Mecânica das Rochas

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Mecânica das Rochas

  1. 1. Centro Técnico de Educação Profissional Curso Técnico em Mineração Mecânica das Rochas Professora Érika Mendes Miraí – MG Maio – 2012
  2. 2. Centro Técnico de Educação Profissional Curso Técnico em Mineração Mecânica das Rochas Trabalho apresentado pelo aluno Thiago de Meira Rezende à professora Érika Mendes da disciplina Mecânica Aplicada. Miraí – MG Maio - 2012
  3. 3. Introdução à Mecânica das rochas A Mecânica das rochas refere-se ao comportamento mecânico das mesmas,incluindo os maciços rochosos que visa estudar as rochas no que diz respeito aoscampos de forças externas a que estão sujeitos no seu ambiente natural ou físico. Namineração possui como alvo principal a escavação. Sendo que este campo estarrelacionado mediante a escavação de uma abertura produzida por meios mecânicos. Sabendo-se que este processo é de suma importância na área da mineração, poisa rocha é considerada o principal material de construção e também o principal produtodo processo de escavação.
  4. 4. Estados de tensões nos maciços rochosos O conhecimento do estado de tensões em maciços rochosos é de fundamentalimportância para os trabalhos envolvendo a mineração. Os maciços rochosos estão relacionados mediante a junção de uma rocha,descontinuidades e água. Estes são os principais componentes inseridos no universo dosmaciços rochosos que tem como função primordial alterar o comportamento no seuambiente natural ou físico. As tensões estão relacionadas à tendência de deslocamento relativo daspartículas de um corpo visando alterações externas no interior da rocha. O estado detensão no interior de um maciço rochoso varia frequentemente no que diz respeito aosvários ângulos do mesmo, ou seja, a direção dos componentes essenciais que o defineme o transformam completamente. As tensões podem ser divididas em: Tensões Naturais – São aquelas que existem nas rochas por efeito de algum tipo condicionante anterior, ou seja, efeito gravitacional, estrutural, dentre outros.
  5. 5. Tensões Induzidas – Estão associadas com perturbações artificiais, ou seja,escavação, perfuração, dentre outros. É importante ressaltar que na escavaçãoocorre uma profunda modificação no estado natural de tensões devido aredistribuição no maciço realizado com a pressão e, consequentemente,ocorrendo ruptura ocasionada com os esforços praticados.
  6. 6. Estimação e medição A caracterização de um maciço rochoso a partir da sua deformabilidade é umdos principais problemas que qualquer estudo geotécnico deve enfrentar caso desejam-se realizar cálculos tensão-deformação para a execução e desenho de estruturas. Através de pesquisas, notei que a natureza do maciço rochoso é muito complexa,pois, são necessárias ferramentas teóricas que permitem estimar, medir, analisar econtrolar o seu comportamento. Devido ao fato abordado no parágrafo anterior, com o objetivo fundamental deresolver esse problema, são idealizados, por especialistas, modelos teóricos que sóconseguem analisar um determinado processo em um tempo e um espaço determinado,no qual o bom senso e a experiência prática são partes importantes. É importante sabermos que uma amostra de rocha intacta em laboratório é muitomenor que um maciço rochoso que, muitas vezes contem certo número de planos defraqueza. Devido a isso, o comportamento mecânico do maciço rochoso é bastantediferente do material ensaiado no laboratório. Para determinar os parâmetros quecaracterizam os maciços rochosos têm-se três possibilidades a considerar: estimar osvalores in situ dos resultados obtidos no laboratório, utilizar correlações empíricas eexecutar in situ.
  7. 7. Antes de fazer uma revisão das principais técnicas de medida, é necessáriolembrar algumas definições básicas que são importantes no momento de escolheralguma técnica de medição, principalmente no que diz respeito à Matriz rochosa e àsDescontinuidades. O maciço rochoso é meio não homogêneo e descontínuo cujas propriedadesresistentes e deformacionais não podem ser medidas no laboratório, pois existe umadiferença muito apreciável entre os valores que se obtém nos ensaios de laboratório e osque se obtém dos ensaios realizados in situ, diferença que é conseqüência do volumeafetado em cada caso e que é conhecido como efeito de escala. O efeito escala é aconseqüência mais importante do caráter heterogêneo e descontínuo dos maciçosrochosos. Os parâmetros geomecânicos de descontinuidades podem ser determinadosestimativamente, por ocasião do mapeamento geológico-geotécnico de superfície ou apartir de testemunhos de sondagens rotativas.
