal, as pessoas da minha geração precisaram maquiar o sexo com o termo “fazer amor”. Se faço sexo não sou uma pessoa bem vista, então faço amor.
  6. 6. É diferente, é outra coisa, mesmo que continue sendo a mesma coisa. Muitas mulheres ficam furiosas quando seus parceiros dizem: vamos fazer sexo? Eles têm que dizer: vamos fazer amor, como se tivesse um outro significado. O problema é que muita gente não sabe mais se está fazendo sexo ou amor. Não conseguem saber se a noite passada representou sexo ou amor. Se não soubermos diferenciar as duas coisas corremos o risco de cada vez mais “desaprender” o amor.
  7. 7. Arnaldo Jabor afirma: “sexo é animal, amor é poesia”, tentando diferenciar as coisas. Sexo também é humano, bom, prazeroso, mas não é amor. Acreditando que é a mesma coisa perdemos a capacidade de aprender de verdade sobre o que sentimos. Quanto mais confundimos sexo com fazer amor mais corremos o risco de decepção, de “foras”inexplicáveis, de mal entendidos, de mágoas, de perdas.
  8. 8. Quanto mais sabemos que sexo é sexo e, portanto, está a mercê de ser curtido, explorado, vivido e aproveitado, menos chance de nos iludirmos. Quanto mais achamos que sexo é fazer amor, mais chance de ilusão e, consequentemente, desilusão. Mais chance de falsas promessas, mais chance de traição, mais chance de dor. Sexo é muito bom, fazer amor é muito bom. Mas continuam sendo coisas diferentes.
  9. 9. Texto: Maria Cristina Manfro Formatação: Vera Lúcia de Siqueira [email_address] Receba belos slides clicando:

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