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50 dicas 2014 cp e cpp

  1. 1. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 1 Novaes & Bello Dicas Penal & Processo Penal Felipe Novaes Advogado Mestre em Direito – UGF/RJ Rodrigo Bello Advogado Especialista em Ciências Criminais – UGF/RJ Direito Penal Dicas Direito Processual Penal Dicas Dica 1 – O CP para determinar o tempo do crime adotou a teoria da atividade, art. 4o, por isso o tempo do crime e o tempo da conduta, ainda que outro seja o do resultado. Esta regra nao pode ser confundida com a teoria da ubiquidade, adotada para determinar o Lugar do Crime, art.6o, que considera praticado o crime tanto no lugar da conduta, no todo ou em parte, bem como o lugar onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Dica 2 – A leis penais beneficas sempre retroagem aos fatos anteriores, mesmo que decididos por sentenca transitada em julgado. Esta retroatividade somente nao ocorre quando se tratar de leis penais temporarias ou excepcionais, art.3o, que tem ultra-atividade. A competencia para aplicar a lei benefica depois do transito em julgado da sentenca condenatoria e do juiz da execucao penal, conforme entendimento do STF no enunciado 611 da sumula. Dica 3 – Tentativa ocorre quando iniciada a execução o crime não se consuma por circunstancias alheias a vontade do agente. Trata-se de adequação típica indireta ou mediata, punível com a pena do crime consumado diminuída em 1/3 a 2/3. Dica 4 – Tentativa perfeita – ocorre somente em crimes materiais quando a execução é toda praticada, mas o resultado não ocorre por circunstância alheia a vontade do agente. Tentativa imperfeita – ocorre em crimes materiais, formais ou de mera conduta, que sejam plurissubsistentes, quando DURANTE a execução do crime for interrompida por circunstância alheia a vontade do agente. Outra classificação importante divide a tentativa em tentativa branca ou Dica 01: Súmula 714 STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. Dica 02: Súmula 73 STJ: A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de estelionato, da competência da Justiça Estadual. Súmula 122 STJ: Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do Art. 78, II, a, do Código de Processo Penal. Dica 03: Arquivamento do IP Art. 28 CPP. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. Dica 04: Substituição Processual Diferente da Ação Civil Ex Delicto Art. 31 CPP. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Art. 63 CPP. Transitada em julgado a sentença condenatória, poderão promover-lhe a execução, no juízo cível, para o efeito da reparação do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros.
  2. 2. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 2 incruenta – ocorre quando o bem jurídico não sofre qualquer tipo de lesão como consequência da tentativa. Tentativa vermelha ou cruenta – o bem jurídico é lesionado, embora não chegue a consumação. Dica 5 – Os crimes materiais são aqueles que dependem da ocorrência do resultado naturalístico para a consumação (homicídio, furto, roubo, apropriação indébita...). Crimes formais são crimes que podem causar resultados naturalísticos, mas a consumação ocorre com a conduta, não há necessidade de ocorrência do resultado (calúnia, difamação, injúria, concussão, corrupção passiva e ativa, extorsão, extorsão mediante sequesto...). Já os crimes de mera conduta são crimes que não tem resultado naturalístico, a consumação ocorre com a conduta (violação de domicilio). Dica 6 – Não admitem tentativa: 1- os crimes unissubsistentes – pois dependem de um único ato executório que já causa a consumação, se o agente inicia a execução, pratica o tal ato único, o crime já está consumado, não sendo possível caracterizar a tentativa. 2- Os crimes omissivos próprios – ou o agente se omite e o crime está consumado, ou ele faz o que a lei mandou fazer e não houve crime. ATENÇÃO – os crime omissivos impróprios (comissivos por omissão) admitem tentativa, pois o agente pode se omitir dolosamente e o resultado não ocorrer por circunstâncias alheias a vontade dele. P.ex. a mãe decide parar de alimentar o filho, pretendendo sua morte, o pai percebe o que esta acontecendo e salva a vida da criança. A mãe deverá responder por tentativa de homicídio doloso. 