Organização da apresentação:  Luiz Celso Tarnowski Coordenadoria do Patrimônio Cultural - CPC/ SEEC  maio/2005   Deborah N...
Na velha cidade, em cima do pico Morava o boticário Chico
Na velha cidade, em cima do pico Bom cidadão, crença, filhos, mulher Trabalho honesto, vida de colher Morava o boticário C...
No fim da tarde ,  acabada a lida  Lá ia o bom Chico, feliz da vida
Cadeiras na calçada colocar Alma lavada, a fresca tomar
Um por um, os amigos se chegando Nas cadeiras iam se acomodando Eram irmãos procurando outro irmão Cuia e bomba, prosa, ch...
Riam, brincavam, contavam piadas De política e de papagaiadas Mas para eles melhor assunto Eram suas lembranças, em conjunto
Serenatas e baile da Primavera Alegres piqueniques e paqueras  Lembravam a procissão do Divino Pinhão, rojões, os fogos do...
A sinuca no bar do Baiano A banda, no coreto, todo ano A praça, a avenida principal Mil outras coisas etcétera e tal
Um dia chegou o compadre Edu Muito triste e mais que jururu Anunciando o fim do Grupo Escolar Que para eles fora um segund...
O velho prédio estava abandonado Era a velha Lei que isto mandava Conforme o Prefeito anunciava E deveria ser, assim, tomb...
Enquanto uma grande indignação Tomava conta da reunião
Chico, calado, ouvia e pensava TOMBADO ????? Uma resolução ele tomava
Ao amigo Prefeito perguntou Por que acabar o que o homem criou E, ainda mais, tudo o que o bom Deus fez Que do índio tomou...
Chico, comovido, se emocionava A medida que o Prefeito explicava: “ Tombar é num grande livro inscrever O monumento que se...
A Lei existia pra garantir Que os  bens do povo não podem ruir A escola seria restaurada Mantida, pintada e conservada
Festas e leilões, teatro amador Palco, cenários e muito esplendor Em vez do Grupo a casa abrigaria Clube para reunião com ...
Quando o velho teatro caiu
Foi porque ninguém tombou, ninguém viu Se a igreja era conservada Assim estava só por ser tombada
Tombamento !!!
A boa nova foi participar Pr’aqueles que seu chão sabiam amar Chico entendeu quanto estava enganado Soube que tombar nada ...
A partir daquela revelação Chico vibrou e abriu  seu coração E de tanto e tanto defendeu a História Que o povo o chamou de...
Fotografias, livros, contratos Escrituras, papéis, artesanatos Montões de cacos, arqueologia Sambaquis, da História os vig...
SAMBAQUIS
RUÍNAS RESTOS DE VILAS
E Chico, vigiando, sempre de graça Percorreu beco, alameda e praça Defendeu pássaro, peixe e mata Fauna, árvore, flor e ca...
Chico levou a família passear Outras belas cidades visitar
ANTONINA
MORRETES
Em  PARANAGUÁ , igrejas e museus
Prédios, monumentos e lembranças De  TROPEIROS , de lutas e andanças
Visitou  CASTRO
LAPA
Irati, Guaratuba   e   PARQUE MARUMBI
Rio Negro, capela do Tamanduá Pitangui, Bom Jesus do Saivá VILA VELHA
e o  Museu do Tropeiro Obras de Rebouças, o engenheiro
Garaqueçaba  e mais a  Ilha do Mel
TEATRO SÃO JOÃO , museus a granel
FOZ DO IGUAÇU , Casa da Memória E tudo mais que conta a nossa História
Moinhos de mate , caminhos, pontes cadeias velhas, chafarizes, fontes Sobrados antigos, barbaquá Fazendas do Norte do Paraná
Comeu  Barreado , filmou congada Dançou fandango, viu cavalgada Comprou polvilho para o bolinho Provou polenta com frango ...
Quando os viajantes por Cambé passaram Entre eles mesmos se perguntaram Quando os viajantes por Cambé passaram Entre eles ...
E Chico aos filhos esclareceu Que a cidade nasceu e cresceu Ao longo da vida, como pessoas Criou e guardou coisas ruins e ...
Colégio e velha Catedral Câmara, Associação Comercial Os mais belos e caros exemplares Postos abaixo. Foram pelos ares Ass...
Chico e família, voltando aos seus pagos Tudo protegem contra os estragos Acreditando que os bens da cultura Se mantidos, ...
E assim, o nosso CHICO MEMÓRIA Que tanto amava sua história Passou toda a vida a proteger O Patrimônio que queria manter
Quando, um dia, o bom Chico morreu Toda a cidade lhe agradeceu Guardando também de Chico a Memória Contando para todos sua...
