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EU NAO CHOREI

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EU NAO CHOREI

  1. 1. <ul><li>Eu não chorei </li></ul><ul><li>Eu não chorei quando soube que era mãe de uma criança mentalmente limitada. </li></ul><ul><li>Apenas me sentei e não disse qualquer coisa quando meu marido e eu fomos informados que Cristi era – como suspeitávamos  deficiente mental. </li></ul><ul><li>Vá em frente e chore. - O médico aconselhou amavelmente  </li></ul><ul><li>Ajuda a prevenir sérias dificuldades emocionais. </li></ul><ul><li>Apesar das sérias dificuldades, eu não chorei nem durante os meses que se seguiram. </li></ul>
  2. 2. Quando Cristi estava com idade para ir à escola, sete anos, nós a matriculamos no jardim de infância da escola de nossa vizinhança.  Eu poderia ter chorado no dia em que a deixei naquela sala cheia de seguras, ansiosas e espertas crianças de cinco anos. Cristi passava horas e horas brincando sozinha, mas naquele momento, quando era a criança &quot;diferente&quot; entre outras vinte, estava provavelmente mais solitária do que nunca.  
  3. 3. Entretanto, coisas positivas começaram a acontecer para Cristi em sua escola, e para seus coleguinhas, também. Quando se gabavam de suas próprias realizações, os coleguinhas de Cristi sempre tinham prazer de elogiá-la também: - Cristi conseguiu soletrar direito todas as suas palavras “hoje”.
  4. 4. No segundo ano na escola, Cristi enfrentou uma experiência traumática. Uma apresentação pública, finalizando o ano, que tinha  uma apresentação musical e uma competição de atividades físicas. Cristi estava muito atrás em ambos, música e coordenação motora. No dia da apresentação, Cristi fingiu estar doente.
  5. 5. Desesperadamente eu quis mantê-la em casa. Por que deixar Cristi falhar em um ginásio cheio de pais, de estudantes e professores? Que simples solução seria apenas deixar minha criança em casa. Certamente faltar a uma apresentação não podia importar. Mas minha consciência não me deixava sair desta situação assim tão facilmente.
  6. 6. Então, eu praticamente enfiei uma pálida e relutante Cristi dentro do ônibus escolar e eu mesma é que passei a estar doente. Mas como eu havia forçado minha filha a ir à escola, agora eu me forçava a ir à tal apresentação. Parecia que nunca chegava a hora do grupo de Cristi se apresentar. Quando finalmente vieram, eu descobri porque Cristi estava preocupada. Sua turma foi dividida em equipes. Com suas reações débeis, lentas e desajeitadas, certamente atrasaria a sua equipe.
  7. 7. O desempenho foi surpreendentemente bom, até que chegou a hora da corrida de sacos. Agora cada criança tinha que entrar em um saco, ir pulando dentro do saco até uma linha, voltar e sair do saco. Eu observei Cristi parada atrás de sua equipe, olhando nervosa.
  8. 8. Mas quando chegou a vez de Cristi, o menino mais alto da turma foi para trás de Cristi e colocou suas mãos em sua cintura. Outros dois meninos se abaixaram ao seu lado. Então, o menino mais alto levantou Cristi e os outros dois ajeitaram o saco. Uma menina segurou a mão de Cristi e a apoiou até que Cristi ganhasse equilíbrio. E então, ela foi pulando, sorrindo, orgulhosa.
  9. 9. Diante da torcida, do apoio e do entusiasmo dos professores, dos estudantes e dos pais, eu agradeci à Deus por aquelas pessoas amáveis e compreensivas que tornaram possível que minha inabilitada filha fosse um ser humano como seus companheiros. Então, finalmente eu chorei. Meg Hill Tradução Sergio Barros

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