  8. 8. Fluxo em maciço rochoso O fluxo de água subterrânea geralmente altera a condição de estabilidade dostaludes. As principais razões para este fato são: Variação da pressão que atua nas superfícies de descontinuidades, ocasionando aredução da resistência ao cisalhamento existente, e originando forças ativas que tendema induzir as rochas ao deslizamento; Alteração da textura e estrutura da rocha ou mesmo destruição e alteração do seugrau de coesão ou consistência; Destruição, transporte ou mudança do grau de coesão do material de preenchimento. De acordo com Hoek e Bray ( 1981 ), há duas maneiras de se obter os dadosrelativos às distribuições de pressão da água dentro do maciço rochoso: A dedução do padrão de fluxo de água subterrânea a partir da avaliação da permeabilidade do maciço rochoso e da avaliação das fontes de água; Medida direta dos níveis de água em furos de sonda ou poços, ou a medida da pressão de água através de piezômetros instalados nos furos de sonda.
  9. 9. Pode-se dizer que as hipóteses clássicas para a análise do fluxo de água subterrâneaem taludes em rocha são: O fluxo ocorre somente através de fissuras ou descontinuidades, e a permeabilidade da rocha é considerada insignificante, como primeira aproximação. O movimento do fluxo é laminar. Condições de fluxo turbulento somente ocorrem quando existem valores muito grandes em relação à abertura das descontinuidades e gradientes hidráulicos mais altos do que os normais. O fluxo de água através de microfraturas da rocha e o fluxo turbulento emfissuras com superfícies rugosas são dois fenômenos que podem também ocorrer,quando existem problemas de estabilidade de taludes em rocha. Quando as rochas são solúveis, as falhas e/ou fraturas ocasionam a formação decavernas ao longo da zona de falhamento. Isto também pode ocorrer em rochas nãosolúveis, como um resultado da lavagem de rocha triturada e da abertura de fraturas detração, oblíquas ao plano de falha, consideradas um sub-produto do movimento aolongo da superfície de falhamento. Em ambos os casos, identificam-se situações quepropiciam a formação de zonas instáveis, localizadas na região em que são identificadosos falhamentos e/ou fraturamentos.
  10. 10. Modelos de fluxo em maciços rochosos Segundo Louis ( 1976 ), são cinco grupos de maciços rochosos, classificadossegundo sua textura, estrutura e imperfeições. Meio poroso, predominantemente homogêneo, contendo somente poros pequenos; Meio fraturado poroso, onde as fissuras determinam o comportamento hidráulico do maciço rochoso; Meio poroso contendo barreiras impermeáveis onde as descontinuidades são preenchidas por material composto de partículas impermeáveis; Meio poroso com pequenos canais em que descontinuidades preenchidas por material impermeável contêm canais através dos quais a água pode fluir; Meio cárstico contendo passagens largas e cavernas de várias formas geométricas, criadas pela dissolução e remoção da rocha pelo fluxo de água subterrânea.
  11. 11. Classificação geomecânica do maciço rochoso Os principais objetivos do sistema de classificação são: Identificar os principais parâmetros que influenciaram o comportamento do maciço rochoso; Dividir uma formação rochosa particular em zonas de comportamento similar; Compreender as características de cada maciço rochoso; Relatar condições de um maciço em um local com experiência e encontrada em outros; Obter dados quantitativos e orientações para o projeto; Prover uma base comum para a comunicação em diversas áreas. As classificações gemomecânicas do maciço rochoso variam de acordo com afunção da classe definida para o maciço mediante determinados parâmetros, além daestrutura mais adequada de sustentação. São considerados sistemas simples, baratos e práticos. Fornece o tipo e aquantidade de suporte necessário para estabilizar a escavação subterrânea, lê-seempírico. O objetivo de uma classificação geomecânica é processar ou codificarinformações sobre as propriedades do material rochoso, características dedescontinuidades e geometria de escavação para obter valores representativos quepropiciem ou evidenciem uma base racional para decisões acerca dos trabalhosreferentes às rochas.