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CHICO MEMORIA

  1. 1. Organização da apresentação: Luiz Celso Tarnowski Coordenadoria do Patrimônio Cultural - CPC/ SEEC maio/2005 Deborah Noordegraaf texto: MARIA THEREZA B. LACERDA ilustração: CESAR ANTONIO MARCHESINI Com esse sinal avançar para o próximo slide
  2. 2. Na velha cidade, em cima do pico Morava o boticário Chico
  3. 3. Na velha cidade, em cima do pico Bom cidadão, crença, filhos, mulher Trabalho honesto, vida de colher Morava o boticário Chico
  4. 4. No fim da tarde , acabada a lida Lá ia o bom Chico, feliz da vida
  5. 5. Cadeiras na calçada colocar Alma lavada, a fresca tomar
  6. 6. Um por um, os amigos se chegando Nas cadeiras iam se acomodando Eram irmãos procurando outro irmão Cuia e bomba, prosa, chimarrão
  7. 7. Riam, brincavam, contavam piadas De política e de papagaiadas Mas para eles melhor assunto Eram suas lembranças, em conjunto
  8. 8. Serenatas e baile da Primavera Alegres piqueniques e paqueras Lembravam a procissão do Divino Pinhão, rojões, os fogos do Jovino
  9. 9. A sinuca no bar do Baiano A banda, no coreto, todo ano A praça, a avenida principal Mil outras coisas etcétera e tal
  10. 10. Um dia chegou o compadre Edu Muito triste e mais que jururu Anunciando o fim do Grupo Escolar Que para eles fora um segundo lar
  11. 11. O velho prédio estava abandonado Era a velha Lei que isto mandava Conforme o Prefeito anunciava E deveria ser, assim, tombado
  12. 12. Enquanto uma grande indignação Tomava conta da reunião
  13. 13. Chico, calado, ouvia e pensava TOMBADO ????? Uma resolução ele tomava
  14. 14. Ao amigo Prefeito perguntou Por que acabar o que o homem criou E, ainda mais, tudo o que o bom Deus fez Que do índio tomou o português ? ? ? ?
  15. 15. Chico, comovido, se emocionava A medida que o Prefeito explicava: “ Tombar é num grande livro inscrever O monumento que se quer manter” ? ? ? ?
  16. 16. A Lei existia pra garantir Que os bens do povo não podem ruir A escola seria restaurada Mantida, pintada e conservada
  17. 17. Festas e leilões, teatro amador Palco, cenários e muito esplendor Em vez do Grupo a casa abrigaria Clube para reunião com muita alegria
  18. 18. Quando o velho teatro caiu
  19. 19. Foi porque ninguém tombou, ninguém viu Se a igreja era conservada Assim estava só por ser tombada
  20. 20. Tombamento !!!
  21. 21. A boa nova foi participar Pr’aqueles que seu chão sabiam amar Chico entendeu quanto estava enganado Soube que tombar nada tem de errado !!!
  22. 22. A partir daquela revelação Chico vibrou e abriu seu coração E de tanto e tanto defendeu a História Que o povo o chamou de CHICO MEMÓRIA
  23. 23. Fotografias, livros, contratos Escrituras, papéis, artesanatos Montões de cacos, arqueologia Sambaquis, da História os vigias Quadros, coreto, música, dança Receitas de comida que enche a pança Ruínas, cavernas com pinturas Restos de vilas e outras loucuras
  24. 24. SAMBAQUIS
  25. 25. RUÍNAS RESTOS DE VILAS
  26. 26. E Chico, vigiando, sempre de graça Percorreu beco, alameda e praça Defendeu pássaro, peixe e mata Fauna, árvore, flor e cascata
  27. 27. Chico levou a família passear Outras belas cidades visitar
  28. 28. ANTONINA
  29. 29. MORRETES
  30. 30. Em PARANAGUÁ , igrejas e museus
  31. 31. Prédios, monumentos e lembranças De TROPEIROS , de lutas e andanças
  32. 32. Visitou CASTRO
  33. 33. LAPA
  34. 34. Irati, Guaratuba e PARQUE MARUMBI
  35. 35. Rio Negro, capela do Tamanduá Pitangui, Bom Jesus do Saivá VILA VELHA
  36. 36. e o Museu do Tropeiro Obras de Rebouças, o engenheiro
  37. 37. Garaqueçaba e mais a Ilha do Mel
  38. 38. TEATRO SÃO JOÃO , museus a granel
  39. 39. FOZ DO IGUAÇU , Casa da Memória E tudo mais que conta a nossa História
  40. 40. Moinhos de mate , caminhos, pontes cadeias velhas, chafarizes, fontes Sobrados antigos, barbaquá Fazendas do Norte do Paraná
  41. 41. Comeu Barreado , filmou congada Dançou fandango, viu cavalgada Comprou polvilho para o bolinho Provou polenta com frango e vinho
  42. 42. Quando os viajantes por Cambé passaram Entre eles mesmos se perguntaram Quando os viajantes por Cambé passaram Entre eles mesmos se perguntaram E cidade nova não tem História Não tem passado, nem feitos, nem glória? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
  43. 43. E Chico aos filhos esclareceu Que a cidade nasceu e cresceu Ao longo da vida, como pessoas Criou e guardou coisas ruins e boas E formando seus bens culturais Lembranças de pioneiros e cafezais Novas igrejas que velhas serão Casas e prédios de muita expressão
  44. 44. Colégio e velha Catedral Câmara, Associação Comercial Os mais belos e caros exemplares Postos abaixo. Foram pelos ares Assim que Londrina se avistou O bom Chico Memória até chorou De muitas perobas o chão deserto Mostrava apenas o campo aberto
  45. 45. Chico e família, voltando aos seus pagos Tudo protegem contra os estragos Acreditando que os bens da cultura Se mantidos, contam História pura
  46. 46. E assim, o nosso CHICO MEMÓRIA Que tanto amava sua história Passou toda a vida a proteger O Patrimônio que queria manter
  47. 47. Quando, um dia, o bom Chico morreu Toda a cidade lhe agradeceu Guardando também de Chico a Memória Contando para todos sua bela estória O epitáfio que o povo lhe ofereceu Foi o mais belo que já se escreveu “ NOSSO CHICO MEMÓRIA AQUI JAZ AMOU SUA TERRA, AÍ ESTEJA EM PAZ”

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