Lúpus

7.334 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
1 comentário
6 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.334
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
46
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
280
Comentários
1
Gostaram
6
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Lúpus

  1. 1. • O lúpus eritematoso sistémico (LES ou lúpus) é uma doença auto-imune do tecido conjuntivo de causa desconhecida que pode afectar qualquer parte do corpo. Assim como ocorre noutras doenças auto-imunes, o sistema imune ataca as próprias células e tecidos do corpo, resultando em inflamação e dano de tecidos.• O dia 10 de Maio é o dia Internacional do LES.
  2. 2. • Sexo - predomínio do sexo feminino• Faixa etária - os primeiros sintomas ocorrem geralmente entre os 20 e 40 anos• Localidade – é mais comum nos países tropicais• Prevalência étnica e feminina - é mais comum em mulheres negras
  3. 3. • É sempre limitado à pele. Aproximadamente 10% das pessoas com Lúpus Discóide podem evoluir para o Lúpus Sistémico.
  4. 4. • Costuma ser mais grave que o Lúpus Discóide e pode afectar quase todos os órgãos e sistemas.
  5. 5. • O lúpus eritematoso induzido por drogas ocorre como consequência do uso de certas drogas ou medicamentos. Os sintomas são muito parecidos com o lúpus sistémico.
  6. 6. • Febre• Mal-estar• Inflamação nas articulações• Inflamação no pulmão (pleurisia)• Inflamação dos gânglios linfáticos• Dores pelo corpo (por causa das inflamações)• Manchas avermelhadas• Úlceras na boca (aftas)
  7. 7. • A detecção precoce pode prevenir lesões graves no coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso.
  8. 8. • Grande parte dos pacientes sofre de Eritema malar e podem apresentar espessura na pele ou manchas vermelhas na mesma.
  9. 9. • 50% dos casos correm o risco de sofrer de anemia. Uma significante baixa de plaquetas e leucócitos pode acontecer. Pessoas com LES podem sofrer de síndrome de Hughes
  10. 10. • Nas doenças autoimunes o sistema imune identifica partes do nosso corpo como patógenos, e ataca-os. Atribui-se a uma combinação de tendências genéticas com fatores ambientais, como vírus, raios ultra-violetas, exposição à sílica ou alergias a medicações.
  11. 11. • Diminuição das células T citotóxicas.• Diminuição dos linfócitos T reguladores (inibidores de resposta imunológica).• Aumento de CD4+.• Activação anticorpo policlonal (estágios iniciais).• Excesso de linfócito B por defeitos na apoptose (morte celular programada).• Defeito nos sinais das células do sistema imunológico resultando em aumento da resposta para o cálcio, fosforilação de proteínas do citosol e baixo factor nuclear kappa B (NFkB).• Aumento da produção de citocinas Th2.
  12. 12. • Por causa dessas alterações acredita-se que a patogenia envolva algum defeito básico na manutenção da. Esse processo pode ocorrer secundariamente a alguma combinação de defeitos hereditários na regulação os linfócitos T auxiliares. Acredita-se também que o defeito primário ocorra nos linfócitos T CD4 que impulsionam as células B auto-antígeno-específicas a produzir anticorpos. Estes defeitos acabam resultando na degradação celular e produção de auto-anticorpos.
  13. 13. Cerca de 90% dos pacientes com Lupus apresentamdistúrbios psicológicos, sendo geralmente problemas de ansiedade.No caso de doenças cerebrovasculares, normalmente emdecorrência da obstrução de vasos sanguíneos.
  14. 14. •Mancha vermelha no rosto (Eritema malar): 95%•Problemas nas articulações (Artrites): 90%•Fotossensibilidade: 80%•Úlceras mucosas: 70%•Dislipidemia: 70%
  15. 15. •Nefrite (inflamação dos rins): 50-70%•Problemas hematológicos (como hipertensão): 30%•Lúpus discóide: 15%•Transtornos neuropsiquiátricos: 10-80%
  16. 16. •Filhos de pacientes lúpicos têm 5 a 29 vezes mais probabilidade deter a doença do que a população em geral, mas, como Lúpus é umadoença rara, esta hipótese ainda é bastante pequena.•Cerca de 10% dos pacientes têm parentes de 1º, 2º ou 3º grausafectados.•As mutações estão alojadas no braçocurto do cromossoma 6.
  17. 17. Os sintomas gerais na maioria das vezes respondem aotratamento das outras manifestações clínicas. A febre isolada pode ser tratada com aspirina ouantiinflamatórios. Corticóides e imunossupressores(especialmente ciclofosfamida) são indicados noscasos mais graves.
  18. 18. É recomendado o uso de antimaláricos como cloroquina nocaso de lesões cutâneas disseminadas. Caso não melhore pode-seassociar prednisona em dose baixa a moderada por curto períodode tempo.
  19. 19. Como não existe um diagnóstico muito preciso para asdoenças chamadas auto-imunes, deve-se ter cuidado ao administrarmedicamentos, uma vez que os seus efeitos colaterais podem sermuito agressivos para o organismo.
  20. 20. Belimumab, é um anticorpo que inibe o estimulador delinfócitos B, um conhecido factor de activação de células B. Foiaprovado em Março de 2011 nos EUA para o tratamento de lúpussistémico erythmatosis, e está sob investigação para uso em outrasdoenças auto-imunes. Esse medicamento também é usado paraartrite reumatóide. Os seus principais efeitos colaterais são náuseas,diarreia e febre.
  21. 21. Assim como outras doenças crónicas, é recomendado umtratamento multiprofissional que inclua psicólogo e assistentesocial. O portador de Lúpus provavelmente terá dificuldade emactividades profissionais e académicas devido à fadiga e às doresdas articulações, e frequentemente lida com depressão, ansiedade,stress, irritabilidade e raiva.
  22. 22. O LES é tratável sintomaticamente principalmente comcorticosteróides e imunossupressores. Actualmente ainda não hácura. O LES pode ter complicações fatais, no entanto, as fatalidadestêm-se tornado cada vez mais raras. A taxa de sobrevivência parapessoas com LES nos Estados Unidos, Canadá e Europa é deaproximadamente 95% em 5 anos, 90% em 10 anos e 78% em 20anos.

×