  12. 12. Pode obter-se, também, uma estimativa do comportamento do maciço, além deavaliar a quantidade do mesmo levando em consideração características que vão muitoalém do que uma simples análise da resistência a compressão da rocha intacta e,envolvendo, uma correlação ou comparação das características de um local comcaracterísticas e experiências com outros locais em que se encontram os maciçosrochosos. Devido às pesquisas realizadas, percebi, que as empresas de mineração têmdesenvolvido classificações específicas para o maciço em particular. Neste sentido,existem atualmente diversos softwares que auxiliam nesta análise. Mas que só sãoefetivos quando o usuário conhece as características do maciço através deinstrumentação adequada.
  13. 13. Ações dinâmicas sobre as rochas Sabemos que o relevo corresponde ao conjunto de formação apresentadas pelalitosfera. Essas formas são definidas pela estrutura geológica combinada com as açõesda dinâmica interna e externa da Terra. A estrutura geológica diz respeito ao tipo de rocha, lê-se magmática, sedimentare metamórfica, bem como à idade que elas apresentam, lê-se mais antigas ou maisrecentes. As características das rochas condicionam a ação dos fatores modificadores dorelevo que são os agentes de erosão.
  14. 14. Os fatores internos são responsáveis pela elevação ou rebaixamento da superfície dacrosta terrestre os fatores externos, por sua vez, causam modificações nessa superfície. Internos: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos; Externos: intemperismos, águas correntes, vento, mar, gelo, seres vivos, entre outros.
  15. 15. Fatores internos: as pressões do magma Os fatores internos do relevo têm sua origem nas pressões que o magma exercesobre a crosta terrestre. Essas pressões podem provocar vulcanismo e outros fenômenoschamados tectônicos, como a formação de dobras e fraturas e a criação montanhas. A diferença entre a temperatura do magma, uma substância quentíssima e porisso fluida, a temperatura da crosta, que é mais baixa, pode resultar em dois fenômenos:em algumas regiões o magma extravasa para a superfície, pelos vulcões, sob a forma delavas; em outras, é a crosta que se transforma novamente em magma. "sugada" para ointerior do manto. Essa troca de calor, como vimos, é denominada movimento deconvecção. Tais fenômenos ocorrem com maior intensidade nas zonas de contato das placastectônicas, que formam a crosta terrestre. Essa placas que compõem a litosfera, sãoencontradas tanto nos continentes quanto sobre o mar. E a partir de rachaduras abertas
  16. 16. na crosta terrestre pela força sua pressão que o magma se movimenta realiza seutrabalho de construção e destruição, ou seja, pratica a sua ação dinâmica. Em geral, as chamadas montanhas recentes apresentam intensa atividadesísmica e vulcanismos, justamente porque estão no limite de destruição das placastectônicas. Tanto nas zonas de construção como nas zonas de destruição, além da ocorrênciade terremotos e vulcanismos é comum o aparecimento de dobras ou fraturas. As dobras ocorrem em rochas frágeis e mais ou menos plásticas, enquanto asfraturas se formam em rochas mais resistentes ou rijas. Se os blocos fraturados não sedeslocarem uns em relação aos outros, dizemos que se formam juntas. Quando, aocontrário, os blocos se afastam uns dos outros, terão ocorrido falhas. A grande ocorrência de dobras e falhas explica a formação de várias cadeias demontanhas sobre a crosta — antigas e recentes. Dizemos que as dobras e falhas sãomovimentos orogenéticos, ou seja, criadores de montanhas.Fatores externos: a erosão da superfície Os fatores externo são as chuvas, a água corrente, o vento, o gelo, o calor, alémda própria gravidade, que desgastam e modificam o relevo terrestre, tendendo auniformizá-lo. Isso só não ocorre por causa da dinâmica, isto é, a atuação dos fatoresinternos. Além disso, o desgaste das formas de relevo está associado à maior ou menorresistência da rocha à erosão. As rochas sedimentares, por exemplo, formadas porsedimentos originários de outras rochas, geralmente dispostos em camadas, são menosresistentes à erosão que as rochas magmáticas, originárias da solidificação do magma, eas metamórficas, que são rochas transformadas por variações de pressão e temperatura.