3- Os crimes culposos – os crimes culposos dependem do resultado, conforme dispõe o art.18,II do CP, por isso se o resultado não ocorre o fato é atípico, não há tentativa. 4- Os crimes preterdolosos, como o resultado qualificador é culposo a tentativa não é possível pelos mesmos motivos acima. 5- Crime habitual próprio– são crimes que exigem uma reiteração da conduta para tipificação do fato, por isso se o agente pratica a conduta uma única vez ou se faz eventualmente o fato é atípico. Assim, a doutrina entende que a tentativa seria atípica já que somente há relevância penal com a repetição habitual da conduta. 6- Crimes de atentado – são crimes que a tentativa é considerada como modalidade consumada no próprio tipo penal, não há aplicação do art.14,II. P.ex. art.352 do CP. 7- Crimes que dependem de resultado para serem punidos – são fatos que somente tem relevância penal quando o resultado ocorre, a Parágrafo único. Transitada em julgado a sentença condenatória, a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. Dica 05: Local do Crime Diferenças entre CP e CPP Art. 6º CP - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Art. 70 CPP - A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. Dica 06: Foro Privilegiado Deputados Federais, Senadores, Presidente BC, Ministros – STF Governador, Desembargador – STJ Juiz Federal – TRF Juiz Estadual – TJ Prefeito – TJ (OBS: Súmula 702 STF: A competência do Tribunal de Justiça para julgar Prefeitos restringe-se aos crimes de competência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau.) Dica 07: Prova Penal – Assistente Técnico Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior. § 1o Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. § 2o Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. § 3o Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. § 4o O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. § 5o Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes, quanto à perícia: I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para
  3. 3. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 3 relevância penal está vinculada ao resultado. P.ex. art.122 do CP. 8- Contravenções penais – a tentativa não é punível na forma do art.4o da LCP – 3688/41. Dica 7 - Na desistência voluntária e no arrependimento eficaz (art.15), bem como no arrependimento posterior (art.16) a lei exige VOLUNTARIAMENTE, mas NÃO exige que seja ESPONTÂNEO, ou seja, se o agente não pode ser forçado a desistir ou se arrepender, mas a idéia pode partir de terceira pessoa, até da própria vítima. Há desistência voluntária quando o agente voluntariamente interrompe a execução da própria conduta impedindo a consumação, o agente sequer termina a conduta. Já o arrependimento eficaz ocorre quando após concluir toda a execução, o agente impede voluntariamente o resultado impedindo a consumação, por isso somente ocorre em crimes materiais, pois somente esses dependem do resultado para a consumação. Dica 8 - O arrependimento posterior – é causa de diminuição de pena – art.16 – incide na terceira fase da dosimetria - ATENÇÃO – não pode ser confundido com o arrependimento eficaz (este evita a consumação, enquanto o posterior é depois de consumado). O arrependimento posterior tem quatro requisitos – 1 – crime sem violência ou grave ameaça; 2 – reparação integral dos danos; 3 – a reparação deve ser feita até o RECEBIMENTO da denúncia ou da queixa; 4 – por ato VOLUNTÁRIO do agente. Dica 9 – Os crimes comissivos são aqueles que o tipo penal prevê uma ação como conduta núcleo do tipo legal. Os omissivos próprios são aqueles que tem a omissão prevista no tipo penal, a omissão é a conduta normal, ordinária, PRÓPRIA do crime. O crime comissivo por omissão, também chamado de omissivo impróprio, é um crime que deveria ser praticado por ação, mas foi praticado por omissão, somente poderá ser tipificado quando o omitente for garantidor (art.13, §2o). Portanto, os crimes comissivos por omissão ou omissivos impróprios exigem a posição de garantidor do omitente, é essa posição que cria para ele a obrigação de agir para impedir o resultado e torna possível a adequação típica da omissão em tipos que originalmente