História e politica educacional percurso

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Aula sobre o Percurso Histórico da educação de acordo com ARANHA.

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História e politica educacional percurso

  1. 1. cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresUNIVERSIDADE FEDERAL DOMARANHÃOCAMPUS DE GRAJAÚCURSO : LICENCIATURAINTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIASDisciplina: História e políticaeducacionalPercurso da história e politica educacional
  2. 2. cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresPERCURSO DA HISTÓRIA ePOLITICA EDUCACIONAL
  3. 3. Os primórdios da escolarizaçãono BrasilO início da escolarização brasileiraIn: História da Educação Brasileira. Rio de Janeiro: UCB,2007.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  4. 4. O inicio de tudo ... O período de início da escolarização emnosso país, refere-se ao período do Brasil -Colônia e do Brasil – império NO PERÍODO COLONIAL – Surgiu osJESUITAS como principais professores, quese tornam responsáveis até os dias atuais.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  5. 5. Mas, como era antes da chegada dospadres Jesuítas? Na época entendia-se que não havianecessidade de se preparar o individuo paraas tarefas que a sociedade exigia. As crianças e os jovens indígenas aprendiamparticipando diretamente das atividadestribais, o que garantia a formação necessáriapara a vida adulta.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  6. 6. Com a vinda dos Jesuítas dá-se continuidadeao processo de imposição cultural, baseada nomodelo europeu vigente.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresA ESCOLA JESUÍTICAENFATIZAVA, TRÊS GRANDESOBJETIVOSCatequizaros índios Propagar afé CristãDivulgar aculturaeuropéia
  7. 7. A educação jesuítica na vertente deHilsdorf (2005) Panorama social-histórico e político.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres[...] nobreza e clero querem defender a estruturasocial triplo e hierarquizada – os que lutam, osque rezam e os que trabalham – definida pelosteólogos do século XII, e manter seusprivilégios, aceitando as restrições da Igreja àacumulação de capital e à livre produção e livrecontratação da força de trabalho praticadas pelaburguesia(HILSDORF, 2005).
  8. 8. Período jesuítico: 1549 - 1759- A Companhia de Jesus: Missão, difundir afé católica; Objetivos: conversão dos indígenas, pormeio da catequese e instrução;- As escolas jesuítas eram regulamentadaspor um documento, escrito por Inácio deLoiola, o Ratio Studiorum;- A obra educacional desenvolvida pelosjesuítas era mantida pela coroa;cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  9. 9. Nesse contexto de acordo comHilsdorf ...cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresPercebemos que a educação jesuíta pode serinterpretada a partir de dois grandes objetivos:a colonização (Estado) e o missionário (Igreja).Assim, a missão jesuíta tem como projetomanter e propagar a fé católica em uma faseem que ela é contestada pela Reforma, pelasreligiões orientais e dos povos do Novo Mundo,mas também internamente.
  10. 10. As práticas e conteúdos que os jesuítasdesenvolveram de acordo com as regras codificadasna Ratio Studiorum.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresStudia inferiora:• Letras humanas, de grau médio,com duração de três anos econstituído por gramática,humanidades e retórica. Forma oalicerce de toda a estrutura doensino e se baseiaexclusivamente na literaturaclássica greco-latina.• Filosofia e ciências (ou curso deartes), também com duração detrês anos, tem por finalidadeformar o filósofo e oferece asdisciplinas de lógica, introduçãoàs ciências, cosmologia,psicologia, física, metafísica efilosofia moralStudia superiora:• Teologia e ciênciassagradas, com duração dequatro anos, coroa osestudos e visa à formação dopadre.• Nas classes de gramática, olatim é ensinado até operfeito domínio da língua.• Os alunos estudam asprincipais obras greco-latinase aperfeiçoam a capacidadede expressão e estilo, maspermanecem muitos presosaos padrões clássicos.
  11. 11. cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresOs jesuítas se tornam famosos pelo empenho eminstitucionalizar o colégio como local por excelência daformação religiosa, intelectual e moral das crianças e jovens. Afim de atingir esses objetivos instauram rígida disciplina,aplicada nos novos internatos criados para garantir proteção evigilância.Além de controlar a admissão dos alunos, concedemférias bem curtas para evitar que o contato com a famíliaafrouxasse os hábitos morais adquiridos.Mesmo quando se trata de externato, o olhar dos mestressegue os alunos, exigindo o afastamento da vida mundanae recriminando as famílias que não assumem o encargodessa vigilância.A obediência é considerada virtude não só de alunos,como também de padres, submetidos a rígida disciplina detrabalho, sem inovações personalistas.