  17. 17. O aplainamento da superfície terrestre principia com os processosintempéricos, que podem ser físicos ou químicos. Entre os agentes físicos destaca-se ocalor, ou melhor, as variações de calor, que provocam desagregação da rocha porsucessiva dilatação e contração. Essa forma de intemperismo é típica das regiões áridase semi-áridas, em que há grandes variações de temperatura entre o dia e a noite. Entre osagentes químicos, o principal é a água, que, dependendo da rocha, pode dissolver algunsde seus minerais. Sua ação pode ser mais sentida nos climas úmidos. O intemperismo é seguido nela erosão, transporte e sedimentação, ou seja,deposição dos sedimentos nas áreas mais baixas do terreno. Isso é feito pelos agentesexternos, que podem ser a água das chuvas, dos mares ou dos rios, o gelo, o vento, alémda própria gravidade, por meio de desmoronamentos. As regiões que há muito tempo não sofrem a influência dos fatores internosapresentam de relevo consideradas antigas, geralmente suaves, pois já foram muitodesgastadas pela erosão.As formas de relevo Dependendo da atuação de agentes internos e externos, o relevo pode apresentardiversas formas. As principais são: montanhas, planaltos, planícies e depressões.
  18. 18. Comportamento, tensão, deformação Devido ao dinamismo interno da crosta terrestre, as rochas que integram alitosfera estão sujeitas a tensões que são forrças exercidas por unidade de área,resultantes dos movimentos tectônicos. Estas tensões podem ser compressivas, distensivas ou de cisalhamento. Astensões compressivas estão associadas a forças convergentes; as tensões distensivasestão associadas a forças divergentes; e, por fim, as tensões de cisalhamento estãoassociadas a movimentos paralelos das rochas em sentidos contrários. Tensão Tensão Tensão de Compressiva Distensiva Cisalhamento Quando nas rochas atuam estados de tensões, o comportamento das mesmas podemsofrer deformações que são reversíveis ou elásticas e irreversíveis ou plásticas. Comportamento Elástico – É reversível, pois o material deforma, mas quando a tensão cessa, recupera a sua forma ou volume inicial e verifica-se quando a força aplicada sobre a rocha não ultrapassou o seu limite de elasticidade.
  19. 19. Comportamento Plástico – É permanente, pois o material fica deformado sem rompimento e verifica-se quando a força aplicada sobre a rocha é superior ao seu limite de elasticidade e inferior ao limite de plasticidade.Tensão Elástica Plástica Frágil Deformação Os materiais, quando sujeitos a tensões, apresentam diferentes comportamentos de natureza frágil e de natureza dúctil. Uma mesma rocha sujeita a condições de pressão e temperatura distintas, pode apresentar comportamentos diferenciados. Estado de Tensão Comportamento Frágil Comportamento Dúctil Compressivo Falha inversa Dobra Distensivo Falha normal Estiramento Cisalhante Falha de desligamento Cisalhamento Os limites tectônicos são zonas onde existem grandes pressões e, consequentemente, os materiais sofrem profundas pressões. Com o aumento da temperatura, o limite de elasticidade dos materiais aumenta, tornando-se mais dúcteis. A temperatura é superior, devido ao fato dos materiais serem mais plásticos do que à superfície. Na superfície, como a pressão e a temperatura são menores, apresenta-se um comportamento elástico, seguido de ruptura. Alguns estudos afirmam que a deformação ocorre em regime frágil.
  20. 20. É importante ressaltar que os regimes dúcteis e frágeis estão associados,respectivamente, a dobras e falhas. As falhas são deformações associadas a comportamentos frágeis do materialgeológico. Correspondem a superfícies de fratura ao longo das quais ocorrerammovimentos relativos entre os dois blocos que separam. Surgem quando o limite deplasticidade das rochas é ultrapassado e estão, muitas vezes, associadas a sismos. Sendo que os tipos de falhas são:Falha Normal Falha Falha inversa ou Horizontal ou de empurrão Transcorrente Enquanto, as dobras são deformações associadas a comportamentos dúcteis dasrochas, em regimes compressivos. Correspondem a encurvamentos de camadasanteriormente planas. As dobras ocorrem dentro do limite de plasticidade das rochas.Assim como nas falhas é possível descrever as dobras tendo em conta certos elementoscaracterizados da sua geometria. Sendo que as dobras podem ser caracterizadas dos seguintes elementos:
  21. 21. Resumindo: Comportamento em detalhesDe acordo com o tipo de tensão e resistência de deformação, as rochasapresentam diferentes comportamentos.