deveriam ser praticados por ação. Dica 10 – Diferença fácil entre erro de tipo e de proibição em questões de caso concreto: a) se o agente NÃO SABE O QUE ESTÁ FAZENDO, ou seja, acha que está fazendo uma coisa, mas na verdade está fazendo outra (esta responderem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as respostas em laudo complementar; II – indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou ser inquiridos em audiência. § 6o Havendo requerimento das partes, o material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado no ambiente do órgão oficial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito oficial, para exame pelos assistentes, salvo se for impossível a sua conservação. § 7o Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico. Dica 08: Ofendido – Vítima Art. 201. Sempre que possível, o ofendido será qualificado e perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas declarações. § 1o Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem motivo justo, o ofendido poderá ser conduzido à presença da autoridade. § 2o O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado da prisão, à designação de data para audiência e à sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem. § 3o As comunicações ao ofendido deverão ser feitas no endereço por ele indicado, admitindo-se, por opção do ofendido, o uso de meio eletrônico. § 4o Antes do início da audiência e durante a sua realização, será reservado espaço separado para o ofendido. § 5o Se o juiz entender necessário, poderá encaminhar o ofendido para atendimento multidisciplinar, especialmente nas áreas psicossocial, de assistência jurídica e de saúde, a expensas do ofensor ou do Estado. § 6o O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de justiça em relação aos dados, depoimentos e outras informações constantes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição aos meios de comunicação. Dica 09: Testemunha Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na
  4. 4. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 4 prevista como no tipo penal), estará em erro de tipo, NINGUÉM PODE QUERER FAZER ALGO, SEM SABER O QUE ESTÁ FAZENDO, por isso o erro de tipo exclui o dolo. – TIPICIDADE b) Se o agente SABE O QUE ESTÁ FAZENDO , QUER FAZER, MAS NÃO SABE QUE É CRIME, erra quanto a proibição, quanto a ilicitude do fato, o erro será de proibição, não tem consciência da ilicitude – CULPABILIDADE. Dica 11 - Erro quanto a pessoa – art.20, §3o – quando o agente quer praticar um crime contra uma determinada pessoa e por confusão pratica contra outra pessoa, achando que era a que queria atingir, responde como se tivesse praticado o crime contra quem queria atingir. A mesma coisa ocorre no ABERRATIO ICTUS, erro na execução, previsto no art.73 do CP, que ocorre quando o agente por erro ou acidente no uso dos meios de execução atinge pessoa diversa da que queria atingir. Devendo responder como se tivesse atingido quem ele queria. P.ex. o policial que mira no seqüestrador e, por erro ou acidente no uso da arma, acaba atingindo o refém. Deverá responder como se tivesse atingido o seqüestrador e absolvido com base na legitima defesa. Dica 12 - o erro na execução – aberratio ictus – não pode ser confundido com o resultado diverso do pretendido – aberratio criminis – que ocorre quando o agente com o dolo de atingir uma coisa (crime de dano) acaba por atingir uma pessoa. Nessa hipótese o art.74 do CP prevê que o agente deve responder culposamente. Então por ex. Se com o dolo de praticar crime de dano, quer quebrar uma janela, a pedra acaba atingindo uma pessoa, causando lesão corporal, deverá o agente: 1- se a janela não foi quebrada, somente a pessoa atingida – responder somente pela lesão corporal culposa; 2 – se quebrou a janela e atingiu a pessoa – por concurso formal (art.70) entre o crime de dano doloso e o crime de lesão corporal culposa. Dica 13 - ABERRATIO CAUSAE – ocorre quando o agente pratica a conduta, com o dolo de causar um determinado resultado, e acredita, por erro, que o resultado foi produzido (na verdade não ocorreu). Então pratica uma segunda conduta, já sem o dolo anterior, e acaba por causar o resultado que queria anteriormente. A doutrina brasileira entende que o agente deverá responder pelo crime consumado, permitindo a extensão do dolo, presente na primeira conduta, ao resultado causado no segundo momento – é o chamado dolo geral. Por ex. O agente com dolo de matar atira na vítima, acredita que causou a morte (que na verdade não aconteceu), então decide ocultar o repetição de outra já respondida. Art. 217. Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu defensor. Dica 10: Hipóteses de Flagrante Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem: I - está cometendo a infração penal; II - acaba de cometê-la; III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. § 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública. § 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas. Dica 11: Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, de ofício, se no curso da ação penal, ou a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial. Dica 12: Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: I - maior de 80 (oitenta) anos; II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; IV - gestante a partir do 7o (sétimo) mês de gravidez ou sendo esta de
  5. 5. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 5 cadáver jogando em um rio que passa pelo local, com esta segunda conduta causa a morte por afogamento. Deve responder como se tivesse matado na primeira conduta. Dica 14 - Na desistência voluntária e no arrependimento eficaz (art.15), bem como no arrependimento posterior (art.16) a lei exige VOLUNTARIAMENTE, mas NÃO exige que seja ESPONTÂNEO, ou seja, se o agente não pode ser forçado a desistir ou se arrepender, mas a idéia pode partir de terceira pessoa, até da própria vítima. Há desistência voluntária quando o agente voluntariamente interrompe a execução da própria conduta impedindo a consumação, o agente sequer termina a conduta. Já o arrependimento eficaz ocorre quando após concluir toda a execução, o agente impede voluntariamente o resultado impedindo a consumação, por isso somente ocorre em crimes materiais, pois somente esses dependem do resultado para a consumação. Dica 15 - Dolo direto – quando o agente dirige sua conduta livre e consciente a realizar um determinado resultado, portanto tem uma finalidade, um propósito. Ele QUER realizar a conduta descrita no tipo penal. O dolo direto está regido pela teoria da vontade. Dica 16 - Dolo de primeiro grau – é a vontade de realizar o objetivo principal do agente, aquele objetivo final da conduta, aquilo que ele quer de forma principal, que move sua atuação. Dolo de segundo grau – é a vontade de realizar qualquer outro resultado que seja necessário, certo, para conseguir alcançar o objetivo principal. São as conseqüências que acontecerão, com certeza, em virtude dos meios empregados para alcançar o objetivo principal. Por ex. Se o agente decide praticar um homicídio, quer a morte de uma determinada pessoa, e seleciona como meio intoxicá-la dentro de uma sala de aula, sabendo que causará necessariamente a morte dos outros alunos, terá dolo de primeiro grau na morte da vitima principal e de segundo grau em todas as demais mortes. Dica 17 - Culpa – ocorre crime culposo quando o agente causa um resultado, previsto ou previsível, através de uma conduta de inobservância de deveres objetivos de cuidado. Portanto, são elementos do crime culposo: 1- uma conduta descuidada – imprudência, negligência ou imperícia. 2- um resultado previsível. 3- nexo causal. 4- previsão no tipo penal (só há crime culposo quando expressamente previsto no tipo penal). alto risco. Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. Dica 13: Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades; II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica. Dica 14: Art. 322. A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. Dica 15: Art. 350. Nos casos em que couber fiança, o juiz, verificando a situação econômica do preso, poderá conceder-lhe liberdade provisória, sujeitando-o às obrigações constantes dos arts. 327 e 328 deste Código e a outras medidas cautelares, se for o caso. Parágrafo único. Se o beneficiado descumprir, sem motivo justo, qualquer das obrigações ou medidas impostas, aplicar-se-á o disposto no § 4o do art. 282 deste Código.