  12. 12. Reforma Pombalina: de 1759 a 1808 Em 1759, os jesuítas são expulsos peloMarquês de Pombal (Sebastião José deCarvalho e Melo) e são criadas as AulasRégias de latim, grego e filosofia.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres Motivos:Enriquecimento dos Jesuítas no Brasil;Formação do chamado “Império TemporalCristão”;Educação Cristã para a Companhia e nãopara os interesses do país;
  13. 13.  O objetivo de Pombal era substituir a escolada Companhia de Jesus porque esta serviaaos interesses da fé e também era detentorade um poder econômico que deveria serdevolvido ao governo. criar uma escola útil aos fins do Estado; Novidade: educação laica;cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresA reforma de Pombal
  14. 14. Com a reforma de Pombal -organização do ensino Aulas régias: autônomas e isoladas, comprofessor único e uma não se articulava com asoutras; A qualidade do ensino ministrado pelas AulasRégias ficava ainda mais comprometida devidoà própria condição do pessoal docente.Professores mal pagos, vitalícios e improvisadosformavam o magistério Resultado do reforma: as aulas régias poucoalterou a realidade educacional no Brasil,tampouco se constituiu numa oferta deeducação popular, ficando restrita às eliteslocais; cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  15. 15. Concluindo, o ensino brasileiro aofinal do período colonial pode sercaracterizado por um retrocessopedagógico representado pelas AulasRégias que em nenhum momentosubstituiu o organizado sistemajesuítico de ensino.Para Fernando de Azevedo, foi “a primeiragrande e desastrosa reforma de ensino noBrasil”. cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  16. 16. Vinda da família real portuguesa para acolônia. Período Joanino: 1808-1821A partir de 1808, com a vinda da família realportuguesa para o Brasil – a colônia viroumetrópole - houve a valorização do ensinotécnico;- D. João VI abriu Academias Militares,Escolas de Direito e Medicina;- A Preocupação: formar os dirigentes do país;- Foco no ensino superior;- Escolas de primeiras letras esquecida.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  17. 17. A EDUCAÇÃO NO PERÍODO REPUBLICANOPeríodo Imperial: 1822 - 1888- Processo de Independência do Brasil;- Abertura dos portos;- • Instalação da imprensa, museu, biblioteca eacademias;- Dívida externa: Inglaterra;- Em 1824 é outorgada a primeira Constituiçãobrasileira. Sobre a educação, o Art. 179 daConstituição afirmava que a "instrução primária égratuita para todos os cidadãos”;-cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  18. 18. A EDUCAÇÃO NO PERÍODOREPUBLICANOcristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres O período republicano marca a presença dapreocupação, tanto de intelectuais quanto depolíticos, com as taxas elevadas deanalfabetismo. Segundo Ghiraldelli (2000), noano de 1920, 75% da população eramanalfabeta. A classe política possuía um grande interesseao combater o analfabetismo, visto que osanalfabetos não podiam votar.
  19. 19. Em termos pedagógicos, três correntesrepresentam os diferentes setores da sociedadeda épocacristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  20. 20. Pedagogia Libertáriabaseava-se em: educação debase científica; dicotomiaentre educação e instrução;educação moral mais prática;adaptação do ensino ao nívelpsicológico das crianças; co-educação; livre expressão;contato com a natureza;produção de textos críticosetc.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresPedagogia Tradicionalligada às oligarquias dirigentes e à Igreja.A disciplina rígida, a competição,individual ou coletiva, entre outros,caracterizavam esta corrente, que sofreuimportante influência da pedagogia dosjesuítas.Foi também influenciada pelasteorias pedagógicas americanas ealemãs, fundamentadas no pensamentodo filósofo alemão Johann FriedrichHerbartPedagogia Novabaseada nos estudos de John Dewey, enfatizou os métodos ativos deensino-aprendizagem, a liberdade e interesse das crianças, o trabalhoem equipe e a prática dos trabalhos manuais. O centro do processoensino-aprendizagem passava a ser o aluno e não mais o professor,como na Pedagogia Tradicional.