  22. 22. Tempo de rochas e maciços rochosos Os três grandes ambientes geológicos geradores de rochas, também ditospetrogénicos são: ambiente magmático; ambiente sedimentar; ambiente metamórfico. As principais diferenças entre eles são definidas em termos de: pressão temperatura composição química A estes ambientes correspondem respectivamente, as rochas magmáticas, as rochassedimentares e as rochas metamórficas.Ambiente Magmático O ambiente magmático caracteriza-se geralmente por: a. Temperaturas elevadas (acima dos 800ºC);
  23. 23. b. Pressões muito variadas, desde muito baixas, no caso do Vulcanismo, a muito altas, no caso do Plutonismo, ocorrido no interior da Litosfera, variando num intervalo que reflete as diferentes profundidades a que pode ocorrer; c. Variações de composição química, considerada restrita em comparação com ou outros ambientes.Ambiente Sedimentar É praticamente o ambiente existente à superfície da Terra, caracteriza-se por: a. Baixos valores de temperatura e pressão; b. Grande variabilidade na composição química dos materiais; c. Proporcionar grandes transformações químicas, tais como a oxidação, carbonatação, hidrólise e a hidratação.Ambiente Metamórfico É caracterizada por um grande intervalo de pressões e temperaturas. O metamorfismo pode ser essencialmente térmico - Metamorfismo de Contato,ou essencialmente dinâmico - Metamorfismo Regional estreitamente ligado com aformação das cadeias montanhosas. Quanto à temperatura os valores não excedem, em regra, os 800ºC (valor quemarca o início da fusão de parte dos minerais, isto é o começo do magmatismo). Oambiente metamórfico tem lugar em meio essencialmente sólido.Ciclo das Rochas ou Ciclo Petrogénico As rochas geradas num determinado ambiente geológico são estáveis enquantopermanecem nesse mesmo ambiente. Uma mudança nas condições do ambienteinduzem a transformações mais ou menos lentas de modo a que as rochas se adaptem efiquem estáveis nessas novas condições. As principais alterações são as da sua textura e a criação de novos minerais deacordo com o novo ambiente, a partir da destruição de outros que mediante as novascondições deixam de ser estáveis. Por exemplo, muitos dos minerais das rochas que seformam em zonas profundas da litosfera alteram-se quando chegam à superfície, dandoorigem a outros minerais que vão participar na formação das rochas sedimentares. Estasrochas, com o decorrer do tempo geológico podem ser sujeitas a novas condiçõestermodinâmicas, originando rochas metamórficas e mesmo magmáticas quando há fusãodo material.
  24. 24. Podemos dizer que as rochas dependem umas das outras e que ao longo dotempo se transformam umas nas outras, dando lugar aos diferentes tipos litológicos oupetrográficos. A litosfera é a zona da Terra onde se dão os processos internos, a grandeprofundidade e que consomem energia vinda do interior do Globo, tais como omagmatismo, incluindo o vulcanismo, o metamorfismo e outras ações que resultam emdeformações da crosta (dobramentos e falhas) e deslocações da litosfera - são oschamados fenômenos geodinâmicos internos ou endógenos.Os processos que ocorrem à superfície ou na película mais externa da crosta terrestre eque consomem energia exterior ao nosso planeta, principalmente energia solar, sãochamados fenômenos geodinâmicos externos ou exógenos. A partir do magma por arrefecimento, solidificação e cristalização originam-seas rochas magmáticas ou ígneas que por processos de levantamento podem chegar àsuperfície onde ficam sujeitas aos processos geodinâmicos externos (meteorização,erosão, transporte e sedimentação) originando-se sedimentos. Posteriormente, estes sedimentos são sujeitos a processos físico-químicos queconduzem à formação de rochas sedimentares. O conjunto desses processos denomina-se por diagénese. À medida que estas rochas ou os sedimentos vão atingindo zonas maisprofundas da litosfera, por subsidência ou por subducção, a temperatura e a pressãoaumentam dando-se então inicio a processos metamórficos com geração de rochasmetamórficas. Com a continuação do aumento de pressão e temperatura, as rochaspodem fundir dando origem a um magma, completando assim o ciclo. Dentro deste ciclo existem ciclos mais pequenos, como se pode ver na figuraabaixo, já que uma rocha magmática ou uma rocha sedimentar podem sofrer processosmetamórficos e mesmo voltar a fundir originando um magma.
