A Última Porta Por tantas vezes esta porta foi batida por mim. Incontáveis vezes derrubei-a com a força do ciúme. Fui rotu...
O que fazer com este sentimento agora? Não conseguia arrancá-lo de mim... Embrulhei-o então e escondi-o bem distante... Re...
Voltei-me a ele de coração entregue... Não consegui resistir... Fiz-me calmaria... Busquei a mansidão  dos lagos... E tent...
Porque saio mansamente... Fecho-a com cuidado... O amor talvez seja até maior que antes... Mas ainda assim saio em silênci...
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A ULTIMA PORTA

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A ULTIMA PORTA

  1. 1. A Última Porta Por tantas vezes esta porta foi batida por mim. Incontáveis vezes derrubei-a com a força do ciúme. Fui rotulada de fúria... Fui considerada insana... E acreditei nestas verdades como absolutas... Deixei-me abater por acreditar-me irracional... Deixei-me vencer.... Assumi minhas derrotas... Recolhi-me à solidão. Me acreditava doente... Via o amor que sentia como sentimento torto... Tive a certeza que não sabia amar direito... 00 00 00 00 01
  2. 2. O que fazer com este sentimento agora? Não conseguia arrancá-lo de mim... Embrulhei-o então e escondi-o bem distante... Recusei-me a olhar para onde ele estava... E consegui a doce ilusão do esquecimento... Aos poucos fui me recuperando... Me curando... Enxerguei outras paisagens... Percorri outras trilhas... Cheguei mesmo a crer que havia aprendido a amar... Quase consegui sentir que era amada... Mas os ventos da alma resolveram soprar forte... Revolveram tudo à minha volta... Me desarrumaram... E deixaram à mostra aquele amor embrulhado.. E vi que ele continuava ali... Exposto à minha visão.. E sua força havia se mantido... Resistido ao tempo... 00 00 00 00 02
  3. 3. Voltei-me a ele de coração entregue... Não consegui resistir... Fiz-me calmaria... Busquei a mansidão dos lagos... E tentei ser suavidade onde antes era fúria... Busquei sensatez onde era insanidade... Mas o tempo deste amor já passou... Tentar recuperar o que se perdeu no tempo... Tentar retomar aquilo que se rompeu... Inúteis tentativas de um coração saudoso... Hoje transponho novamente esta porta... Atravesso-a mais uma vez acompanhada das lágrimas... Mas desta vez elas são silenciosas... A dor só esta expressa nos meus olhos perdidos... 00 00 00 00 03
  4. 4. Porque saio mansamente... Fecho-a com cuidado... O amor talvez seja até maior que antes... Mas ainda assim saio em silêncio... Porque rendi-me à sua impossibilidade... Porque aceitei apenas sentí-lo ao longe... Olho pela ultima vez todo o passado... E termino de trancar esta porta... Cuidadosa e silenciosamente.... Lucia Padilha 00 00 00 00 04 Música: Bossa Nova - Astrud Gilberto - Gentle rain Montagem: [email_address]

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