  21. 21. A EDUCAÇÃO NO PERÍODOREPUBLICANO Período Imperial: 1822 - 1888 Entre as poucas iniciativas do governo referentes aoensino primário, podemos lembrar da criação de umaescola no Rio de Janeiro que deveria utilizar o métodoLancaster, ou seja, o ensino mútuo ou monitorial. Oobjetivo da introdução deste método seria atenuar a faltade professores. Prática pedagógica: para suprir a falta de professoresinstitui-se o Método Lancaster, (ensino mútuo), em queum aluno treinado (decurião) ensina um grupo de dezalunos (decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor. A disciplina seria obtida através da ação repressora dosinspetores e também através de prêmios e castigos.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  22. 22.  Um Ato Adicional à Constituição promulgado em1834, colocou o ensino primário sob aresponsabilidade das Províncias, desobrigandoo Estado Nacional de cuidar desse nível deensino; Em 1835 surgiu a primeira Escola Normal do país,em Niterói. Podemos, assim, concluir que...a vinda da Família Real e a independênciasignificaram a perpetuação de um modelo educacionalpreocupado especialmente com a formação das elitesdirigentes.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  23. 23. Primeira República: 1889-1929 A Constituição de 1891, pouco tratou daeducação, pois cabia aos estados legislarsobre a educação primária e secundária; Até a década de 1930, os assuntos ligados àeducação eram tratados pelo DepartamentoNacional do Ensino ligado ao Ministério daJustiça. Somente em 1931 foi criado oMinistério da Educação.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  24. 24. Período da segunda república: 1930 - 1936 A Revolução de 30 foi o marco referencial paraa entrada do Brasil no mundo capitalista deprodução. Mudanças sociais; A nova realidade brasileira passou a exigir umamão-de-obra especializada e para tal erapreciso investir na educação; - É a partir da década de 1930 que a educaçãopassa a ser tratada como questão nacional. Em 1932 um grupo de educadores lança ànação o Manifesto dos Pioneiros da EducaçãoNova, redigido por Fernando de Azevedo eassinado por outros conceituados educadoresda época.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  25. 25. A educação na Constituição de 1934A nova Constituição dispõe, pela primeiravez, de uma capítulo especial sobre aEducação, estabelecendo que: “a educaçãoé direito de todos, devendo ser ministradapela família e pelos Poderes Públicos”.A Constituição de 1934 determinou que aUnião e os municípios deveriam aplicar nuncamenos de 10% e os estados 20% daarrecadação de impostos “na manutenção edesenvolvimento dos sistemas educacionais”(art. 156); cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  26. 26. Tentativa de criar um sistema nacionalde educação. A Constituição de 1934 dedicou um capítulointeiro ao tema, trazendo à União aresponsabilidade de "traçar as diretrizes daeducação nacional" (art. 5) e "fixar o plano nacional de educação,compreensivo do ensino em todos os graus eramos, comuns e especializados e coordenare fiscalizar a sua execução, em todo oterritório do País. " (art. 150);cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  27. 27. Estado Novo: 1937-1945- Com o Estado Novo é outorgada uma novaConstituição (1937); Essa Constituição, desobriga o Estado, emnível federal, estadual e municipal, damanutenção e expansão do ensino público; A Constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional – servir aomercado;cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  28. 28. Nova República: 1946-1963 Volta a figurar a vinculação orçamentária; Na Carta de 1946, voltou a figurar a vinculaçãoorcamentária que fixou em 20% a obrigaçãomínima dos estados e municípios e 10% daUnião. Volta a figurar na Constituição que "aeducação é direito de todos”; Em 1948 foi encaminhado à Câmara Federalo anteprojeto da LDB – aprovado em 1961cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  29. 29.  Com a 1º LDB tivemos a chance deorganizar o sistema nacional de educação -mas essa oportunidade foi perdida, pois aLDB fixou como sistema apenas osestaduais. Essa lei garantiu a educação como umdireito de todos, porém o Estado não eraobrigado a ofertar a educação básica.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  30. 30. Regime Militar – 1964-1985 O regime retirou a vinculação orçamentária; Com o Golpe Militar, o ensino em todas as áreas daeducação brasileira passaram a ser rigidamentevigiadas pelos comandantes das Forças Armadas; Professores foram presos e demitidos; -Universidades foram invadidas; Estudantes foram presos e feridos, nos confrontocom a polícia, e alguns foram mortos; - A UniãoNacional dos Estudantes proibida de funcionar;cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  31. 31. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. São Paulo:Moderna, 1989.BREJON, Moysés. (org.) Estrutura e funcionamento do ensino de1o e 2o graus: leituras. 7. ed. São Paulo: Pioneiras, 1976.PILLETTI, Nelson. Estrutura e funcionamento do ensino de 1o grau.22. ed. São Paulo: Ática, 1996.________ . História da educação no Brasil. 6. ed. São Paulo: Ática,1996.RIBEIRO, Maria Luísa Santos. História da educação brasileira: aorganização escolar. 13. ed. São Paulo: Autores Associados, 1993.ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil. 13.ed. Petrópolis: Vozes, 1991.SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna,1992.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina Torres
  32. 32. Até aqui foi nos slides, agora écontinuar o percurso HistóricoCom Maria Lúcia de ArrudaAranha.cristinatorresferreira@gmail.comProfª Cristina TorresTexto 01

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