  6. 6. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 6 Dica 18 - Culpa consciente – o agente prevê o resultado como conseqüência de sua conduta (até aqui igual ao dolo eventual), mas acredita ser capas de evitá-lo. Nega o resultado, não quer e não aceita causar o resultado. Culpa inconsciente – o agente NÃO PREVÊ o resultado, embora este resultado fosse previsível. ATENÇÃO – só há crime culposo quando o resultado for ao menos previsível, se o agente prevê a culpa é consciente, se não prevê, embora previsível, a culpa é inconsciente. Dica 19 - A ausência de dolo ou culpa torna o fato atípico. Por ex. Se alguém conduz um veículo automotor com toda a prudência necessária, observando todas as regras de trânsito, e sem querer causar qualquer resultado proibido, mas mesmo assim atropela um pedestre que se atirou na frente do automóvel repentinamente, não há homicídio, nem doloso nem culposo, houve um mero acidente, irrelevante para o direito penal. O fato é atípico! Dica 20 - As penas restritivas de direitos são autônomas e substitutivas das penas privativas de liberdade. Portanto, cumpridos os requisitos do art.44 do CP o juiz deverá substituir a pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. O Código de Trânsito Brasileiro – lei 9503/97 – apresenta uma exceção a esta regra, nele há previsão de penas privativas de liberdade cumuladas com penas restritivas de direitos (proibição de dirigir), devendo o juiz condenar pelas duas penas cumulativamente. Claro que a pena privativa de liberdade poderá ser substituída, desde que por outras restritivas, cumpridos os requisitos do art.44 do CP. Dica 21 - PODE ser aplicada pena restritiva de direitos aos reincidentes em crimes dolosos, quando for socialmente recomendável, e desde que a reincidência não seja NO MESMO CRIME. Conforme art.44, II e §3o do CP. Dica 22 - As penas de multa são consideradas divida de valor e serão executadas observada a legislação de execução fiscal, inclusive no que concerne as causas interruptivas e suspensivas da prescrição. Dica 23 - Detração – consiste no abatimento do tempo de prisão processual (temporária, preventiva, flagrante, sentença condenatória não transitada em julgado e sentença de pronúncia) ou de internação cautelar na pena aplicada na condenação ou na medida de segurança. Conforme dispõe o art.42 do CP. Dica 16: Citação Art. 358. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço. Art. 359. O dia designado para funcionário público comparecer em juízo, como acusado, será notificado assim a ele como ao chefe de sua repartição. Art. 360. Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado. Dica 17: Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. § 1o A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena. § 2o Se o crime for afiançável, o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou manutenção da liberdade provisória. § 3o O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código. Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado. Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova. Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando: I – provada a inexistência do fato; II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato; III – o fato não constituir infração penal; IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime. Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, salvo quando esta for a única tese defensiva. Art. 419. Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de crime diverso dos referidos no § 1o do art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja.