  25. 25. Resistência e deformabilidade de descontinuidade Sabemos, mediante conhecimentos prévios, que qualquer estrutura a implantarno terreno ora localizada à superfície ora localizado no espaço subterrâneo deve incluirum minucioso estudo das estruturas geológicas do local da construção. A descrição da qualidade de um maciço, especialmente de um maciço rochoso,inclui em seu estudo uma intensa análise das características das descontinuidadesocorrentes nos locais em que são encontrados. São as descontinuidades, com efeito, que condicionam as propriedadesgeotécnicas de grande número de terrenos conferindo-lhes um comportamento emtermos de deformabilidade, resistência ao corte e permeabilidade substancialmentediferente do material que constitui esses maciços. A imagem abaixo mostra em detalhes a forma de um bloco de rocha, delimitadopor duas descontinuidades, provocando o recuo da face do talude. A interseção de descontinuidades numa rocha muito resistente produziu o colapso de blocos da fundação das casas construídas junto à crista da escarpa. Qualquer outra escavação no pé do talude pode igualmente determinarinstabilidade similares de cunhas, as quais poderão levar à destruição de váriashabitações construídas ao longo da crista da escarpa. A estabilidade das fundaçõesdestas habitações depende fundamentalmente das propriedades das descontinuidades,isto é, da sua orientação, desenvolvimento e resistência ao deslizamento. Na imagem acima, a resistência da rocha propriamente dita, de valor elevadopara suportar as cargas transmitidas pelas fundações, não é determinante para aestabilidade. Este é um exemplo onde o projeto da fundação deve ter como enfoque a
  26. 26. geologia estrutural do local e não a resistência da rocha. Mas para analisar a estabilidadede blocos em fundações rochosas é de suma importância conhecer informações básicasou características das descontinuidades como: orientação e dimensões dasdescontinuidades, as quais definem a forma e grandeza dos blocos e a direção segundo aqual o bloco pode deslizar e as propriedades de resistência ao deslizamento dasdescontinuidades que determinam a resistência ao escorregamento dos blocos. Sob a designação de descontinuidade engloba-se qualquer entidade geológicaque interrompa a continuidade física de uma dada formação. As característicasgeológicas classificam geralmente as descontinuidades de acordo com o modo da suaformação. Os tipos mais freqüentes de descontinuidades são: falha, superfície deestratificação, foliação, diaclase, clivagem de fratura e xistosidade.
  27. 27. Referências Bibliográficaswww.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/11328/11328_4.PDFhttp://www.ppgem.ufop.br/arquivos/7260757111d001df73140e64a180c0a6.pdfhttp://www.lapes.ufrgs.br/discpl_grad/geologia3/rafael-luizcarlos.pdfhttp://cegeo.ist.utl.pt/html/investiga/artigo1.pdfhttp://soraiabiogeo.blogs.sapo.pt/10649.htmlhttp://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/9597/9597_3.PDFhttp://soraiabiogeo.blogs.sapo.pt/10649.htmlhttp://e-porteflio.blogspot.com.br/2009/04/deformacao-das-rochas.htmlhttp://paginas.fe.up.pt/~geng/ge/apontamentos/Cap_4_GE.pdfwww.ebah.com.br/content/.../apostila-mecanica-das-rochaswww.civil.uminho.pt/cec/revista/Num25/n_25_pag_17-40.pdfhttp://www.lapes.ufrgs.br/discpl_grad/mec_rochas_aplicada/Presentation.pdfhttp://www.cprm.gov.br/publique/media/dou_claudia_nonato.pdfhttp://e-geo.ineti.pt/edicoes_online/diversos/guiao_litoteca/capitulo4.htm

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