  7. 7. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 7 Dica 24 - Cabe trabalho externo para o condenado em qualquer dos três regimes – fechado, semiaberto e aberto – art.36 da LEP – 7210/84. O trabalho do preso é remunerado e gera direitos previdenciários, mas não é regido pela CLT. Dica 25 - A remição de parte da pena pelo trabalho ou pelo estudo (como já era previsto pelo STJ – Súmula 341), somente se aplica aos condenados a pena PRIVATIVA DE LIBERDADE, que estejam cumprindo em REGIME FECHADO ou SEMIABERTO, conforme dispõe a LEP, art. 126 com as alterações introduzidas em 2011. No regime ABERTO e no livramento condicional não há remição pelo trabalho, mas a nova estruturação legal admite a remição pelo ESTUDO. A remição será considerada como pena cumprida para cálculo de benefícios penais em percentual da pena. A remição era perdida integralmente em caso de falta disciplinar (redação original do art. 127 da LEP – 7210/84) ratificado pelo STF na Súmula Vinculante n.9. Entretanto com a nova redação do art.127 deverá o juiz observar as peculiaridades do caso concreto e decretar a perda de no máximo 1/3 do tempo remido. Não há mais perda integral. Novas Súmulas STJ Súmula 500: a configuração do crime previsto no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente independe da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal. Súmula 501: é cabível a aplicação retroativa da Lei 11.343/06, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei 6.368/76, sendo vedada a combinação de leis. Súmula 502: presentes a materialidade e a autoria, Parágrafo único. Remetidos os autos do processo a outro juiz, à disposição deste ficará o acusado preso. Dica 18: Art. 440. Constitui também direito do jurado, na condição do art. 439 deste Código, preferência, em igualdade de condições, nas licitações públicas e no provimento, mediante concurso, de cargo ou função pública, bem como nos casos de promoção funcional ou remoção voluntária. Dica 19: Art. 483 CPP: Quesitos I – a materialidade do fato; II – a autoria ou participação; III – se o acusado deve ser absolvido; IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa; V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. Dica 20: Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos embargos de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando houver na sentença ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão. Art. 620. Os embargos de declaração serão deduzidos em requerimento de que constem os pontos em que o acórdão é ambíguo, obscuro, contraditório ou omisso. § 1o O requerimento será apresentado pelo relator e julgado, independentemente de revisão, na primeira sessão. § 2o Se não preenchidas as condições enumeradas neste artigo, o relator indeferirá desde logo o requerimento. Dica 21: O STF recentemente entendeu cabível a retratação do recebimento da denúncia, caso a defesa alegue em resposta do acusado uma das hipóteses do art. 395 CPP. Dica 22: Para o STF o Pacto de São José da Costa Rica tem natureza de norma supralegal. Dica 23: A Súmula 721 STF não se aplica ao Deputado Estadual tendo em vista a disposição similar do foro privilegiado na Constituição Federal. (Simetria). Dica 24: Não vigora na ação penal pública o princípio da indivisibilidade.
  8. 8. www.professorfelipenovaes.blogspot.com.br www.professorrodrigobello.blogspost.com.br 8 afigura-se típica, em relação ao crime previsto no artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas. Dica 25: Defesa Preliminar é o nome que se dá ao incidente defensivo antes do recebimento da ação penal, presente na lei de drogas, funcionário público e lei 8.038/90. Conheça a 2ª Fase Penal Curso Fórum – Modalidades Online Presencial Serão 80h-100hs onde implantaremos algumas novidades. A) Simulado. Como funciona? O aluno vai pra sala como se tivesse fazendo a prova. 2hs para a peça, trabalhando na dificuldade, tempo reduzido e depois de um breve intervalo, é feita a correção. Para os alunos do online a peça é disponibilizada momentos antes. B) Implementação oficial dos deveres de casa. Ao final de cada aula um caso, problema para ser trazido na aula seguinte. C) Protocolo de peças. Questões práticas que serão corrigidas pelo professor e equipe com indicação dos erros. A letra legível será aferida, assim como todos os itens exigidos pela banca. Galera do online manda por e-mail. Vale observar que existe uma aula tutorial onde todas as dúvidas são sanadas. D) Monitorias. De 14:00hs as 17:00hs aulas temáticas com transmissão online e gravada para quem não puder assistir neste horário. E) Questões discursivas respondidas durante a preparação. F) Apostila entregue no primeiro dia de Aula. G) Cuidado extra em trazer o Código para sala de aula. A nova aula de marcação de códigos é um sucesso e ajuda muito o aluno a saber fazer as remissões. H) O cuidado emocional. Na 2 fase a pressão dobra. Vamos dar um basta na ansiedade com leveza durante as aulas e sensibilidade. As turmas Forum Penal têm ficado para a história. I) A implementação durante o curso das teses de defesa que são maioria numa prova OAB. H) Elaboração das peças pensando naquele q nunca fez uma peça. Indicação Bibliográfica: LANÇAMENTO! Manual de Prática Penal

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